A MALDADE

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É praticamente impossível para qualquer ser humano ser totalmente bom. E mesmo que o bem, geralmente, consiga vencer o mal, é preciso compreender que a luta é difícil e que nem todos estarão fazendo parte da tropa vitoriosa.
Ignorar que a maldade existe ou se convencer de que dentro da gente só tem espaço para os mais nobres sentimentos, é se iludir. Situações extremas são capazes de despertar o que de pior abrigamos. Infelizmente, nem nós mesmos sabemos do que somos capazes até sermos testados. É preciso um esforço diário para manter um alto padrão vibratório a fim de afastar o mal que nos ronda.
Acontece que a maldade não é um país subdesenvolvido que a gente decide visitar de vez quando para entender o seu funcionamento… A maldade é a turista, e o país somos nós.
É ela quem, sorrateiramente, decide quando irá nos visitar, mas nós lhe damos o visto, ou não. As regras de permanência são as que deixamos viger, então ela só nos visitará se permitirmos ou ficará apenas pelo tempo que aprovarmos.
E a maldade não é uma turista comum. Ela não se encanta pelas nossas belezas naturais nem se interessa pela nossa história. Não quer colecionar os nossos postais e não faz selfies nos nossos monumentos mais bonitos…
A maldade gosta dos recantos sombrios, dos tsunamis, de contemplar os escombros que resultaram das batalhas que travamos, de ler os nomes nas lápides dos nossos cemitérios e se sente à vontade ao caminhar pelas nossas ruas sem asfalto e sem saneamento básico. E mais do que isso, ela vai saquear tesouros, pichar muros, violar leis, violentar a nossa consciência e ferir gravemente a nossa dignidade.
Experimentemos cuidar dos nossos jardins, investir em infraestrutura, pavimentar as nossas ruas, dar abrigo aos bons sentimentos, promover a manutenção da paz… E ela não nos incluirá em seu roteiro de viagem. E caso inclua e nós, por distração ou concessão, a recebamos, que saibamos monitorar a sua presença e reforçar as nossas defesas; que possamos manter em nosso país um ambiente saudável e com condições dignas para que o bem sobreviva e se propague, pois assim a maldade não nos escolherá como residência permanente nem como lugar preferido no mundo.

(Elaine Elesbão)

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