Arquivos mensais: outubro 2015

Ediouro fará a distribuição da editora de Edir Macedo

A parceria entre Ediouro e Unipro prevê, nos próximos dez meses, o início da distribuição de 16 títulos da Unipro

Ediouro fecha parceria com editora de Edir Macedo | © Ricardo Stuckert/Presidência da República

Ediouro fecha parceria com editora de Edir Macedo

Embora a bem-sucedida trilogia Nada a perder, do bispo Edir Macedo, tenha saído pela Planeta, a Igreja Universal do Reino de Deus, denominação comandada por ele, tem uma editora: a Unipro, que desde 1980 “se posicionou como a principal voz da Universal”, como está escrito em sua página na internet. Agora, a Unipro acaba de fechar uma parceria com o Grupo Ediouro para realizar a distribuição de seus livros. Estão no catálogo da editora livros como Nos passos de Jesus, de Macedo, e Melhor que comprar sapatos, da sua filha Cristiane Cardoso, que assina com Renato Cardoso, seu marido, outro best-seller – Casamento blindado, publicado pela Thomas Nelson Brasil, selo da HarperCollins Brasil, associada à Ediouro. A parceria abrange todos os canais de vendas cobertos pelo grupo Ediouro, espalhados por milhares de pontos no país. Serão incluídos lançamentos ou títulos do catálogo atual da Unipro que tenham perfil para distribuição nacional.A previsão é que Ediouro e Unipro distribuam juntas 16 títulos nos próximos dez meses. O livro que marca a estreia da parceria é 50 tons para o sucesso, de J. Edington, palestrante e conferencista que reúne milhares de pessoas semanalmente apresentando orientações práticas e aplicáveis para transformar a vida das pessoas de dentro para fora. Entre os próximos lançamentos estão Desafio de João – 21 dias que mudarão a sua vida, de Renato Cardoso, e A mente do viciado, de Rogério Formigoni.

Em comunicado oficial, Antonio Araújo, diretor geral da HarperCollins Brasil e da Ediouro Livros, diz que “a parceria soma a força comercial do grupo Ediouro, que cobre quase 20 mil pontos no Brasil, com um conteúdo que tem conquistado milhares de pessoas em todo o mundo, como ocorreu com o livro Casamento blindado, hoje com mais de três milhões de unidades vendidas. A Ediouro e a HarperCollins, com o selo cristão Thomas Nelson, ganharão com esta parceria, pois é muito claro onde as editoras se complementam”.

(Fonte: Publish News)

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Na 11ª edição, Fórum das Letras dá destaque às letras lusófonas

Ouro Preto recebe o Fórum das Letras a partir do dia 4 de novembro

Ouro Preto recebe o Fórum das Letras a partir do dia 4 de novembro

Português José Luiz Peixoto e angolano Lopito Feijóo são alguns dos convidados

O 11º Fórum das Letras tem entre os seus destaques nomes da literatura lusófona. O escritor português José Luiz Peixoto vai participar de dois debates. Já o poeta angolano Lopito Feijóo estará na mesa “Os poetas e o politicamente correto”, com Ana Elisa Ribeiro e Geraldinho Carneiro. Outros convidados internacionais são o jornalista americano John Dinges, autor de um importante livro sobre a Operação Condor, e a escritora e documentarista egípcia Safaa Fathy. Ela foi acolhida pela Icorn e conseguiu reconstruir sua vida na França. Durante o Fórum, será inaugurada também a exposição dos manuscritos de Graciliano Ramos, na Casa dos Contos.

— De acordo com o tema “Diversidade cultural e liberdade de expressão”, vamos homenagear o Graciliano na abertura e estamos trazendo nomes como Conceição Evaristo e muitos poetas, Nicolas Behr, Carlito Azevedo. Estamos afirmando mais uma vez nossa opção pela literatura, ao dar um lugar central para a poesia, o gênero menos publicado e mais lido no mundo — brinca a curadora Guiomar de Grammont.

VEJA DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

QUARTA, 4 DE NOVEMBRO

18h – Abertura oficial

Ângelo Oswaldo de Araújo Santos (secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais), Elisabeth Dyvik (ICORN), José Castilho (secretário executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura), Luís Antônio Torelli (presidente da Câmara Brasileira do Livro), Marcone de Freitas (reitor da UFOP), Volnei Canônica (diretor do Livro, Literatura, Leitura e Biblioteca do Ministério da Cultura).

Homenagem – Graciliano Ramos e a Liberdade de Expressão

Mesa: Memória de Graciliano Ramos

Audálio Dantas, Elizabeth Ramos (ensaísta e neta de Graciliano Ramos), Ricardo Ramos (escritor e neto de Graciliano Ramos), Wander Melo Miranda

QUINTA, 5 DE NOVEMBRO

10h – #DasLetras: Conversa sobre Criação Literária

Carlito Azevedo, Fabio Weintraub, Ruy Proença, Sergio Abranches

10h30 – Ciclo Jornalismo e Literatura: Narrativas diversas

Adriana Carranca (Estado de S. Paulo), Bruno Paes Manso (Ponte Jornalismo), Daniel Benevides (Brasileiros)

15h30 – Mesa Prêmio Jabuti

Marcelino Freire, Mariana Massarani, Roger Mello

19h – O que significa escrever na língua de Camões e Fernando Pessoa?

João Batista Melo, José Luís Peixoto (Portugal), Pedro Vazques

21h – Leitura de Poemas de Adélia Prado

Espetáculo de Elisa Lucinda

SEXTA, 6 DE NOVEMBRO

10h – #DasLetras: Vozes da diversidade: a prosa brasileira contemporânea

Betty Mindlin, Conceição Evaristo, Uelinton Alves

10h30 – Ciclo Jornalismo e Literatura: Narrativas livres

Laura Capriglione (Jornalistas Livres), Leonardo Sakamoto (ONG Repórter Brasil), Marina Amaral (Agência Pública)

15h30 – Mesa Intercom: Iconoclastia, história e narrativas

Felipe Pena, Juremir Machado, Luize Valente

17h – A Comunidade literária dos Países de Língua Portuguesa

Conceição Evaristo (Brasil), José Luís Peixoto (Portugal), Lopito Feijóo (Angola)

19h – Exílio ou Silêncio? – Inauguração Casas Refúgio para Escritores em Ouro Preto

Elisabeth Dyvik, (representante internacional do ICORN), Marcone de Freitas (reitor da UFOP), Sylvie Debs (representante do ICORN no Brasil), Girma Fantaye

21h – Neurônios Saltitantes: Conversa sobre Vida, Música e Poesia

Jards Macalé, Jorge Mautner

SÁBADO, 7 DE NOVEMBRO

10h30 – Ciclo Jornalismo e Literatura: Narrativas de reportagens, jornalismo e literatura

Antonio Martins (Outras Palavras), Fernando Portela (O Globo), Hélio Campos Melo, Paulo Markun

14h – Mesa Prêmio Jabuti

Audálio Dantas, Miriam Leitão

15h30 – Mesa Piauí: Perfil Laerte

Laerte

17h – Mesa Revista Cult: A Política dos Afetos

Christian Dunker, Vladimir Safatle

19h – Memória, Anistia e Silêncio

Cecilia Boal, John Dinges (EUA), Paulo Markun

DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO

10h – Aula: O Rei pode chegar: os fantasmas da história cultural

João Cezar de Castro Rocha

11h – Mesa revista Época: Vozes em Diálogo: a literatura e o jornalismo nas redes sociais

João Gabriel de Lima, José Luís Peixoto (Portugal)

14h – #DasLetras: Os poetas e o politicamente correto

Ana Elisa Ribeiro, Antônio Calloni, Geraldo Carneiro, Lopito Feijóo (Angola)

18h – Espetáculo: Carroça dos Mamulengos

(Fonte: O Globo)

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Alemanha se divide sobre possível reedição de ‘Mein Kampf’

Edição original do livro exposta em Londres

Edição original do livro exposta em Londres

Livro entra em domínio público no dia 1º de janeiro de 2016

A possibilidade de autorizar a reedição de Mein Kampf (“Minha Luta”) provoca polêmica na Alemanha, perto da expiração dos direitos autorais do panfleto antissemita, que ocorre em 1º de janeiro de 2016, 70 anos depois da morte de Adolf Hitler.

A publicação do manifesto que enuncia as bases ideológicas do programa político nazista e teoriza sobre o desejo de erradicação dos judeus seguirá proibida por decisão dos ministros regionais da Justiça da Alemanha, com o objetivo de impedir, a nível penal, qualquer “incitação ao ódio” e por respeito às vítimas do nazismo.

Mas o fim da proteção dos direitos autorais permite pela primeira vez no país a publicação de uma versão comentada por historiadores.

Isto é justamente o que pretende fazer o Instituto de História Contemporânea de Munique (IFZ): uma edição crítica do Mein Kampf, que estaria disponível nas livrarias alemãs em janeiro de 2016. Na França existe uma iniciativa similar, também marcada pela polêmica.

“Os direitos autorais passarão em breve ao domínio público”, afirma Barbara Zehnpfennig, especialista em totalitarismo da Universidade de Passau, para quem o debate gera “muitos medos”.

A versão com anotações sobre a qual os pesquisadores do IFZ trabalham desde 2009, e que disponibilizará aos alemães o texto original, “desmembra e contextualiza os escritos de Hitler: como nasceram suas teses? Quais objetivos tinha? E, sobretudo, o que podemos opor com nosso conhecimento hoje às inumeráveis afirmações, mentiras e declarações de intenções de Hitler?”, justifica o instituto.

Mein Kampf foi escrito em 1924 por Adolf Hitler, quando ele estava preso depois de uma tentativa frustrada de golpe de Estado em Munique. A compra, venda ou posse das antigas edições do livro, que teve 12,4 milhões de exemplares publicados em alemão até 1945, não estão proibidas na Alemanha.

O Fuhrer deixou todos os seus bens para a região da Baviera, onde tinha uma segunda residência. O governo militar americano entregou a esta região, ao fim da Segunda Guerra Mundial, os direitos autorais do livro, com a missão de impedir a divulgação da ideologia nazista.

Atualmente, a Baviera tem dúvidas sobre a programada publicação da versão comentada. O governo regional inicialmente apoiou o projeto, incluindo uma ajuda financeira 500.000 euros em 2012, mas voltou atrás em 2013 para não chocar as vítimas.

O governo não poderia pedir a proibição do NPD (partido alemão de extrema-direita) e, ao mesmo tempo, usar o emblema do Estado para a publicação do Mein Kampf, declarou na época o ministro presidente da Baviera Horst Seehofeer.

Para o jornalista Sven Felix Kellerhoff, autor de um livro sobre a história do Mein Kampf, a recusa em autorizar a publicação não fez mais que “mitificar” o texto.

“É absolutamente necessário disponibilizar uma versão comentada séria do Mein Kampf ao público com fins educativos”, disse.

“É muito importante estudar de forma exaustiva Hitler e sua concepção do mundo”, completa a cientista política Barbara Zehnpfennig, partidária da possibilidade de uma leitura do livro em uma versão não comentada.

“Somos adultos e estamos há 70 anos em uma democracia, acredito que podemos suportar ler um livro como este”, opinou.

Caixa de Pandora. “Muito poucos simpatizantes da extrema-direita conhecem realmente o livro”, afirma, e nem por isto deixam de ser extremistas.

“O livro é perigoso. É uma caixa de Pandora”, declarou à AFP Charlotte Knobloch, presidente da comunidade judaica de Munique.

Para ela, uma versão crítica representa um perigo de propaganda “porque contém o texto original”.

“Vimos recentemente até que ponto o potencial de ódio contra os judeus, de racismo e de xenofobia é considerável em nossa sociedade”, alerta.

(Fonte: O Estadão)

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Aurora

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Um pescador presencia em alto-mar um fenômeno natural nunca visto antes. Essa experiência o transforma em algo maior do que um simples humano, um herói moldado pela evolução natural, que acaba perseguido pelo governo norte-americano por conta de seus poderes.

O próximo salto na história da evolução humana é a premissa deste thriller de ficção científica, estreia do ator Felipe Folgosi como roteirista de histórias em quadrinhos.

O ponto de partida de Aurora é bem simples: alvo do acaso, um pescador é banhado por uma misteriosa e estranha radiação cósmica. Como consequência, ele passa a ler pensamentos e ter telecinese, dentre outros poderes. Fechando o pacote básico, também passa a ser caçado por agentes governamentais e uma sociedade secreta.

O ensejo de usar melanomas, ocasionadas em virtude da exposição à radiação, como uma espécie de “cartografia astronômica” gravada no corpo do protagonista chega a ser interessante, mas a forma forçada como é colocada na trama, por meio de uma médica, não convence, mesmo tendo o embasamento da precessão dos equinócios.

Dentre esta e outras ideias apresentadas, é como se o roteirista fizesse sua “lição de casa” para questões científicas e filosóficas para dar consistência à trama. Até aí, tudo bem. O problema é o tom sempre na mesma frequência do didatismo, mesmo percebendo o esforço do autor para ser mais natural ou orgânico.

Um exemplo é quando o vilão-mor fala de cor e de forma precisa números com oito dígitos para entrar no tema do principio da evolução exponencial pela Razão Áurea. Uma conversa que só serve para “situar” o leitor, já que ele gratuitamente mata seu assecla ouvinte. A atitude, que não impressiona, foi só para atestar a sua “maldade”?

O que piora no desenrolar da história são os velhos clichês do gênero – eliminação das testemunhas, o passado atormentado do vilão, a base prestes a explodir no desfecho etc. – e os diálogos melodramáticos fora das fronteiras das pesquisas, articulados de maneira pobre na boca dos personagens, sem dar nenhuma credibilidade ou profundidade a eles.

Não se sustentam também os embates entre ciência e religião, promovidos pelos discursos (rasos) entre irmãos: um físico com problemas de alcoolismo que foi largado pela esposa e um padre com conhecimento do sacerdócio que não acrescenta em nada na trama.

Outro problema é a falta de ritmo do álbum, com reviravoltas insossas. Quando aparece a ação, não existem sequências bem pontuadas ou executadas para causar o mínimo de entretenimento, apesar da funcional arte de Leno Carvalho ter bons enquadramentos. Seus desenhos por muitas vezes erra nas proporções, perspectivas e anatomia, esta última de formas mais grosseiras.

A edição, financiada coletivamente pelo site Catarse, possui capa tríplex com aplique de verniz e papel couché de boa gramatura e impressão. Houve alguns escorregões pela falta de revisão textual, inclusive erros primários, como o uso de “por que” em perguntas.

Uma curiosidade é a bonita capa assinada pelo veterano Klebs Junior, que ostenta apenas o nome do criador da obra, descartando os idealizadores visuais dela.

Mesmo não fazendo parte da criação original (que nasceu de um roteiro cinematográfico, segundo a introdução), desenhista, adaptador e arte-finalista integram o núcleo de idealização. Sem falar na (também indispensável) colorização, apesar do grande time de profissionais envolvidos, o que iria “congestionar” visualmente a capa.

Com apenas o nome do Felipe Folgosi na capa, tudo indica uma estratégia de marketing aproveitando a fama nos palcos e na TV do seu nome além do cenário da HQ nacional para arregimentar novos leitores.

Enfim, a obra não consegue entreter, refletir ou contar uma história sem ser previsível até a última página. Com essas “iscas”, não se pode “pescar” um satisfatório thriller de ficção científica.

Faltam ainda raios cósmicos da experiência para se banhar e começar a dar o salto evolutivo para se produzir uma boa história em quadrinhos.

Editora: Instituto HQ – Edição especial

Autores: Felipe Folgosi (roteiro), Klebs Junior (adaptação e layout), Leno Carvalho (desenhos), Nelson Pereira (arte-final), Stefani Rennee, Márcio Manyz, Thiago Ribeiro, Rodrigo Fernandes, Carlos Lopez e Marcio Freire (cores).

Preço: R$ 39,90

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Outubro de 2015

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‘A Livraria Cultura é um espaço democrático e suprapartidário’, diz Fábio Herz em resposta ao boicote proposto por petistas à livraria

Sábado passado, depois de participarem de um evento na livraria, Eduardo Suplicy foi agredido por manifestantes anti-PT

Eduardo Suplicy foi agredido verbalmente na Livraria Cultura no último sábado | © Facebook do político

Eduardo Suplicy foi agredido verbalmente na Livraria Cultura no último sábado

No último sábado, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-senador e atual secretário municipal de Direitos Humanos da capital paulista Eduardo Suplicy participaram de uma sabatina promovida pela rádio CBN no Teatro Eva Herz, localizado dentro da Livraria Cultura. Na saída, Eduardo Suplicy foi hostilizado por manifestantes anti-PT, partido ao qual os dois políticos são afiliados.O acontecimento ganhou as redes sociais e não demorou para aparecer um movimento de boicote à Livraria Cultura. Alguns militantes petistas culparam a livraria pelos acontecimentos. Foi o caso do economista Carlos Fernandes, que escreve para o Diário do Centro do Mundo que considerou o episódio foi tratado com “inépcia”. “De tudo que foi visto ali, podemos chegar à conclusão que a Livraria Cultura não possui qualquer competência para organizar um evento como aquele ou simplesmente foram coniventes com a barbárie”.

Fábio Herz, diretor de Marketing e Comunicação da livraria, em seu perfil no Facebook lamentou o acontecido e disse: “a Livraria Cultura é um espaço democrático, suprapartidário e de acesso irrestrito a todo e qualquer tipo de público. Nas dezenas de eventos que acontecem em nossas lojas todos os dias, prezamos pela ética, a diversidade, a transparência e a civilidade”. Eduardo Suplicy também usou a sua rede social para defender a livraria da família Herz: “quero expressar que de maneira alguma a Livraria Cultura e a Rádio CBN são responsáveis por aquela ação tão intolerante. Assim, apelo para que não se promova qualquer boicote à Cultura”.

(Fonte: Publish News)

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Artista sueca cria livro pornô em braile

Uma das páginas da obra criada por Nina Linde

Uma das páginas da obra criada por Nina Linde

Obra traz imagens de mulheres amarradas e sexo grupal

Artista sueca que criou um “livro sensual em braile” para leitores cegos apresentou sua publicação pela primeira vez à biblioteca nacional do país. O “livro tátil” traz imagens de mulheres usando brinquedos eróticos, sexo grupal, sexo gay e acredita-se ser o primeiro material escrito a oferecer estímulo sexual a deficientes visuais.

Nina Linde, de 33 anos — que criou o livro em 2010, mas deu uma cópia oficial para a Biblioteca Nacional da Suécia só esta semana — insiste que, apesar da obra estar sendo rotulada como pornô, a publicação não deveria ser pensada assim. “O livro é sobre a estimulação sexual, eu não acho que ‘pornô’ seja a palavra certa”, disse ela ao portal de notícias “The Local“.

Segundo Nina, a inspiração para a produção da obra veio depois de uma visita à biblioteca de braile de Estocolmo e à percepção de que “não havia nenhum material erótico para deficientes visuais”. “Todo mundo precisa de algum estímulo sexual”, acrescentou.

Outra experiência que a fez criar o livro aconteceu no Chile, enquanto ela ainda era estudante. Nina conta que ajudou um homem a atravessar a rua e, ao dizer a ele que era sueca, se divertiu com a referência dele à abordagem liberal nórdica em relação ao sexo.

“Essa constatação, de que ele tinha esses pensamentos mesmo sendo cego me deixou curiosa sobre como a sexualidade de pessoas cegas está sendo discutida na sociedade”, lembrou.

Håkan Thomsson, presidente da Federação Nacional da Suécia dos Deficientes Visuais, avalia o livro como um passo positivo. “Eu acho que alguns imaginam que não temos sexualidade, o que não é verdade”, declarou ele ao jornal sueco “Metro”, “Uma pessoa com deficiência visual é tão sexual quanto qualquer outra”.

(Fonte: O Globo)

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Em ‘Na Escuridão’, Héctor Tobar recria o drama dos 33 mineiros chilenos que ficaram soterrados

Resgate. A ação foi transmitida ao vivo pela televisão

Resgate. A ação foi transmitida ao vivo pela televisão

Escritor guatemalteco teve acesso a relatos exclusivos

O fato comoveu o mundo – na manhã de 5 de agosto de 2010, barulhos estranhos começaram a ecoar na mina San José, no deserto do Atacama, no Chile. No início da tarde, uma rocha da altura de um edifício de 45 andares desabou, obstruindo o túnel que dava acesso à superfície. Exatos 33 mineiros ficaram presos a 700 metros de profundidade e só conseguiram ser resgatados 69 dias depois, em uma operação acompanhada por todo o planeta.

A aventura rendeu inúmeras matérias jornalísticas, mas coube ao guatemalteco Héctor Tobar o acesso exclusivo aos mineiros, que lhe forneceram detalhes aterrorizantes. Os relatos resultaram no livro Na Escuridão, lançado agora pela Objetiva, que, por sua vez, inspirou o filme Os 33, que estreia hoje, com Rodrigo Santoro e Antonio Banderas. “É um trabalho comovente. E refletiu com precisão temas do meu livro. A história dos 33 mineiros, acima de tudo, é uma história de amor familiar, irmandade e o desejo de voltar para casa”, conta Tobar, em entrevista por e-mail ao Estado.

A reconstituição trouxe detalhes horripilantes. Nos primeiros 17 dias, por exemplo, os mineiros ficaram sem contato com a superfície, com temperaturas próximas de 40ºC e uma umidade de 98 por cento. “A fome foi um dos problemas mais graves”, atesta o escritor. “Depois de 17 dias sobrevivendo apenas com alguns biscoitos, estavam começando a morrer de fome. Mas o pior era a ideia de que morreriam sozinhos e deixariam suas esposas viúvas e seus filhos órfãos. É uma coisa horrível deparar com a perspectiva da sua própria morte, como uma pessoa consciente cuja vida lhe é tirada lentamente.”

Vários motivos positivos ajudaram no salvamento. Na superfície, Laurence Golborne, ministro das Minas e Energia (vivido na tela por Santoro), insistiu em manter as buscas, mesmo quando não havia evidência de que estariam vivos. Lá embaixo da terra, a determinação e a disciplina dos mineiros, que racionaram a parca alimentação e mantiveram a disciplina, foram essenciais para que todos ficassem vivos.

Logo, um deles, Mario Sepúlveda (papel de Banderas), assumiu o comando. “Mario é uma pessoa que lutou a vida inteira para sobreviver”, comenta Tobar. “Sua mãe morreu quando o colocou no mundo. Ele vem de uma família pobre no sul do Chile. E o indivíduo que supostamente deveria se encarregar dos mineiros naquele subterrâneo estava com medo e confuso e explicitamente renunciou à sua função de líder. Mario queria sobreviver e queria que seus irmãos sobrevivessem com ele. É um indivíduo extremamente inteligente, com uma grande energia. Não foi o único homem entre eles a assumir a liderança, mas claramente foi o mais determinado e veemente.”

Héctor Tobar ouviu depoimentos de todos os 33 mineiros. Com isso, colecionou versões ligeiramente distintas dos mesmos fatos. “Como os 33 viveram a experiência juntos, num espaço relativamente confinado, não havia muita discrepância entre as histórias”, explica. “É uma situação em que é quase impossível alguém mentir. Dito isto, muitos tinham maneiras diferentes de ver ou interpretar o evento. Como escritor, não pensei no meu trabalho como um jornalista normalmente faz. Minha ideia era escrever um romance. E num romance não existem realmente 33, 20 ou 12 diferentes perspectivas – há apenas uma, a do escritor.”

O jornalista, aliás, conta que os mineiros tiveram a ideia de transformar sua odisseia em livro ainda quando estavam aprisionados. “Eles tinham conversado por telefone com os sobreviventes uruguaios do desastre ocorrido nos Andes, que tinham se beneficiado da publicação de um livro e um filme sobre eles. Fizeram um acordo para vender os direitos juntos. Para mim, foi a oportunidade de prosseguir com o grande projeto da minha vida: escrever sobre a vida das pessoas humildes e a população trabalhadora da América Latina. Sou filho de imigrantes guatemaltecos e tenho me dedicado a representar o trabalhador latino-americano na literatura.”

Apesar de inicialmente apontados como heróis, os mineiros logo sofreram um tratamento inadequado. “Eles foram tratados como atores de um reality show”, observa Tobar. “Com o tempo, uma boa parte da imprensa chilena começou a retratá-los como pessoas sem cultura que se tornaram ricos e famosos de repente – e sem merecê-lo. Não ficaram ricos. E a realidade – que o mundo não conheceu até a publicação do livro e do filme – é que sofreram uma tortura cruel embaixo da terra.”

NA ESCURIDÃO

Autor: Héctor Tobar

Tradução: Renata Telles

Editora: Objetiva (328 págs., R$ 44,90)

(Fonte: O Estadão)

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Z Nation terá participação especial de George R.R. Martin – assista

Escritor de Game of Thrones virou zumbi na série

George R.R. Martin, escritor dos livros que deram origem à série Game of Thrones, fará uma inusitada participação especial em Z Nation. Transformado em zumbi, ele está preso em um quarto com duas outras zumbis e fica assinando livros sem parar devido a sua “incrível memória muscular por causa de todos esses anos autografando livros“. Confira:

Z Nation é exibida no canal pago estadunidense Syfy às sextas-feiras.

(Fonte: Omelete)

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Página dupla de Tintim bate recorde em leilão de HQs

Arte de Tintim e o Cetro de Ottokar é negociada pelo equivalente a R$ 6,6 milhões

Uma página dupla de um álbum de Tintim bateu um recorde de valor, num venda feita pela casa de leilões Sotheby’s. A imagem com o repórter sendo bombardeado na HQ Tintim e o Cetro de Ottokar, oitavo volume das aventuras de Tintim, publicado em 1938, foi negociada por 1,563 milhões de euros (cerca de R$ 6,6 milhões). E olha que o personagem mal aparece:

Esse é o maior valor pago por uma página dupla de quadrinhos no mundo, e ficou bem acima do estimado pela Sotheby’s, que calculava algo na casa dos R$ 3,6 milhões. Vários itens originais da coleção posta em leilão nesse lote superaram o valor esperado, como uma página de Little Nemo, de Windsor McKay, que esperava lances de US$ 57 mil e foi vendida a US$ 92 mil (cerca de RS$ 360 mil).

O recordista mundial para uma edição completa de HQ continua sendo a Action Comics #1, de 1938, com a primeira aparição do Superman: um exemplar em perfeito estado de conservação (nota 9 pelo índice da CGC) foi leiloado em 2014 por US$ 2,16 milhões (R$ 8,4 milhões) – leia mais.

Das HQs da Marvel da chamada Era de Prata dos Quadrinhos – quando personagens como Hulk, Homem-Aranha e X-Men foram criados – o recordista ainda é um exemplar de Amazing Fantasy #15 avaliado em 9,6 pontos (a HQ mais conservada no mundo da primeira aparição do Aranha), vendido em 2011 por US$ 1,1 milhão.

(Fonte: Omelete)

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Editores brasileiros estimam que negócios gerados em Frankfurt cheguem a US$ 500 mil

Balanço foi anunciado pelo Brazilian Publishers

Editores brasileiros estimam que negócios gerados em Frankfurt cheguem a US$ 500 mil | © Divulgação/CBL

Editores brasileiros estimam que negócios gerados em Frankfurt cheguem a US$ 500 mil

Eles reclamaram, falaram que os negócios não estavam muito quentes em Frankfurt, mas, segundo apuração do Brazilian Publishers (BP) – projeto setorial resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) –, os 36 editores brasileiros que participaram do estande coletivo do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt estimam negociar US$ 500 mil em vendas de direitos e em exportações de livros. Os cálculos incluem negociações já iniciadas e que devem ser concretizadas nos próximos 12 meses. No ano passado, esse número, ainda segundo dados do BP, era de US$ 330 mil, aumento de 51,5%.O balanço aponta ainda que, no estande, foram realizadas 720 reuniões. O BP realizou ainda três matchmaking com editores do Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Alemanha. O catálogo em ePub, uma das novidades desse ano realizada graças à parceria com a e-editora O Fiel Carteiro, foi baixado 1,5 mil vezes.

Em comunicado, Luís Antonio Torelli, presidente da CBL, bateu na tecla da importância de o Brasil passar a ser um exportador de conteúdos: “aos poucos, nosso país deixa de ser apenas comprador e se torna vendedor de direitos autorais e livros físicos”.

(Fonte: Publish News)

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