AGOSTO

CLIPPING 30 DE AGOSTO DE 2013

nsbNICHOLAS SPARKS: ‘É A MESMA FÓRMULA PARA QUALQUER GÊNERO’

O Brasil está na linha de frente do best-seller americano Nicholas Sparks, que tem 90 milhões de livros vendidos no mundo e, na semana passada, era o autor de seis dos 20 títulos mais vendidos do país. “Uma longa jornada” (Arqueiro), seu novo livro, será lançado em primeira mão na Bienal do Livro do Rio, que começa amanhã e vai até dia 8 de setembro, no Riocentro. Na cidade antes de viajar a São Paulo e Curitiba, para sessões de autógrafos, Sparks recebeu O GLOBO para uma entrevista.
É a primeira vez que você conta duas histórias de amor em um único romance. De onde surgiu a ideia?
É difícil dizer a origem de qualquer romance. Nunca começa com uma ideia completa, mas com uma imagem que vai crescendo. Para “Uma longa jornada”, eu sabia qual seria o final e qual sensação queria provocar no leitor. Estou curioso para saber de qual dos dois casais os leitores vão gostar mais.

O livro vai para o cinema?
Sim, o contrato foi assinado em fevereiro. Sou um dos produtores. Está na fase do roteiro. Esperamos a estreia para fevereiro de 2015.

Você já escreve pensando em adaptar?
Não. Até penso sobre os filmes quando tenho a ideia para a história, porque quero que ela seja original, o cinema também precisa disso. Mas, uma vez que tenho a ideia, só penso no romance, porque não é garantido que será adaptado.

Este é seu décimo oitavo livro. Como você faz para ser tão prolífico?
Só parece prolífico para quem está de fora. No meu mundo, leva uma eternidade (risos). Seis meses para escrever, um mês para editar e outro mês e meio para promover o livro. Nos outros três, eu fico pensando no próximo. Escrevo quatro dias por semana, seis horas por dia. Nos outros dias, não fico na piscina. Tenho uma produtora de TV para tocar e filmes para supervisionar. Tento escrever duas mil palavras por dia. Costumo fazer 400 palavras por hora.

Do jeito que você fala, parece que chegou a uma fórmula Nicholas Sparks. Qual seria?
É a mesma fórmula para qualquer gênero ou best-seller. É preciso uma história interessante, com personagens que intriguem o leitor. É mesmo bem simples. Sim, dá para dizer que meus romances seguem um padrão. Eles falam, por exemplo, de várias emoções humanas e sempre se passam na Carolina do Norte.

E sempre têm finais trágicos.
Nem sempre. Na verdade, os livros adaptados para o cinema têm histórias assim. Nos meus livros, uso essas tragédias como forma de tratar todas as emoções da vida. Se você olhar “Uma longa jornada”, vai ver Sophia feliz, com raiva, frustrada e se sentindo traída. O mesmo com os outros personagens.

Você odeia finais felizes?
Gosto de finais que surpreendam (risos). Algumas vezes, essa surpresa vem da tragédia, do fato de você não conseguir acreditar que termina de um jeito tão trágico. Por outro lado, não sei se os finais de “Uma longa jornada” ou “Um porto seguro”, por exemplo, podem ser considerados tristes.

Você não tem medo de se repetir?
É difícil, mas tento fazer sempre diferente. Trabalho na estrutura narrativa, no tamanho do romance, na voz dos personagens. Algumas vezes uso a primeira pessoa, em outras uso a terceira. Às vezes, misturo tudo, de forma a cada livro parecer um romance novo. Se você vir, “Uma longa jornada” e “Diário de uma paixão” são livros diferentes.

Você está no Brasil para promover o novo livro. Nicholas Sparks ainda precisa disso para vender?
Preciso. Não que eu precise estar aqui para vender, mas acho que minha presença ajuda nas vendas. Uma das minhas metas, nos próximos cinco anos, é aumentar minhas vendas no Brasil e em outros países. Estou fazendo o mesmo que fiz quando comecei, nos Estados Unidos. E eu adoro encontrar os leitores, conversar com eles. Às vezes, a ideia para o próximo livro surge dessas conversas.

Você virou um empresário da literatura?
Há vários caminhos que um escritor pode escolher. Eu gosto de trabalhar em Hollywood, porque me tira de casa, me permite conhecer novas pessoas. É divertido. Também é uma forma de me tornar mais conhecido. Se escrevo, quero que o máximo de pessoas encontre aquela história.

A Justiça americana acaba de condenar a Apple e outras editoras por formação de cartel. Como autor, esse assunto o preocupa?
Acho que minha editora fez um acordo (com a Justiça). Vamos ver como isso se desenrola. Tento não me preocupar, porque são coisas que fogem ao meu controle. Mas presto atenção, para saber o que vem por aí. Meu interesse, como autor, é que meus livros estejam disponíveis. Quero ser lido.

J. K. Rowling vende seus e-books por conta própria. Best-sellers como o senhor ainda precisam das editoras?
Escritores precisam de editores. Também do trabalho de marketing que a editora faz. As editoras têm um papel de filtrar tudo. Sem elas, seria como navegar na internet sem mecanismos de busca. Claro, a situação é diferente para autores best-sellers. Precisamos de editores? Eu preciso. Precisamos de uma empresa que faça esse trabalho? Claro, porque preciso que os livros sejam distribuídos. Se, em 15 anos, não houver livro físico, o que eu não acredito, claro que seria diferente. Mas eu não tenho planos de deixar minha editora.

(Fonte: O Globo)

 

 

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Escritora venceu o Passo Fundo Zaffari & Bourbon com ‘Infâmia’

ANA MARIA MACHADO DIZ QUE PRÊMIO É ‘REPARAÇÃO DE INJUSTIÇA’

Ana Maria Machado já ganhou muitos prêmios, como o Hans Christian Andersen, o mais importante do mundo para a literatura infantil, e o Machado de Assis, pelo conjunto da obra. Mas nada repercutiu tanto quanto a derrota que sofreu no Jabuti, no ano passado. Ela era a favorita de dois dos três jurados, mas sua obra perdeu por causa desse terceiro, o famoso jurado C, que deu zero para seu livro.
O título em questão era Infâmia (Alfaguara), e a hora dele finalmente chegou. Terça, na abertura da 15.ª Jornada de Literatura de Passo Fundo (RS), ele foi anunciado como o romance vencedor do 8.º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, no valor de R$ 150 mil – um dos mais altos do País. Concorreram obras escritas em português e publicadas no Brasil nos últimos anos. Ao lado dela, na lista de finalistas, nomes como João Gilberto Noll e Luiz Ruffato.
“Quando soube do prêmio, a sensação de reparação de uma injustiça entrou forte na alegria”, comentou ontem, em Passo Fundo. “Na vida, as coisas tendem a seguir um equilíbrio. Talvez a linguagem popular dissesse ‘O que é do homem o bicho não come’. Talvez o Zagalo dissesse ‘Tiveram que me engolir’”, brincou a imortal e presidente da Academia Brasileira de Letras.
Baseado em fatos reais, Infâmia fala do limite entre o verdadeiro e o falso. São dois os personagens principais: um embaixador que recebe um envelope com documentos sobre sua filha morta e um funcionário público falsamente acusado de corrupto.
Ana Maria terminou há pouco um infantil, que está descansando “na nuvem”. Entre outubro e novembro lança, pela Objetiva, a novela juvenil Enquanto o Dia Não Chega – uma história que se passa no século 17 e se alterna entre uma aldeia africana e outra portuguesa e um colégio de jesuítas.
Seus leitores adultos, porém, devem esperar um pouco mais por outro romance. “Estava com uma história na cabeça, mas aí alguém publicou um livro sobre o assunto. Desisti do projeto. Mas, com o prêmio, vou poder parar um tempo e financiar um silêncio para mim e ver como dar rumo, ou não, a esse tema que me assombra”, conta.
Ela não revela o assunto por medo de perdê-lo. “O momento de escrever é muito próximo do inconsciente. Pôr em palavras, é dar uma forma verbal a certas sensações que são ainda muito difusas e a certas percepções inconscientes. Na hora de botar no papel, ela perde a espontaneidade”, conclui.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

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Destaque da Bienal do Rio, César Aira exibe escrita libertadora

 CRÍTICA DEBOCHADA

O pai realiza um grande desejo: levar o filho de 6 anos para tomar sorvete pela primeira vez. Mas o garoto sente ânsia de vômito com o gosto do morango e o episódio termina em um crime que, por sua vez, detona uma série de situações insólitas, como o surgimento de uma anã que visita secretamente a ala infantil de um hospital. A literatura do escritor argentino César Aira é como areia movediça: a cada passo, uma surpresa. Basta ler Como Me Tornei Freira, publicado agora pela Rocco, para se descobrir o autor de histórias desconcertantes.
O menino do sorvete, por exemplo, chama-se César Aira e, por vezes, surge como menina. Ou seja, uma metamorfose ambulante, criada com supostas pinceladas autobiográficas. Aira é um dos principais convidados da 16.ª Bienal do Livro do Rio, que começa amanhã e prossegue até 8 de setembro, no Riocentro. Ele fala no penúltimo dia, ao lado de Joca Reiners Terron (organizador da coleção Otra Língua, da qual faz parte Como Me Tornei Freira) e Paloma Vidal. E é possível que esse argentino de 64 anos, um dos expoentes das letras em seu país, autor de mais de 60 obras, novamente se sobressaia.
Afinal, Aira é um homem de opiniões contundentes. Em Dicionário de Literatura Latino-Americana, ele radicalizou, afirmando ser uma fraude um dos ícones da escrita argentina, Julio Cortázar. “Ele foi, para todos os argentinos, uma iniciação, mas, ao retornar a seus textos já em um período mais maduro, descobre-se que não era um escritor muito bom. Eu o admirava, mas agora me parece um mau escritor. Talvez seja o segredo dos escritores iniciadores”, escreveu.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 


CLIPPING 29 DE AGOSTO DE 2013

bienalBIENAL DO RIO TEM RECORDE DE AUTORES ESTRANGEIROS

A 16ª edição da Bienal do Livro, maior evento literário do Rio, chega à cidade nesta quinta-feira (29). A feira, que completa 30 anos em 2013, homenageia a Alemanha, promove um salão de negócios e recebe o maior número de autores internacionais de todas as edições.
A expectativa dos organizadores é que 600 mil pessoas visitem a feira. Os portões do evento se abrem às 9h de segunda a sexta e às 10h no fim de semana. As atividades vão até as 22h de segunda a quinta e aos domingos, e até as 23h na sexta e no sábado. Os ingressos custam R$ 14 e podem ser comprados pela internet.
Até o dia 8 de setembro, a Bienal abre um espaço dedicado aos jovens, coloca em pauta a literatura de futebol e traz ao país 29 autores estrangeiros. Dentre eles, destacam-se o moçambicano Mia Couto, ganhador do Prêmio Camões, e o americano Nicholas Sparks, autor de bestsellers como “Diário de uma paixão”, impresso em 45 línguas, e a autora americana considerada rainha da chamada “soft porn” – ou nova literatura erótica – Sylvia Day (“Toda sua”).
Na área de não ficção, destacam-se a americana Mary Gabriel, biógrafa de Karl Marx indicada ao Pulitzer, e o britânico Will Gompertz, ex-diretor da Tate Gallery e autor de “Isso É Arte?” (Zahar). Devem receber a atenção juvenil nomes como o americano Corey May, roteirista dos jogos eletrônicos “Assassin’s Creed”, e Matthew Quick, do recente sucesso “O Lado Bom da Vida”.

Novidades

Três espaços inéditos prometem surpreender os visitantes. Ainda no clima da Copa das Confederações e abrindo caminho para a Copa do Mundo de 2014, a Bienal apresenta o Placar Literário, com curadoria do jornalista João Máximo.
Também haverá um território exclusivo para os adolescentes, o #acampamento na Bienal, onde, sob o comando do historiador e doutor em educação João Alegria (que esteve à frente da Floresta de Livros, em 2009, e da Maré de Livros, em 2011), o visitante terá a oportunidade de encontrar seu ídolo literário em bate-papos animados.
Uma enorme área de 500 metros quadrados será dedicada aos pequenos leitores. No Planeta Ziraldo, muitos personagens inesquecíveis como Menino Maluquinho e o Pererê, ganharão vida por meio da curadoria e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara.
Com mais de cem encontros literários, a Bienal terá uma área de 55 mil m² no Riocentro, na Zona Oeste do Rio, ocupando três pavilhões do centro de convenções.

Veja a programação completa no site da Bienal do Livro.

Serviço:
Bienal do Livro do Rio de Janeiro
Data: de 29 de agosto a 8 de setembro de 2013
Entrada: R$ 14 (compre pela internet)
Local: Riocentro, Avenida Salvador Allende, nº 6.555, Barra da Tijuca.

(Fonte: Portal G1)

 

bienal_fila_entrada_srzd2BIENAL DO LIVRO DO RIO TEM FILA DE ESPERA PARA SALÃO DE NEGÓCIOS

Público de 600 mil pessoas é esperado nos 11 dias de Feira
Criada há 30 anos, a Bienal do Livro do Rio é, há pelo menos 14, quando surgiu a programação com debates e sessões de bate-papo, bem mais do que uma feira comercial. Tornou-se um evento cultural de massa – esperam-se mais de 600 mil pessoas em 11 dias –, voltado para todas as idades. O objetivo final, no entanto, é o crescimento do mercado editorial, e, para isso, é preciso vender.
Pensando nas transações internacionais, pela primeira vez será instalado no Riocentro um salão de negócios para encontros de editores e agentes literários estrangeiros e brasileiros. Será num mezanino no pavilhão verde e funcionará de amanhã a sábado. Dezoito estações de trabalho foram disponibilizadas, ao custo de R$ 890 cada um, e se formou até lista de espera. Entre os confirmados, representantes de autores, agências literárias e editoras daqui e da Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Chile e Gana.
“Fizemos algo nos moldes das feiras de Frankfurt, Guadalajara e Turim, uma mesa para cada um, como um escritório para fazer reuniões. É um lugar privativo, sem acesso do público, pensado para facilitar os contatos”, descreve Sonia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), um dos organizadores da Bienal.
A Alemanha é a convidada de honra e está mandando uma delegação robusta. Dos 28 autores estrangeiros convidados, dez vêm do país. O estande alemão, concebido pelos institutos Goethe do Rio e de São Paulo, terá workshops, performances e rodas de conversa. Em outubro, será a vez do Brasil, na condição de homenageado, se divulgar por lá, durante a Feira de Frankfurt – a maior do mundo.
A programação cultural tem mais de 100 sessões. Os organizadores acreditam que o contato com o autor estimula o público a comprar.
As atrações foram idealizadas de forma plural. O público masculino vai se identificar com o Placar Literário, que abordará a literatura de futebol de clássicos como Nelson Rodrigues e José Lins dos Rego. Os adolescentes devem se encaminhar para o Conexão Jovem e o #acampamento na Bienal, onde estarão best-sellers dessa geração de leitores, como Eduardo Spohr e Thalita Rebouças, além da menina catarinense Isadora Faber, que ficou famosa em todo o País por divulgar na internet os problemas de sua escola. O Mulher & Ponto, entre outras atrações, promove uma “leitura afetiva” da obra de Lygia Fagundes Telles.
Na última edição, a presença do padre-escritor Marcelo Rossi fez a Bienal bater seu recorde: 110 mil pessoas num único dia, o que fez acabar até a água do Riocentro. Esta edição aparentemente não tem um autor com esse potencial. Entre os convidados, estão grandes vendedores de livros, como os norte-americanos Nicholas Sparks, James C. Hunter, Sylvia Day e Corey May.

(Fonte: O Estado  de S. Paulo)

 

 

 a-escritoa-ana-maria-machado-1323380444179_300x300ANA MARIA MACHADO GANHA PRÊMIO PASSO FUNDO ZAFFARI & BOURBON DE LITERATURA

O romance “Infâmia”, de Ana Maria Machado, publicado pela editora Alfaguara, é o vencedor do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, anunciado na noite desta terça (27), na abertura da 15ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo (RS).
A obra concorria com outros nove romances publicados originalmente em língua portuguesa entre junho de 2011 e maio de 2013.
Jornada de Literatura de Passo Fundo faz 30 anos e abre edição voltada aos jovens
Entre os finalistas, estavam “Barba Ensopada de Sangue” (Companhia das Letras), de Daniel Galera; “Habitante Irreal” (Alfaguara), de Paulo Scott; “O Céu dos Suicidas” (Alfaguara), de Ricardo Lísias; “O que os Cegos Estão Sonhando” (Editora 34), de Noemi Jaffe; e “Uma Duas” (LeYa), de Eliane Brum.
Imortal da Academia Brasileira de Letras, da qual é a presidente, e mais conhecida pela produção de livros infantis, Ana Maria Machado receberá R$ 150 mil pela escolha do romance.
“Infâmia” narra duas histórias em paralelo, centradas numa família de diplomatas e seus amigos mais próximos. Em crítica publicada na Folha em 2011, Noemi Jaffe escreveu que o romance “denuncia a indiferenciação entre a fama e o seu contrário. Tudo o que desperta a fome da imprensa, marrom ou não, é o escândalo, seja ele alimentado pela verdade ou pela mentira”.
“(…) Como denúncia das ‘falsas verdades’ e como trama narrativa, o romance se sustenta e captura a curiosidade do leitor”, apontou a escritora e crítica.
O prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon é entregue a cada dois anos. Em 2011, o vencedor foi “Cidade Livre” (Record), de João Almino.
“Infâmia” esteve no centro de uma polêmica que marcou o Prêmio Jabuti do ano passado. Foi um dos livros que, na fase final da premiação de 2012, receberam apenas notas zero de Rodrigo Gurgel, que ficou conhecido como o “jurado C”.
Se apenas a pontuação dos dois outros jurados tivesse sido considerada, “Infâmia” teria vencido. Por causa disso, “Nihonjin” (Benvirá), de Oscar Nakasato, foi eleito o melhor romance.

CONTOS

Já o Concurso de Contos Josué Guimarães, cujo resultado também foi anunciado na jornada, teve como vencedores Olavo Amaral, em primeiro lugar, e Mariana Salomão Carrara, em segundo.
Olavo, que é gaúcho e tem 34 anos, receberá um prêmio de R$ 5.000, conquistado com os contos “Uok Phlau”, “Quarto à Beira d’Água” e “Icebergs”. Além disso, fará um estágio de dez dias na Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.
Já Mariana, que mora em São Paulo, levará R$ 3.000 graças aos contos “Memória de Pano”, “A Voz” e “Descoloridos”.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

MSP_Pavor_Espaciar_002CHICO BENTO É ABDUZIDO POR ALIENÍGENAS EM NOVO LIVRO

O universo interiorano criado por Mauricio de Souza há mais de 50 anos é o próximo a ganhar novos traços e uma história inédita na série “GraphicMSP”.
Gustavo Duarte, 36, autor de “Monstros!”(Quadrinhos na Cia.), é o responsável pelo roteiro e desenho de “Chico Bento: Pavor Espaciar” (Panini), que tem lançamento amanhã, na Bienal do Livro Rio. No volume, o menino caipira, seu primo Zé Lelé, o porco Torresmo e a galinha Giselda são abduzidos por alienígenas.
Criado em Bauru, no interior de São Paulo, o quadrinista diz que cresceu lendo as histórias de Chico Bento, mas não se intimidou ao dar seu estilo ao menino da roça.
Para Duarte, o essencial era que, mesmo em traços diferentes, o leitor reconhecesse os personagens facilmente. Apesar da pressão de trabalhar com figuras tão conhecidas, para ele as vantagens se sobressaíram. “Você não precisa apresentá-los. Pode partir direto para a história”, diz.
A ideia de uma aventura com alienígenas surgiu de sua paixão por seres de outros mundos. “Acredito piamente na existência de extraterrestres”, conta. “Metade da história é perfeitamente plausível e a outra vai mais para o humor, baseada nos filmes de ficção científica dos anos 1930 a 1950.”
Além dos alienígenas, o livro apresenta referências à cultura pop –de cantores a “Star Wars”–, mistérios históricos e outros personagens de Mauricio de Souza.

LOCAÇÃO

Duarte é o único autor convidado na série “GraphicMSP” –que conta também com “Astronauta: Magnetar”, de Danilo Beyruth, e “Turma da Mônica: Laços”, dos irmãos Victor e Lu Cafaggi– a já ter trabalhado com o seu personagem.
Na coletânea “MSP 50” (Panini), de 2009, no entanto, o Chico Bento de Duarte tinha outra fisionomia e vestia uma camiseta do Noroeste, time de Bauru para o qual o quadrinista torce. As homenagens à cidade também rondam “Pavor Espaciar”.
“O mundo do Mauricio é uma espécie de Springfield [cidade do desenho animado ‘Os Simpsons’], a Vila Abobrinha”, diz Duarte. “Nos desenhos, pode parecer a Vila Abobrinha, mas a locação das minhas histórias é mesmo Bauru”, conta, com orgulho.

CHICO BENTO: PAVOR ESPACIAR
AUTOR Gustavo Duarte
EDITORA Panini
QUANTO R$ 29,90 (82 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 


CLIPPING 28 DE AGOSTO DE 2013

 

 

lenineLENINE ABRE FESTA DO BRASIL NA FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT

Ao cantar sua música “A Ponte”, na noite do último sábado, Lenine sintetizou o espírito de intercâmbio da Festa do Cais dos Museus, evento que antecede a Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha).
O Brasil é o convidado de honra da edição deste ano da feira, de 9 a 13 de outubro. A programação cultural, que começou neste fim de semana, inclui shows de música, leitura de livros infantis, capoeira e gastronomia.
A participação do público, principalmente da comunidade brasileira, foi intensa. “Nem mesmo a chuva na noite de sábado impediu o pessoal de curtir”, afirmou o estudante Pedro Mussio, 21, bolsista do programa Ciência sem Fronteiras.
Além de Lenine, estiveram no evento o cantor Criolo e o grupo de percussão corporal Barbatuques. Os artistas foram convidados pela Funarte, que contou com um orçamento de R$ 335 mil para a programação, segundo a assessoria da fundação.
No palco, apresentaram-se também músicos brasileiros radicados na Alemanha, como Ivan Santos, Bê Ignacio, Monica Besser e Juliana da Silva. Eles foram financiados pela organização alemã da feira e com curadoria do Centro Cultural Brasileiro em Frankfurt (CCBF).
Segundo Susanne Lipkau, responsável pela programação musical do CCBF, há muito tempo a cidade esperava por uma nova onda brasileira: “Os alemães têm simpatia por tudo que diz respeito ao Brasil e essa é uma ótima chance para mostrarmos a eles mais da nossa cultura.”
O palco brasileiro foi o mais importante da festa em Frankfurt. De acordo com a secretaria de Turismo da cidade, a edição deste ano atraiu cerca de 3 milhões de visitantes.
Numa extensão de oito quilômetros às margens do rio Meno, que corta Frankfurt, foram montados 20 palcos para os shows e uma centena de estandes gastronômicos. O acesso ilimitado a 22 museus da cidade por um preço único de quatro euros (cerca de R$ 12) também faz parte da festa, chamada pela população local de MUF (sigla para “Museumsuferfest”).
Na abertura da programação, o prefeito de Frankfurt, Peter Feldmann, disse que a MUF é a ocasião de a cidade festejar seu rio e entrar no clima do país convidado.
Iniciativa da prefeitura de Frankfurt em parceria com o Ministério da Cultura do Brasil, o show de abertura do evento foi encerrado com a tradicional queima de fogos.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 Mia_Couto_croppedMIA COUTO APONTA REINVENÇÃO DO PORTUGUÊS COMO PROCESSO POLÍTICO

Um dos mais celebrados autores de língua portuguesa na atualidade, o escritor moçambicano Mia Couto, vencedor do prêmio Camões e autor de livros como “Terra Sonâmbula”, participou de encontro no último sábado no teatro Geo, em São Paulo.
Em quase duas horas de conversa, Couto falou sobre sua maneira de reinventar a língua portuguesa ao escrever, seu envolvimento com a luta pela independência de seu país, a relação dos africanos com o Brasil e os estereótipos que rondam a África e a literatura do continente.
No evento organizado pela Folha, o Fronteiras do Pensamento, a Companhia das Letras e a Livraria da Vila, Couto foi entrevistado por Raquel Cozer, repórter e colunista da Folha, e Eliane Brum, escritora e colunista da revista “Época”.

Leia a seguir os principais trechos da conversa:

Língua portuguesa
Hoje o português é a língua nacional dos moçambicanos, mas a maior parte deles tem outra língua materna. É uma língua em constante movimento, e isso para um escritor é muito sedutor. Essa reinvenção da língua ocorre como um processo social.
João Guimarães Rosa foi uma grande influência. Era como um sinal verde que na literatura se pudesse fazer esse processo de reinvenção da língua. É a reinvenção da nação como linguagem. E Guimarães dá conta desse Brasil ameaçado pelo moderno. É uma coisa que vivemos em Moçambique. A linguagem vira campo de resistência.

Força das mulheres
É como se as personagens femininas se impusessem em minha obra. Mesmo sendo de uma geração em que era preciso dar provas de ser homem, eu venci o medo de encontrar essa mulher em mim.
Eu escutava as histórias que as mulheres contavam sentado fazendo o dever de casa no chão da cozinha. Eu me fiz escritor ali. Via as suas saias passando, ondulando. As mulheres produziram em mim essas memórias.

Imagem da África
O Brasil tem uma ideia muito mistificada da África. A gente imagina que, por ser negro, um brasileiro teria mais intimidade com a África, mas isso é uma bobagem.
Essa visão reducionista e simplificada também é uma coisa que os próprios africanos adotaram. Muitos deles traduziram uma África que os próprios europeus criaram.
Não houve a África do bom selvagem, em que todos viviam em harmonia até a chegada dos colonizadores. Houve uma mão de dentro até na escravatura, cumplicidades entre africanos e europeus.
Quando [os escritores] saímos do estereótipo da África com seus bichos e feiticeiros, enfrentamos outros preconceitos. Mas a África tem de fazer esse esforço.

Prosa e poesia
Sou mais poeta quando escrevo prosa do que quando escrevo poesia. Quando vejo algo que me espanta, escrevo até num guardanapo, em notas de dinheiro, em coisas que nem posso dizer. Tem de haver uma urgência naquilo.

Teor político
Minha literatura é política porque quero dizer coisas com a intenção de produzir um mundo melhor. Fiz parte de uma geração que lutou pela independência e venceu. Tem esse sentimento épico.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 kombo-herrndorf-DW-Kultur-LeipzigMORRE AUTOR DO BEST-SELLER ‘ADEUS, BERLIM’ E DO THRILLER ‘AREIA’, WOLFGANG HERRNDORF

O escritor alemão Wolfgang Herrndorf morreu segunda-feira, dia 26 de agosto, aos 48 anos, em Berlim. Ele tinha um tumor maligno no cérebro.
Nascido em Hamburgo, em 1965, Herrndorf formou-se em artes plásticas e trabalhou como ilustrador para a editora Haffmans e para publicações alternativas como Looke & Trooke e Titanic.
Tornou-se conhecido em 2010, quando lançou o livro “Adeus, Berlim”, traduzido para 24 idiomas e com mais de 1 milhão de exemplares vendidos no mundo todo.
O best-seller foi traduzido para o português pelo Editorial Presença, de Portugal.
No Brasil, foi lançado o livro “Areia” (Todesilhas), thriller psicológico que deu a Herrndorf o prêmio da feira literária de Leipzig (Alemanha) em 2012.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 


CLIPPING 27 DE AGOSTO DE 2013

 

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Biografia relata como foi construído o mito de um dos maiores artistas do rock americano

CHEGA AO BRASIL LIVRO SOBRE BRUCE SPRINGSTEEN

O apelido The Boss, o chefão, não veio à toa. Uma vez Bruce Springsteen pegou um dos músicos da banda com uma colher de pó branco no nariz de outro músico e não teve dúvidas: “Se os vir com isso de novo, estão demitidos!”. Mas ele nega que a origem seja seu rigor e pulso firme – diz que foi ele mesmo quem inventou o apelido por causa de sua habilidade em jogar Banco Imobiliário com os colegas.
A biografia Bruce, de Peter Ames Carlin (Editora Nossa Cultura, 519 páginas), acaba de chegar ao Brasil e conta tintim por tintim como foi construído o mito de um dos maiores artistas do rock americano, que estará no Brasil no Rock in Rio (e fará show no dia 18 de setembro no Espaço das Américas, em São Paulo). Bruce Springsteen só esteve uma vez no Brasil, em 1988, para uma jornada beneficente da Anistia Internacional, e tocou no Parque Antártica. O biógrafo, Peter Carlin, virá ao País para lançar o livro e estará em São Paulo no dia 19 de setembro.
Filho de um operário eternamente em busca de emprego e de uma secretária, Springsteen nasceu em 1949 em Freehold, New Jersey, uma pequena cidade industrial, e 30 anos depois era tão famoso que “até mesmo Ronald Reagan já ouvira falar nele”, ironizou o jornal The Guardian. O autor descreve a saga artística de Springsteen, mas também não se furta à devassa íntima, revelando certa voracidade sexual. Entre outras cenas, mostra como duas namoradas, a fotógrafa Lynn Goldsmith e a atriz Joyce Hyser, montaram um barraco por ciúmes do astro num quarto do Navarro Hotel.
Apesar disso, a história de Bruce Springsteen é a antítese da história turbulenta dos rock stars em geral: ele não usou drogas, não fuma, não bebe, não cometeu sandices em quartos de hotel, não bateu em ninguém que não merecesse. Adolescente cabeludo como todos de então, cresceu fascinado pelos cantores-compositores de sua época, como Tim Buckley e Leonard Cohen. Em sua cidade natal, Freehold, ele integrou sua primeira banda, The Castiles (cujo fundador, o baterista e cabo dos fuzileiros Bart Haynes, foi morto na Guerra do Vietnã), com quem gravou a primeira canção, That’s What You Get.
Ao longo dos anos, brigas com gravadoras, embates criativos com músicos e parceiros, a disputa dos jornalistas especializados para enquadrá-lo num rótulo, tudo está no volume. Nada escapou a Carlin: até uma prisão por dirigir bêbado nos anos 1970 está descrita. “Quando tentou dizer aos policiais que ele era Bruce Springsteen, eles reviraram os olhos, pegaram as algemas e o levaram para a cadeia.”
O livro é fundamental para quem quer conhecer as circunstâncias e os processos que gestaram todos os grandes clássicos de Bruce e seus discos fundamentais, como Born to Run, The Ghost of Tom Joad e Tunnel of Love. “As avaliações críticas saudando Born to Run davam a impressão de reportagens sobre a segunda vinda de Jesus”, brinca o autor. O implacável Lester Bangs, por exemplo, escreveu: “Em uma época sórdida de desejos contidos, a música de Springsteen é majestosa e apaixonada. Podemos nos elevar com ela, apreciando a agitação inebriante de um garoto talentoso navegando no pico de sua criatividade e sentimos sua música e poesia na medida em que ele atinge o Nirvana”.
Springsteen era saudado como um novo Dylan. O sucesso de crítica e o sucesso comercial são examinados com igual atenção pelo escritor. Por exemplo, Streets of Philadelphia, a música-tema do filme Filadélfia, estrelado por Tom Hanks em 1993, vendeu meio milhão de cópias e ficou em primeiro lugar nas paradas em oito países. “Construída sobre um loop de bateria levemente funk, com acordes de sintetizador e órgão e um coro de fundo, a letra triste é tão simplesmente declarada quanto as poucas notas que completam a melodia. Se os acordes sobem para a ponte da canção, nem eles nem o narrador estão se dirigindo para algo celestial: ‘Nenhum anjo vai me acolher’, ele canta, sem expressão alguma. ‘Somos somente eu e você, meu amigo’”.
O processo de construção da carreira mistura-se à da construção da vida pessoal. Os casamentos começam e acabam no palco, como aconteceu com a backing vocal Patti Scialfa (com quem teve dois filhos). A adesão a causas humanitárias custou-lhe caro – foi ridicularizado por parte da imprensa (houve uma edição da Esquire cujo título era Santo Boss – A fama crucificou Bruce Springsteen?). Pelo tamanho da lenda que se aproxima do Brasil, já se vê a resposta.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

 will_eisner1CHEGA ÀS LIVRARIAS BIOGRAFIA DE WILL EISNER

Chega às livrarias nesta terça-feira o livro Will Eisner – Um Sonhador nos Quadrinhos, de Michael Schumacher, a biografia de um dos maiores artistas dos quadrinhos de todos os tempos, o inventor da chamada arte sequencial e do termo graphic novel (romance gráfico).
Schumacher não aliviou para o criador do Spirit: mostra todos os seus méritos, mas também os vícios. Sempre abriu as portas para os jovens cartunistas, revelando nomes como Jack Kirby, Lou Fine, Bob Kane e Joe Kubert (que admitiu primeiro como faxineiro). Mas sentia inveja do sucesso de Bob Kane, o criador do Batman. E ficou com dor de cotovelo quando Art Spiegelman ganhou um Pulitzer pelo álbum Maus. Achava que merecia mais.
E teve a grande burrada da sua vida: quando era um jovem editor, em 1938, recusou publicar dois jovens (Jerry Siegel e Joe Shuster) que o procuraram com um dos mais rentáveis personagens de todos os tempos, o Superman. Depois, ainda deu um falso testemunho na Corte contra os autores do personagem.
“Ele era um pouco competitivo”, explica Schumacher, que falou ao Estado por telefone do Wisconsin, onde vive. “Mas era um homem bom. Os judeus têm uma palavra para isso, mensch, que usavam para defini-lo. Significa íntegro.”
Will Eisner nasceu em 1917, cresceu numa vizinhança pobre no Bronx e foi jornaleiro na infância. Em 1942, passou a desenhar material gráfico para o Exército e, em seguida, material educativo, o que lhe valeu a independência econômica. Ele morreu em 2005, aos 87 anos.
O livro sobre Eisner foi lançado nos Estados Unidos há dois anos. O novo projeto de Schumacher, que acaba de chegar às livrarias americanas, é Al Capp: A Life in the Contrary, biografia de outro quadrinista famoso, Al Capp (1909-1979), criador do Ferdinando – e de quem John Steinbeck disse, em 1952. “que talvez possa ser o melhor escritor do mundo hoje”.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

 scott-turow-innocentESCRITOR BEST-SELLER LUTA CONTRA GOOGLE, APPLE E AMAZON

O escritor e advogado Scott Turrow está em guerra. E o inimigo, desta vez, não é nenhum inocente condenado injustamente, e sim as grandes corporações da rede, entre elas Google, Amazon e Apple. Presidente da Author’s Guild, uma associação que reúne cerca de 8.000 escritores nos EUA, Scott quer que as empresas dividam os lucros com quem cria o que elas vendem.
“Essas empresas distribuem conteúdo pirateado que outros produzem. E vendem publicidade com essa distribuição, enquanto escritores e editores não ganham nada”, reclama ele, que luta para que os gigantes da internet paguem direitos autorais a escritores.
Admitindo que não nega “por um segundo” que a internet melhorou imensamente a vida cotidiana de muita gente, ele diz que o sucesso dessas empresas não pode ser feito passando os outros para trás. “Sou a favor do preço baixo para os livros, o que estimula a leitura, mas quero a divisão dos lucros.”

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

Sylvio-e-Panda-webFILHO DE EX-PRESIDENTE DO BC, SYLVIO FRAGA TROCOU A ECONOMIA PELA POESIA

Sylvio tinha 13 anos quando o pai voltou para o Rio com a família, depois de passar seis anos em Nova York como diretor-gerente de um fundo de investimentos. Arminio Fraga havia aceitado o convite de Fernando Henrique Cardoso para ser o presidente do Banco Central.
Nos quatro anos seguintes, de 1999 a 2002, Sylvio seria reconhecido e apontado na escola. O que nunca foi um problema para ele. “Sempre foi motivo de orgulho”, afirma. “Meus pais me deram liberdade para fazer o que quisesse.”
E ele fez. Virou músico e poeta. Lança, aos 27 anos, seu CD de estreia, “Rosto”, e, quase simultaneamente, seu primeiro livro de tradução de poesias, “O Andar ao Lado – Três Novos Poetas dos Estados Unidos”, pela editora 7Letras.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 


CLIPPING 26 DE AGOSTO DE 2013

 

bangPARCERIA FANTÁSTICA

Romances de horror, ficção científica e fantasia estão na mira da Sextante, que inicia em setembro parceria com a portuguesa Saída de Emergência, voltada a esses gêneros e a romances históricos luso-brasileiros.
A editora carioca adquiriu 50% da casa lusa – tal como fez, anos atrás, com a também carioca Intrínseca.
Os títulos iniciais da parceria saem ainda neste ano dentro da coleção Bang!. Entre outros, “Mago: Aprendiz”, de Raymond E. Feist, e “Tigana”, de Guy Gavriel Kay.
E, como em Portugal, será lançada aqui a revista quadrimestral gratuita “Bang!”, de fantasia e HQ.

 

Assis BrasilA FESTA DA ESCRITA CRIATIVA

A oficina de criação literária fundada em 1985 por Luiz Antonio de Assis Brasil originou, nos últimos anos, a pós-graduação em escrita criativa na PUC-RS, a primeira do gênero no país. Décadas depois, mesmo tendo formado nomes como Daniel Galera e Michel Laub, o curso para desenvolver a técnica literária ainda divide opiniões.
O atual grupo de Leitura e Criação Literárias da universidade quer trazer esse debate à tona na 1ª Festiva — Festa da Escrita Criativa. O evento, organizado por Luis Roberto Amabile, Rodrigo Rosp e Moema Vilela, acontece de 2 a 6/9 na PUC em Porto Alegre, com alunos e ex-alunos.

 

1GUARDANAPOS

O blog Eu me Chamo Antônio, de Pedro Gabriel, vai virar livro de arte pela Intrínseca, em novembro; Antônio é o personagem que conta, em guardanapos, uma história de amor em 1.001 noites em bares

 

kindleFILÃO

A revista “Superinteressante”, da Abril, vem explorando novo filão com o Kindle Singles, e-books curtos publicados direto pela Amazon. Começou a lançar no formato, há duas semanas, reportagens de capa de edições anteriores, a R$ 2,25.

 

EscrytosFILÃO 2

E a autopublicação, que cresceu no Brasil com empresas independentes como o Clube dos Autores e a Per Se, é cada vez mais abraçada por grandes empresas. Quem estreia nessa área em breve é a LeYa Brasil.
A editora prepara para a Bienal do Livro Rio sua plataforma Escrytos, que em Portugal já funciona desde dezembro. Outra grande empresa a entrar nesse segmento, a Livraria Saraiva, alcançou o número de 650 livros autopublicados à venda em menos de dois meses.

 

CHAMAS_NA_ESCURIDAO_1370655214PRANKING

Sem o barulho de outros eróticos, a trilogia “Chamas na Escuridão”, de Sadie Matthews, já é a terceira obra mais vendida na história da Companhia Editora Nacional, com 62 mil cópias dos dois primeiros volumes em pouco mais de um mês. O terceiro sai em setembro.

 

livro-dona-benta-comer-bem-companhia-editora-nacional_MLB-O-191495895_6380RANKING 2

Os dois primeiros lugares no ranking da editora são históricos: desde 2000, “Dona Benta” (1940) vendeu 518 mil cópias, e “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” (1939), 505 mil.

(Fonte de todas as notícias acima: A Biblioteca de Raquel – Folha de S. Paulo)

 

chicobento

Imagem de “Chico Bento Moço”, quando personagem vai à universidade de ônibus

 CHICO BENTO PERDE O SOTAQUE CAIPIRA E DECIDE FAZER FACULDADE NA CIDADE GRANDE

A Mônica deixou de ser baixinha e gorducha, o Cebolinha começou a falar certo e o Cascão decidiu que era hora de tomar banho. Agora chegou a vez do Chico Bento, que perdeu o sotaque caipira e foi viver na cidade grande.
O personagem é o mais novo membro da turma a ganhar uma versão jovem e diferente daquela a que os fãs estão acostumados. “Chico Bento Moço” (ed. Panini; R$ 7,50), que conta as aventuras do personagem na faculdade, chega às bancas na próxima terça.
“Perder o sotaque acontece na vida real. Eu mesmo falava ‘caipirês’ e, quando vim morar em São Paulo, suavizei essa característica”, diz Mauricio de Sousa, criador dos personagens.

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A vida do cartunista inspirou ainda um drama do novo gibi. “Chico Bento e Rosinha agora vão morar longe um do outro. Mas eles continuam juntos. Eu já passei por isso, e não aguentamos a distância”, diz.
O personagem decide deixar sua namorada e a Vila Abobrinha para estudar agronomia na cidade. Como a história é parecida com a de muitos universitários da vida real, a equipe que ajuda o cartunista se reuniu com estudantes da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em Piracicaba (SP).
“As reunião serão periódicas com a equipe do gibi, que é a mesma que faz a Turma da Mônica Jovem. A diferença é que ‘Chico Bento’ não terá traço mangá”, diz Mauricio. Segundo ele, o traço usado é o de gibis clássicos.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

coelhinha

Corina e seu pai em imagem do livro “Corina Curiosa e o Maior Buraco do Mundo

COELHINHA TENTA CAVAR BURACO ATÉ A CHINA EM NOVO LIVRO INFANTIL

Corina, a coelhinha do livro, é cheia de entusiasmo. Certo dia, ela tem a ideia de construir um buraco enorme capaz de levá-la à China ou ao polo Sul. No café da manhã, comenta com o pai o seu plano. “É melhor levar um casaco”, apoia o papai coelho.
Quando Corina vai para o jardim com a pá na mão (ou melhor, na patinha), escolhe o ponto onde vai começar a cavar –um lugar distante da deliciosa plantação de cenouras, claro! Com tanta vontade, o que poderia dar errado?
Mas, ao começar o buraco, a coelhinha percebe que seu projeto pode esbarrar no hábito de outros bichos. O bom é que não faltam imaginação à personagem nem simpatia ao seu pai, que gosta de incentivar a criatividade da filha.
Enquanto o leitor acompanha a construção do buraco, pode se deliciar com os detalhes dos cenários criados pela autora e ilustradora Marie-Louise Gay. No quarto de Corina, por exemplo, há vários objetos espalhados, que mostram um tanto sobre a personalidade e as brincadeiras da coelhinha.
O figurino da personagem também é uma atração: uma blusa listrada e uma saia xadrez colorida. Puro charme!

“CORINA CURIOSA E O MAIOR BURACO DO MUNDO
AUTORA Marie-Louise Gay (tradução Gilda de Aquino)
EDITORA Brinque-Book
PREÇO R$ 33,20
INDICAÇÃO a partir de 7 anos

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

O escritor americano Leighton Gage, que escreveu livros policiais baseados no Brasil

O escritor americano Leighton Gage, que escreveu livros policiais baseados no Brasil

CRÍTICA: POLICIAL BRASILEIRO CRIADO POR ESCRITOR AMERICANO NÃO CONVENCE

O setor incorruptível de nossa Polícia Federal está de luto. O país perdeu um eficiente investigador. Após seis conturbadas missões, Mario Silva aposentou-se. Saiu de cena. A contragosto.
E saiu de cena porque o romancista norte-americano Leighton Gage, autor da série “Chief Inspector Mario Silva Investigations”, morreu no final de julho. Não se alarmem. Foi uma morte natural, sem crime. Aos 71 anos.
Os romances não foram lançados no Brasil. Então, por estas bandas, bem poucos sabem que na galeria tupiniquim de investigadores, ao lado do delegado Espinosa, de Luiz Alfredo Garcia-Roza, e do investigador Venício, de Joaquim Nogueira, está o incorruptível Mario Silva.
Em sua primeira missão (“Blood of the Wicked”, de 2008), Silva envolveu-se com militantes sem-terra, latifundiários e o assassinato de um bispo católico. Na seguinte (“Buried Strangers”, 2009), investigou as ossadas encontradas num cemitério clandestino de São Paulo. O próximo caso (“Dying Gasp”, 2010), levou o investigador a Manaus, na captura de um produtor de “snuff movies”.
No romance seguinte (“Every Bitter Thing”, 2010), Silva foi escalado para investigar vários assassinatos, todos relacionados a um voo de Miami para São Paulo. A quinta missão (“A Vine in the Blood”, 2011) foi desvendar o sequestro da mãe de nosso maior craque, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil.
Leighton Gage (1942-2013) conhecia bem nossa sociedade. Morou em São Paulo por mais de 20 anos (entre os anos 70 e 90), casando-se com uma brasileira. Também morou na Argentina, na Alemanha e em outros países.
Mas antes da carreira literária veio a carreira publicitária. Gage foi um diretor de criação talentoso. Recebeu dezenas de prêmios e participou de júris internacionais.

PERSONAGENS DEMAIS

Em “Perfect Hatred”, publicado neste ano, todos os elementos da ficção de Gage estão de volta: a prosa transparente, sem artifícios; as dezenas de personagens secundários (durante a leitura é preciso ir tomando nota, para não fazer confusão); a trama um pouco arrastada, sem reviravoltas impactantes.
Uma bomba explode no consulado norte-americano em São Paulo e um candidato ao governo do Paraná é assassinado durante um comício em Curitiba. Haverá ligação entre os dois crimes?
Mario Silva é uma figura íntegra e arguta, mas não literariamente marcante. Muito menos apaixonante. Durante a investigação, ele precisa dividir a cena com os colegas da polícia e acaba desaparecendo entre tantos personagens.
Os thrillers de Gage funcionam melhor em inglês, holandês e alemão. São para o leitor estrangeiro. Se traduzidos para o português, sua baixa densidade literária não suportaria comparações. Seriam vencidos pela ficção de Rubem Fonseca, Luiz Alfredo Garcia-Roza e Joaquim Nogueira, mais consistente e maliciosa.

PERFECT HATRED
AUTOR Leighton Gage
EDITORA Random House
QUANTO R$ 50,60 (336 págs.); R$ 31,79 (versão digital)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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LIVRO RESGATA TRABALHOS DE MARIDO DE CECÍLIA MEIRELES

O baú ficou trancado, incógnito, por quase 80 anos na casa onde Cecília Meireles (1901-1964) morou no bairro do Cosme Velho, no Rio. Dentro, cerca de 1.300 caricaturas, ilustrações, pinturas e esboços, que, em seu tempo, frequentaram espaços nobres na imprensa e em exposições.
O autor daquele manancial artístico era o português Fernando Correia Dias (1892-1935), primeiro marido da poeta e pai de suas três filhas, que tem agora parte da produção resgatada na edição de luxo “Fernando Correia Dias: Um Poeta do Traço” (Batel), de Osvaldo Macedo de Sousa.
Pioneiro do modernismo em Portugal e das artes gráficas no Brasil, vítima por anos de uma forte depressão, Correia Dias foi relegado ao esquecimento desde que, aos 42 anos, enforcou-se, em casa, pouco após ler a história de Pinóquio para as filhas.
“Quando ele se matou, minha avó pegou todo o material no ateliê dele e guardou para não ficar às vistas dela, decerto em razão do trauma”, diz o neto Alexandre Carlos Teixeira, curador do livro.
Em respeito à viúva, intelectuais próximos a Correia Dias pararam de falar dele, o que ajudou a deixar seu nome à beira dos registros históricos. Quando Cecília morreu, em 1964, sua filha Maria Mathilde, mãe de Teixeira, manteve o acervo intocado.
O fato de a própria obra da poeta estar no centro de uma disputa judicial há mais de dez anos não ajudou -Teixeira é o agente literário responsável, representando aquele que é tido como o principal herdeiro, seu primo Ricardo Strang.
Pela lei, a obra de Correia Dias caiu em domínio público em 2006, embora esteja guardada com o acervo de Cecília, ainda em disputa. Em 2010, Teixeira foi viver na casa do Cosme Velho, comprada por Strang em leilão, e passou a investigar o material.
Entrou em contato, então, com o português Osvaldo Macedo de Sousa, que estudava há décadas o chamado Grupo de Coimbra, do qual Correia Dias fez parte na juventude.
“Desde 1992 eu tentava montar o mosaico sobre ele. A lacuna era enorme. Só ao ver o material guardado por Cecília pude fazer a colagem”, diz Macedo, que esteve dias atrás no Rio para a abertura de mostra do artista, até 1/9 no Centro Luso-Brasileiro de Cultura, em Laranjeiras.

PRECOCE

Correia Dias tinha 17 anos quando se tornou diretor artístico do jornal estudantil “O Gorro”, em Coimbra.
Como pouco se sabe de sua vida pessoal, se costumava desenhar na infância, por exemplo, é espantoso ver a qualidade de seus primeiros trabalhos, sob o pseudônimo de Tira-Linhas, com traços dignos de um veterano.
Com os colegas Christiano Cruz, Luis Felipe e Álvaro Cerveira Pinto formou um quarteto que, influenciado por revistas europeias, rompeu com o naturalismo dominante antes de 1911, data que entrou para a história como o início do modernismo local.
Quando desembarcou no Rio, em 1914, era celebrado ao ponto de merecer menções em toda a imprensa da capital. Sua ideia era então expor no país antes de fazer o mesmo na França, mas o início da Primeira Guerra estendeu sua estadia em solo nacional.
Aqui, destacou-se em especial como artista gráfico, fazendo capas e ilustrações elaboradas para livros numa época em que editores não achavam isso importante.
O Correia Dias que em 1922 se casou com Cecília Meireles era muito mais conhecido nos círculos intelectuais que a então jovem poeta. Ao longo dos 12 anos de casamento, ela ganhou reconhecimento, enquanto ele viu sua produção afetada pela neurastenia que o acometia.

FERNANDO CORREIA DIAS: UM POETA DO TRAÇO
AUTOR Osvaldo Macedo de Sousa
EDITORA Batel
QUANTO R$ 260,00 (266 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 


 CLIPPING 23 DE AGOSTO DE 2013

 

logotipoEDITORA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA LANÇA LIVROS DIGITAIS GRATUITOS

A Editora da Universidade Estadual de Londrina (Eduel) está disponibilizando 22 livros digitais com acesso gratuito para a população. O projeto resgata livros já publicados pela editora que estavam esgotados. As publicações podem ser acessadas no site da Eduel.
O trabalho começou em 2012 e contou com o apoio dos autores, que autorizaram o acesso gratuito as publicações no formato eletrônico. Por causa das mudanças nos programas de editoração, foi possível realizar a adaptação.
Entre os livros disponibilizados estão títulos relacionados ao período da Ditadura Militar, sobre a Geografia na Idade Média e também conteúdos relacionados as áreas de Arquitetura e Ciências Agrárias.
A intenção da direção da Eduel é ampliar o número de livros disponibilizados. O objetivo é fazer com que um número maior de leitores sejam beneficiados.

(Fonte: Portal G1)

 

 

1367724399_foto__audalio_dantas_por_joao_batista__andrade_720x720JORNALISTA AUDÁLIO DANTAS, 84, É ÚNICO INDICADO AO TROFÉU JUCA PATO

O escritor e jornalista é o único candidato ao Troféu Juca Pato, correspondente ao concurso Intelectual do Ano, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE).
Audálio Dantas, 84, foi indicado por 50 associados da UBE. Ainda que não existam mais concorrentes, uma eleição será realizada para validar a nomeação do jornalista.
Para votar, basta mandar uma mensagem para o e-mail secretaria@ube.org.br. Não é necessário ser associado da UBE para participar. A eleição vai até 15 de setembro.
A entrega do Juca Pato 2013 está prevista para novembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O prêmio é concedido desde 1963. Em 2012, Tatiana Belinky (1919- 2013) foi a vencedora.
Dantas é diretor da revista “Negócios da Comunicação” e presidente da Comissão Nacional da Verdade dos Jornalistas. Ele já escreveu mais de dez livros –o mais recente deles é “As Duas Guerras de Vlado Herzog”, publicado pela Civilização Brasileira em 2012.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 


CLIPPING 23 DE AGOSTO DE 2013

 autodacompadecidaAPÓS INTERNAÇÃO, ARIANO SUASSUNA ‘EVOLUI BEM’

O escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, 86 anos, deixou nesta quinta-feira (22) a UTI Cardiológica do Hospital Português, no Recife, e foi transferido para um apartamento, onde ficará em repouso absoluto e sem receber visitas no período de convalescença. A informação foi divulgada através de boletim médico assinado pelo cardiologista Jorge Guimarães.
Autor de “O Auto da Compadecida”, o escritor paraibano radicado do Recife foi internado na manhã desta quarta-feira (21) depois de ter passado mal em casa. Exames indicaram que ele sofreu um enfarte do miocárdio de pequenas proporções. Secretário da Assessoria Especial do Governo de Pernambuco, Ariano tem diabetes controlada.O boletim informou que ele “evoluiu bem” e que todos os parâmetros clínicos e de exames complementares estão “dentro do curso natural, sem intercorrências”. Ainda não há previsão de alta hospitalar.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

CICCILLO MATARAZZOEMPRESÁRIO COMPRA BIBLIOTECA DE CICCILLO MATARAZZO

A biblioteca pessoal de um dos principais mecenas da história do Brasil, Francisco Matarazzo Sobrinho (1898-1977), o Ciccillo Matarazzo, acaba de ser adquirida pela Fundação Edson Queiroz, de Fortaleza, no Ceará.
Com 2.949 volumes, a biblioteca “reúne uma das mais importantes coleções de livros de artista do país”, segundo o especialista José Luiz Garaldi, da Associação Internacional de Livreiros e Antiquários, que avaliou as obras.
Entre as publicações de maior valor encontram-se edições assinadas por modernistas do porte de Marc Chagall e Max Ernst, esse último com dedicatória pessoal a Yolanda Penteado (1903-1983), com quem Ciccillo foi casado.
O livro mais valioso, contudo, é bem mais antigo. Trata-se de “Opere Varie di Architettura” (obras diversas de arquitetura), em sua primeira edição, de 1750, de Giovanni-Batista Piranesi (1720-1778), considerado o maior gravador do século 18. A edição traz a mítica série completa de gravuras dos cárceres de Roma. No mercado internacional, a publicação vale cerca de US$ 150 mil (cerca de R$ 340 mil).
Esse tesouro esteve guardado nos últimos 35 anos com o advogado Benedito José Soares de Mello Pati (1924-2013), herdado por testamento. A biblioteca esteve com Ciccillo até sua morte, em seu apartamento no Conjunto Nacional, na avenida Paulista.
“Meu pai foi advogado de Ciccillo na Metalúrgica Matarazzo e se tornaram muito amigos. Ele foi conselheiro vitalício da Fundação Bienal”, diz Nelson Pati, um dos quatro filhos do advogado. Segundo ele, “por questões afetivas”, seu pai nunca quis vender a biblioteca.
O valor de sua comercialização, no entanto, não é revelado, mas teria sido feito abaixo dos padrões de mercado, segundo os envolvidos.
A compra foi efetivada pelo empresário Airton Queiroz, 65, diretor da Fundação Edson Queiroz, chanceler da Universidade de Foraleza e um dos herdeiros do Grupo Edson Queiroz, que atua em áreas de alimentação, eletrodomésticos, comunicações, energia e agropecuária.
Nos últimos anos, Queiroz reuniu uma coleção de arte com cerca de 400 obras, que percorrem toda a história do Brasil. “A aquisição da biblioteca faz sentido junto à coleção, pois irá permitir pesquisa e relações com as obras que já possuímos”, diz o empresário.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

2EX-ATRIZ PORNÔ SASHA GREY LANÇOU LIVRO EM SÃO PAULO

Quando virou uma estrela do cinema pornô, em 2006, a atriz americana Sasha Grey, 25, explicava que o seu codinome (o nome real é Marina Ann Hantzis) era uma referência a Dorian Gray, personagem do escritor Oscar Wilde.
Hoje ela pode se considerar colega do autor irlandês. Sasha lançou no dia 21 de agosto, em São Paulo, o seu romance de estreia, “Juliette Society”, que conta a história de um clube de sexo mantido por figurões da alta sociedade.
Muito do que trata o livro, por óbvio, tem inspiração na carreira de mais de 100 filmes da atriz, que extrapolou o mundo pornográfico e atuou em filmes, digamos, mais sérios, como “Confissões de Uma Garota de Programa”, de Steven Sordebergh.

Sasha Grey durante o lançamento de seu livro 'Juliette Society', em Madrid

Sasha Grey durante o lançamento de seu livro ‘Juliette Society’, em Madrid

 

Aposentada dos sets de filmes adultos desde 2011, milionária, vocalista de uma banda de rock industrial, Sasha disse que a motivação do livro foi além da literária.
“A literatura erótica se tornou um assunto de massa muito por causa da internet e de livros como ‘Cinquenta Tons de Cinza’, mas ela sempre vendeu muito bem, sempre teve mercado. Não concordo com essa impressão de que é um ‘boom’ recente. Talvez por isso o meu agente insistiu durante anos para que eu escrevesse um livro”, disse rindo.
A mesma internet a ajudou a se tornar uma celebridade global. Uma busca por seu nome no Google arrasta mais de 23 milhões de citações. Além de cenas de sua afamada disposição na cama, é possível encontrar defesas de sua atuação como uma espécie de militância feminista.
“A internet impulsionou as causas feministas, tornou o debate globalizado, mas, por outro lado, é onde o assunto é igualmente ridicularizado.”
Antes de se arriscar no mundo das editoras e livrarias, Sasha Grey abriu em 2009 uma produtora de filmes pornôs, que durou apenas três meses. “Foi meu primeiro grande fracasso”, conta. Segundo ela, o insucesso foi motivado principalmente porque a produtora não se adequava à “caretice” do público médio americano.

JULIETTE SOCIETY

AUTOR: Sasha Grey
EDITORA: Leya
TRADUÇÃO: Bruna Axt Portella
QUANTO: R$ 34,90 (236 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 


CLIPPING 22 DE AGOSTO DE 2013

 

harry-potter-and-the-order-of-the-phoenix-1-800x600VERSÃO EM PORTUGUÊS DE SITE DA SAGA “HARRY POTTER” ESTREIOU NA MADRUGADA DE QUARTA-FEIRA

A versão em português do Pottermore, site com conteúdo exclusivo da saga “Harry Potter ), de J.K. Rowling, entrou no ar à 0h da quarta (21).
Anunciado em junho de 2011 e aberto para o público geral no primeiro semestre de 2012, o Pottermore inclui, além das versões digitais do livro, conteúdos exclusivos como detalhes do processo criativo da autora e espaço para usuários reescreverem as tramas da série.
E-books e audiolivros da série, na tradução de Lia Wyler, estarão à venda também pelo site da Livraria Saraiva, parceira do projeto no Brasil.
Os livros digitais custarão US$ 7,99 cada (R$ 19), ou US$ 57,54 (R$ 138) na coleção completa, com os sete títulos, e os audiolivros, US$ 29,99 (R$ 71) cada um. Os preços na Saraiva estarão em reais, mas sujeitos à variação cambial, já que a finalização da compra será realizada no Pottermore original, com preços em dólar.
Além dos sete livros originais da série, estarão disponíveis também “Animais Fantásticos & Onde Habitam”, “Quadribol Através dos Séculos” e “Os Contos de Beedle, o Bardo”.
Os e-books de “Harry Potter” estavam disponíveis até agora em inglês, francês, espanhol, italiano, japonês e alemão. Embora a tradução para o português seja de Lia Wyler, a mesma usada pela Rocco nos livros impressos, a editora não está relacionada ao projeto.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

 

Elmore LeonardNARRATIVAS DE ELMORE LEONARD CONSTROEM-SE A PARTIR DOS DIÁLOGOS

Em uma passagem de No Inferno, de George Pelecanos, alguém fala com entusiasmo dos livros de Elmore Leonard. A citação não é gratuita. Pelecanos é um dos inúmeros autores policiais para quem Leonard, mais do que uma referência, é um modelo. Dele, direta ou indiretamente, serviram-se escritores como Dennis Lehane e cineastas como Quentin Tarantino.
O estilo ancorado nos diálogos, sem espaço para digressões e com uso brilhante da ironia fez escola. Aliás, por falar em ironia, o personagem de Pelecanos diz preferir os westerns que Leonard escreveu no início da carreira. É uma brincadeira e não é, uma vez que Hombre, de 1961, é tido como um dos melhores livros do gênero.
No entanto, ele mostrou mesmo a que veio com suas narrativas criminais povoadas por ladrões de banco (Os Comparsas), traficantes (Cuba Libre), gângsteres metidos no show business (Nada a Perder), guerrilheiros nicaraguenses (Bandidos) e piratas somalis (Djibout). Muitos de seus livros foram transformados em filmes de sucesso – podemos citar Hombre, com Paul Newman, Get Shorty, adaptado por Barry Sonnenfeld, e Irresistível Paixão, um dos poucos trabalhos felizes do insosso Steven Soderbergh.
Em vez de esboçar grandes arcos narrativos, ele preferia partir de personagens e situações isoladas e ver no que ia dar. Assim, é natural que os diálogos sejam tão importantes e funcionem como fios condutores da ação. Da mesma forma, a imprevisibilidade dos enredos deve muito a esse modus operandi: quando nem o autor sabe como a história vai terminar, o mais provável é que todos nos surpreendamos com as reviravoltas e que elas não pareçam forçadas.
Olhando a obra que Leonard nos deixou, com mais de quarenta romances, é difícil não se impressionar com o trabalho de alguém que não se considerava um “escritor sério”, embora, com sua ironia habitual, fizesse questão de ressaltar que escrevia seriamente.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 abc_jd_salinger_dead_100128_mnCERCADA DE MISTÉRIO, NOVA BIOGRAFIA DO ESCRITOR JD SALINGER SERÁ LANÇADA EM SETEMBRO

Uma pesquisa feita por oito anos, em segredo, e mais de 20 entrevistas são o material da nova biografia do autor de “Apanhador em Campo de Centeio”, JD Salinger, que será lançada no dia 3 de setembro.
“The Private War of JD Salinger” (a luta privada de JD Salinger), de David Shields e Shane Salerno, tem depoimentos de colegas do autor na Segunda Guerra Mundial, familiares, vizinhos, amantes, amigos e outras pessoas que conheceram o autor mas nunca tinham falado sobre ele, segundo a descrição do livro no site da Amazon, que colocou a obra em pré-venda.
A editora, Simon & Schuster, não se pronunciou sobre a obra, que está totalmente embargada até o lançamento –o que significa que nenhum veículo de comunicação poderá adiantar parte do conteúdo antes de 3/9.
A biografia de 704 páginas será lançada simultaneamente nos Estados Unidos e no Reino Unido. Na mesma data, estreará o filme sobre Salinger dirigido por Shane Salerno.
O documentário também está cercado de mistério. O diretor não dá entrevistas e a própria equipe do filme afirma ter recebido pouquíssimas informações –só o estritamente necessário para realizar o trabalho, segundo o jornal britânico “Guardian”.
JD Salinger ganhou fama imediata com a publicação, em 1951, do livro que conta o fim de semana do Holden Caulfield após o adolescente ter sido reprovada na escola.
Seu último trabalho, “Hapworth 16, 1924”, foi publicado em 1965. Depois disso, Salinger isolou-se em uma casa em New Hampshire (EUA) e nunca mais falou com jornalistas ou fez aparições públicas. O escritor morreu em 2010.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

 

mussumBIOGRAFIA MOSTRA LADO DESCONHECIDO DE MUSSUM

O jornalista Juliano Barreto pretende mostrar na biografia que será lançada pela Editora Leya, em 2014, um lado desconhecido de Mussum, conhecido por sua atuação no humorístico Os Trapalhões. As informações são da coluna Diário da Fama, do jornal Diário de S. Paulo.
Um homem com hábitos refinados, que ouvia jazz e bebia uísque são detalhes não tão conhecidos do humorista e que serão mostrados. “Apesar de ter uma infância pobre, ele desenvolveu gostos bastante refinados”, diz Juliano Barreto.
O autor contou que se surpreendeu com descobertas que fez durante a pesquisa para o livro, principalmente em relação à vida pregressa aos Originais do Samba, grupo que Mussum fazia parte antes de atuar em Os Trapalhões. Barreto diz que o humorista era um músico muito respeitado e tocou com nomes como Elis Regina e Jorge Ben.
Além de pessoas da família, personagens que fizeram parte da história de Mussum, como Alcione, Zeca Pagodinho, Dedé Santana e Renato Aragão, deram seus depoimentos.

(Fonte: Portal Terra)

 


CLIPPING 21 DE AGOSTO DE 2013

 

 

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MORREU O ESCRITOR AMERICANO ELMORE LEONARD

O escritor americano Elmore Leonard, um expoente do romance noir e autor de 45 livros, muitos deles transformados em filmes por Hollywood, morreu na terça-feira, dia 20 de agosto, aos 87 anos, anunciou o site do próprio autor.
Leonard, que sofreu um acidente vascular cerebral no mês passado, faleceu em sua residência perto de Detroit, Michigan, ao lado da família, de acordo com o site.
Os livros policiais de Leonard atraíram uma ampla audiência por mais de cinco décadas e foram transformados em vários filmes, como o western “Hombre” (1967) com Paul Newman, a comédia “O Nome do Jogo” (1995) com John Travolta, “Irresistível Paixão” (1998), do diretor Steven Soderbergh, e “Jackie Brown” (1997), do cineasta Quentin Tarantino, inspirado no livro “Rum Punch.”
Nascido em 11 de outubro de 1925 em Nova Orleans (Louisiana), filho de um funcionário da General Motors, Leonard viveu com a família no sul do país, antes de se mudar para Detroit em 1934.
Leonard, que era considerado pelo New York Times o “maior escritor de mistério vivo”, serviu na Marinha de Guerra antes de se formar em Inglês e Filosofia. Casou em 1949 e teve cinco filhos.
A ‘National Book Foundation’ premiou Leonard em novembro de 2012 com a Contribuição Distinta às Letras Americanas.
“Por meio século, Elmore Leonard produziu um trabalho literário vibrante, com um estilo de escrita inimitável”, afirmou na ocasião o diretor executivo da fundação, Harold Augenbraum.
Na entrega do prêmio, o escritor britânico Martin Amis descreveu Leonard como “um gênio literário que escreve thrillers para reler”.
As obras mais famosas de Leonard estão ambientadas no submundo de cidades como Detroit e Miami, protagonizadas por policiais, criminosos e assassinos.
Leonard admitiu uma que vez seus livros “não são exatamente cinematográficos”.
“Têm a ver com pessoas com armas de fogo em situações extremas”, disse.
Em sua literatura, Leonard privilegiava o diálogo e evitava os parágrafos longos, com descrições extensas de paisagens ou monólogos.
Ele explicou sua prosa em um guia de 10 pontos publicada pelo New York Times em 2001, citado por muitos fãs no Twitter quando a notícia de sua morte foi divulgada.
Entre os conselhos, Leonard destacava: “Evite as descrições detalhadas dos personagens”; “Não entre em detalhes descrevendo lugares e coisas”; “Tente deixar de lado a parte que os leitores tendem a pular”.
“Pense no que alguém pula ao ler um romance: parágrafos grossos de prosa com muitas palavras. Aposto que você não pula o diálogo”, escreveu.
Sua regra mais importante, que resume as 10: “Se soa como algo escrito, eu reescrevo”.Ao morrer, Leonard, que no início da carreira trabalhou na agência de publicidade Campbell Ewald, enquanto escrevia histórias de caubóis que vendia a várias revistas, estava escrevendo seu 46º romance.

(Fonte: Portal Terra)

 

 

jose dirceuERROS FAZEM BIOGRAFIA DE DIRCEU VIRAR ALVO DE QUESTIONAMENTOS

Com vários erros superficiais de informação e outros nem tanto, “Dirceu – A Biografia”, sobre o ex-ministro José Dirceu, virou sucesso editorial, com 37 mil exemplares vendidos, segundo a editora Record, a R$ 40 cada um.
Nos últimos dois meses, esteve no topo da lista das obras de não-ficção. O autor é o jornalista Otávio Cabral, um dos editores-executivos da revista “Veja”. Desde que o livro foi lançado, no entanto, surgiram questionamentos na internet.
Uma resenha na revista “piauí”, feita pelo jornalista Mario Sergio Conti, ex-diretor de Redação da “Veja”, listou mais de duas dezenas – em geral imprecisões, como grafia, endereços ou cálculos. Para esta reportagem, Conti enviou uma lista com pelo menos outros 30 erros.
Um dos principais é a narrativa de uma viagem de Dirceu ao Haiti, para acompanhar um jogo da seleção brasileira. A viagem é descrita em detalhes – o ex-ministro teria tirado fotos com os jogadores e chorado durante a execução do Hino Nacional.
Mas Dirceu não esteve no Haiti. O erro foi corrigido na terceira edição do livro, e o autor o atribui a um mal-entendido em entrevista com o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Cabral disse que corrigirá os erros que reconhece, desde que não sejam “por picuinha ou ideologia”, para uma nova edição revisada que deve sair nos próximos dias.
Para ele, “erros no micro’ não comprometem o macro'”. “Não errei por má-fé ou falta de trabalho. O problema foram fontes de informações erradas ou documentos oficiais sem credibilidade 100%.”
“Dirceu – A Biografia” colheu resenhas favoráveis no lançamento, duas delas na Folha. Cabral, que já trabalhou no jornal, diz que levou seis meses para escrever o livro e afirma ter entrevistado 63 pessoas para produzi-lo.
O autor tentou entrevistar Dirceu, que recusou o convite. Procurado, o ex-ministro também não quis falar com a Folha sobre a biografia.
“Erros acontecem. Mario Sergio Conti sabe bem disso. Tanto que na última ‘piauí’ foi publicada uma carta de uma professora que ele havia dito, na edição anterior, que estava morta e contado detalhes de seu enterro. Mas ela está bem viva”, diz Cabral.
Conti de fato “matou” a pessoa errada. Mas Lúcia Carvalho, autora da carta, não é professora, e sim arquiteta.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 r-crumb-underground-exhibition-9AS FANTASIAS DE ROBERT CRUMB

O risco de colocar todas as fantasias sexuais no papel é que décadas depois elas podem voltar para assombrar você. Aconteceu com Robert Crumb, quadrinista americano que entrou para a história por causa dessas perversões.
Quadrinhos como “As Aventuras do Nariz-de-Pica” (1969), sobre um rapaz perseguido por meninas sem “um pingo de decência” devido a sua anatomia nasal, integram a mais recente antologia do autor no Brasil, “A Mente Suja de Robert Crumb” (Veneta), que chega às livrarias no fim do mês, com seus trabalhos mais, como diz, “doentios”.
Hoje, prestes a completar 70 anos, no dia 30, Crumb diz se sentir constrangido por parte daquelas histórias.
Ao mesmo tempo, acha graça de reações que as histórias despertaram.
E ainda despertam. Dias atrás, o editor Rogério de Campos precisou conseguir uma gráfica de última hora para o livro, depois que a Cromosete viu o conteúdo e desistiu de rodar o material. Procurada, a gráfica informou que não imprime quadrinhos (embora tenha impresso há pouco a HQ “Stieg Larrson: Antes de Millenium”, da própria Veneta).

A MENTE SUJA DE ROBERT CRUMB
AUTOR: Robert Crumb
ORGANIZAÇÃO: Rogério Campos
TRADUÇÃO: Alexandre Boide e Marieta Baderna
EDITORA: Veneta
QUANTO: R$ 59,90 (232 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

Zemanta Related Posts ThumbnailSALÃO DO NEGÓCIO TRAZ PARA O RIO MODELO INTERNACIONAL

13 agências internacionais e 9 brasileiras participarão do Salão

Pela primeira vez a Bienal do Rio terá, assim como as feiras do livro internacionais, um espaço dedicado ao negócio de agentes, editores e outros profissionais do livro. Tendo como referência a enorme LitAg, pavilhão dos agentes da Feira de Frankfurt, e o salão da Feira de Guadalajara, o Salão de Negócios da Bienal do Rio foi adaptado às demandas do mercado brasileiro. Aceitará, por exemplo, empresas que trabalham para o mercado editorial – e não apenas editoras, agentes e scouts como lá fora.
Organizada pela Bienal, Fagga Eventos e SNEL, o Salão receberá ao todo 13 agentes internacionais – dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Chile e até Gana – e 9 brasileiros, além de cinco instituições do Livro no Brasil (ANL, Abrelivros, CBL, Instituto Pró-Livro e SNEL). Entre as internacionais, estão a Groupe Home, Groupe Librex, Martina Nommel, Book Case Agency, Tajamar Editores, arsEditions e Cecilia Dressler verlag.
A iniciativa dos organizadores da Bienal atende uma demanda do mercado editorial brasileiro, cada vez mais profissional, além do interesse que a produção editorial do país despertou lá fora. “Muitos agentes nos procuravam, mas também contatamos os agentes internacionais que participam das Feiras de Frankfurt e Guadalajara”, contou Tatiana Zaccaro, diretora da Fagga, ao PublishNews.
O preço por uma mesa no Salão é de R$ 890,00 por editor ou agente. E, apesar de completo, Zaccaro avisa que a organização abriu uma lista de espera. A inscrição é online.

(Fonte: PublishNews – Iona Teixeira Stevens)

 

 


CLIPPING 20 DE AGOSTO DE 2013

Corpos-estranhos

CRÍTICA: TRAMAS BATIDAS DE ‘CORPOS ESTRANHOS’ DESPERDIÇAM PERSONAGEM MISTERIOSO

Em “Corpos Estranhos”, de Cynthia Ozick, uma professora de meia-idade promove diligências para convencer o sobrinho, um jovem diletante em Paris, a regressar aos Estados Unidos e assumir o seu lugar à frente dos negócios familiares.
O tema do romance é declaradamente tirado de “Os Embaixadores”, de Henry James (1843-1916), onde o noivo de uma rica industrial vai buscar na capital francesa o herdeiro recalcitrante.
Ozick situa a história nos anos 1950. Das cerca de cinco décadas que separam a ação dos dois romances muita coisa aconteceu, entre elas as duas Guerras, mas não a ponto de inverter o sentido da história de James. Ou seja, o sentido do capital.
Quando James escreveu o seu romance, os Estados Unidos já detinham o poder sobre o capital, embora não tivessem conquistado para si os ares da cultura metropolitana. Seu processo de conquista é predatório da mesma forma que os ares se revelam enganosos.
É desse encontro entre brutalidade e falácia que se constrói o rico herdeiro. Não por acaso ele regressa à pátria para comandar o novo setor de publicidade do império fabril. James sabia com o que estava lidando, e sabia que o jardim das delícias do Velho Mundo escondia e anunciava o desastre.
A questão é saber se Ozick sabe. Ao dividir entre muitas consciências a condução da história que James fez ver pela perspectiva de apenas uma, produz tanto uma diluição do efeito quanto um abrandamento da complexidade.
Somente uma personagem escapa do tópico. A misteriosa amante do herdeiro não é uma nobre decadente, como em James, mas uma sobrevivente do Holocausto. Ela é o corpo estranho na família da professora, de judeus assimilados à cultura puritana.
Infelizmente a autora não a aproveitou como poderia, apoiando-se em subtramas batidas. Ao estabelecer tarde demais esse enfoque, fez o romance rodar em falso. E quando o estabelece, enfim, nada ilumina senão o inevitável vazio.

CORPOS ESTRANHOS
AUTOR Cynthia Ozick
EDITORA Companhia das Letras
TRADUÇÃO Sonia Moreira
QUANTO R$ 49,50 (336 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)
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LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DO MUNDO COMPLETA TRILOGIA BEST-SELLER E CONTROVERSA

O “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo” que chega agora às livrarias, traz novamente as investidas do jornalista Leandro Narloch contra o que ele chama de “mentalidade esquerdista” e “versões ultrapassadas da história”. Os dois primeiros guias politicamente incorretos do autor, o do Brasil (2009) e o da América Latina (2011), venderam juntos 700 mil exemplares, segundo a editora Leya. No meio acadêmico, a série polariza opiniões.
Para uns, tira os fatos do contexto e chega a conclusões simplistas, sem embasamento real. Outros defendem os livros como um trabalho sério e atualizado.
(Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo; ed. Leya; R$ 39,90; 304 págs.)

(Fonte: Folha de S.Paulo)

 

 

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RODAPÉ LITERÁRIO

Um livro inteiro só com notas de rodapés, criação de Bruno Moreschi, e outro com poemas de Carlito Azevedo escritos numa pedra e datilografados em papel de pão. Estão aí dois dos primeiros lançamentos da Caixa Preta, projeto da escritora Daniela Lima e da curadora Laríssa Duarte Amorim.
A editora voltada a livros-objeto quer diluir os limites entre literatura e artes visuais, sempre em edições assinadas pelos autores. O “Manual da Pedra” (o com versos de Carlito) e “O Livro dos Rodapés” saem em setembro, na semana da ArteRio, e serão vendidos em galerias, no site da editora e nas livrarias Cultura e Travessa.

(Fonte: Folha de S.Paulo)

 

 

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TEMPO PARA RECOMEÇAR

A Babel informou no último sábado que Pedro Almeida, com passagens pela Leya e Novo Conceito, deixou a Lafonte esta semana para se dedicar à sua editora, a Faro, que será apresentada na Bienal, e para fazer consultorias para outras casas e autores. Segundo a coluna, há cinco anos ele prepara este projeto, que incluirá a edição de obras de ficção, não ficção e autoajuda, e possivelmente também em edições luxuosas de clássicos.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

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MAU SINAL PARA OS EREADERS? E-INK REGISTRA US$ 33 MILHÕES DE PREJUÍZO

A concorrência dos tablets está sendo duríssima com a principal fabricante de telas de ereaders, a e-Ink. Apenas no segundo trimestre de 2013, o prejuízo da empresa foi de US$ 33 milhões de dólares.
A conta negativa é atribuída à reduzida (e decrescente) demanda de novas telas pelos principais compradores da empresa – empresas como Amazon, Kobo e Sony, os fabricantes de referência de e-readers.
Embora a empresa esteja diversificando a sua atuação e procurando mercados de nicho para as telas (como empresas de marketing, sinalização, etc.), isso representa apenas 5% do volume de negócios atual da empresa.
As vendas do final de ano devem aliviar as contas da e-Ink (com uma demanda maior de Amazon & Cia), mas dificilmente serão volumosas como nos tempos “pré-tablets”.

(Fonte: Revolução Ebook)

 


CLIPPING 19 DE AGOSTO DE 2013

 

1EDITORA CUMPRE MARATONA NA BUSCA DE DIREITOS DE ‘PSICOSE’

Um cinto feito de mamilos, nove vulvas guardadas em uma cai xa de sapatos, dez cabeças de mulher serradas, um par de lábios e um abajur de pele de um rosto feminino – eis algumas da lembranças encontradas pela polícia norte-americana ao revistar a casa do assassino Ed Gein em novembro de 1957.
Conhecido como Açougueiro Maluco, o criminoso de Wisconsin foi condenado à prisão perpétua (morreu em 1984) e entrou para a história como inspirador de vários assassinos do mundo da ficção.
Um deles foi Norman Bates, o matador de “Psicose”, suspense criado por Robert Bloch em 1959 e transformado em um dos maiores filmes do gênero por Alfred Hitchcock.
Janet Leigh na versão cinematográfica de ‘Psicose’, dirigida por Alfred Hitchcock
O cineasta não só adquiriu os direitos de filmagem como também comprou todos os exemplares da obra que encontrou nas livrarias e os trancou num galpão, tentando impedir que o final da história fosse conhecido.
O sucesso do filme talvez tenha eclipsado a obra de Bloch (1917-1994), o que é uma injustiça. O texto tem ritmo rápido, descrições enxutas e diálogos bem razoáveis. Dá para “ver” o que está acontecendo, como se fosse no cinema; não por acaso, Hitchcock afirmou: “Meu filme veio todo do livro”.
No Brasil ele estava abandonado, esquecido, fora das livrarias há quase 50 anos – a última edição era de 1964. Agora volta às prateleiras pela mão da DarkSide, editora que ainda está em seu primeiro ano de operação. E, de uma só vez, traz duas versões da obra: em brochura e numa caprichada – e mais cara – edição de capa dura.
As duas têm um belo trabalho gráfico abrindo cada capítulo; a de capa dura traz páginas extras, com imagens clássicas do filme. Claro, você provavelmente adivinhou: são reproduções da cena do chuveiro, em que a faca sobe para ser cravada no corpo da loira que se banhava em um quarto do Bates Motel.
Conseguir os direitos para publicação no Brasil foi quase um trabalho detetivesco, contam Chico de Assis e Cristiano Menezes, sócios da DarkSide: “Procuramos os agentes americanos que nos indicaram, mas eles não detinham mais direitos da obra.”
Ninguém sabia exatamente quem seria o responsável. “Então, ao longo de um ano, chegamos aos advogados espanhóis que cuidam dos direitos da família do Robert Bloch. Eles pediram para conhecer a editora e mandamos exemplares para eles.” O aval da família veio.
O lançamento de “Psicose”, dizem eles, afirma uma das linhas de ação da editora: “A nossa intenção, em geral, é pegar clássicos que ficaram perdidos, ‘desenterrar’ clássicos do terror”.

PSICOSE
AUTOR: Robert Bloch
EDITORA: DarkSide Books
TRADUÇÃO: Anabela Paiva
QUANTO: R$ 39, 90 ou R$ 59,90 (capa dura, 240 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

2MIA COUTO LANÇA LIVRO E PARTICIPA DE SABATINA EM SP

“Cada Homem É uma Raça” (Companhia das Letras), mais recente livro de Mia Couto a sair no Brasil, foi escrito e publicado numa Moçambique diferente daquela em que o autor de 58 anos vive hoje.

Na ocasião, 1990, o território africano era independente de Portugal havia apenas 15 anos e enfrentava um sangrento conflito civil que ainda perduraria por dois anos.
Esse contexto não interfere na atualidade dos 11 contos que compõem a obra, na qual Mia aborda questões políticas com sua característica escrita poética, buscando a universalidade dos comportamentos que as originam.
“Se regresso a textos meus e vejo que ficaram datados, seja pela política, seja por outro aspecto, é porque não valem a pena. É preciso resistir ao tempo”, diz o escritor.
Um dos destaques da 16ª Bienal do Livro do Rio, que começa no final deste mês, o moçambicano falará com leitores paulistanos no próximo sábado, dia 24, às 18h, no teatro Geo, em Pinheiros.
O ficionista, agraciado neste ano com o prestigioso Prêmio Camões, voltado a autores de língua portuguesa, será sabatinado por Eliane Brum, colunista da “Época”, e Raquel Cozer, da Folha.
O evento é parceria da Folha com o Fronteiras do Pensamento, a Companhia das Letras e a Livraria da Vila, e dará ao leitor chance de conhecer mais de perto o autor de obras celebradas como “Terra Sonâmbula” (2007).

CICATRIZES

O tema da guerra civil moçambicana (1976-1992) é uma constante na obra de Mia Couto. Passadas duas décadas de seu final, o autor faz a avaliação de que não é possível superá-la por completo.
“A realidade hoje em Moçambique é profundamente distinta, mas quem viveu uma guerra daquelas tem áreas interiores que nunca mais estarão em paz. A maneira como somos consumidos pela ausência de esperança, pelo receio de um cerco que, mais do que as cidades, cercava nossas almas…”, diz.
“Cada Homem É uma Raça” traz ainda a profundidade e o bom humor das mulheres que marcam a narrativa de Mia, em contos como “Rosalinda, a Nenhuma”, em que a mulher traída troca a inscrição do túmulo do homem que amou para que sua rival chore sobre o morto errado.
“O escritor é um escutador, e o mundo me foi dito por mulheres. Aprendi com as mulheres a converter o sentimento em palavras”, diz.

SABATINA – MIA COUTO
QUANDO: dia 24 (sáb.), às 18h
ONDE: na Sala Multiuso do Teatro Geo (r, Coropés, 88, Pinheiros)
QUANTO: gratuito; inscrições a partir do dia 20 (ter.) pelo tel. 0/xx/11/4007-1200
CLASSIFICAÇÃO: livre

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

3GRATUITO

A loja de e-books Iba disponibiliza, no fim do mês, o capítulo inicial de “A Lista do Nunca” (Paralela), de Koethi Zan, best-seller na Alemanha, sobre quatro garotas mantidas em cativeiro por um professor durante três anos. É ficção, mas com famosos paralelos na vida real.

(Fonte: Raquel Cozer – A Biblioteca de Raquel)

 

4MOÇAS DE FAMÍLIA

As mais velhas prostitutas de Amsterdã se aposentaram neste ano, após mais de meio século de serviços prestados. São gêmeas, chamadas Louise e Martine Fokkens, 70, dizem ter dormido com um total de 355 mil homens e, antes de sair de cena, resolveram contar sua história em livro. “As Senhoritas de Amsterdã, Gêmeas e Prostitutas” sai pela LP&M em novembro.

(Fonte: Raquel Cozer – A Biblioteca de Raquel)

 


CLIPPING 17 DE AGOSTO DE 2013

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A rede de livrarias Saraiva está participando de licitações abertas pela Infraero nos aeroportos de Florianópolis (Hercílio Luz) e Manaus (Eduardo Gomes). “Estamos confiantes de que seremos vencedores”, disse João Luís Hopp, diretor financeiro e de relações com investidores da Saraiva. Os ganhadores das licitações devem ser anunciados dentro de poucas semanas.

(Fonte: Valor Econômico)

 

 

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INTERESSE NA VIDA ÍNTIMA DE BISHOP JOGA LUZ SOBRE OBRA

 

Poeta, feminista, homossexual e alcoólatra, a americana Elizabeth Bishop (1911-1979) vivia fugindo de rótulos. Desvalorizada em sua própria época, ela, que não acreditava em literatura como instrumento político, acabou tendo sua obra alavancada pelo feminismo e o movimento de afirmação gay.
Essa é a conclusão do pesquisador americano George Monteiro, organizador de “Conversas com Elizabeth” (Autêntica), que chega agora às livrarias. O livro é uma coletânea de entrevistas concedidas pela poeta a veículos brasileiros e estrangeiros.
“O interesse imenso por sua vida pessoal provocou uma releitura póstuma à sua obra”, diz Monteiro.
A curiosidade em torno da intimidade de Bishop, que ela pouco revela nas entrevistas, é satisfeita em parte com o filme brasileiro “Flores Raras”, que estreia hoje em 200 salas.
O longa retrata a vinda de Bishop ao Brasil em 1951, onde viveu por duas décadas.
A poeta morou no Rio, onde se dividia entre a capital e Petrópolis, e manteve um relacionamento com a urbanista brasileira (nascida em Paris) Lota de Macedo Soares.
“Nunca me senti uma exilada, mas também nunca me senti exatamente em casa”, disse a poeta ao “Christian Science Monitor”, em 1978.
Essa afirmação sobre o Brasil é menos incisiva que sua opinião mais célebre – de que o país era “um horror”, escrita em carta ao poeta americano Robert Lowell, em 1953.

(Fonte: Folha de S.Paulo)

 


CLIPPING 16 DE AGOSTO DE 2013

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CRÔNICAS DE LU MENEZES CELEBRAM FALHAS DO COTIDIANO

As complicações do dia a dia, especialmente as amorosas, sempre inspiraram escritores de primeira linha. Basta lembrar das Comédias da Vida Privada, série de crônicas em que Luis Fernando Verissimo, cronista do Caderno 2, transformou em riso as sutis tiranias, as infidelidades, as paixões fulminantes, os ódios mortais. Antes dele, também Nelson Rodrigues imortalizou-se, entre outros escritos, pela série A Vida como Ela É…, deliciosos flagrantes do cotidiano retratados sob o formato da ficção.
Pela mesma trilha segue agora a publicitária Lu Menezes, que lança o livro de crônicas Baião de Três (Editora Alley). Trata-se de uma série de recortes da atualidades, casos verossímeis e, o mais interessante, com final surpreendente.
Basta ler um dos primeiros contos, Lei da Reciprocidade, em que um preparador físico cria uma teoria para convencer a mulher de que a apalpada dada em uma colega do trabalho pode representar a possibilidade de promoção (a, digamos, vítima é sua chefe). De posse da mesma teoria, a mulher decide então utilizar seu trabalho (é leiloeira) e colocar-se em disputa entre os homens do prédio: o melhor lance ganha uma boa noitada.
O humor é um ingrediente essencial, como ensinam os grandes mestres da crônica. Em O Arranca-Rabo, Lu Menezes mostra até onde vai a guerra dos sexos – casal que está com o relacionamento por um fio vive em atrito quando o marido percebe que, da sacada, pode observar as inúmeras festas do vizinho do prédio da frente. Não adianta a mulher suplicar ou reclamar, o sujeito tornou-se um voyeur contumaz. Até que, para o desespero dele, entre as diversas mulheres que observa por binóculo em uma determinada festa, encontra a própria, na maior alegria.
Situada entre a literatura e o jornalismo, a crônica é considerada um dos gêneros que mais se adaptam ao gosto do brasileiro, seja a publicada em jornais (aliás, sua fonte de origem), seja a publicada em livro ou a difundida por blogueiros. Mestre do gênero, Rubem Braga falava de coisas triviais a fim de provocar seus leitores. Também essa é a intenção de Lu Menezes que, mesmo utilizando sempre o bom humor, não deixa de tratar de assuntos sérios. Em A Turma, o leitor acompanha o encontro de velhas amigas, já idosas, que se deparam com um dilema: não lembram o nome de uma das participantes. Um toque agridoce sobre um problema demasiadamente humano.

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Autora: Lu Menezes
Editora: Alley (130 págs., R$ 28)

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

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PUBLICADO O EDITAL 2013 DO PRÊMIO GOVERNO DE MINAS GERAIS DE LITERATURA

Como forma de incentivar a produção literária mineira e brasileira, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), por meio da Superintendência de Publicações e do Suplemento Literário (SPSL), lança o Edital 2013 do ‘Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura’. Em sua 6ª Edição, o Prêmio distribuirá R$ 212 mil (duzentos e doze mil reais) para as categorias Conjunto da Obra; Poesia; Ficção (romance) e Jovem Escritor Mineiro – BDMG Cultural. As inscrições podem ser realizadas de 14 de agosto a 15 de outubro.
Na edição 2013, o prêmio será distribuído da seguinte maneira: na categoria Conjunto da Obra, o valor será de R$ 120 mil (cento e vinte mil reais); para Jovem Escritor Mineiro – BDMG Cultural, R$ 42 mil (quarenta e dois mil reais); para Ficção (romance), R$ 25 mil (vinte e cinco mil reais); e para a categoria Poesia, R$ 25 mil (vinte e cinco mil reais).
Neste ano o romance é o gênero premiado na categoria Ficção. Podem se inscrever escritores com idade mínima de 18 anos, iniciantes ou profissionais, desde que nascidos (ou naturalizados) e residentes em território nacional. A obra deve ter, no mínimo, 49 páginas.
Como participar – Para participar do ‘Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura’, o interessado deverá protocolar sua obra, de acordo com as disposições do Edital, no Suplemento Literário de Minas Gerais ou enviá-la pelo correio para o seguinte endereço:
• Suplemento Literário de Minas GeraisAvenida João Pinheiro, 342, Bairro Centro, Belo Horizonte/MG – CEP 30130-180. (Será válida a data da postagem, feita até o último dia de inscrição).
Mais informações sobre o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura,
pelos telefones (31) 3269-1141, (31) 3269-1143 e pelo e-mail faleconosco@cultura.mg.gov.br.

Fonte: http://www.cultura.mg.gov.br/component/gmg/story/1559-sec-publica-edital-do-premio-governo-de-minas-gerais-de-literatura

 

 

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NOVA COLEÇÃO ‘CASA’ CINEMA E LITERATURA

A Coleção Folha Grandes Livros no Cinema chega às bancas neste domingo, com ‘Crime e Castigo’ e ‘Ricardo III’
A morte é propulsora dos dois primeiros longas da série, que lançará 25 volumes, um a cada domingo

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A morte é propulsora da trama nos filmes que abrem, neste domingo, a Coleção Folha Grandes Livros no Cinema. A cada domingo, a coleção, que terá 25 títulos, trará um filme inspirado em obra literária.
Lançado em 1970, o soviético “Crime e Castigo” baseia-se no romance homônimo de Dostoiévski, obra tão célebre que seu título se tornou expressão popular. O enredo é conhecido: Raskólnikov mata uma agiota, movido por comprovar sua tese de que a humanidade se divide entre superiores e inferiores.
Mas não há crença que resista à culpa e aos dilemas que ela faz surgir. Esse painel cruel e pessimista da alma, tão bem pintado no romance de 1866, acha transposição fiel no filme de Lev Kulidzhanov.
Outra morte, a de Eduardo 4º, em 1483, ajuda a revelar o pior de um homem. Rei morto, seu irmão Ricardo faz de tudo para ocupar o trono, inclusive eliminar os oponentes.
A busca pelo poder, que se converte em armadilha, é o mote de “Ricardo 3º”, peça de Shakespeare levada às telas por Laurence Olivier em 1955. A versão teve enorme acolhida. Olivier foi indicado ao Oscar de melhor ator pelo papel-título, e o filme recebeu prêmios no britânico Bafta, em Berlim e no Globo de Ouro.

(Fonte: Folha de S. Paulo)


 CLIPPING 15 DE AGOSTO DE 2013

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 JÁ SUPEREI A SAGA ‘CREPÚSCULO’, DIZ ESCRITORA STEPHENIE MEYER

A escritora americana Stephenie Meyer afirmou ter “superado” a saga “Crepúsculo”, sua mais famosa obra literária, em entrevista à revista “Variety”.

Publicada a partir de 2005, a saga rendeu quatro livros (“Crepúsculo”, “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer”) e cinco filmes em Hollywood, sucessos absolutos de público, especialmente entre as mulheres.

“Eu me afasto [de ‘Crepúsculo’] a cada dia”, disse Meyer. “Já superei e muito. Para mim, não é um lugar feliz para estar.”

Atualmente, a autora está promovendo o filme “Austenland”, comédia produzida por ela em sua empresa Fickle Fish. No longa, a atriz Keri Russell vive uma grande fã da escritora britânica Jane Austen, que planeja tirar férias num resort inspirado em sua obra do século 18.

Meyer ainda descartou voltar a escrever sobre os personagens de “Crepúsculo”.

“O que eu poderia fazer é preparar três parágrafos no meu blog dizendo quais personagens morreram. Estou interessada em passar tempo em outros universos, como a Terra-Média”, declarou, em referência ao mundo fantástico criado por J. R. R. Tolkien (1892-1973) em “O Senhor dos Anéis”.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

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BRITISH LIBRARY BLOQUEIA VERSÃO ONLINE DE ‘HAMLET’ POR ‘CONTEÚDO VIOLENTO’

Um frequentador da tradicional biblioteca londrina British Library teve acesso negado à versão online de “Hamlet”, peça clássica de William Shakespeare (1564-1616), sob a alegação de que o texto possui “conteúdo violento”, informou a rede BBC.

O escritor Mark Forsyth trabalhava num novo livro dentro da biblioteca, quando precisou consultar uma passagem de “Hamlet” –recebeu então a negativa de acesso. Segundo afirmou em seu blog, foi um filtro de internet que registrou sua tentativa.

A biblioteca admitiu o erro e o atribuiu ao novo serviço de wi-fi do local, que é terceirizado. Um porta-voz da instituição comentou que problemas semelhantes têm sido relatados por outros leitores de conteúdo online. Segundo o porta-voz, a biblioteca está aprimorando o serviço para assegurar que só seja bloqueado o que for de fato impróprio.

Um especialista em segurança de redes ouvido pela BBC disse que o caso expõe a “disfunção” dos filtros de internet.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

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LITERATURA INFANTO-JUVENIL AUXILIA NA FORMAÇÃO DE SENSO CRÍTICO

A construção do personagem na literatura infantil possibilita que a criança e o adolescente exercitem a imaginação e compartilhem sentimentos. Ao conhecer outras realidades ou cenários, os leitores podem se identificar por meio de comportamentos e contextos históricos diferentes do que costumam se relacionar.

Para Cléo Busatto, escritora e contadora de histórias, este é um dos motivos que faz com que um texto bem escrito auxilie na formação do ser humano. “Palavras novas aumentam o vocabulário o que garante maior facilidade na hora de escrever. Quem lê muito, escreve melhor e fala bem”, analisa.

Segundo Cléo, para entender o personagem é recomendado ler o texto várias vezes e outros materiais em diferentes momentos. “O livro é uma janela para a formação que deveria estar presente no dia-a-dia das crianças, do mesmo modo que os brinquedos. Leva a mergulhar em aventuras, histórias e em informações de importância para o desenvolvimento educacional”, destaca Cléo.

(Fonte: O Presente)

 

 


CLIPPING 14 DE AGOSTO DE 2013

 

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AUTORA DE “50 TONS” JÁ É A ESCRITORA MAIS BEM PAGA

A escritora britânica E.L. James, autora da série erótica “50 Tons de Cinza”, entrou para a lista da revista Forbes com os escritores mais bem pagos do mundo – e já na primeira colocação.

James, ex-executiva de TV, ultrapassou nomes habituais da lista, como James Patterson, Danielle Steel e Stephen King. Ela recebeu estimados 95 milhões de dólares no período de um ano encerrado em junho de 2013, graças à picante trilogia.

“O formato de livro eletrônico foi um fator crucial, dando aos leitores uma forma fácil de adquirir sequências cheias de sexo – e uma maneira discreta de lê-los em público”, disse a Forbes.com.

Patterson ficou em segundo lugar, com um rendimento estimado em 91 milhões de dólares. Suzanne Collins, de “Jogos Vorazes”, aparece num distante terceiro lugar, com 55 milhões.

O apresentador de TV Bill O’Reilly, autor de livros sobre os assassinatos de Abraham Lincoln e John Kennedy, veio em quarto, com 28 milhões. Steel, autora de 128 livros, ficou em quinto, com 26 milhões de dólares.

(Fonte: Reuters Brasil)

 

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ANEL DE JANE AUSTEN DEVE FICAR NA GRÃ-BRETANHA APÓS DOAÇÃO

Um raro anel de ouro e turquesa que já pertenceu à romancista do século 19 Jane Austen deve permanecer na Grã-Bretanha depois que um museu britânico recebeu uma doação de 100.000 libras (154.800 dólares) para impedir que a proprietária o leve para os EstadosUnidos.

O Museu da Casa de Jane Austen pode agora fazer uma”declaração séria” de intenção de compra da peça, depois de ter sido adquirido em leilão por um lance dado pela cantora pop norte-americana Kelly Clarkson no ano passado.

A cantora, que se diz uma “fã enorme” de Austen, nãopôde tirar o anel do país depois que o governo britânico estabeleceu uma proibição temporária de exportação da peça.

A doação dá ao museu a possibilidade de fazer umaoferta pelo anel -uma das únicas três jóias de Austen conhecidas -, que foi comprado por Clarkson por mais de 150.000 libras. “Sempre quisemos comprar o anel para o museu, masno ano passado achamos que não conseguiríamos levantar o dinheiro suficiente a tempo de ir ao leilão”, disse à Reuters Louise West, arrecadadora de fundos do Museu Jane Austen.

O museu levantou até agora 103.200 das 152.450libras necessárias para manter o anel na Grã-Bretanha depois de lançar uma campanha, e tem até dezembro para levantar as 49.000 libras restantes.

“Se formos bem-sucedidos, irá para o museu e serácolocado em exposição. Você será capaz de vir e vê-lo junto com as outras joias usadas por Jane Austen. Então, de certa forma, estará voltando para casa”, acrescentou West. Autora de clássicos como “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen também era proprietária de um bracelete de turquesa e de uma cruz de topázio, que estão em exibição na sua antiga casa em Hampshire, no sul da Inglaterra.

(Fonte: Reuters Brasil)

 

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BANDO INVADE MUSEU E LEVA LIVROS E OBRAS RARAS

A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam um grupo de assaltantes que levou livros e obras raras, incluindo cartas enviadas ao ex-presidente Campos Sales (1898- 1902). Os documentos foram roubados do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), em Campinas, interior paulista, na quinta-feira passada.

Por volta das 16 horas, cinco assaltantes em uma Fiorino invadiram o CCLA, dominaram 12 pessoas que estavam no local – seis funcionários e seis visitantes – e levaram parte do acervo. Todos foram amarrados e trancados em uma sala enquanto o restante do grupo agia.

Entre as obras está uma coleção de 11 livros franceses de botânica do século 17, que já tinham sido roubados e recuperados pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, quatro anos atrás. O presidente do CCLA, Marino Ziggiatti, disse que os ladrões foram direto para uma sala onde ficam as obras mais raras. “Eles sabiam o que queriam, mas o valor dessas obras é histórico, não tem como dar um preço para elas.”

Mais de cem peças foram levadas do local. Entre o material roubado estão cartas e documentos do Museu Campos Sales, que fica no prédio, em homenagem ao quarto presidente da República, Manuel Ferraz de Campos Sales, que nasceu em Campinas e, antes de morrer, doou seu acervo pessoal para o CCLA.

Entre os documentos retirados também estão uma carta do imperador chinês Guangxu (1875-1908), enviada ao ex-presidente, e um volume sobre a história da Dinastia Romanov, que foi um presente do czar Nicolau II (1894-1917), último imperador da Rússia, a Campos Sales.

Na fuga, os assaltantes fugiram na Fiorino, com adesivos colados com a escrita “Museu das Artes”. Para a Delegacia de Investigações Gerais, de Campinas, foi um disfarce para a ação. A PF ainda não recebeu o catálogo com a descrição de quais obras foram roubadas, mas informou que assim que receber vai acionar a Interpol para tentar impedir que o material saia do País.

Alerta internacional. O delegado da PF, Hermógenes de Freitas Leitão Neto, destacou que um alerta logo será divulgado. “A Interpol (polícia internacional) tem um cadastro de obras raras roubadas e de suspeitos procurados especializados nesse tipo de crime. Isso vai auxiliar nas investigações da Polícia Civil”, disse.

O presidente do CCLA afirmou que até quinta-feira vai concluir o levantamento das obras furtadas e fornecer a lista dos títulos para a polícia iniciar as buscas. “Quem roubou acha que esse material tem valor, mas são documentos históricos, não acredito que alguém colecione esse tipo de coisa.”

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

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RECORD É PRIMEIRA EDITORA DO MUNDO A ADQUIRIR OBRA DE MELISSA HURST

Editora carioca paga valor acima de US$ 50 mil por dois livros de escritora iniciante norte-americana

Editora carioca paga valor acima de US$ 50 mil por dois livros de escritora iniciante norte-americana



É raro que uma editora brasileira pague adiantamentos graúdos para autores iniciantes. Também é raro que um escritor tenha os direitos de sua obra vendidos para o exterior antes que sejam adquiridos por editoras de seu próprio país. E estas duas pequenas possibilidades se tornaram uma realidade no último dia 28/6, uma fatídica sexta-feira, quando a Editora Record comprou em pre-emptive (sem que haja leilão) os direitos de The Edge of Forever e de uma segunda obra ainda sem título, ambos de autoria de Melissa Hurst – e pagou um valor alto para os padrões atuais. Embora os agentes e a autora não tenham declarado o valor exato, o Publishers Lunch reportou a negociação como sendo um “very nice deal”, o que coloca o valor entre US$ 50 mil e US$ 100 mil.

A escritora Melissa Hurst vive na Geórgia, nos EUA, e sonhava desde os 12 anos em ser publicada. Ex-professora primária, ela atualmente se dedica em tempo integral à literatura juvenil, categoria conhecida como Young Adult. No entanto, ainda não possuía nenhum livro publicado ou mesmo negociado até o momento em que a oferta da Record foi aceita por seus agentes.

O caminho do livro da Geórgia ao Rio de Janeiro contou com uma dose de acaso e só aconteceu porque o scout (olheiro que procura novos autores para editores) da editora carioca trabalha tanto com cinema como com editores estrangeiros. Na realidade, a agência New Leaf Literary & Media, que comercializa os direitos de Melissa Hurst, ainda não havia submetido o livro para editores ou agentes internacionais. “Nosso agente que cuida da área de cinema havia começado a vender o projeto e um dos scouts que o recebeu gostou tanto do livro que o enviou para seu cliente brasileiro. O cliente rapidamente fez uma oferta pre-emptive e nós a aceitamos”, explica a agente literária Kathleen Ortiz, da New Leaf Literary & Media. Segundo João Paulo Riff, da Agência Literária Riff, que participou da negociação na posição de co-agente no Brasil, não é comum a venda de direitos de tradução antes dos direitos na língua original. “É algo raro, são coisas muito raras. Algumas vezes, ocorrem vendas simultâneas, mas uma venda dos direitos de tradução com semanas de antecedência é a primeira vez que acontece”, declarou. “E neste tipo de negociação, o livro sempre é apresentado por um scout. Eu nem sabia do livro ainda”, complementou.

Nas palavras da autora, The Edge of Forever é um livro juvenil que mistura ‘Minority Report’ com A Mulher do Viajante do Tempo (Suma de Letras, 456 pp., R$ 49,90), de Audrey Niffenegger. E a própria Melissa Hurst nos dá uma prévia da história:

“É o ano de 2013. Alora, de dezesseis anos, começa a ter lapsos de memória. Ela cada vez acorda em um lugar diferente sem ideia de como chegou lá. Ela só tem certeza de uma coisa: alguém a está seguindo.

“Em 2146, Bridger, um garoto de 17 anos, faz parte de um pequeno grupo de pessoas que nasceram com a habilidade viajar no tempo. Durante uma viagem da escola ao passado, ele encontra seu falecido pai quebrando a maior de todas as regras: tentando impedir o assassinato de alguém.

“E este alguém é Alora.”

Foi a assistente editorial Rafaella Machado, da Editora Record, quem avaliou o original e se apaixonou. “O livro chegou em uma terça-feira, na quarta já estávamos negociando e fechamos na sexta”, relatou. “O livro tem uma pegada de Sci-Fi e traz a história sob dois pontos de vista”, explicou Rafaella, em referência a Briger e Alora. “Acreditamos que viagens no tempo são uma nova tendência e gostamos da forma não-clichê com que a autora abordou o assunto”, explicou.

Mas quem quiser saber mais desta história vai ter de esperar um pouco. Melissa Hurst ainda está terminando os ajustes finais para entregar o texto para a Record, e a editora planeja lançar o livro apenas no segundo semestre de 2014. O segundo livro do pacote ainda não foi escrito. “Mas eu já tenho a trama toda pronta, e vou retomar a história em um ponto logo após os eventos que acontecem em The Edge of Forever”, garante a escritora.

Melissa Hurst acredita que o livro poderá ter uma audiência mais ampla que o público puramente juvenil. “Ainda que seja um romance young adult, eu acredito que adultos terão tanto prazer em lê-lo quando os adolescentes. Qualquer pessoa que curta ficção científica, suspense, mistérios  ou romance poderá ter interesse no livro”, diz a escritora.

Em seu blog (http://melissa-hurst.blogspot.com.br), que agora estampa uma bela bandeira brasileira, Melissa Hurst, que nunca saiu dos EUA, declara que sonha em viajar ao redor do mundo e, talvez um dia, encontrar Atlantis. Enquanto este dia não chega, seus livros já estão viajando e já encontraram seu lugar aqui no Rio de Janeiro mesmo.

(Fonte: PublishNews)

 


CLIPPING 13 DE AGOSTO DE 2013

 

 

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TODA A OBRA DE JOSÉ SARAMAGO PASSA A ESTAR PUBLICADA NO BRASIL

 

Pilar del Río estará no Brasil a lançar os dois romances que faltavam para que a obra do Prémio Nobel da Literatura 1998 esteja toda publicada no Brasil.

Os romances Levantado do chão e Memorial do convento , de José Saramago, serão lançados nesta terça-feira no Brasil, concluindo a publicação da obra completa do Nobel da Literatura português naquele país.

De acordo com a Fundação José Saramago, o lançamento dos dois livros acontecerá na terça-feira em São Paulo, no Brasil, numa sessão que contará com a presidente da fundação, Pilar del Río, com o escritor moçambicano Mia Couto, Prémio Camões 2013, e com a autora brasileira Andréa del Fuego, Prémio José Saramago em 2011.

Os dois títulos têm o selo da Companhia das Letras, “cumprindo assim o sonho do escritor de ver reunida toda a obra na mesma chancela”, que tem publicado a obra de Saramago há mais de dez anos.

O romance Levantado do chão foi publicado em Portugal em 1980 e a história desenrola-se no Alentejo, entre 1900 e 1975, e é considerado um registo político sobre a luta pela sobrevivência.

Memorial do convento, publicado dois anos depois, cuja acção recua ao tempo do reinado de D. João V, durante a construção do convento de Mafra.

José Saramago, Nobel da Literatura em 1998, morreu em 2010 em Espanha aos 87 anos.

 

(Fonte: Público)

 

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BREVE E LONGA HISTÓRIA

É irônico que se chame “Minha Breve História” a autobiografia de um homem que chegou aos 71 anos após ouvir dos médicos que não passaria dos 25, mas foi assim que Stephen Hawking, uma das maiores lendas da física, batizou o livro que lança em setembro nos EUA.

O título, previsto para 1º de outubro pela Intrínseca, é uma referência ao seu clássico “Uma Breve História do Tempo”, que ganha reedição pela casa carioca em 2014. No novo livro, Hawking, tão conhecido pela doença degenerativa dos nervos que o prende à cadeira de rodas quanto pela descoberta de que buracos negros somem com o tempo, descreve sua evolução intelectual desde a mais tenra infância.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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FEIRA DE FRANKFURT
Muito além da ficção: Edusp leva autores a Frankfurt

Muito se fala nos romances e contos brasileiros em tradução para o alemão por causa da homenagem que a Feira de Frankfurt fará ao País em outubro e na lista dos 70 convidados. Mas pouco se fala sobre os livros de não ficção de brasileiros que estão saindo lá ou de alemães que escrevem sobre o país. Dos cerca de 250 títulos previstos até a feira, apenas cerca de 60 são de ficção. Os outros tratam de assuntos diversos – cidades, política, personalidades, música, arquitetura, nazismo etc. É nesse contexto que a programação do estande da Edusp ganha ainda mais destaque. Entre as atrações, debate entre Nádia Battella Gotlib e Marisa Lajolo sobre a influência do livro no processo de aprendizado. Nádia fala também de Clarice Lispector. Ricardo Azevedo faz palestra sobre o samba. Mayra Laudanna, sobre a gravura do início do século 20. Luis S. Krausz trata da literatura judaico-alemã. Jacques Marcovich aborda a Amazônia. E o violeiro Ivan Vilela toca.

 

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

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CONTO INÉDITO DE UM STIEG LARSSON ADOLESCENTE PUBLICADO EM INGLÊS EM 2014
Um conto do autor dos best-sellers da trilogia Millenium, Stieg Larsson, vai ser publicado pela primeira vez em inglês em 2014 como parte de uma antologia deste género literário dedicada a autores suecos. A Darker Shade of Sweden é o título da edição que incluirá Brain Power, que o autor de Os Homens que Odeiam as Mulheres escreveu aos 17 anos. A compilação incluirá também um conto de Eva Gabrielsson, a companheira de Larsson.

Fevereiro de 2014 verá então chegar ao mercado Brain Power, cujos direitos foram adquiridos pela Mysterious Press, traduzido por John-Henri Holmberg, amigo próximo de Larsson, também escritor e editor da colectânea de contos. Brain Power é, segundo o editor literário Otto Penzler disse ao Guardian, “uma história de suspense passada no futuro”.  Holmberg é também autor de Os Segredos da Rapariga Tatuada (ed. Asa), onde explica que o autor sueco tinha como “primeiro amor literário” o autor de ficção científica Robert A. Heinlein, responsável pela introdução de “maior realismo técnico e

social na ficção científica” e uma das grandes influências, desde a adolescência, da escrita de Larsson.

Já em Junho de 2010 a Biblioteca Nacional Sueca (Kungliga biblioteket), em Estocolmo, tinha anunciado ter na sua posse manuscritos com textos inéditos de Stieg Larsson que datariam de 1970, quando o autor tinha 17 anos. Esses manuscritos faziam

parte do arquivo da revista Jules Verne Magazine. Esses inéditos eram textos de ficção científica que Larsson tinha enviado à revista na esperança de serem publicados.

O anúncio foi feito pela editora norte-americana Mysterious Press, uma chancela da Grove Atlantic, que considera ter reunido uma colecção dos “mais distintos e amados escritores de policiais” que mostrará “o lado negro da Suécia”. Além de Larsson, que pelos seus números de vendas e sucesso internacional desde a publicação póstuma de Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (editados em Portugal pela Oceanos) é o mais destacado pela imprensa, a antologia conta com obras inéditas de Henning Mankell, Asa Larsson, Maj Sjowall, Per Wahloo e Sara Stridsberg. O texto de Gabrielsson para A Darker Shade of Sweden será também traduzido pela primeira vez para inglês.

“Desde que Larsson iluminou a escrita sueca de crime” com Millenium, “os leitores em todo o mundo têm querido mais dele e dos seus colegas suecos”, escreve em comunicado a Mysterious Press. O efeito que a sua trilogia publicada após a sua morte em 2004, de ataque cardíaco aos 50 anos em Estocolmo, ultrapassou muito o de fenómeno literário. O interesse que estes best-sellers criaram fez com que os seus três livros fossem adaptados para o cinema, primeiro na Suécia, depois nos EUA – onde chegou às salas em 2011 pela mão de David Fincher.

Mas lançou também um novo olhar sobre a profícua produção literária policial sueca, possibilitando aquela que é hoje uma vaga de produtos originais ou em versão em língua inglesa que versam sobre o crime na Escandinávia. Desde a mais recente The Bridge, série americana com Diane Kruger exibida em Portugal no canal Fox e que adapta um original dinamarquês, até Wallander ou The Killing, passando pela divulgação e sucesso de autores como Camilla Läckberg (editada em Portugal pela Dom Quixote) ou à descoberta por novos leitores de nomes já conceituados como o de Henning Mankell (editado em Portugal pela Presença), o criador de Wallander e director do Teatro Avenida em Maputo, Moçambique.

(Fonte: Público)


 CLIPPING 12 DE AGOSTO DE 2013

 

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ASPIRANTES A ESCRITOR EVITAM O ‘NÃO’ DAS EDITORAS RECORRENDO A PRÊMIOS

Há prêmios que reconhecem o trabalho de um escritor ou a qualidade de um livro e dão um respiro à saúde financeira dos literatos – muitas vezes precária, já que é consenso dizer que não se vive da venda de direitos autorais. Nesta terça-feira (13), serão anunciados os finalistas do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, que premia o autor do melhor romance com R$ 150 mil. Há 10 dias, o Prêmio São Paulo de Literatura encerrou as inscrições – concorrem 187 obras. Este ano, ele passa a premiar em três categorias: melhor romance (R$ 200 mil), melhor romance de autor estreante com menos de 40 anos (R$ 100 mil) e melhor romance de autor estreante com mais de 40 anos. O Portugal Telecom, que paga R$ 50 mil aos vencedores das categorias romance, conto/crônica e poesia e mais R$ 50 mil ao melhor dos três, revela até meados de setembro quem está no páreo. Existem outros nessa linha, como o Jabuti, o Paraná, o Benvirá etc.

E há prêmios que priorizam a produção literária de jovens autores ou de autores que nunca publicaram. Os melhores exemplos são os do Prêmio Governo de Minas Gerais, que ainda não lançou o edital deste ano, mas que tem uma opção interessante para jovens escritores mineiros (entre 18 e 25 anos): o autor do melhor projeto de livro ganha R$ 25 mil para tocá-lo adiante. E o Prêmio Sesc, que só aceita originais de autores inéditos nos gêneros romance ou conto.

Desde que foi criado há 10 anos, o Prêmio Sesc apresentou aos leitores brasileiros uma nova safra de escritores que talvez não teriam entrada em grandes editoras. Já revelou 18 escritores das mais diferentes profissões – um professor universitário de química, um servidor público, uma estudante, um redator publicitário, um psicanalista e por aí vai. Pessoas com pouca ou nenhuma circulação pelo mundo literário. Alguns deles ficaram pelo caminho, outros, com esse pontapé, investiram na carreira. É o caso, por exemplo, de Lúcia Bettencourt, André de Leones e Luisa Geisler. Vêm novos nomes por aí – as inscrições estão abertas até 30 de agosto.

A questão do ineditismo é o que difere o Prêmio Sesc e o São Paulo, que também tem uma categoria de autores estreantes – mas neste caso, só concorrem livros já editados. Portanto, de autores que já venceram a primeira barreira.

Acostumado a receber originais, o editor Marcelo Ferroni, da Alfaguara, já foi um autor estreante. Seu Método Prático de Guerrilha saiu pela Companhia das Letras e ganhou o Prêmio São Paulo em 2011 nesta categoria, o que acabou dando mais visibilidade a sua obra. Em 2014, lança, pela mesma editora, Da Parede, Meu Amor, os Escravos Nos Contemplam. Como editor, diz que prêmios podem ajudar um autor, mas que não é só isso o que importa: “Se o autor tem algo no currículo, ou se é indicado por alguém de confiança, isso facilita seu caminho, para que ele seja lido mais rapidamente pelo editor. Mas no final, o que conta mesmo é a qualidade do livro.”

Naquele ano, o São Paulo ainda pagava R$ 200 mil. Já o do Sesc não envolve dinheiro – e isso não importa aos vencedores. Mais relevante é, na opinião deles, a oportunidade de ver o livro editado e distribuído pela Record, a maior editora do País. É esse o prêmio. Por sua vez, o Sesc organiza um intenso tour com os vencedores por suas unidades e por outros eventos, como a Jornada de Passo Fundo e a Flip – na programação paralela que a instituição promove durante a festa. Anualmente, o Sesc investe R$ 500 mil nessas ações.

E foi lá em Paraty, no mês passado, que o advogado paranaense Marcos Peres, de 28 anos, fez seu debut literário. Vencedor da última edição do prêmio com o romance O Evangelho Segundo Hitler, ele é exemplo de um novo movimento: de autores que têm preferido encarar outros concorrentes num prêmio do que esperar um milagre ou uma carta-padrão de uma editora negando o original. Quem o inspirou a tomar esse caminho foi o conterrâneo Oscar Nakasato, o professor que, com Nihonjin, seu romance de estreia, venceu o 1.º Prêmio Benvirá e o Jabuti.

Há 10 anos, concurso possibilita a estreia literária de aspirantes a escritor

Mostrar o primeiro livro para um estranho não é tarefa fácil. A carioca Lúcia Bettencourt que o diga. Tímida, ela passou a vida estudando literatura, escrevendo contos e cuidando do marido e dos quatro filhos. Resistia em mostrar sua ficção porque tinha uma carreira acadêmica e achava que passaria vergonha. Seu marido Guilherme ficou sabendo do Prêmio Sesc, que estava então em sua segunda edição, e disse que não havia mais desculpas. Como a inscrição seria feita com um pseudônimo, se não desse certo ninguém saberia. Foi ele quem organizou e imprimiu os textos e inscreveu o livro da mulher.

Mas Guilherme morreu em outubro de 2005, antes de saber que Lúcia tinha vencido – o anúncio seria feiro em março do ano seguinte. “O prêmio foi minha tábua de salvação. Se não fosse por ele hoje eu estaria numa clínica de repouso, pirada”, comenta. Estavam juntos há 36 anos. “Ele se foi, e a literatura me deu sustentação.”

Ela deixou de ser Lúcia, a mulher de Guilherme (ele era executivo de uma grande empresa), e virou Lúcia, a escritora. O luto ela viveu viajando pelas unidades do Sesc. No interior do Paraná, ouviu de um leitor que um de seus contos tinha sido escrito para ele, e essa nova profissão começou a fazer sentido.

Outros livros vieram depois de A Secretária de Borges, e há um mês ela recebeu a notícia de que O Banquete, obra baseada em sua tese, tinha recebido o prêmio da Academia Brasileira de Letras na categoria crítica literária e R$ 50 mil.

André de Leones, vencedor na categoria romance com Hoje Está Um Dia Morto no mesmo ano em que Lúcia ganhou, também não inscreveu o livro sozinho. À época, ele tinha terminado um curso de cinema em Goiânia e estava de volta à casa dos pais, em Silvânia. Entre os 19 mil habitantes, estava o escritor Aldair Aires, que tomou a iniciativa. “Se não fosse pelo prêmio, é provável que eu estivesse lecionando no interior de Goiás e dependendo de editais para, com sorte, publicar meus livros localmente”, conta o escritor. Numa das viagens para divulgar o prêmio, conheceu, em Paranaguá, sua primeira mulher. Foi a deixa para ir embora de vez de Goiás. Participou do projeto Amores Expressos, publicou mais quatro livros pela Record e pela Rocco e está em outras tantas antologias – internacionais, inclusive. Vive hoje em São Paulo e é colaborador do Caderno 2.

No ano seguinte, foi a vez dele dar uma mão a um colega. Wesley Peres, psicanalista em Catalão, não achava que seu romance Casa Entre Vértebras seria considerado no prêmio “porque estava no limite entre prosa e poesia”. Foi Leones quem a inscreveu. Wesley já tinha lançado dois livros de poemas. Depois do prêmio, investiu num segundo romance, o Pequenas Mortes, publicado recentemente pela Rocco.

Luisa Geisler foi a mais jovem escritora premiada pelo Sesc e tem uma das carreiras mais promissoras. Ela tinha 17 anos e fazia a oficina literária do Luiz Antonio de Assis Brasil quando soube do concurso. Ajeitou alguns contos, fez outros e inscreveu Contos de Mentira na premiação. Levou. No ano seguinte, em 2011, resolveu experimentar o romance, e escreveu Quiçá. Levou de novo. No mesmo ano, foi selecionada para a Granta Melhores Jovens Escritores Brasileiros e o romance que escreve agora sairá pela Alfaguara, uma das principais editoras na área de ficção. “Sem o Prêmio Sesc, minha carreira estaria na estaca zero em termos de publicação”, conta a estudante de Relações Internacionais e Ciências Sociais.

“A ideia é justamente essa: que o prêmio dê o primeiro empurrão na carreira literária dos autores, e que eles possam assim construir as suas trajetórias”, explica Henrique Rodrigues, um dos idealizadores do concurso.

De fato, o prêmio deu o pontapé na carreira de muitos dos vencedores. Alguns passaram a acreditar na vocação, abandonaram a ideia de autopublicação ou de publicação por uma editora regional, e tentam viver de literatura. Outros conciliam a profissão com a escrita. É o caso de Marcos Peres, servidor do Tribunal de Justiça, em Maringá e autor do melhor romance deste ano. “A questão de ser apenas um escritor é quase uma utopia. Eu consigo conciliar o ato de escrever com meu trabalho”, diz.

O publicitário João Paulo Vereza, vencedor este ano com os contos de Noveleletas, conta que ainda não descobriu o que é ser escritor. Sempre escreveu, nunca publicou. “A literatura sempre foi meu playground, o espaço onde me sinto livre e confortável.”

 

(Fonte: O Estado de S. Paulo)


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CRÍTICA: EDIÇÃO MOSTRA NOVAS FACETAS DE ‘DORIAN GRAY’, DE OSCAR WILDE

“O Retrato de Dorian Gray”, livro mais conhecido do irlandês Oscar Wilde (1854-1900), parece ter voltado à moda.

Não apenas acaba de receber uma adaptação para TV e cinema, à maneira de um soft pornô de “Downton Abbey”, como novos debates sobre o livro têm ocorrido após a edição de Nicholas Frankel, professor em Richmond, na Virgínia.

Diversamente do filme, a edição é interessante até para aqueles que já conhecem o romance. Trata-se da primeira versão datilografada, corrigida à mão e enviada por Wilde ao Lippincott’s Monthly Magazine, da Filadélfia, em março ou abril de 1890.

Frankel recuperou o datiloscrito, atualmente na Universidade da Califórnia, e o lançou, com fartas anotações, por Harvard, em 2011. É esta a versão que a Editora Globo traz para o Brasil.

O datiloscrito de Wilde, com vários cortes do editor da Lippincott’s, foi publicado no número de julho de 1890 da revista. Já a edição do romance em livro, bastante aumentada, apenas sairia em 1891, mantendo alguns cortes e produzindo outros, que aparentemente levaram em conta a recepção escandalizada da edição anterior.

Para Frankel, o grande destaque da versão original é que “traz [o romance] um pouco mais para fora do armário”. Daí a capa do livro da Globo anunciar uma “edição anotada e sem censura”.

Não é, entretanto, a falta de censura que mais atrai nessa versão, mas dois outros aspectos, talvez menos visíveis na edição em livro.quebra do andamento

O primeiro é estrutural, pois fica evidente uma quebra do andamento do romance no capítulo nono, de escopo bem diverso dos anteriores e ainda dos posteriores, embora, nestes, deixe marcas.

É fácil notar a quebra: até então, os capítulos praticamente se resolvem num esquema teatral, no qual duas ou três pessoas conversam em ambientes requintados (bibliotecas, estúdios, clubes, jardins amenos) e pronunciam o máximo de aforismos possível, geralmente de natureza chistosa, como reversão de lugares-comuns.

Já o nono, que apresenta os anos de luxúria vividos por Dorian depois de seu pacto demoníaco, não apenas suspende os aforismos, como ganha um tom descritivo e minucioso, marcado pela leitura do “livro venenoso” que Dorian recebe de Lorde Henry, seu mentor.

É um livro de capa amarela, com título e autores fictícios, mas que certamente emula “Às Avessas” (1884), do escritor francês Joris-Karl Huysmans (1848-1907).

Todo o capítulo, a rigor, é uma aplicação simplificada (e muito inferior literariamente) dos espantosos experimentos sensoriais e mentais de Des Esseintes, o herói de Huysmans, à vida de Dorian.

O segundo aspecto notável do datiloscrito é a oscilação entre dois sentidos atribuídos ao pacto: o de ser um espelho do mal cometido pelo jovem –e, portanto, uma forma de manifestação da consciência moral–, e o de ser uma evidência dos estragos da idade sobre a beleza do jovem.

O dilema é predominantemente ético ou estético?

O que exatamente se condena: a ignomínia da idade ou a do mal?

Wilde se esforça para encadear os dois sentidos, de modo que entregar-se ao desejo de permanecer jovem equivalha a se tornar refém do mal. Tal arranjo, por assim dizer, acomoda o moralismo, indicia o narcisismo e justifica o castigo do malvado.

Algum veneno, entretanto, ainda vibra no armário: não o homoerotismo, mas a suspeita de que não pode haver pecado pior que o tempo que passa.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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EM ‘SÓ PARA GIGANTES’, JORNALISTA GABI MARTÍNEZ NARRA TRAGÉDIA NO PAQUISTÃO

O jornalista e escritor catalão Gabi Martínez, 42, no Brasil o livro “Só para Gigantes”, em que narra a viagem ao Paquistão feita para investigar a morte do zoólogo franco-espanhol Jordi Magraner.

O cientista havia se internado nas montanhas daquele país para tentar encontrar o chamado “yeti”, espécie de elo perdido das neves. A aventura tem um final desastroso, com seu misterioso assassinato.

“Havia várias versões, desde um crime passional até vingança ou simples assalto. O mais provável é que ele tenha sido morto por ter se tornado líder de uma tribo pagã”, diz Martínez, em entrevista à Folha, por telefone, de Barcelona.

De fato, Magraner, após ter percorrido por um período de mais de dez anos o norte do Paquistão e o noroeste do Afeganistão, transformou-se em um líder da tribo dos kalash, de origem indo-europeia, que vivia em conflito com os muçulmanos daquela região.

FORASTEIRO

No livro, Martínez conta como Magraner ajudou os kalash a preservar sua cultura oral formando professores. “O trabalho humanitário de Magraner coincidiu com a ascensão do Taleban, o que tornava a região um ambiente muito tenso e violento”, diz Martínez.

Um dos elementos da história que geraram fascínio em Martínez foi o fato de o zoólogo ser um estrangeiro por definição. Nascido na Espanha, passara boa parte da vida na França e mais de dez anos na região do Paquistão e do Afeganistão.

“Apesar de a família, baseada na França, ter vindo a público pedir justiça por seu assassinato, nenhuma nação assumiu Magraner como seu cidadão. O status de estrangeiro constante o deixou à margem, também, da Justiça”, afirma o escritor.

CHOQUE CULTURAL

Durante sua estada na região, em 2009, Martínez entrevistou várias pessoas que conheceram Magraner e julga ter tido contato direto com um de seus assassinos.

Ele conta que sua visão europeia e seus valores foram colocados em xeque. “Um europeu chega a uma zona como essa pronto a entender tudo, disposto a contemporizar, mas no final acaba entendendo que alguns conflitos são de uma ordem mais profunda e, talvez, só possam ser resolvidos de forma violenta.”

Autor de quatro livros de investigação e de um blog, Martínez diz que acredita que o jornalismo, agora, enfrenta um desafio para sobreviver em distintos suportes.

“É verdade que a mídia tradicional está em crise, mas nós não podemos ficar reclamando. Cabe aos jornalistas buscar quem patrocine suas histórias. Pode ser uma editora, como é o caso dos meus livros, podem ser outras fontes. A natureza do trabalho não mudou, o que nos move são as ideias e a curiosidade”, resume.

SÓ PARA GIGANTES
AUTOR Gabi Martínez
TRADUÇÃO André Pereira da Costa
EDITORA Rocco
QUANTO R$ 47,50 (416 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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BIOGRAFIA PROPÕE VISÃO MENOS MANIQUEÍSTA SOBRE GETÚLIO VARGAS

O segundo volume da biografia de Getúlio Vargas é um prato cheio para quem venera ou odeia o principal mito da política brasileira.

“Getúlio (1930-1945)”, parte dois da trilogia do jornalista Lira Neto que chega às livrarias agora, enfoca um dos períodos mais turbulentos do político que sempre esteve associado à controvérsia.

Após a vitória na Revolução de 30, Getúlio permaneceu 15 anos no Palácio do Catete, no comando do país. Primeiro como chefe do governo provisório (1930-1934), depois presidente constitucional (1934-1937), eleito pelo Congresso Nacional, e, por fim, ditador do Estado Novo (1937-1945).

Nesse período intenso, retratado com detalhes saborosos, duas Constituições foram rasgadas, levante comunista tentou tomar o poder, partidos de esquerda e de direita ganharam corpo e depois foram extintos, o país embarcou na Segunda Guerra.

As transformações foram significativas. O Brasil deixou se de ser um país agrário e iniciou sua industrialização. Leis trabalhistas foram criadas, o voto feminino, instituído.

Mas foi também, principalmente após 1937, um período tenebroso, com torturas, censura feroz à imprensa, perseguição a oponentes políticos e o Congresso fechado grande parte do tempo.

Não é de estranhar que Lira Neto, desde que se embrenhou no projeto, em 2009, ouça vez por outra: “Getúlio era do bem ou do mal?”.

O jornalista, que vai concluir sua trilogia no ano que vem, espera jogar mais luz na “esfinge Getúlio”. “O Estado Novo é Getúlio em sua plenitude. As grandes marcas dele vieram desse período, a formação do mito do ‘pai dos pobres’. Fez uma Constituição de um homem só, alheio ao debate, à troca de ideias.”

No primeiro volume, lançado no ano passado, retratou a vida do político do nascimento até a Revolução de 30. No último, já em fase de escrita, abordará a volta ao poder (1950) e seu suicídio, em 1954.

Mas este segundo volume foi o mais trabalhoso, segundo o autor, curiosamente por oferecer uma enormidade de fontes de pesquisa.

Os 15 anos retratados no livro são alguns dos mais estudados da história brasileira. Como o próprio biógrafo comenta no fim do trabalho, cada um dos muitos episódios marcantes já foi tema de exaustiva bibliografia.

GETÚLIO (1930-1945)
AUTOR Lira Neto
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 52,50 (632 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 


 CLIPPING 10 DE AGOSTO DE 2013

 

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BRASILEIRO PASSA MUITO TEMPO LONGE DOS LIVROS

Tempo, o bem mais precioso, mas, afinal, como gastamos as 24 horas do dia? Estudo piloto feito pelo IBGE em quatro estados (Pará, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco) mais o Distrito Federal, com mais de 5 mil pessoas com 10 anos ou mais, dissecou essa repartição do tempo, e a leitura ocupa fatia residual no dia do brasileiro: apenas seis minutos em média por dia, enquanto ficamos 2h35m na frente da televisão. O estudo, inédito, mostrou também o que a percepção das pessoas já comprovou. Fazemos várias coisas ao mesmo tempo: 61% dos entrevistados praticaram atividades simultâneas, o que aumenta o dia em quatro horas e 52 minutos.

Esses seis minutos, segundo Cíntia Simões Agostinho, economista e demógrafa do IBGE, uma das autoras da pesquisa, são ainda menores quando a comparação é feita por idade. Entre 10 e 24 anos, a parcela cai para três minutos. Mas, um alento, esse tempo vai subindo conforme se envelhece. Entre os mais velhos, com 60 anos ou mais, o tempo dedicado é de 12 minutos. Os mais velhos também ficam mais na frente da TV: três horas e três minutos.

– E 85% desse tempo são gastos exclusivamente em frente à TV, o restante é dividido entre contatos com amigos e outras atividades como os serviços domésticos – afirma Cíntia.

Ainda temos um longo caminho a percorrer para alcançar o nível de leitura de países desenvolvidos. Pesquisa do Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos mostra que a dedicação à leitura por lá ocupa 31 minutos nos dias de semana e 37 minutos nos fins de semana. No tempo gasto em frente à TV, o comportamento é similar: americanos dedicam duas horas e 58 minutos do dia à atividade, um pouco a mais que o brasileiro (duas horas e 35 minutos).

Desigualdade de gênero é menor nos EUA

Na questão de gênero, a desigualdade é atestada no relógio nos afazeres domésticos e cuidado com filhos e idosos. Enquanto o homem ocupa 1h14m do seu tempo em afazeres domésticos, a mulher gasta 3h35m. No cuidado com a família, a relação é de 39 minutos para mulher, contra 12 minutos para o homem. E a pesquisa mostra a divisão desse trabalho, como cozinhar, arrumar a casa, fazer compras. Nos Estados Unidos, essa desigualdade entre homem e mulher também aparece, mas num patamar inferior. Lá, as mulheres reservam para casa 2h28m, enquanto os homens levam metade desse tempo (1h11m) no mesmo serviço.

– A única função que tem quase o mesmo tempo gasto por homens e mulheres em casa é o de compras. O homem gasta 11 minutos e a mulher, 14 minutos – afirma Cíntia.

Como a pesquisa foi feita em 2009, com as redes sociais ainda se consolidando por aqui, o uso de computador ocupou apenas 11 minutos em média, lembrando que naquele ano apenas 34,6% dos lares brasileiros tinham computador e somente 27,3%, com acesso à internet. A população entre 10 e 24 anos, como era de se esperar, lidera o ranking: essa faixa etária gasta 28 minutos na frente do computador, enquanto quem tem 60 anos ou mais dedicou apenas cinco minutos a essa atividade.

Pesquisas sobre uso do tempo são raras por aqui. Segundo a professora da UFF, a economista Hildete Pereira de Melo, o primeiro aconteceu em 1973, conduzido por Amaury de Souza, ainda no Estado da Guanabara. O mais recente antes do piloto do IBGE fora da socióloga Neuma Aguiar, da Universidade Federal de Minas Gerais em 2001, uma das maiores especialistas do tema no Brasil. Ela distribuiu cadernos e relógios para 500 famílias em Belo Horizonte e mediu em minutos a rotina dos mineiros da capital. Agora temos o levantamento piloto do IBGE, que servirá para formatar a pesquisas futuras do órgão, mas não há previsão de quando isso vai acontecer, segundo a presidente do Instituto, Wasmália Bivar:

“Já incluímos no questionário base da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mais perguntas sobre uso do tempo, como cuidados pessoais, lazer, cuidado dos filhos e idosos, convivência social, mas não há previsão de quando vamos apresentar esses resultados.”

 

(Fonte: O Globo)
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SOBRINHO BARRA BIOGRAFIA DE LILY

O advogado Leonardo Watkins conseguiu barrar na Justiça a venda no Brasil da biografia não autorizada de sua tia, a bilionária brasileira Lily Safra. A decisão proferida ontem pela juíza Carla Melissa Martins Tria, da 7ª Vara Cível de Curitiba, proíbe a Editora Harper Collins, do Grupo News Corporation (de propriedade do magnata da imprensa Rupert Murdock), de vender no Brasil tanto a versão em papel quanto a digitalizada. Se a editora vier a lançar o livro no Brasil, pagará multa de R$ 100 por exemplar vendido no País. A autora, a jornalista canadense Isabel Vincent, também é ré no processo. Isabel trabalha no jornal New York Post, veículo que integra o conglomerado News Corporation.

Segundo Watkins, o livro, intitulado Gilded Lily, ainda sem tradução para o português, mancha a memória de seu pai e irmão de Lily, o arquiteto Artigas Watkins. Leonardo Watkins não pede indenização financeira, como é comum nesses casos. Quer apenas que a autora e a editora retirem do livro o que qualifica como “versão fantasiosa” da morte do empresário Alfredo Monteverde, o segundo marido de Lily e fundador da rede varejo Ponto Frio.

Em agosto de 1969, quando negociava um acordo para se separar de Lilly, Monteverde foi encontrado morto em seu quarto com dois tiros. O inquérito policial concluiu que o empresário se suicidou. Lily herdou e assumiu o Ponto Frio. A família de Monteverde, no entanto, não ficou satisfeita e sempre questionou a versão da polícia.

Nos três primeiros capítulos e no epílogo, a biografia não autorizada traz informações que envolvem Artigas no suposto assassinato de Monteverde. O filho Leonardo diz ter ficado consternado ao tomar conhecimento do conteúdo do texto em julho de 2010, quase um mês após o lançamento do livro. De lá para cá, reuniu uma série de documentos para derrubar a versão da autora.

“Jamais imaginei passar por algo assim. Meu pai era a pessoa extremamente correta e dedicada à família e sempre se manteve distante da celebridade da irmã”, diz Watkins. “Quando tomei conhecimento da biografia, percebi imediatamente que estava diante de uma tremenda fraude, e da apropriação criminosa do nome do meu pai.”

Segundo Leonardo, na época da morte de Monteverde o pai era engenheiro aposentado da Caixa Econômica e sócio-diretor da fábrica de vagões da família no estado do Rio. Tinha renda e patrimônio compatíveis com suas atividades como arquiteto e industrial. “No curto período de quatro anos em que a senhora Lily conheceu e foi casada com o senhor Alfredo, o relacionamento com o meu pai era distante.”

Lily casou-se quatro vezes. O último marido foi o banqueiro Edmond Safra, que morreu em um incêndio em seu apartamento em Monte Carlo em 1999. A autora da biografia levanta suspeitas sobre as circunstância da morte de Safra. O Estado entrou em contato com a representante da HarperCollins no Brasil para saber a posição da editora, mas ela não retornou.

 

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 


CLIPPING 09 DE AGOSTO DE 2013

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Ulysses Guimarães, tema de conversa no primeiro episódio

 

‘GLOBONEWS LITERATURA’ TRATA DOS BASTIDORES DA POLÍTICA NACIONAL

Os bastidores da política são o tema principal do episódio que abre, hoje, a nova temporada de “GloboNews Literatura”. O apresentador Edney Silvestre recebe o jornalista Jorge Bastos Moreno, com quem conversa sobre o livro que ele acaba de lançar, “A História de Mora: A Saga de Ulysses Guimarães”

Na obra, Moreno conta a história do político e de sua mulher, Ida Maiani de Almeida, mais conhecida como Mora Guimarães. “A dona Mora era uma extensão do Ulysses”, diz o autor. O jornalista comenta, por exemplo, que Ulysses sofreu de “fadiga de material”, expressão que, na política, significa um excesso de exposição pública que atrapalha os grandes líderes.

Uma novidade nesta temporada é o quadro “A Pedido”, que exibirá uma dica de livro ou escritor enviada pelo público. A primeira indicação é “O Sofá Laranja”, de Fania Szydlow Benchimol, sugestão de duas telespectadoras do Rio de Janeiro.

Ainda nesta edição, a coluna “Livro, Câmera, Ação” mostra o filme “O Leitor” sob o ponto de vista do autor da obra homônima, Bernard Schlink, e do diretor do longa, Stephen Daldry.

NA TV: GloboNews Literatura
Estreia da nova temporada
QUANDO: sexta (9), às 21h30

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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EM NOVO LIVRO, DAUDT COMBATE AS CRENÇAS DAS CIÊNCIAS HUMANAS
As ciências exatas e biológicas são diferentes das humanas. A representação da realidade de sociólogos, filósofos, pedagogos e psicanalistas não podem ser colocadas em microscópios ou simuladas por equações. De científico mesmo, as humanidades só carregam o nome. O positivismo procurou aplicar o rigor das ciências em todas as áreas do conhecimento. A tentativa virou galhofa.

Apesar de a argumentação ter força na visão de mundo defendida pelas ciências humanas, muitas de suas premissas são representações de uma realidade preferível para quem as defendem. Ou seja, crença. É mais agradável acreditar que somos livres do que biologicamente determinados, pois as consequências de pensamentos deste gênero se mostraram errôneas e historicamente desastrosas.

O pensamento hegemônico das ciências humanas alega que nascemos “vazios” –tábula rasa– e somos preenchidos com a cultura. Assim, comportamentos violentos, por exemplo, poderiam ser explicados como resultado do meio em que o sujeito foi criado.

Em seu novo livro, “A Natureza Humana Existe”, Francisco Daudt, psicanalista, médico e colunista da Folha, apresenta o que os psicólogos evolucionistas defendem: somos herdeiros da genética e da experiência.

“Pense num computador”, escreve Daudt. “Quando você o compra, ele já vem como um monte de programas instalados. Somos nós, quando nascemos. Depois você acrescenta outros que te interessam (seria a ‘cultura’)”.

Autor: Francisco Daudt
Editora: Casa da Palavra
Páginas: 176
Quanto: R$ 28,90 (preço promocional*)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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PRIMEIRO ROMANCE DE BECKETT GANHA TRADUÇÃO

Samuel Beckett conseguiu a proeza de ser e não ser ao mesmo tempo. Em Murphy, romance de estreia do escritor irlandês, não podemos encontrar muitos dos sinais que comumente associamos ao autor de Esperando Godot. Mas o contrário também é verdade.

No livro – que merece agora versão em português publicada pela Cosac Naify e acaba de ter os originais arrematados em um leilão por £ 1 milhão –, já despontavam pistas da literatura que ele viria a praticar na maturidade. Lá, podemos encontrar “uma versão mais ramificada e menos concentrada de algumas de suas obsessões filosóficas e temáticas persistentes”, aponta Fábio de Souza Andrade, responsável pela tradução do volume e renomado estudioso da obra beckettiana.

MURPHY
Autor: Samuel Beckett
Tradução: Fábio de Souza Andrade
Editora: Cosac Naify (256 págs., R$ 36)

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

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VINÍCIUS DE MORAES GANHA OBRA COMPLETA EM E-BOOK

 

Cem anos atrás, o recém chegado ao mundo Vinícius de Moraes talvez nunca fosse imaginar toda sua obra em formato de livro eletrônico. Mas em outubro, mês em que se comemora o centenário do escritor, a editora Companhia das Letras vai lançar toda sua obra em e-book. Serão ao todo 12 títulos do autor de uma vez, e 2 e-books pelo selo Breve Companhia, com seleções organizadas por tema. Inicialmente os e-books serão  apenas texto, mas depois poderão agregar outros elementos, como música, vídeos e etc.

E-books serão vendidos nas livrarias virtuais Kobo/Cultura, Amazon, Saraiva e Apple.

(Fonte: PublishNews)

 

 


 CLIPPING 08 DE AGOSTO DE 2013

 

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O PORTA DOS FUNDOS AGORA ATACA EM LIVRO

Os números impressionam: há um ano na web, a Porta dos Fundos, produtora de vídeos de humor, já soma quase 5 milhões de internautas, além de 400 milhões de exibições de vídeos.

Para desvendar o segredo, basta acessar o site e quase perder o fôlego de tanto rir com os esquetes ou ainda criar a própria imagem lendo os principais roteiros, selecionados pelos humoristas e publicados agora pela Sextante – Porta dos Fundos reúne 37 textos criados pelos fundadores (Antonio Pedro Tabet, Fábio Porchat, Gabriel Esteves, Gregório Duvivier, Ian SBF e João Vicente de Castro), que estarão nesta quarta-feira, 7, no lançamento do livro, a partir das 18 horas, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

“O Porta surgiu no momento em que se começou a perceber que um produto para a internet não precisa ser necessariamente tosco. Ou involuntário. O povo da internet não é diferente do restante do povo: ele quer qualidade”, comenta o grupo, no texto de apresentação do livro.

Segundo eles, nenhum roteiro que não fosse reescrito ao menos uma vez chegou a ser filmado. Tal perfeccionismo ajuda a explicar a forma hilariante e crítica com que assuntos banais são tratados.

O vídeo mais acessado, por exemplo, surgiu quando Fábio Porchat, colunista do Caderno 2, do jornal “O Estado de S.Paulo”, percebeu nunca ter encontrado seu nome em uma lata de refrigerante. “Isso me fez pensar: se eu não encontro o meu nome, o que dirá a Brigite.”

Já Sobre a Mesa nasceu quando Antonio Pedro Tabet testemunhou um homem sendo grosseiro com a esposa em um restaurante. “Pensei no que aquela mulher gostaria de dizer para aquele crápula”, diz Tabet.

Traveco da Firma, escrito por Gregório Duvivier e Ian SBF, que abre o livro, mostra a surpresa de Jorge que, ao buscar prazer com um travesti, encontra Maurício, colega do trabalho, devidamente ?montado?. O trabalho extra é necessário para garantir a qualidade de vida.

Finalmente, Spoleto, criação de Porchat, foi o primeiro grande sucesso dessa turma. “Tentamos gravar o esquete em uma filial da rede de restaurantes Spoleto, mas a empresa não permitiu. Fizemos em outro lugar e o título original era Fast-food. Quando estourou, a direção do Spoleto veio atrás da gente querendo patrocinar o vídeo e ainda encomendou outros dois”, comenta no livro o comediante carioca, que também é ator e redator. De fato, hoje, ao todo, já se somam nove milhões de views.

PORTA DOS FUNDOS – Editora: Sextante (240 págs., R$ 49,90).

(Fonte: O Estado de S. Paulo)
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INVEJA DE EÇA DE QUEIROZ TERIA MOTIVADO CRIAÇÃO DE ‘MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS’

Uma certa mulher de olhos oblíquos e dissimulados não é o único mistério da obra de Machado de Assis (1839-1908).

Muita página já foi gasta com a dúvida torturante: Capitu traiu ou não Bentinho, o ciumento narrador de “Dom Casmurro” (1899)?

Mas um outro dilema, ainda mais antigo e, aparentemente, tão insolúvel quanto, atormenta alguns professores e pesquisadores: o que explica o salto abissal de qualidade de Machado a partir de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, em 1880?

João Cezar de Castro Rocha, crítico e professor de literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, dedicou-se a essa questão, com lupas de detetive, na última década. O resultado está no livro “Machado de Assis: Por Uma Poética da Emulação”.

O professor argumenta que o pulo do gato que propiciou a passagem do “Machadinho” do início da carreira ao “Machadão”, nome maior da literatura brasileira, teve origem na rivalidade com o português Eça de Queiroz (1845-1900).

Tudo teria começado em fevereiro de 1878, quando “O Primo Basílio”, de Eça, foi publicado no Brasil. A relação adúltera de Luísa com o primo e as críticas demolidoras aos costumes da burguesia de Lisboa escandalizaram leitores dos dois continentes.

Machado, em dois artigos publicados em abril do mesmo ano, fez severas restrições à trama. Apontou falhas estruturais, condenou a inconsistência psicológica de Luísa e descreveu a relação entre os primos como “um incidente erótico, sem relevo, repugnante, vulgar”.

“A análise de Machado foi considerada um dos pontos altos de seu exercício crítico, mas é esteticamente tradicional e moralmente conservadora”, diz Castro Rocha.

Quando publicou os dois ensaios sobre Eça, Machado era autor de quatro romances (“Ressurreição”, “A Mão e a Luva”, “Helena” e “Iaiá Garcia”), “corretos, regulares e medíocres”, na visão do professor. “São histórias de corte tradicional, em que todos os elementos são esclarecidos pelo narrador.”

Mas o furação Eça apareceu no meio do caminho do comedido escritor brasileiro. Para Castro Rocha, a consagração de um escritor mais moço e que também escrevia em português agudizou a insatisfação de Machado com seus próprios romances e o levou a uma reformulação radical.

Em dezembro de 1878, seriamente enfermo, o “bruxo do Cosme Velho” partiu para uma temporada em Nova Friburgo. Voltou de lá, três meses depois, com o primeiro esboço de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, furacão ainda mais avassalador que o de Eça.

A narrativa do “defunto autor”, irônica, fragmentária, inventiva, foi um divisor de águas na literatura nacional e inaugurou a grande fase do autor nos contos e romances (“Quincas Borba”, “Dom Casmurro”).

A chave para essa reinvenção, defende Castro Rocha, está na “poética da emulação” do título de seu estudo. Machado abasteceu-se do cânone literário (em “Brás Cubas”, o caldeirão inclui a Bíblia, Xavier de Maistre, Sterne, Shakespeare e muito mais) de forma despudorada, criando a partir disso uma obra inovadora.

Teria Machado, então, escrito sua primeira obra-prima com a pena da galhofa, a tinta da melancolia e os papiros da inveja? “Inveja no sentido de produzir algo tão bom quanto. Trata-se de uma rivalidade estética com Eça que o levou a se arriscar. A tese é controversa, e não tenho a pretensão de que seja a única explicação. Machado é complexo demais para ser resumido”, diz.

POR UMA POÉTICA DA EMULAÇÃO
AUTOR João Cezar de Castro Rocha
EDITORA Civilização Brasileira
QUANTO R$ 39,90 (368 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

A atriz franco-canadense Sophie Nélisse em cena do filme “A Menina que Roubava Livros”

PRIMEIRAS IMAGENS DO FILME ‘A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS’ SÃO DIVULGADAS

As primeiras imagens da adaptação do best-seller “A Menina que Roubava Livros” foram divulgadas pela 20th Century Fox. O filme deve estrear nos Estados Unidos em novembro.

O livro de Markus Zusak, lançado no Brasil pela Intrínseca, conta a história da garota Liesel Meminger (interpretada por Sophie Nélisse) que vive com uma família adotiva na Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial.

O filme é dirigido por Brian Percival, diretor da série “Downtown Abbey”. Os pais adotivos da protagonista são vividos por Geoffrey Rush (“O Discurso do Rei”) e Emily Watson (“Anna Karenina”)

Além de ser um fenômeno de vendas no mundo todo, “A Menina que Roubava Livros” é a obra mais lida nas penitenciárias federais do Brasil, segundo levantamento do Ministério da Justiça.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 


CLIPPING 07 DE AGOSTO DE 2013

 

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SARAIVA ABRE LOJAS EM AEROPORTOS

Após reinar absoluta nos aeroportos brasileiros desde a década de 40, a Laselva ganhou um concorrente de peso. A gigante Saraiva entrou nesse nicho e já em setembro abrirá sua primeira livraria no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo – o maior do país.

“Já era um desejo antigo ter lojas em aeroportos, mas não estávamos maduros. Acreditamos que agora é o momento certo devido à privatização e modernização pelas quais alguns aeroportos estão passando e também por causa dos eventos esportivos que acontecerão no país”, disse Pierre Berenstein, diretor-geral de operações da unidade de negócios varejo da Saraiva, que tem mais de 100 lojas.

A expansão da varejista não se restringe aos aeroportos que estão nas mãos da iniciativa privada, como o de Guarulhos. A Saraiva também está participando de licitações da Infraero para ter lojas em outros aeroportos.

Em Guarulhos, a Saraiva concorreu com outras redes de livrarias tanto brasileiras quanto internacionais como a americana Hudson News, do grupo Dufry. “Temos interesse em renovar o mix de lojas. A Laselva está atravessando uma reestruturação financeira e o aeroporto tem potencial para ter várias livrarias”, disse Fernando Sellos, diretor comercial do Aeroporto de Guarulhos que antes era executivo do Shopping Iguatemi. Outra companhia internacional que pode vir a participar de negociações para abertura de uma livraria no local é a francesa Relay, do grupo Lagardère, que tem lojas em vários aeroportos no mundo. “Queremos provocar concorrência, não monopólio”, acrescentou Sellos.

Com 57 lojas no país, a Laselva entrou com pedido de recuperação judicial no fim de maio.

O diretor da Saraiva não revela o investimento, nem tampouco a receita prevista com o novo nicho de negócio. Questionado se o valor do aluguel em aeroportos não é muito oneroso tendo em vista que o tíquete médio das livrarias não é alto, ele pontuou: “fizemos as contas e concluímos que vale a pena”.

No ano passado, o Aeroporto de Guarulhos recebeu 32,8 milhões de passageiros, considerados potenciais clientes. É um volume bem superior a um shopping center. Segundo dados da associação do setor, um shopping recebe em média 10,2 milhões de visitantes por ano.

Segundo Berenstein, a fim de atender os passageiros – um público diferente do que está acostumado em suas livrarias tradicionais – a nova loja no Aeroporto de Guarulhos terá corredores mais espaçosos para circulação das malas e um número maior de caixas, para clientes que chegam em cima da hora não correrem o risco de perder o voo. A Saraiva também trabalhará com um portfólio diferenciado, com mais guias de viagens, livros de artes para presentes e títulos regionais em cidades turísticas.

Com uma loja de 235 m2 de área útil, a exposição da Saraiva deve ser maior que a da Laselva, que atualmente está com um ponto provisório, com um balcão aberto e poucos títulos, além de uma loja situada dentro da área de embarque, onde o número de pessoas circulando é menor.

(Fonte: Valor Econômico)

 

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BIENAL DO RIO DIVULGA PROGRAMAÇÃO

Cinquenta tons, autores alemães e programação jovem marcam evento.

O Rio se prepara para sediar mais uma Bienal Internacional do Livro, este ano na sua 16ª edição. A programação foi divulgada hoje (06/08) na cidade anfitriã, e reúne de autores de best-sellers internacionais a discussões sobre arte, além de programações voltadas aos públicos feminino, jovem e futebolístico.

Um dos destaques da Bienal é a participação de autores estrangeiros de sucesso no Brasil e exterior. Matthew Quick, por exemplo, falará no sábado, 31/08, às 14h, sobre as “Novas definições de leitor: o jovem, o jovem adulto, o adulto”, junto com Flavio Carneiro e Socorro Acioli. No mesmo dia, Cheryl Strayed estará às 18h30 na mesa “Viagem, liberdade, revelação”. No domingo é vez de Allan Percy participar de uma “mesa de autoajuda”, às 15h30, chamada “A felicidade num minuto: como transformar sabedoria em bem de uso imediato”. Esses são alguns dos destaques da programação do Café Literário, que contou com a curadoria de Ítalo Moriconi.

Mas não só de autores estrangeiros de “megasellers” é feita a programação. O jovem Nuno Carmaneiro, revelação da literatura portuguesa, fala no dia 29/08, às 17h, e o moçambicano Mia Couto no domingo, 31/08, também às 17h.

O país homenageado do ano, Alemanha, contribuiu em peso também com a programação do Café Literário. O poeta Bas Böttcher, a editora Kathrin Passig, os ilustradores Axel Scheffler e Ole Könnecke e a jovem escritora Olga Grjasnowa, entre outros, dão o toque germânico ao Café.

Na programação do Mulher e Ponto, dedicada ao público feminino, há um peso bem maior em assuntos como dieta, beleza, a “arte de envelhecer” e “gestão de qualidade de vida”. A literatura é representada na programação pela mesa “Para Lygia com amor: uma leitura afetiva da obra de Lygia Fagundes Telles”, no sábado, 07/09, que terá participação de Regina Braga e Rosiska Darcy. E, como não poderia faltar, a trilogia erótica 50 tons de cinza será tema de uma mesa também, com Marcelo Rubens Paiva e Regina Navarro Lins, no dia 31/08, às 17h, mediada por Monica Martelli. No mesmo dia, às 19h30, a mesa “Vozes femininas do outro lado do Atlântico: o que elas nos contam sobre as culturas africanas e suas proximidades com o Brasil”, reúne Mia Couto e Paulo Lins, com mediação de Flávia Oliveira.

A programação jovem do #acampamento é uma das mais diversas, e traz desde um deputado, para discutir o Marco Civil da Internet, passando pela participação do coletivo de comédia Porta dos Fundos à literatura fantástica e Raphael Draccon. Por último, o Placar Literário reúne nomes do mundo do futebol como Juca Kfouri e José Trajano, jovens escritores e nomes renomados como Ruy Castro.

A Bienal acontece entres os dias 29 de agosto e 8 de setembro, no espaço Riocenter. O valor do ingresso é R$ 14,00 (meia-entrada é R$ 7,00)

(Fonte: PublishNews)

 

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Os escritores Nicholas Sparks (esq.) e Cesar Aira, símbolos dos lados pop e cult da Bienal do Livro do Rio de 2013

COM RECORDE DE AUTORES INTERNACIONAIS, BIENAL DO LIVRO TERÁ NICHOLAS SPARKS E SYLVIA DAY

A Bienal Internacional do Livro do Rio completa três décadas neste ano com número recorde de autores internacionais – 27 confirmados, ante 21 na edição de 2011 – e novos espaços voltados a temas como o futebol, por conta da Copa-2014 no país, e a convergência entre cultura e tecnologia.

A programação completa da 16ª edição do evento, com mais de cem encontros literários entre 29 de agosto e 8 de setembro, foi divulgada na terça (6), no Rio, no Bistrô Escola do Pão, no Jardim Botânico – que funciona em um casarão onde morou o escritor José Lins do Rego (1901-1957).

Considerada mais charmosa que a Bienal paulistana, e também preferida pelos editores, a versão carioca costuma ser organizada com mais antecedência. Neste ano, isso resultou numa programação que inclui de grandes best-sellers, como Nicholas Sparks, James C. Hunter e Sylvia Day, a nomes elogiados pela crítica, como Cesar Aira, Mia Couto e Emma Donoghue.

Na área de não ficção, destacam-se a americana Mary Gabriel, biógrafa de Karl Marx indicada ao Pulitzer, e o britânico Will Gompertz, ex-diretor da Tate Gallery e autor de “Isso É Arte?” (Zahar). Devem receber a atenção juvenil nomes como o americano Corey May, roteirista dos jogos eletrônicos “Assassin’s Creed”, e Matthew Quick, do recente sucesso “O Lado Bom da Vida” (Intrínseca).

“A grande característica do Café Literário é essa pluralidade. Vamos ter do cult ao mainstream, do autor recolhido na sua concha ao autor que se comunica, o autor consagrado e o autor emergente”, disse Ítalo Moriconi, curador pela terceira vez da programação central, que neste ano ganhou reforço de 11 autores alemães, num trabalho feito em parceria com o Instituto Goethe e a Feira de Frankfurt.

 

 

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FUTEBOL E TEENS

A programação do Placar Literário, com curadoria do jornalista João Máximo, tratará da literatura de futebol, com debates sobre escritores tradicionais que abordavam o tema em crônicas, como Paulo Mendes Campos e Carlos Drummond de Andrade, e entre autores contemporâneos que têm ficções a respeito, como Marcelo Backes e Sérgio Rodrigues. “Nunca se editou tanto livro de futebol no Brasil como agora”, disse Máximo.

O novo espaço para adolescentes, chamado #acampamento, remete ao #você + quem =?, que teve curadoria de Zeca Camargo na última Bienal do Livro de São Paulo. Desta vez, a curadoria ficou sob responsabilidade do historiador João Alegria.

Já o tradicional espaço infantil se chamará Planeta Ziraldo, com homenagem ao autor que costuma gerar filas quilométricas de autógrafos. Daniela Thomas e Felipe Tassara ficaram responsáveis pela cenografia e curadoria.

E o espaço Mulher & Ponto, com curadoria de Bianca Ramoneda, incluirá discussões sobre a nova literatura erótica e a arte de envelhecer, além de um debate sobre a obra de Lygia Fagundes Telles, autora de “As Meninas”, que completou 90 anos em 2013.

 

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NEGÓCIOS

Além dos novos espaços culturais, haverá pela primeira vez um salão de negócios para profissionais do mercado.

Como neste ano a Bienal homenageia a Alemanha parte das comemorações que culminarão com a presença do Brasil como convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt, em outubro, haverá presença maciça de editores daquele país, além de estarem confirmadas as presenças de editores e agentes dos Estados Unidos, Canadá, Chile e Gana.

“A Bienal sempre foi voltada para público, mas a gente vem percebendo uma demanda de interesses pelo Brasil. Teremos agentes estrangeiros interessados em comprar e vender direitos no Brasil”, disse Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livro, que organiza a Bienal junto com a empresa de eventos Fagga.

 

ALUNOS
Cerca de 170 mil alunos das redes públicas e particular de ensino do Rio foram cadastrados para a visitação escolar ao evento. Cada um deles receberá uma Nota Bienal, no valor de R$ 5,50, para ajudar na aquisição de livros.

Depois de quatro edições a R$ 12, o ingresso da Bienal passou para R$ 14. Estudantes e maiores de 60 anos pagam meia-entrada, enquanto professores e profissionais da área têm acesso gratuito mediante cadastro prévio. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site www.ingressomais.com.br.

Com patrocinadores como a CCR e a Bradesco Seguros e apoio cultural da Petrobras, o evento captou um total de R$ 4,8 milhões pelas Lei Rouanet e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. Outros R$ 150 mil vieram como patrocínio sem incentivo fiscal. O investimento total, incluindo o que cada expositor investiu em seus estandes, é de R$ 32 milhões. Desse total, R$ 1,6 milhão foi gasto na programação cultural –aumento de 20% em relação a 2011.

O evento acontece no Riocentro (av. Salvador Allende, nº 6.555, Barra da Tijuca), das 13h às 22h em 29 de agosto; das 9h às 22h nos demais dias úteis; e das 10h às 22h nos fins de semana.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 


CLIPPING 06 DE AGOSTO DE 2013

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MERCADO DE FRANKFURT ACORDA PARA O BRASIL

País é convidado deste ano de uma das principais feiras literárias do mundo e ganha 72 traduções na Alemanha.

 

Nada mais fácil do que achar um livro de Paulo Coelho numa livraria alemã. Difícil, nas últimas duas décadas, era encontrar outro autor brasileiro. Mas toda história tem suas reviravoltas.

Com a homenagem que a Feira do Livro de Frankfurt faz ao Brasil, em outubro, e os subsídios para tradução da FBN (Fundação Biblioteca Nacional), a literatura brasileira renasce no maior mercado de livros da Europa.

De 2012 até o fim de 2013, a Alemanha ganhará 72 obras de literatura (54 inéditas), 19 antologias e 19 livros infantis. Incluindo títulos de não ficção, serão cerca de 250 livros de autores brasileiros ou que têm o Brasil como tema.

É bem mais do que os 59 títulos brasileiros que circulavam na Alemanha em 2011, sendo 39 edições de Paulo Coelho. O cálculo é de Michael Kegler, tradutor que compilou os números para a Feira de Frankfurt.

Tradicionalmente, a literatura do país convidado do principal evento editorial do mundo atrai investimento das editoras alemãs. “A atenção que o país recebe da mídia, essencial para vender livros, estimula os editores”, diz Nicole Witt, agente literária que representa 50 autores brasileiros na Alemanha.

O bom momento criado pela feira foi ajudado pelas bolsas de tradução da FBN. Criado em 2011, o programa subsidiou até agora parte dos custos de tradução para a língua alemã de 56 obras de ficção e 10 antologias.

A Suhrkamp, a S. Fischer e a Wagenbach são as editoras que mais estão publicando livros brasileiros. De nove a 10 títulos cada, elas mesclam autores clássicos, contemporâneos e antologias.

A primeira fez uma seleção que vai de Mário de Andrade a Daniel Galera. Já a S. Fischer aposta especialmente em Jorge Amado e Chico Buarque, enquanto a Wagenbach tem, entre outros, Guimarães Rosa e Paulo Scott.

A pequena Assoziation A se destaca com as obras de Luiz Ruffato e Beatriz Bracher. A DTV, de grande porte, colocou suas fichas em Francisco Azevedo. E a Schöffling & Co. optou por relançar toda a obra de Clarice Lispector, projeto para 10 anos.

Mesmo com o forte impulso, as 72 traduções que o Brasil conseguiu é menos do que outros países homenageados por Frankfurt alcançaram. A Argentina, convidada em 2010, teve cerca de 100 novas traduções, enquanto a Islândia teve 90.

Para alguns editores, a demora na criação das bolsas de tradução da FBN justifica a diferença, assim como a indecisão das editoras. “Muitas queriam o melhor romance de todos e acabaram por perder várias oportunidades”, afirma a tradutora Marianne Gareis.

“Cada país tem uma trajetória internacional”, diz Fábio Lima, coordenador do programa de traduções da FBN. “Chegar a Frankfurt com alto número de publicações é um feito, mas o principal desafio é a continuidade, ou seja, manter um número considerável de traduções nos próximos anos.”

É o mesmo desafio que o Brasil tinha em 1994, quando foi convidado de Frankfurt pela primeira vez, e que não conseguiu cumprir. Após a feira, não houve nenhum estímulo sistemático à promoção da literatura brasileira. Desta vez, há as bolsas de tradução, com orçamento total de R$ 17,5 milhões até 2020.

O que esperar para depois de 2013? “O momento para publicar é este. No ano que vem, será difícil motivar os livreiros alemães com obras do Brasil” afirma Marco Bosshard, da Wagenbach. Já Witt mostra-se otimista. “Ainda há muitos brasileiros que merecem tradução, e hoje temos condições melhores para conseguir isso”, diz.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

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JEFF BEZOS COMPRA O ‘WASHINGTON POST’ POR US$ 250 MILHÕES

Amazon não participa do negócio

 

A Washington Post Company anunciou nesta segunda-feira a venda da sua divisão de jornais para Jeff Bezos, fundador e diretor executivo da Amazon.com, por US$ 250 milhões. O negócio encerra o ciclo de oito décadas da família Graham à frente de um dos principais diários americanos e coloca um dos pioneiros do mercado de e-books no comando de um tradicional veículo de comunicação.

– Todos os membros da minha família tiveram a mesma sensação inicial – de choque – até mesmo em pensar sobre a venda – disse Donald Graham, diretor executivo do “Post”. – Mas quando surgiu a ideia da transação com Jeff Bezos, mudei os meus sentimentos.

A Amazon não participa do negócio. Bezos, um dos homens mais ricos do mundo, vai assumir sozinho toda a divisão de publicações da Washington Post Company, que inclui os jornais “Washington Post”, “Express”, “Fairfax Conty Times” e “El Tiempo Latino”; os grupos The Gazette Newspapers e Southern Maryland Newspapers; e a editora Greater Washington Publishing.

A Washington Post Company continua como uma empresa de capital aberto, mas terá que mudar de nome. A companhia possui investimentos nas áreas de serviços educacionais e televisão.

 

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Crise na indústria

Fundado em 1877, o “Post” já foi uma das referências do jornalismo mundial, com destaque para o caso Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974. Este ano, o jornal foi responsável, junto com o britânico “The Guardian”, pela divulgação do escândalo de espionagem pelas agências de espionagem dos EUA.

Porém, assim como toda a indústria de jornais impressos nos EUA, o “Post” vem sofrendo com quedas na circulação e na receita publicitária.

Sem mudanças no curto prazo

Apesar da troca no comando, Graham e Bezos afirmaram que o gerenciamento e as operações do jornal não serão modificados no curto prazo. A diretora de redação e sobrinha de Graham, Katharine Weymouth, continua no cargo, assim como o editor-executivo, Martin Baron. Os cerca de dois mil funcionários também serão mantidos.

(Fonte: O Globo)

 

 

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BATMAN ‘SAI DO ARMÁRIO’ EM NOVO LIVRO

O Batman ‘saiu do armário’ e se revelou um homossexual de meia idade que passa algumas noites com rapazes e se senta perto de Elton John em jantares de caridade – pelo menos é o que acontece em uma nova obra.

Os rumores sobre o mascarado que combate crime em Gotham City foram confirmados em “Erotic lives of the superheroes” (Vidas eróticas dos super-heróis, em tradução livre), que retrata Batman e Robin como um casal gay em crise e com uma vida sexual monótona.

Escrito pelo autor italiano Marco Mancassola, o romance imagina como seria as obsessões eróticas do Super-Homem, do Senhor Fantástico e da Mystique enquanto eles envelhecem e seus poderes diminuem. Aclamado na Itália, o livro, que gira em torno de um misterioso assassinato, chega ao Reino Unido nesta semana.

Ao retratar o Batman como um gay assumido, Mancassola explicitou inclinações que existiam sutilmente na história do personagem. Grant Morrison, que escreveu os quadrinhos do herói para a DC Comics, disse que “ele é heterossexual, mas a base de todo o conceito é totalmente gay”. George Clooney, que interpretou o Homem Morcego no fracasso de 1997, “Batman & Robin”, disse que ele teve a intenção de fazer com que o personagem parecesse gay.

A homossexualidade é apenas um aspecto da vida erótica e secreta do Batman, de acordo com Mancassola. Ele afirmou ao “The Independent”: “Batman sempre teve um lado obscuro. O fato de a minha visão sobre o personagem evocar formas estranhas de fetichismo e sexo extremo não deveria causar surpresa.”

“Narcisismo é o seu abismo interior. Ele deixou que sua única história de amor verdadeiro falhasse porque se apaixonou pelo mistério da juventude – aquele tipo de estado inacessível e fugaz que ele enxerga nos olhos dos jovens”, acrescentou.

Os advogados da DC Comics podem não gostar muito da releitura do Batman como um fetichista, mas o autor disse: “Não houve intenção de chocar ou ofender ninguém. ‘Vidas eróticas dos super-heróis’ é só uma tentativa de explorar a complexa humanidade de um grupo de personagens.”

Em outro episódio de diversidade, a DC Comics já reiventou a Batwoman como uma lésbica judia, em uma espécie de remake de 2006. A sexualidade da Mulher-Gato de Anne Hathaway em “O Cavaleiro das Trevas ressurge” também foi tema de discussões.

O autor admite que existem fãs ferrenhos dos quadrinhos que “não conseguem me perdoar pelo que fiz aos seus amados personagens. Isso é verdade especialmente quando se trata do Batman, que é o personagem menos bonzinho do livro. Ele é egocêntrico, ridiculamente vaidoso e perverso em algum nível. Mas, na verdade, eu o retratei do jeito que eu gosto dele. Ele é humano. Ele personifica a tragédia na qual a sociedade contemporência transformou o envelhecimento.”
(Fonte: O Globo)

 


 CLIPPING 05 DE AGOSTO DE 2013

 

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TEMPORADA DE SALDÕES

Com queda na venda de livros no país, destaque da mais recente pesquisa do mercado editorial –foram 470 milhões de exemplares em 2011, ante 435 milhões no ano passado–, fica mais fácil entender um fenômeno deste começo de ano: temporadas de descontos de até 50% em parcerias de editoras com grandes redes. Depois da Cosac Naify, que abriu a porteira dos saldões anos atrás, recentemente Companhia das Letras e Record recorreram ao método para queimar estoque. Outras editoras, como Rocco e Objetiva, estudam fazer em breve o mesmo, segundo a Folha apurou.

Quem tem sentido o baque são as pequenas e médias livrarias. Em geral, as parcerias são feitas apenas com redes como Saraiva, Cultura, Fnac e Travessa.

 

Toda publicidade vale a pena

 

Não chega a ser uma sorte grande como a da Rocco, que comprou “The Cuckoo’s Calling” antes de saber que a obra era de J.K. Rowling, mas a Zahar encontrou dias atrás motivos para celebrar uma aquisição feita em maio.

O controverso “Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth”, de Reza Aslan, entrou no topo da lista de best-sellers do “New York Times” após aquela que foi considerada, pelo site Buzzfeed, “a mais constrangedora entrevista já feita pela Fox News”.

A âncora Lauren Green ganhou a antipatia geral ao atacar Aslan, durante nove minutos, por ele ser muçulmano e escrever sobre o fundador do cristianismo. “Não é como se eu fosse um muçulmano qualquer escrevendo sobre Jesus. Tenho PhD em história das religiões”, repetiu ele diversas vezes.

 

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O blog Hyperbole and a Half, de Allie Brosh, que virou sucesso com traço tosco e humor autodepreciativo, terá edição em 2014 pela Planeta.

 

 

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Partida literária

Antonio Prata, Eduardo Spohr, Fabrício Carpinejar, Marcelo Moutinho e outros 13 escritores representarão o Brasil em jogo contra autores alemães previsto para 11 de outubro, durante a Feira do Livro de Frankfurt. Depois, nos dias 12 e 13, haverá leituras com integrantes de ambos os times. E, no ano que vem, um jogo de volta por aqui, pré-Copa do Mundo.

O time brasileiro foi organizado neste ano pelo Goethe Institut, mas o alemão atua há tempos, sob o nome Autonama. É composto por autores em sua maioria inéditos no Brasil, com exceções como Thomas Brussig (“O Charuto Apagado de Hitler”, L&PM) e Jurgen Schmieder (“Sincero”, Verus).

 

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ATENÇÃO

Homenageada da Pauliceia Literária, em setembro, Patrícia Melo chama a atenção da crítica alemã. Seu “Ladrão de Cadáveres” levou o prêmio Liptrom, a ser entregue na Feira de Frankfurt, e liderou o ranking de junho da revista “Die Zeit” de melhores romances policiais recentes no país.

 

 

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CÁ E LÁ

O livro de estreia de Antônio Xernenesky, “Areia nos Dentes”, reeditado pela Rocco, terá edição na França pela Asphalte em 2014, ano em que sairá por aqui o novo romance do autor, “F para Welles”.

Só lá Xerxenesky, aliás, foi um dos dois autores dentre os 27 brasileiros da antologia da alemã Lettretage a declinar do convite para integrar a versão nacional, organizada pela Faces e prevista para outubro. Ele não tinha textos inéditos em português. O outro foi Helder Caldeira, que discordou de detalhes.

 

 

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MENOS

Esta época mais difícil para o mercado editorial pode ajudar a explicar a tendência de queda no número de títulos inscritos para o Prêmio Jabuti, o mais tradicional do gênero. Foram 760 inscrições a menos em quatro anos-de 2.867 em 2010 para 2.107 neste ano.

Menos 2 A inscrição custa de R$ 210 a R$ 320 por obra, o que não sai tão barato para editoras que queiram inscrever vários títulos. O formato do prêmio sofre críticas a cada ano, algo que a Câmara Brasileira do Livro sempre busca contornar com pequenas mudanças nas regras.

Menos 3 A crise não ajuda a explicar a queda de candidatos ao Prêmio SP de Literatura, de inscrições gratuitas. Na premiação do governo paulista, voltada a romances, foram 187 pedidos de inscrição neste ano, ante 209 obras em competição em 2012.

Menos 4 Embora as inscrições tenham sido encerradas há cinco dias, a organização imagina que obras postadas no prazo ainda possam chegar. Mas sempre há títulos inabilitados, de modo que o número não deve aumentar muito.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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POTTERMORE LANÇA PLATAFORMA EM PORTUGUÊS ESTA SEMANA

J.K. Rowling sabe como ninguém prolongar o sucesso de suas criações. O primeiro dos sete volumes da série Harry Potter foi publicado no Reino Unido em 1997, mas somente em março de 2012, quando mais de 400 milhões de exemplares impressos já tinham sido vendidos no mundo, eles saíram em e-book. Naquele ano, ela lançou o Pottermore, uma plataforma digital para entreter os fãs do bruxinho, mas, principalmente, para vender os e-books – uma forma de controlar essa transação virtual. De 2000 até hoje, a Rocco vendeu 4 milhões de exemplares da série no Brasil. E só não havia lançado os títulos em digital porque o Pottermore não tinha sido lançado aqui. Nesta semana, a versão em português do site estará no ar. E quem procurar os e-books no site da Saraiva também vai encontrar – a rede é a primeira parceira brasileira da plataforma.

 


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BIBLIOTECA

Na Biblioteca de São Paulo, onde antes era o Carandiru, livros juvenis são os mais procurados. E mesmo não sendo mais a febre da garotada, a saga Harry Potter segue entre os cem títulos mais retirados. No primeiro trimestre, foram 63 empréstimos – e Harry Potter e a Câmara Secreta, o mais bem colocado, ficou na 10.ª posição. No segundo, foram 52 empréstimos.

Os mais procurados lá no primeiro semestre foram: Mar de Monstros (74) e A Maldição do Titã (73), da série Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan. Para os mais tradicionais, a notícia é que A Droga da Obediência, clássico dos anos 1980 de Pedro Bandeira, foi retirado 23 vezes.

 

 

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EDUCAÇÃO

Influenciada por Paulo Freire, a ativista americana bell hooks (ela assina assim mesmo) terá seu Aprendendo a Transgredir – A Educação Como Prática da Liberdade, de 1994, lançado no Brasil em setembro pela WMF Martins Fontes. Na Amazon americana, o primeiro endosso é justamente do educador brasileiro.

 

 

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FUTEBOL

Saiu do forno o título de estreia da Firula, coleção da Bateia com a histórias de futebol. A Turma da Baixada, de Lui Fagundes e Fabio Corazza e licenciado pelo Grêmio, revive o primeiro Grenal. O próximo será sobre o Inter, e a editora aceita originais.

 

 

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INFANTOJUVENIL

A Melhoramentos lança na Bienal do Rio dois livros sobre o universo da modernista Tarsila do Amaral (1886-1973) escritos por Patrícia Secco e Tarsilinha, sobrinha-neta da pintora: o juvenil Um Dia Para Não Esquecer, com ilustrações de Fabio Sgroi, e o infantil Tarsilinha, com traço de Edu Engel (abaixo). O último resgata a infância da pintora de Abaporu (1928). A Callis também tem um livro sobre esse período.

 

 

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É de se entranhar que a Fnac ainda não tenha começado a vender e-books no Brasil, um negócio que começou tímido no final de 2009 e que ganha força a cada dia. Ela diz que ainda não há previsão para isso. Na França e em Portugal, ela só entrou nesse mercado depois que fez parceria com a Kobo, que por sua vez está no Brasil desde o final de 2012.

 

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Comenta-se no mercado que a Saraiva teria comprado algumas lojas da Laselva, que vive uma crise, e que já estaria até reformando a de Congonhas. Mas a Saraiva diz que é boato.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

 

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LITERATURA.COM

Os desafios da literatura diante das novas tecnologias serão debatidos a partir deste mês no seminário internacional “Múltiplos e contemporâneos: literatura.com”, que acontecerá no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, Rio de Janeiro). O seminário será aberto dia 14, às 18h30, conforme a coluna Prelo. O evento, que vai abordar temas como o papel da mídia digital na nova literatura e o conceito de vanguarda hoje receberá, além de Batlles, os escritores Mário Prata, Xico Sá e Milton Hatoum; o poeta e professor de Literatura Brasileira Eucanaã Ferraz; a crítica literária e pesquisadora Flora Süssekind; o poeta Ramon Mello e as editoras Camila Cabete e Isa Pessôa.

(Fonte: O Globo)

 

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OS PENSAMENTOS IMPERFEITOS DE UM SELVAGEM

A literatura de Rubem Fonseca chega aos 50 anos

O autor prepara novo livro e perdura como influência na literatura urbana brasileira, apesar das críticas negativas à sua produção recente.

Uma nova coletânea de textos breves, a 14º da carreira, está no forno. Amálgama deve chegar às livrarias entre o fim de agosto e o princípio de setembro. Além dos contos, informa Janaína Senna, da Nova Fronteira, o volume inclui poemas, totalizando 34 textos.

É aguardar Amálgama para ver se o velho Fonseca reinventa sua grande arte.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 


CLIPPING 03 DE AGOSTO DE 2013

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REESTRUTURAÇÃO LEVA ABRIL A FECHAR QUATRO REVISTAS

 

A Abril S.A. deu ontem mais um passo em sua reestruturação, iniciada em junho, e anunciou o fechamento das revistas “Alfa”, “Bravo!”, “Gloss” e “Lola”, além do portal Club Alfa.

As quatro publicações representavam menos de 2% da receita de publicidade. Em comunicado, a empresa informou que a última edição de cada título circulará até a próxima semana.

Os assinantes poderão optar por outras revistas, fazendo a migração. Esse “pacote de reposição”, como disse a empresa, também será oferecido aos anunciantes, que terão 50 títulos à disposição.

Além do fechamento das revistas, houve reagrupamento de títulos, que passam a ter o mesmo diretor. São eles: “Elle”, “Estilo de Vida” e “Manequim”; “Men’s Health”, “Women’s Health”, “Runner’s World” e “Placar”; “Bons Fluidos”, “Superinteressante” e “Vida Simples”.

Com as mudanças, 150 profissionais foram demitidos. Os diretores das revistas fechadas assumiram outras publicações.

Também ocorreram mudanças na publicidade, que, antes, era centralizada em uma só diretoria. Agora, cada um dos quatro núcleos da editora terá sua equipe.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

 

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QUEM TEM MEDO DE HILDA HILST?

 

É sem meias palavras que Cristiano Diniz, organizador de Fico Besta quando me Entendem (Globo Livros, 236 páginas, 44,50 reais), seleção de vinte entrevistas dadas por Hilda Hilst ao longo da carreira, defende a escritora da fama de difícil e impenetrável que a envolve há décadas. “Difícil para quem? É claro que, se for alguém que só leia Sabrina ou algo parecido, vai achar Hilda difícil, como achará Clarice Lispector e Guimarães Rosa.”

Para Diniz, as entrevistas, agora selecionadas e reunidas em livro, são um bom caminho para desmitificar e perder o medo de Hilda Hilst. “No acervo de Hilda na Unicamp, há muitas cartas de leitores que apontam isso: começaram a consumir a poesia ou a prosa de ficção logo após ler uma entrevista da autora”, conta o organizador, que trabalhou no Cedae (Centro de Documentação Cultural “Alexandre Eulalio”), localizado no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp (Universidade de Campinas). “Ao se compreender parte de seu pensamento, podemos, sem dúvida, ler Hilda de maneira diferente.”

Se não desmitificam, as entrevistas atraem. Pintam o retrato de uma escritora corajosa e obstinada, que ainda jovem, na casa dos 30 anos, deixou a vida boêmia de São Paulo para viver em uma eterna residência literária no interior do estado. Ao lado do marido, Dante Casarini, Hilda se instalou em um sítio em Campinas, a Casa do Sol, onde passou a trabalhar diariamente em sua literatura. Também lia, e muito. Lia de tudo – de ficção à física, que usou em experiências transcendentais com vozes que dizia de outro mundo, passando pela filosofia mais heavy metal.

Cristiano Diniz não conheceu Hilda pessoalmente, mas conheceu a imensa personagem que se ergue das mais de cem entrevistas dadas pela vida. E, claro, conheceu a sua obra, que, para ele, não está sendo redescoberta, como dizem. “A distribuição melhorou a partir de 2002, quando então Hilda se tornou mais popular”, diz ele. “Lá se vão, certamente, mais de dez anos. Já podemos deixar de falar em ‘fase’ e falar em permanência do interesse por sua literatura.”

 

(Fonte: Veja – Meus Livros)

 

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EDITORA VALENTINA LANÇARÁ 4 LIVROS DURANTE A BIENAL DO RIO

 

A editora Valentina, lançada em março de 2012, escolhe poucos livros e os escolhe bem. Os títulos que lança chamaram atenção no exterior, seja pelos prêmios, autores de peso ou debates que geraram, como é o caso do livro Fale!, de Laurie Halse Anderson, que trouxe à tona nos Estados Unidos a questão do bullying e abuso sexual nas escolas. Outro livro que, segundo o publisher Rafael Godkorn, é a cara da editora, é Passarinha, de Kathryn Erskine, sobre uma menina de dez anos autista, e sua relação com o mundo externo após a morte do irmão. Para a Bienal do Rio a editora terá, além desses dois títulos, os lançamentos de Rin Tin Tin e  A Moderna Ciência do Yoga – Os Riscos e as Recompensas, do redator-sênior do NYT William J. Broad. Para Goldkorn, o objetivo é dar à editora “uma cara jovem, mas sem limitar. O catálogo vai ter um peso grande em títulos para jovens e mulheres.” Para 2014 a editora planeja alguns títulos de “ficção puramente comercial”, como um título da Suzanne Brockmann, no primeiro semestre, e um da série Dystopia.

 

(Fonte: PublishNews)

 

 


CLIPPING 02 DE AGOSTO DE 2013

 

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SÍMBOLOS DA CONTRACULTURA, FANZINES AINDA SOBREVIVEM NA ERA DA INTERNET

Na era dos smartphones, tablets e notebooks, é difícil acreditar que existe gente jovem apegada ao papel. Mas os fanzineiros estão aí para provar o contrário. Oi? O quê? Nunca ouviu falar nisso? Zines são publicações alternativas e independentes, sem fins lucrativos, geralmente reproduzidas em pequenas tiragens e distribuídas para um público segmentado. A intenção é divulgar ideias sem nenhum tipo de censura.

O zine surgiu da necessidade de expressão de grupos específicos e tornaram-se campos férteis para experimentações gráficas e textuais graças à sua total liberdade – conceitua Márcio Sno, autor da série de documentários “Fanzineiros do século passado”, que conta a história desse tipo de publicação no Brasil.

Quando surgiram, nos anos 30, nos Estados Unidos, os zines serviam para divulgar o trabalho de poetas. Mais tarde, na década de 70, ganharam força divulgando o estilo de vida punk e seus ideais revolucionários. Desde então os fanzines se tornaram muito famosos por alimentarem a cena underground, divulgando textos sobre bandas de rock, feminismo, poemas, além de ilustrações, quadrinhos e outros elementos no mundo alternativo. O primeiro zine brasileiro nasceu em 1965, o “Ficção”, de Piracicaba (São Paulo), dedicado a colecionadores de revistas de histórias quadrinhos. No começo dos anos de 1990 foi quando mais se produziu zines no Brasil. Eram milhares e milhares de publicações de tudo que é tipo, circulando nos shows, lojas, correios etc.

Mas a cultura dos zines não acabou e, em pleno século XXI, ainda há publicações autorais sendo produzidas. Muito mais do que uma “onda vintage”, os zines de hoje oferecem atrativos que vão além dos textos.

Os editores estão investindo muito na qualidade visual, utilizando papéis de gramaturas e cores diferentes, dobraduras, impressão em alto relevo, técnicas como costura, estêncil, tintas especiais e até aromas.

Os zines de quadrinhos “La Permura!”, “Arrotinhos Curry” (impresso com curry de verdade!) e “QI” (com 10 anos de existência), além do “Manufatura”, de ilustrações, são exemplos de publicações que investem pesado na qualidade visual, usando técnicas artesanais de impressão. Já o “Aviso Final” (há mais de 20 anos na ativa) e o “Feira Moderna” se dedicam a divulgar a música independente, este segundo também com uma versão online.
(Fonte: O Globo)

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ESTIMADA EM 0,29 POR CENTO A PARTICIPAÇÃO DE E-BOOKS NO MERCADO BRASILEIRO EM 2012

 

A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro referente a 2012 e divulgada esta semana pela Câmara Brasileira do Livro e Sindicato Nacional dos Editores de Livros traz dados interessantes sobre o incipiente mercado do livro digital brasileiro no ano passado. É a segunda vez que a pesquisa coleta dados do mercado de e-books, mas em 2011 o mercado era tão infinitesimal que os números não diziam muita coisa. Além disso, nesta nova pesquisa, mais dados foram coletados como, por exemplo, o número de e-books vendidos. Segundo o estudo, as 197 editoras pesquisadas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) faturaram R$ 3,85 milhões em vendas de e-books e aplicativos de conteúdo em 2012. Em número de “exemplares” vendidos, a pesquisa aponta que foram vendidos 235.315 unidades. Antes de continuarmos, uma ressalva: como não há séries históricas dos livros digitais, os pesquisadores da FIPE não se aventuraram a extrapolar a amostra e inferir números relativos ao universo, i.e. ao mercado inteiro, como fazem com os dados de livros físicos. Portanto, estes números são exatamente o que foi apurado na amostra. No exterior, as estatísticas publicadas de participação do mercado do digital via de regra se referem ao faturamento – não unidades vendidas – do segmento de obras gerais (trade). E os números da CBL/SNEL deste ano permitem um cálculo com as mesmas premissas. Segundo o estudo, as 197 editoras pesquisadas faturaram R$ 1,8 milhão em e-books no ano passado no segmento de Obras Gerais. Se usarmos a relação amostra/universo para inferirmos o mercado total chegamos a uma venda de R$ 3,35 milhões, o que equivaleria a 0,29% do faturamento total do segmento de Obras Gerais. Algo ainda muito longe das participações acima de 25% nos EUA e por volta de 12% no Reino Unido.

 

(Fonte: Tipos Digitais)

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ABRINDO AS COMPORTAS DA TRADUÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

 

O editor de aquisições americano Ben Rosenthal é mais um que se pergunta por que há tão poucos livros traduzidos nos Estados Unidos. Em um artigo no Publishing Perspectives, Rosenthal lança o debate sobre o modelo de adiantamentos e royalties para tradutores como solução para as dificuldades dos editores de publicarem títulos estrangeiros. “Se o custo é um problema grande, diminua o adiantamento, a fim de cortar o custo fixo. Ofereça um adiantamento pequeno – ou nenhum – e um royalty maior. Além disso, trabalhe com o tradutor literário para criar uma solução financeira que divida os riscos. Ofereça a opção de deixar o nome do tradutor mais presente na capa. Distribua o risco financeiro e transforme a publicação americana em uma parceria entre as editoras americana e estrangeira e autor e tradutor. Essa ideia pode ofender os tradicionalistas, mas não se trata de uma primeira publicação, e sim de uma janela para o autor desenvolver uma audiência em um novo mercado” afirma Rosenthal.

 

(Fonte: PublishNews)


 CLIPPING 01 DE AGOSTO DE 2013

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FNAC PERDE RECEITA E REVÊ MODELO

A Fnac tem registrado resultados ruins no Brasil. Varejista focada na área de entretenimento e tecnologia, com crescimento orgânico menor que seus concorrentes nos últimos anos, a rede apurou recuo de 17,5% nas vendas no país, para € 92 milhões de janeiro a junho, o que a empresa considerou desapontador no material de resultados globais divulgado ontem. Assumindo taxas de câmbio constantes, a queda foi de 8,9%.

No segundo trimestre, a retração nas vendas no Brasil foi de 14%, para €45 milhões (8% sem considerar o efeito do câmbio). No ano passado, a empresa já havia registrado redução em relação ao ano anterior – as vendas caíram de €241 milhões em 2011 para €228 milhões em 2012. A margem de lucro operacional passou de um índice negativo de 2,4% em 2011 para negativo de 2,5% em 2012.

Em 2013, a queda no Brasil supera a taxa de retração do negócio no mundo, com queda de 5,8%. Segundo os dados publicados, a margem operacional no país, que estava negativa em 3,1% de janeiro a junho de 2012, ficou negativa em 2,6% no intervalo em 2013.

Não há um fator isolado que explique a situação atual da Fnac. Quem conhece a rede de perto cita como um dos motivos o ambiente altamente competitivo no Brasil, já que a Fnac concorre com uma Fast Shop em eletrônicos e também com pequenas lojas de livros. Ajuda a explicar, mas não é só isso. No varejo é preciso ter ganhos de escala para oferecer preços menores e logo, vender mais. A Fnac, porém, tem crescimento orgânico mais lento que Saraiva e Livraria Cultura. Soma 11 lojas e a última abertura foi em março de 2012. Neste ano, não fará aberturas.

Eugenio Foganholo, sócio da Mixxer Consultoria, lembra que a empresa foi colocada à venda anos atrás pelo controlador, o grupo PPR, mas não conseguiu comprador. E esses processos afetam o desempenho de funcionários e reduzem investimentos.

O aumento nas vendas pela internet de livros, músicas e softwares também afetam o setor e a Fnac. A empresa tem repensado o seu negócio no Brasil, buscando formas de reação, apurou o Valor. Um desses caminhos é o projeto de abertura de lojas menores que as atuais, que chegam a 3 mil m2 e exigem até R$ 15 milhões em investimentos. É um plano antigo. Ampliar a linha de produtos para adolescentes e crianças, que já tem trazido resultados, também é outra iniciativa nesse sentido.

(Fonte: Valor Econômico)

 

 

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HISTÓRIA NÃO AUTORIZADA

A liberdade de expressão e o direito à privacidade estão no ringue, em corners opostos, como se um só existisse se o outro fosse aniquilado. A informação, extraída de uma intimidade, não se tornaria relevante quando refletida diretamente na obra de um artista? O choque entre dois direitos constitucionais entrou no foco dos deputados federais. Em suas mãos está um projeto que pode mudar a lei que rege a publicação dos livros que contam a história de um país.

A Lei das Biografias, como é hoje, dá à personalidade biografada, ou a seus herdeiros, o poder de vetar um livro sobre sua vida antes mesmo que ele seja publicado. Se preferir ler depois e não gostar da forma como foi retratado, basta dizer que não aprova. Roberto Carlos se tornou estandarte da questão quando, em 2009, entrou na Justiça para retirar das lojas a biografia Roberto Carlos em Detalhes, feita sem o seu consentimento pelo pesquisador Paulo Cesar de Araújo. Mais recentemente, tentou fazer o mesmo ao ver seu nome citado em um livro acadêmico sobre a Jovem Guarda – um tiro no pé que fez seus advogados jogarem o caso no esquecimento quando perceberam a falha.

O ‘efeito Roberto Carlos’ nas editoras foi imediato. Os departamentos jurídicos das companhias passaram a ler cada linha de seus próximos lançamentos com lupa, examinando trechos que deveriam ser extraídos para se evitar processos. “O Brasil é o único país com regime político democrático que só permite biografias chapa branca. Isto é uma gritante anomalia. Não só contraria a nossa Constituição como empobrece o País, consagra a censura prévia, impede que os brasileiros tenham acesso à sua história de forma livre e plena. O Brasil precisa se livrar deste entulho antidemocrático”, diz Roberto Feith, vice-presidente do Sindicado Nacional dos Editores de Livros.

Um projeto de lei do deputado federal Newton Lima (PT-SP) quer derrubar a autorização prévia das obras. Depois de passar com votação unânime pela Comissão de Educação e Cultura da Casa e por votação quase unânime, não fosse uma abstenção, pela Comissão de Constituição e Justiça, quando já seguia para a votação no Senado e, enfim, para as mãos da presidente Dilma, 74 deputados federais entraram com um recurso para que o projeto voltasse à Câmara, onde será agora, algum dia, debatido em plenário. No entender de Newton Lima, uma estratégia para enterrar as mudanças que ele propõe, encampada por gente não interessada em dar mais transparência às biografias. “Ao fazer isso, eles enterraram as mudanças. Há uma fila com mais de 1.500 projetos a serem votados.

TRÊS CASOS

 

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Depois de lançar Estrela Solitária, em 1996, o biógrafo Ruy Castro foi processado pelas filhas do jogador, que consideraram ofensivo o fato de Ruy fazer menções ao tamanho dos órgãos genitais do biografado. A última decisão da Justiça foi favorável ao autor.

 

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Ronaldo Caiado

O hoje deputado federal entrou na Justiça contra o biógrafo Fernando Morais, que disse no livro Na Toca dos Leões que o político teria sugerido aos diretores da agência W/Brasil, durante a campanha presidencial de 1989, que a solução para reduzir a população nordestina seria colocar esterilizante na água.

 

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Roberto Carlos

 Sem nenhum motivo de conteúdo definido, Roberto entrou na Justiça contra o biógrafo Paulo Cesar de Araújo por não gostar de ver um livro sobre sua vida nas livrarias. Os advogados de Roberto fizeram acordo com a editora Planeta e conseguiram retirar a obra das lojas.

 

(Fonte: O Estado de S.Paulo)

 

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OS BASTIDORES DA PROIBIÇÃO

Autor da biografia proibida de Roberto Carlos, Paulo Cesar de Araújo, vai contar em nova publicação toda a história da censura do livro, adianta a coluna Gente Boa. Da audiência – quando o juiz, também músico, pediu para bater foto com Roberto – à tentativa do Rei dequeimar todo o estoque dos livros. A coluna conta também que, apesar da circulação do livro ser proibida, uma versão pirata da biografia, “totalmente tosca, sem o nome do autor nem da editora”, pode ser encontrada em sebos do Rio. Além disso, em Portugal, o livro é vendido normalmente.

 

(Fonte: O Globo)

 


 CLIPPING 31 DE JULHO DE 2013

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EDITORAS VENDEM 7,36% MENOS LIVROS EM 2012

O resultado negativo foi puxado pela redução nas compras do governo

As vendas de livros encolheram 7,36% em 2012, de acordo com dados divulgados na terça-feira, 30 de julho, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato dos Editores de Livros (SNEL). Foram comercializados 434,92 milhões de exemplares no ano passado, dos quais 166,35 milhões de livros para o governo. O resultado negativo foi puxado justamente por esse segmento, cujas vendas tiveram retração de 10,31%. As vendas ao mercado, excluído o governo, encolheram menos: 5,43%, e totalizaram 268,56 milhões de livros.

A Pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP) a pedido das entidades, aponta que o faturamento das editoras brasileiras alcançou R$ 4,98 bilhões, alta de 3,04% em relação a 2011. A discrepância entre os números de receita e vendas é explicada pelo acréscimo de 12,46% no preço médio do livro vendido pelas editoras ao mercado ao longo de 2012.

O faturamento das editoras nas vendas ao governo, cujas compras são feitas por intermédio de programas como Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), encolheu 5,20%, para R$ 1,31 bilhão. Já a receita das editoras com a venda ao mercado, seja para livrarias ou outros pontos de venda, cresceu 6,36% no mesmo período e totalizou R$ 3,66 bilhões.

“Esse foi o primeiro crescimento real de vendas ao mercado desde 2008”, destacaram as entidades em nota. O ganho real no período (descontada a inflação) foi de 0,49%, segundo as entidades.

As livrarias são o principal canal de comercialização do setor editorial no Brasil, com 47,42% do total dos livros vendidos ao mercado, ou 127,35 milhões de exemplares. Em seguida aparecem os distribuidores, com 26,25% e 70,49 milhões de exemplares, e a categoria porta-a-porta e catálogo, com 8,03% e 21,55 milhões de exemplares. O ranking elaborado pela Fipe também aponta grande número de vendas nas igrejas e templos, com 3,07%, nos supermercados, com 2,80%, e nas bancas de jornal, com 2,13%.

 

(Fonte: Diário Catarinense)

 

 

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A GUERRA DE PREÇOS DA AMAZON

Descontos chegam a 64% do preço de capa

Se semana passada a acusação era de que a gigante de Seattle estava aos poucos diminuindo os descontos e aumentando os preços dos livros, principalmente do catálogo antigo e de editoras pequenas e médias, essa semana a onda de descontos em best-sellers – alguns chegam a 64% do preço de capa – assustou os livreiros. Um livreiro contou ao site Shelf-awareness, especializado no mercado livreiro, que esse corte nos preços é “uma declaração de guerra à indústria”. Já o site Paid Content comenta que a ação seria uma declaração de guerra à campanha promocional do varejista Overstock.com. Seja quem for o visado dos cortes de preços históricos da Amazon, a empresa parece ter o presidente Obama ao seu lado. A Associação dos Livreiros dos EUA (ABA) repudiou a escolha do local do discurso do presidente americano, no galpão da Amazon. Ironicamente, o discurso é sobre criação de empregos (a Amazon irá criar 5  mil vagas de trabalho no país).

 

(Fonte: PublishNews)

 

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TRADUTORA DE ‘CREPÚSCULO’ VAI VERTER POLICIAL DE J.K. ROWLING

Ryta Vinagre, a tradutora da série Crepúsculo no Brasil, vai assinar a versão nacional de The Cukoo’s Calling, com lançamento previsto para novembro pela Rocco. A editora já havia comprado os direitos do livro, que foi lançado no exterior por JK com o pseudônimo Robert Galbraith, antes de a criadora de Harry Potter ser desmascarada como a verdadeira autora do policial, o primeiro de uma série que deve contar com três volumes.

A Rocco é, por coincidência, a mesma editora que lançou Harry Potter no país. Morte Súbita, a primeira (e enfadonha) investida de JK Rowling no público adulto, saiu no Brasil pela Nova Fronteira, no fim do ano passado. The Cukoo’s Calling ainda não tem título em português, mas a sua tiragem inicial, inflacionada depois da revelação da autoria do livro, será de 100.000 exemplares. Antes, a Rocco pensava em 15.000. A mudança segue a lógica do mercado. As vendas do policial chegaram a subir 1.400% depois de JK Rowling assumir tê-lo escrito.

Enquanto a Rocco traduz o livro, estúdios de Hollywood brigam pelos direitos de adaptá-lo. A Warner Bros., responsável pela franquia Harry Potter, está na dianteira.

 

(Fonte: Veja)

 


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PEQUENOS LIVROS SOBRE GRANDES AVENTURAS

 

Um personagem que decide cruzar um deserto, um país, um continente inteiro. Ou resolve fazer uma peregrinação famosa, como o Caminho de Santiago de Compostela, porque, depois de uma epifania, cismou que era a hora de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. O mercado editorial parece ter concluído que a jornada desses personagens – seja real, seja ficção – tem grande apelo junto aos leitores. Não por acaso, chegaram às livrarias brasileiras, nos últimos meses, pelo menos cinco livros sobre pessoas que resolvem empreender uma grande viagem depois de sofrer um trauma ou concluir que sua vida era medíocre demais.

Um dos mais recentes é “A improvável jornada de Harold Fry”, da inglesa Rachel Joyce, lançado pelo selo Suma de Letras (Objetiva). Harold Fry é um senhor de 65 anos que, um dia, recebe uma carta de uma grande amiga com um aviso: ela está com câncer terminal e escreveu para se despedir. Chocado, ele sai para botar a carta com a reposta na caixa de correio. Mas resolve andar mais um pouco, até a próxima caixa. Então, até a caixa seguinte. Andando cada vez mais longe de casa, o idoso toma a decisão de cruzar a Inglaterra para encontrar a amiga ­– a pé.

Harold Fry deu à sua criadora o National Book Award de melhor autor estreante e a levou até a semifinal do Man Booker Prize, principal prêmio da literatura em inglês, em 2012. O sucesso foi tanto que Rachel costuma receber fotos de leitores que resolvem percorrer trechos da jornada de Harold.

“O ancião que saiu pela janela e desapareceu”, do sueco Jonas Jonasson, lançado pela Record, tem um enredo semelhante. O livro conta a história de um senhor que, no seu aniversário de cem anos, escapa do asilo, rouba uma mala de dinheiro e cruza a Suécia, de pijamas, enquanto é perseguido pela polícia e recorda o passado. Jonasson escreveu o livro depois de passar por duas cirurgias na coluna e se divorciar.

Outra editora que aposta no gênero é a Casa da Palavra, com o romance “As mulheres de terça-feira”, da alemã Monika Peetz, lançado neste mês no Brasil, depois de ter vendido 700 mil cópias em seu país natal. O livro narra a história de um grupo de amigas. O marido de Judith morre de câncer – como a amiga de Harold Fry. A personagem encontra um diário dele sobre uma peregrinação inacabada pelo Caminho de Santiago de Compostela. Ao lerem que o Caminho traria “a cada passo, uma resposta”, Judith e mais três amigas abandonam suas rotinas familiares e viajam para peregrinar.

A Bienal do Livro do Rio, no final de agosto, vai receber um dos mais novos expoentes do gênero: Cheryl Strayed, autora de “Livre – A jornada de uma mulher em busca do recomeço”, história real vivida por ela. Aos 22 anos, depois de perder a mãe, se separar do marido e se viciar em heroína, a autora resolve caminhar 1.770 quilômetros pela costa oeste dos EUA, até a fronteira com o Canadá. A jornada, para Cheryl, era uma forma de salvação. O livro chegou às lojas especializadas 13 anos depois da caminhada e já teve os direitos para o cinema comprados pela atriz Reese Whiterspoon.

Outra história real é a contada pelo americano Carl Hoffman em “Expresso lunático”, publicado neste mês pela Record. Hoffman conta que, depois de um divórcio, percebeu que estava ficando velho, sentiu que sua vida “não parecia mais se ajustar.” Então, ele resolveu cruzar o mundo nos meios de transporte mais baratos que achasse pelo caminho. Só usava companhias aéreas com altos índices de acidentes. No Peru, viajou em ônibus decrépitos que passavam, em alta velocidade, à beira de abismos. Na Sibéria, montou renas. Ao fim da viagem, ele havia passado por 65 países.

Além do enredo, as obras sobre essas jornadas coincidem em tamanho: 300 páginas, em média. São pequenos livros sobre grandes aventuras.

(Fonte: O Globo)
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EM FRANKFURT, O LIVRO BRASILEIRO EM SUA MELHOR FORMA E CONTEÚDO


O livro brasileiro estará presente em todos os seus formatos ao redor da Feira do Livro de Frankfurt, que em outubro homenageia o País. No pavilhão que reúne editoras de livros de artista e de livros de arte, será montada uma versão ampliada da exposição Além da Biblioteca, exposta duas vezes em São Paulo e uma em Tóquio. Numa área de 60 m², o público poderá ver e manusear trabalhos de 12 artistas que têm no livro o seu objeto ou inspiração: Edith Derdyk, que participa com Fresta, Lucia Mindlin Loeb, Fabio Morais, Marcius Galan, Ana Luiza D. Batista, Chiara Banfi, Daniel Escobar, Jimson Vilela, Lucas Simões, Marcelo Silveira, Marilá Dardot e Odires Mlászho. A curadoria é de Ana Luiza Fonseca. Trata-se de uma parceria entre dois projetos da Apex: o Latitude, para exportação da arte contemporânea, e o Brazilian Publishers, da literatura.

 

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

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CHOCOLATE FAZ BEM PARA LIVRARIAS – Segundo estudo belga recém-publicado no “Journal of Environmental Psychology”. Pesquisadores constataram, após dez dias disparando essência de chocolate numa loja, que os frequentadores tendem a ficar mais tempo examinando livros quando há cheiro da guloseima no ar.

SELO DE QUALIDADE – Foram dez pessoas palpitando por três anos na tradução da “Medeia” que a Ateliê lança em agosto, e pelo jeito deu certo. A encenação da obra de Eurípedes foi testada e aprovada na periferia de Belo Horizonte após ser vertida do grego pelo grupo Trupersa, sob coordenação de Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa.

SELO DE QUALIDADE 2 – O grupo quer percorrer áreas carentes com o texto. O prefácio da edição esclarece que a meta, ao retornar à obra de quase 25 séculos atrás, é torná-la “acessível a todos”.

VITAMINADO – Quem quiser ler “Getúlio Vol. 2”, de Lira Neto, em e-book poderá comprar versão com músicas da época (1930-45), trechos de filmes, discursos e imagens de desfiles. O e-book “enriquecido” custará R$ 37,90, ante R$ 32,90 do digital só com texto e R$ 52,50 do impresso.

MEU PRIMEIRO NÓRDICO – A independente Hedra quer conhecer o gosto de um sucesso nórdico. Lança em agosto “Anjos do Universo”, de Einar Már Gudmundsson, espécie de “Um Estranho no Ninho” islandês, vencedor do chamado “pequeno Nobel”, o Prêmio Nórdico da Academia Sueca.

IPAD – O Clube dos Autores lança, no dia 7, seu 4º Prêmio de Literatura Contemporânea, que rende ao vencedor um iPad. As obras são avaliadas pelos usuários do site de autopublicação. Em 2012, entre 600 inscritos, venceu “Os Ônibus, o Pêndulo, uma Frase, Algumas Histórias e, Quiçá, o Diploma”, de Rodrigo Bardo.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo – Raquel Cozer)

 


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RECORD ASSUME VICE-LIDERANÇA

Em uma semana, a Editora Record pulou do 6º lugar para a vice-liderança no ranking semanal e mensal das editoras, acabando com a quase eterna dobradinha entre Sextante e Intrínseca. No ranking semanal, a Sextante manteve o 1º lugar, com 13 livros, a Record 11 e a Intrínseca, 10. Dos 11 livros da Record, dois foram lançamentos: Easy (Verus), em ficção, e Receitas Dunkan (BestSeller), não ficção. Por sinal, o método Dunkan deve estar ajudando muita gente a emagrecer, menos a Record, já que os outros dois livros do mesmo autor, Pierre Dunkan, também engordaram a lista da semana.

No ranking mensal, a trinca carioca aparece novamente, nas mesmas posições, com apenas um livro de diferença entre cada: Sextante, 16, Record, 15 e Intrínseca, 14. Em 4º lugar empataram Companhia das Letras, Globo e Santillana, com 9 livros cada.

Inferno (Arqueiro) foi o livro mais vendido em julho, com um total de 49.043 exemplares, quase metade do mês anterior. Já Kairós (Principium) vendeu um pouco mais em julho e assumiu o 2º lugar, com 28.181. A culpa é das estrelas (Intrínseca) pulou para o 3º lugar, com surpreendentes 23.141 livros vendidos. Em não ficção, o 1º lugar ficou com Dirceu (Record), em infanto juvenil, com Diário de um banana – segurando vela (Vergara&Riba), e em negócios, com Sonho Grande (Primeira Pessoa).

(Fonte: Cassia Carrenho – PublishNews)

 

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AMAZON DECEPCIONA E FECHA 2º TRIMESTRE NO VERMELHO

As receitas da Amazon saltaram 22% no segundo trimestre do ano, para US$ 15,7 bilhões, mas a gigante do varejo on-line fechou o período no vermelho, com prejuízo de US$ 7 milhões. O resultado ficou abaixo das previsões de Wall Street, que esperavam faturamento de US$ 15,74 bilhões e lucro líquido de US$ 28,8 milhões.

Em comunicado, o diretor executivo da empresa, Jeff Bezos, ressaltou a importância do segmento digital para a empresa, mas não comentou o resultado abaixo do esperado.

“No trimestre, nossos 10 itens mais vendidos no mundo foram produtos digitais – Kindles, Kindle Fire HDs, acessórios e conteúdo digital”, afirmou Bezos.

No balanço apresentado nesta quinta-feira, chama atenção o aumento dos gastos com investimentos. Em relação ao mesmo período de 2012, o capital empenhado na expansão dos serviços mais que dobrou. Nos últimos meses, a empresa passou a investir na produção de conteúdo, adquiriu a Liquavista e expandiu a atuação internacional.

O relógio está correndo para a Amazon mostrar que pode lucrar com a venda de seus produtos e serviços para começar a justificar a sua capitalização de mercado – afirmou Colin Gillis, da BGC Partners. A empresa é avaliada em US$ 138 bilhões.

Após a divulgação do resultado, as ações da companhia registraram queda de 4%, mas logo se recuperaram. Às 18h (pelo horário de Brasília), os papéis eram negociados a US$ 300,89, com leve baixa de 0,83%.

(Fonte: O Globo)

 

logos-projetosSALÃO DO LIVRO INFANTIL E JUVENIL DE MINAS

 

O objetivo do salão é transformar BH em um centro de discussões sobre a literatura para crianças e jovens por meio de abordagens que envolvem texto, ilustração e produção editorial, aliado à exposição da melhor literatura criada no Brasil e no exterior.

Data: de 09.08.2013 até 18.08.2013

Local: Serraria Souza Pinto

http://www.salaodolivro.com.br

Realização: Câmara Mineira do Livro e Minasplan

(Fonte: http://www.belohorizonte.mg.gov.br/)

 


 

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Amazon se prepara para vender livros físicos no Brasil em janeiro

Depois de sete meses no mercado brasileiro de livros digitais, a Amazon começou, no mês passado, as movimentações para entrar no mercado de livros físicos.

Em reuniões com os editores brasileiros, os executivos da empresa têm dito que sua meta é iniciar as vendas em janeiro.

Nas últimas semanas, várias das maiores editoras do país, como a Leya, a Record e a Sextante, receberam um modelo de contrato para análise.

Segundo fontes do mercado, a negociação para a venda de livros físicos deve ser mais simples do que a dos e-books, que demorou quase um ano, por conta de cláusulas polêmicas e demora na definição do modelo de negócios.

Isso não significa que a empresa não vá enfrentar dificuldades. É comum que grandes redes comprem os livros para revenda com 50% de desconto, por conta do seu grande volume de vendas e poder de barganha. Pode ser difícil, para a Amazon, conseguir o mesmo desconto imediatamente. O mais provável é a empresa começar com os 40% praticados com livrarias menores. Se as vendas crescerem, a Amazon pode conseguir descontos maiores.

A Amazon enfrenta desconfiança de alguns editores brasileiros, por sua ação no mercado americano, com vendas a preços abaixo de custo.

(Fonte: O Globo)

 


 

livros

seta1 VENDA CRESCE E SETOR PROJETA EXPANSÃO

Apesar do cenário de inflação alta, crédito mais caro e real mais fraco, sete importantes redes de livrarias do país – Cultura, Curitiba, Fnac, Leitura, Saraiva, Travessa e Vila – tiveram um primeiro semestre bom e estão mantendo suas projeções de crescimento para o fim do ano.

Cultura, Fnac e Travessa estimam um aumento de vendas de 8% a 10% neste ano. Já a mineira Leitura e a Livraria da Vila estimam que a expansão fique na casa dos 12,5%. A Curitiba projeta aumento de 15%. Em todos esses casos foram consideradas as vendas nas lojas abertas nos últimos 12 meses. A Saraiva, que é companhia aberta e não divulga projeções, fechou o primeiro trimestre com um aumento de 16% na venda de livros.

“Nosso tíquete médio com livros é de R$ 30. Normalmente, é um valor que se paga a vista. Para compras maiores o parcelamento é em três vezes, sem juros. A questão do crédito caro não interfere”, disse Marcos Pedri,, diretor comercial do Grupo Livrarias Curitiba. A opinião é compartilhada pelas outras redes de livrarias. “As livrarias não sofrem no mesmo ritmo do que o resto do varejo em momentos de oscilação econômica”, observou Samuel Seibel, fundador da Livraria da Vila.

Até o momento, os projetos de expansão das livrarias também não foram alterados. “Vamos cumprir todos os nossos planos de abertura de novas lojas”, disse Frederico Indiani, diretor de compras da unidade de negócios de varejo da Saraiva. “Neste ano, vamos abrir sete lojas e em 2014, outras sete unidades”, afirmou Marcos Teles, presidente da Livraria Leitura, de Minas Gerais.

Entre as redes consultadas pelo Valor, a maior projeção de crescimento é da Leitura. Mas a rede vai na contramão do setor no que diz respeito às vendas online. A livraria fechou no mês passado seu e-commerce. “Investimos por 13 anos no online e não dava dinheiro. Esse segmento opera com margens muito apertadas e preferimos focar nas lojas físicas”, disse o presidente da Leitura, que vai prevê encerrar o ano com 42 lojas.

Os títulos que contribuíram para as vendas neste primeiro semestre foram “Inferno” (Arqueiro), de Dan Brown; “Kairós” (Globo) do padre Marcelo Rossi, e “Para Sempre Sua” (Paralela) de Sylvia Day. No segundo semestre, há boas expectativas para o novo livro de Laurentino Gomes (Globo) e para o “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo” (Leya), de Leandro Narloch. (BK)

(Fonte: Valor Econômico)

 

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 seta1 UNESCO ESCOLHEU INCHEON PARA CAPITAL MUNDIAL DO LIVRO EM 2015

A cidade sul-coreana de Incheon foi nomeada a Capital Mundial do Livro para o ano de 2015. O título entra em vigor a 23 de abril, Dia do Livro e dos Direitos do Autor.

Incheon é a 15ª cidade selecionada por um comité da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e por especialistas da indústria editorial.

Segundo a Unesco, Incheon merece o título pela qualidade do seu programa literário e pelo impacto que terá o setor editorial na promoção de livros e da leitura.

A agência da ONU cita ainda que os cidadãos do município, e da Coreia do Sul, em geral, serão beneficiados com maior acesso a publicações impressas e digitais.

Todos os anos, uma cidade é escolhida como Capital Mundial do Livro. Para a Unesco, a iniciativa representa a colaboração entre a indústria editorial e os centros urbanos nomeados para promover os livros e a literatura.

Este ano, a Capital Mundial do Livro é Bangkok, na Tailândia, eleita pelo seu programa de promoção da leitura entre jovens de classes menos favorecidas.

(Fonte: Notícias e Mídia Radio ONU)

 

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seta1 A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS’ É OBRA MAIS LIDA NAS PENITENCIÁRIAS DO BRASIL

O livro “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak, é o mais lido nas penitenciárias federais do Brasil. Segundo levantamento do Ministério da Justiça, “O Menino do Pijama Listrado”, de John Boyne, e “O Caçador de Pipas”, de Khaled Hosseini, ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, na preferência dos presos. A cada resenha de uma obra lida que entrega, o detento tem a pena diminuída em quatro dias.

O primeiro título brasileiro a figurar na lista é “Nunca Desista dos Seus Sonhos”, de Augusto Cury. O livro de autoajuda está em quarto lugar entre os presidiários. No catálogo do projeto Remição pela Leitura estão 124 obras.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 

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seta1 MULHERES SÃO MAIS DA METADE DOS INDICADOS AO MAN BOOKER PRIZE

Os nomeados para o Man Booker Prize, mais importante premiação literária de língua inglesa, foram anunciados na manhã de terça, dia 23 de julho, com autoras representando mais da metade dos indicados -7 de um total de 13 – e a presença de estreantes, como Donal Ryan, com o romance “The Spinning Heart”.

Os títulos de mulheres indicados foram: “A Tale for the Time Being” (Canongate), da americana Ruth Ozeki; “Almost English” (Mantel), da inglesa Charlotte Mendel; “The Lowland” (Bloosmbury), da inglesa Jhumpa Lahiri; “The Luminaires” (Granta), da canadense Eleanor Catton; “The Marrying of Chani Kaufman” (Sandstone Press), da inglesa Eve Harris; “Unexploded” (Hamish Hamilton), da canadense Alison Macleod; e “We Need New Names” (Chatto & Windus), da zimbabuana Noviolet Bulawayo

Hilary Mantel vence principal prêmio literário do Reino Unido pela segunda vez

A lista inclui “O Testamento de Maria”, de Colm Tóibin, recém-lançado pela Companhia das Letras –o autor já foi nomeado em duas outras ocasiões, por “A Luz do Farol” (publicado originalmente em 1999) e “O Mestre” (2004), lançados aqui pela mesma editora.

Outro autor conhecido do público brasileiro é Colum McCann que concorre por “TransAtlantic” – o irlandês esteve na Flip em 2007, quando publicou “Deixe o Grande Mundo Girar” (Record).

No geral, foram nomeados autores pouco conhecidos no país, como Ruth Ozeki, cujo romance será publicado pela Casa da Palavra. O nomeado mais velho é Jim Crace, de 67 anos, por “Harvest”.

O membro do júri Robert Macfarlane disse ao site “The Bookseller” que o que une os indicados é justamente “o quão variados eles são, na forma, no tom, na extensão”. “Acho que são todos muito contemporâneos, mesmo os romances históricos olham para a frente, interessados em desastres, sejam financeiros, sejam naturais, e globalização.”

Os títulos foram escolhidos de uma lista de 151 inscritos. A lista com seis finalistas sai no próximo dia 10 de setembro – cada um ganha cerca de R$ 8.600, e o vencedor será anunciado em 15 de outubro, agraciado com cerca de R$ 171 mil.

No ano passado, a vencedora foi a inglesa Hillary Mantel, por “O Livro de Henrique”, lançado recentemente pela Record.

Veja abaixo a lista completa

setamenor “A Tale for the Time Being” (Canongate), de Ruth Ozeki;

setamenor “Almost English” (Mantel), de Charlotte Mendel;

setamenor “Five Star Billionaire” (Fourth Estate), de Tash Aw;

setamenor “Harvest” (Picador), de Jim Crace;

setamenor “The Kills” (Picador), de Richard House;

setamenor “The Lowland” (Bloosmbury), de Jhumpa Lahiri;

“The Luminaires” (Granta), de Eleanor Catton;

setamenor “The Marrying of Chani Kaufman” (Sandstone Press), de Eve Harris;

setamenor “The Spinning Heart” (Doubleday Ireland), de Donal Ryan;

setamenor “The Testament of Mary” (Viking), de Colm Tóibin;

setamenor “The TransAtlantic” (Bloomsbury), de Colum McCann;

setamenor “Unexploded” (Hamish Hamilton), de Alison Macleod;

setamenor “We Need New Names” (Chatto & Windus), de Noviolet Bulawayo.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

 


NM INCITE NIELSEN LOGO

Nielsen irá mensurar vendas de livros no Brasil

País é o primeiro da América Latina a lançar a solução, lançamento acontece em agosto

A Nielsen, provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra, anuncia o início da medição de vendas do mercado de livros no Brasil.

“Chegamos ao país com uma bagagem de quase 160 anos de experiência na análise do segmento livreiro. Reconhecida no mundo todo e incorporando a expertise dos criadores do ISBN (International Standard Book Number), a solução Bookscan já atua em 09 países, como Reino Unido, Estados Unidos, Índia e Austrália e chega ao Brasil atendendo às necessidades específicas do mercado nacional”, afirma Luiz Gaspar, Gerente da solução Bookscan na Nielsen Brasil. International Standard Book Number.


Diferencial brasileiro

Aliado ao conhecimento e tradição global, a solução Bookscan Brasil conta também com a parceria do I-Supply, para o fornecimento das informações bibliográficas, e com a experiência do consultor Gerson Ramos, profissional da área há cerca de 30 anos, referência no segmento livreiro nacional.

No Brasil, primeiro país da América Latina a lançar a solução, a Nielsen contará com o detalhamento de informações sob a óptica da classificação de gênero em três níveis com mais de 130 subníveis.

“Os dados de Bookscan são fundamentais para um mercado carente de informações qualificadas, como o brasileiro, e que atua com a consignação. Com dados semanais provenientes diretamente do ‘balcão de vendas’, seja das capitais ou das pequenas cidades do interior, esse cenário muda a visão da indústria, uma vez que entenderemos o verdadeiro interesse do leitor”, explica Gerson.

O lançamento da solução acontece em Agosto de 2013.

(Fonte: Exame.com)

 


 

CONHEÇA OS VENCEDORES DO PRÊMIO EISNER 2013

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A 25ª edição do Prêmio Eisner ocorreu na San Diego Comic-Con International, que foi realizada nos Estados Unidos, entre os dias 17 e 21 de julho deste ano.

A julgar pelos resultados, com poucas exceções, quem gosta de quadrinhos de qualidade tem que evitar a Marvel Comics e a DC Comics.

Os grandes vencedores foram os independentes. Chris Ware ganhou quatro prêmios, com Building Stories, da Pantheon; e Brian K. Vaughn, que faturou quatro estatuetas com Saga, da Image Comics.

Outro artista que se destacou foi o espanhol David Aja (desenhista e capista de Hawkeye), que faturou dois troféus. A merecida premiação de Dave Stewart como melhor colorista (indicado com sete trabalhos) não foi surpresa.

O painel de juízes do prêmio foi composto por: Michael Cavna (Comic Riffs, Washington Post), Charles Hatfield (Cal State Northridge), Adam Healy (da comic shop Cosmic Monkey, de Portland, nos Estados Unidos), Katie Monnin (Teaching Graphic Novels), Frank Santoro (Storeyville, TCJ) e John Smith (Comic Con International).

Confira a seguir a lista completa dos vencedores:

Melhor História Curta: Moon 1969 – The True Story of the 1969 Moon Launch, de Michael Kupperman, em Tales Designed to Thrizzle #8 (Fantagraphics).

Melhor Edição Única (ou Especial): The Mire, de Becky Cloonan (publicado pela autora).

Melhor Série Contínua: Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples (Image Comics).

Melhor Nova Série: Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples (Image Comics).

Melhor Publicação para Jovens Leitores (até sete anos): Babymouse for President, de Jennifer L. Holm e Matthew Holm (Random House).

Melhor Publicação para Crianças (entre oito e 12 anos): Adventure Time, de Ryan North, Shelli Paroline e Braden Lamb (Kaboom!).

Melhor Publicação para Jovens Adultos (entre 13 e 17 anos): A Wrinkle in Time, de Madeleine L’Engle, adaptado por Hope Larson (FSG).

Melhor Publicação de Humor: Darth Vader and Son, de Jeffrey Brown (Chronicle Books).

Melhor Quadrinho Digital: Bandette, de Paul Tobin e Colleen Coover.

Melhor Antologia: Dark Horse Presents, editado por Mike Richardson (Dark Horse Comics).

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Melhor Trabalho Baseado na Vida Real (empate): Annie Sullivan and the Trials of Helen Keller, de Joseph Lambert (Center for Cartoon Studies/Disney Hyperion); e The Carter Family – Don’t Forget This Song, de Frank M. Young e David Lasky (Abrams ComicArts).

Melhor Graphic Novel em Álbum Inédito: Building Stories, de Chris Ware (Pantheon).

Melhor Graphic Novel em Republicação: King City, de Brandon Graham (TokyoPop/Image).

Melhor Adaptação de Outra Mídia: Richard Stark’s Parker – The Score, adaptado por Darwyn Cooke (IDW).

Melhor Coleção ou Projeto de Arquivo de Tiras: Pogo – Volume 2 – Bona Fide Balderdash, de Walt Kelly, editado por Carolyn Kelly e Kim Thompson (Fantagraphics).

Melhor Coleção ou Projeto de Arquivo de HQs: David Mazzucchelli’s Daredevil Born Again – Artist’s Edition, editado por Scott Dunbier (IDW).

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Melhor Edição Norte-Americana de Material Internacional: Blacksad – Silent Hell, de Juan Diaz Canales e Juanjo Guarnido (Dark Horse Comics).

Melhor Edição Norte-Americana de Material Internacional – Ásia: Naoki Urasawa’s 20th Century Boys, de Naoki Urasawa (VIZ Media).

Melhor Roteirista: Brian K. Vaughan, por Saga (Image Comics).

Melhor Roteirista/Artista: Chris Ware, por Building Stories (Pantheon).

Melhor Desenhista/Arte-Finalista ou Time de Desenhista e Arte-finalista (empate): David Aja, por Hawkeye (Marvel Comics); Chris Samnee, por Daredevil (Marvel Comics) e Rocketeer – Cargo of Doom (IDW).

Melhor Pintor/Artista Multimídia (arte sequencial): Juanjo Guarnido, por Blacksad (Dark Horse Comics).

Melhor Capista: David Aja, por Hawkeye (Marvel Comics).

Melhor Colorista: Dave Stewart, por Batwoman (DC Comics), Fatale (Image Comics), BPRD, Conan the Barbarian, Hellboy in Hell, Lobster Johnson e The Massive (Dark Horse Comics).

Melhor Letrista: Chris Ware, por Building Stories (Pantheon).

Melhor Veículo Relacionado a Quadrinhos/Jornalismo: The Comics Reporter, editado por Tom Spurgeon.

Melhor Obra Relacionada a Quadrinhos: Marvel Comics – The Untold Story, de Sean Howe (HarperCollins).

Melhor Trabalho Acadêmico/Educacional: Lynda Barry – Girlhood Through the Looking Glass, de Susan E. Kirtley (University Press of Mississippi).

Melhor Design de Publicação: Building Stories, de Chris Ware (Pantheon).

Hall da Fama: Lee Falk, Al Jaffee, Mort Meskin, Trina Robbins, Spain Rodriguez e Joe Sinnott.

Prêmio Russ Manning de Novato Promissor: Russel Roehling.

Prêmio Humanitário Bob Clampett: Chris Sparks e Team Cul de Sac.

Prêmio Bill Finger de Excelência nos Roteiros de Quadrinhos: Steve Gerber e Don Rosa.

Prêmio Will Eisner – O Espíritos dos Quadrinhos para lojistas: Challengers Comics + Conversation, Chicago.

(Fonte: Universo HQ, por Sérgio Codespoti)

 


 

DIGITAIS REPRESENTAM CERCA DE 25% DAS VENDAS DOS 50 TÍTULOS MAIS VENDIDOS

Os números das vendas digitais da primeira metade de 2013, fornecidas pelas editoras, mostram um declínio dramático na taxa de crescimento de vendas de e-books dos títulos que saíram da promoção Sony 20p, realizada pela loja virtual, que acabou em março. Os dados mostram também que o crescimento das vendas totais de e-books está achatando este ano, o que significa que o mercado editorial geral pode ver um declínio em 2013. […] O Bookseller recebeu dados de vendas de quase 40 dos 50 títulos mais vendidos (classificados pelas vendas impressas), e os dados mostram que vendas de e-books representam grosso modo 25% das vendas totais dos 50 livros mais vendidos, em todas as edições.

(Fonte: The Bookseller – Philip Jones)

 

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seta1 ADRIANA CALCANHOTTO REÚNE EM LIVRO POEMAS PARA CRIANÇAS

Em “A Educação do Ser Poético”, Carlos Drummond de Andrade pergunta ao leitor os motivos de a criança, que geralmente é um poeta, deixar de sê-lo quando cresce. A questão foi levada a sério pela cantora e compositora Adriana Calcanhotto, que decidiu fazer uma seleção de poetas brasileiros de diferentes tempos, estilos e vozes que escreveram (mesmo sem intenção) para o público mais jovem. Assim nasceu “Antologia Ilustrada da Poesia Brasileira”, lançada agora pela Casa da Palavra.

Ali estão 48 poemas organizados em ordem cronológica, cobrindo assim três séculos: desde “Canção do Exílio”, publicada por Gonçalves Dias em 1846, até “Receita para um Dálmata”, que Gregório Duvivier lançou em 2008. Sim, Duvivier, famoso humorista do site Porta dos Fundos, inclui-se entre as diversas surpresas selecionadas por Adriana, que até encontrou um haicai escrito por Erico Verissimo (“Outono”).

“Eu sentia falta de um volume que apresentasse o trabalho dos poetas em ordem cronológica – a maioria dos livros é organizada por assunto”, conta Adriana. “A ordem cronológica permite descobrir os ecos de um poeta na poesia do outro, como influencia as quebras de estilo. Mas eu não queria uma antologia com poemas exclusivos para a criança, e sim algo que ela pudesse desfrutar.”

A relação de Adriana Calcanhotto com o universo infantil não é recente – em 2004, ela lançou o disco “Adriana Partimpim”, nome que usava na infância e que adotou para lançar dez canções destinadas ao público pré-adolescente. Não se tratava de um pseudônimo, mas de um heterônimo, seguindo a rica tradição de Fernando Pessoa.

O sucesso foi estrondoso, especialmente entre o público mais jovem, que abraçou o dom da cantora e compositora de navegar com originalidade na poesia. Ela queria, no entanto, chegar à poesia escrita, gênero habitualmente de difícil absorção pelos menores.

“Minha intuição infantil ajudou a identificar os poetas que se encaixavam bem na seleção”, observa Adriana. “Quando aprendemos poemas na escola, apesar de jovens, conseguimos manter a musicalidade daqueles versos na cabeça. O que me motivava também era descobrir

quando começou a poesia infantil no Brasil – descobri que o início foi nas famílias mais abastadas, que escreviam poemas específicos para suas crianças. Isso logo se expandiu para poetas profissionais, como Olavo Bilac, que tinha compromisso com a função pedagógica, de educação.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ANTOLOGIA ILUSTRADA DA POESIA BRASILEIRA

Organização: Adriana Calcanhotto

Editora: Casa da Palavra (136 págs., R$ 48,90)

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

 

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seta1 NOTÍCIAS DA FOLHA DE SÃO PAULO

 

DUELO DE TITÃS

As multinacionais Nielsen e GFK não costumam atuar nos mesmos países ao pesquisar o mercado de livros – a primeira é forte nos EUA e na Inglaterra; a segunda, na França e na Alemanha. Com a estreia da Nielsen no mercado editorial brasileiro, no próximo mês, teremos um caso raro, já que a GFK mensura vendas em livrarias há um ano. “Não queríamos repetir o que fazemos no exterior, e sim estudar o Brasil”, diz Luiz Gaspar, gerente de Bookscan da Nielsen. Refere-se, por exemplo, a subdivisões inexistentes lá fora em contagens por gênero, como católicos, evangélicos e espíritas entre livros de religião. Outra vantagem, ele diz, é traçar comparativos com o maior mercado de livros do mundo (EUA). GFK e Nielsen medem vendas na boca do caixa.

Aliás, a Fipe divulga na terça, dia 30, sua medição à moda antiga, com dados de editoras.

 

DUELO DE TITÃS 2

A Nielsen diz ter fechado parceria com as principais livrarias e lojas de e-commerce, além de supermercados – calcula alcançar 50% do total de vendas de livros no país. E já tira números disso, como: 650 mil exemplares vendidos na última semana, distribuídos entre quase 60 mil títulos – sendo que os top 500 representam 40% do mercado.

Com mais tempo no segmento, considerado o período de testes, a GFK já faz comparativos anuais. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, a venda de livros cresceu 9,5% em volume e 11% em valor na comparação com o mesmo período de 2012. Os gêneros mais vendidos são literatura estrangeira (21,2%) e infanto-juvenil (17,6%). Só 4,1% das vendas correspondem à literatura brasileira.

 

ILUSTRAÇÕES

Além de escritores alemães, a Bienal do Livro Rio trará em sua homenagem ao país, em agosto, os ilustradores Axel Scheffler, de “O Grúfalo” (Brinque-Book), e Ole Könnecke, de “Anton”.

 

CEM ANOS DEPOIS

A Primeira Guerra (1914-1918) é o patinho feito dos grandes conflitos mundiais para o mercado editorial, sempre mais propenso a buscar novos recortes sobre a Segunda Guerra (1939-1945). Será diferente no ano que vem, centenário do evento.

A Alfaguara abre o ano com a ficção “As Aventuras do Bom Soldado Svejk”, de Jaroslav Hasek, cuja trama começa um dia após assassinato do arquiduque Franz Ferdinand em Sarajevo,

 

evento detonador da guerra. Outras casas preparam não ficções, como “The Sleepwalkers”, de Christopher Clark, e “The Beauty and the Sorrow of War”, de Peter Englund (Companhia das Letras); “Catastrophe: Europe Goes to War 1914”, de Max Hastings (Intrínseca); e “The Pity of War”, de Niall Ferguson (Planeta).

 

EDITAIS 

Subiu de R$ 1,05 milhão para R$ 1,75 milhão o valor dos editais destinados à literatura do ProAC (Programa de Incentivo à Cultura do Governo do Estado de São Paulo), que serão divulgados depois de amanhã.

Entre as novidades, um edital para modernização de bibliotecas públicas municipais. Em criação literária, infanto-juvenil e poesia terão cinco bolsas cada um, e prosa, 15 bolsas, todas no valor de R$ 10 mil. HQs também passam a ter 15 bolsas, de R$ 40 mil cada uma.

 

ORIGINAIS 

E a independente Bateia encerra no dia 31 o recebimento de originais de contos e romances, iniciado em março. Por ora, foram recebidos 152, e a meta é anunciar até dezembro os escolhidos, para publicação em 2014. E-mails para originaisnabateia@gmail.com.

 

POLICIAIS 

Por falar em casos policiais, a Autêntica lança em agosto seu selo voltado ao gênero, Vertigo, com títulos como “Meu Primeiro Assassinato”, de Leena Lehtolainen, e “Sete Dias, Nove Crimes”, de Alexis Aubenque, que vem em novembro à Feira do Livro de Porto Alegre.

 

ESTRADA 

A extensa jornada de moto realizada por Neil Peart, baterista do Rush, após a morte da filha e da mulher é o tema de “Ghost Rider”, que a Bela-Letras publica em 2014.

 

(Fonte das informações: Folha de São Paulo – por Raquel Cozer)

 

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