O QUE NOS CAI BEM

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O QUE NOS CAI BEM

Às vezes, observando as pessoas e as suas atitudes, acabo comparando-as a roupas. Parece estranho fazer esse tipo de analogia, muito estranho, eu sei. Mas, para mim, faz sentido. E garanto que não tem nada a ver com o uso de modo pejorativo. Também não tem qualquer conotação de preço ou de posse embutida na ideia. É só uma maneira boba que encontrei para tornar mais divertida a minha análise empírica de perfis psicológicos.
Então…
Algumas pessoas são como os pijamas quentinhos que nos aquecem nas noites frias, pois nos aconchegam e fazem com que nos sintamos confortados e confortáveis.
Outras são como aquele vestido incrível que se molda ao corpo e nos faz parecer poderosas, pois estão sempre dispostas a nos ajudar a levantar a autoestima e costumam evidenciar o que há de melhor em nós.
Não posso me esquecer de comentar sobre aquelas que são como a blusa antiga que combina com tudo, que nunca conseguimos encontrar outra sequer parecida em lugar algum, porque estão há anos fazendo parte da nossa história e sendo a melhor opção para estar conosco em diversos momentos do cotidiano.
Mas existe roupa e gente que não nos favorece, que mesmo que o número seja o nosso, não nos cai bem. De quando em vez, eu me deparo com uma peça desse tipo em alguma vitrine… Só que aprendi a jamais trazer algo para a minha vida sem dar uma boa avaliada antes, assim procuro evitar ser iludida pela aparência, pela ideia abstrata de perfeição e, principalmente, pela subjetividade do “vai servir”.
É preciso “experimentar” mesmo, com os olhos bem abertos, diante de um espelho enorme, embaixo daquela luz forte, para saber se ficou bom, se a sensação é agradável, se me senti bonita, confortável, se vale a pena investir. Nada de adquirir por impulso, ou porque alguém está me dizendo que ficou perfeita, prefiro seguir a minha intuição e considerar o que eu mesma estou sentindo, e se não me fizer sentir bem, não quero.
E eu? Que tipo de roupa sou?
Tenho certeza de que já fui para algumas pessoas aquele modelito errado, incômodo… Pois sei que não dá para ser unanimidade nem agradar a todos os gostos ou necessidades. Mas, um pouco mais a cada dia, dependendo da situação e da pessoa, tenho tentado ser o pijama que aquece e conforta, o vestido incrível que exalta as qualidades ou a blusa antiga que está sempre à disposição para participar do dia a dia daqueles com quem me importo e que jamais abrem mão da minha companhia.
Desejo para você e para mim que, em algum momento, a gente possa se esbarrar por aí em alguma vitrine da vida e caibamos lindamente na vida do outro… E, se isso não acontecer, se o não cair bem for fato, que consigamos descobrir isso o mais rapidamente possível e que saibamos, mesmo assim, admirar as nossas mútuas qualidades e seguir os nossos caminhos sem qualquer frustração ou mágoa.

(Elaine Elesbão)

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