ACESSO À LITERATURA CONTRIBUI COM UMA SOCIEDADE MAIS HUMANIZADA

novaube

A literatura não é apenas distração, hobby para aqueles que gostam da ler. Na história da humanidade, ela é fundamental nas mudanças sociais, na evolução do comportamento humano e na construção da identidade cultural.
No Recife, o endereço da literatura poderia ser o casarão localizado na Rua Santana, número 122, na Zona Norte da Cidade. No local, está a União Brasileira de Escritores (UBE). “Nesta casa, de Paulo Cavalcanti, temos atividades literárias todos os dias da semana. Nós entendemos que as pessoas que leem entendem melhor o mundo. E compreendendo melhor o mundo, elas podem ser felizes de uma forma mais pura”, comentou Alexandre Santos, presidente da UBE.
De portas abertas para anônimos e ilustres, a UBE guarda as obras de centenas de escritores, artesãos da palavra que nos ajudam a compreender a sociedade. “Se você compreende que faz parte de conjunto de seres, saberes, sentires, você se sente dentro de um processo humano. E isso faz com que você faça o acolhimento do outro e de si mesmo. E isso faz com que você tolere o outro e que seja capaz de compreender o outro na sua diferença e na sua semelhança. Na verdade, considero que a literatura é um direito humano”, falou a professora Flávia Suassuna.
A literatura também permite algo muito importante: a fabulação. “Um causo, uma piada, anedota, mito. Tudo isso são fabulações, elementos com os quais a gente vai elaborando, inclusive elementos inconscientes e subconsciente. Nas entrelinhas de um texto, tem muita coisa que a gente pode pensar, aprender a tolerar. Gosto muito de dizer que nunca conheci os russos, mas que gosto dos russos, porque eu li Tolstói e Dostoiévski. Quando eu li ‘O Caçador de Pipas’, também me identifiquei com o narrador. Então, a literatura traz a possibilidade de trabalhar a diferença e a semelhança, aquele tutano humano que nós temos”, comentou Flávia.
Para toda a humanidade, a literatura pode ser considerada um bem. “Essa é uma discussão antiga, formulada por um sociólogo francês chamado Lebret. Ele distingue a natureza dos bens. Há aqueles bens que podem ser negados e os que não podem. A literatura parece ser um bem negável, mas a gente precisa aprofundar a discussão para que as pessoas compreendam. Quando a gente discute a literatura, a gente discute os direitos humano. Toda desumanização a que a gente tem submetido o ser humano recentemente é um traço perigoso da humanidade. A gente tem que lutar por um processo de humanização. E, no centro desse processo, está a discussão do acesso à literatura”, finalizou Flávia Suassuna.

(Fonte: G1 Pernambuco)

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