ADEUS

Adeus

ADEUS
Eu não sei se não me escutava porque não me ouvia,
ou se não me ouvia porque me ignorava.
Não sei se fui presença ou penumbra,
porque não sei se quando me olhava, me via…
Ou se quando me via, me enxergava.

Já desejei que me amasse mais
e hoje o meu desejo é te amar menos.
Não posso mais viver acreditando em “quando”
porque o “se” já se fez realidade.
O que não aconteceu e o que nunca muda
deixou de ser promessa e virou rotina.

As lágrimas que derramei evaporaram,
os meus sonhos também.
Agora não me dói mais saber que não se importa,
nem pense você que é porque o sentimento foi,
quem dera fosse, mas não é.
Apenas resolvi aceitar o óbvio.

Não estou saindo para que sinta a minha falta,
sei que na sua vida a minha ausência será tão silenciosa…
Quanto foi a minha presença.
Este adeus é um ato de sanidade e de autopreservação.
A minha partida diz mais sobre mim do que sobre você.

Elaine Elesbão

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