Arquivos mensais: setembro 2015

Marcos Pereira é convidado do CEO Talk de Frankfurt

Editor participa, ao lado de Andrew Franklin (Profile Books – Reino Unido), de evento na quinta-feira (15), dentro da programação do Business Club.

Marcos Pereira é um dos convidados do CEO Talk da Feira de Frankfurt | © Divulgação

Marcos Pereira é um dos convidados do CEO Talk da Feira de Frankfurt

Marcos Pereira será um dos entrevistados do segundo dia do CEO Talk da Feira do Livro de Frankfurt (14 a 18/10). O evento, que integra a programação do Business Club, a área VIP da feira, acontece na quinta-feira (15), a partir das 14h, na Sala Dimension (Hall 4.2). O CEO da Sextante e presidente do SNEL vai dividir o palco com Andrew Franklin, fundador da editora britânica Profile Books. Juntos, os dois executivos serão entrevistados por representantes da Bookdao (China), The Bookseller (Reino Unido), buchreport (Alemanha), Livres Hebdo (França), PublishNews (Brasil), Publishers Weekly (EUA), que realizaram, sob a coordenação do consultor austríaco Rüdiger Wischenbart, o Global Ranking of the Publishing Industry.Em um momento em que empresas transnacionais e gigantes da indústria editorial ditam as normas do jogo, os dois editores independentes vão falar sobre as estratégias, desafios e oportunidades para a sobrevivência em um mercado cada vez mais digital, global e consolidado. Temas como a integração com o digital, o relacionamento com seus públicos e a identificação de novos talentos no desenvolvimento de catálogos de personalidade também vão fazer parte das discussões.

Essa é a segunda vez que um brasileiro é convidado para o integrar a programação do CEO Talk na Feira. No ano passado, Michel Levy, então CEO da Saraiva, participou ao lado de Mauricio Fanganiello, diretor da empresa, do evento.

Vinte assinantes do PublishNews terão acesso gratuito ao evento de quinta-feira. Para concorrer a uma das vagas, clique aqui. As 20 primeiras inscrições receberão uma confirmação via e-mail. Caso você queira ter acesso a toda a programação do Business Club, faça a sua inscrição com desconto especial de 20%. Para isso, basta entrar na página do BC e usar o código 2015BC_SUB_PNB20OFF na compra.

(Fonte: Publish News)

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Relançados, ‘Piloto de guerra’ e ‘O pequeno príncipe’ têm temática moderna

Obras conversam com a sociedade moderna e os dilemas de conflitos entre civis e militares

Thevenot Laurent/Divulgação

Mônica: Piloto de guerra ajuda a entender conceitos por trás de O pequeno príncipe

No ano em que caiu em domínio público, O pequeno príncipe continua ganhando reedições significativas. A história mais famosa do autor francês Antoine de Saint-Exupéry está sendo relançada, agora, pela Companhia das Letrinhas, com aquarelas do próprio autor. Mais que isso: a obra do viajante espacial chega às prateleiras simultaneamente a uma nova edição de Piloto de guerra, lançado inicialmente em 1942, um ano antes da história do principezinho encantar leitores mundo afora. Os dois textos carregam pontos em comum, a começar pela tradução de Mônica Cristina Corrêa, encarregada, no Brasil, pelas obras de Exupéry, missão que recebeu dos herdeiros do escritor mais lido no mundo, perdendo apenas para a Bíblia.

No entanto, a ligação entre os dois livros vai muito além do toque de Cristina. “Elas têm um valor individual, não são continuações. Mas uma pessoa adulta que as lê em sequência consegue ter mais luz sobre a filosofia de Exupéry”, explica a tradutora, pós-doutora em literatura comparada (Brasil-França).

Piloto de guerra
saiu na França em dezembro de 1942, dois anos depois de o país declarar guerra à Alemanha. Ele mostra o contraste entre as duas formas pelas quais Antoine voou: primeiro para entregar cartas, depois, observando um invasor sabotando o próprio país. No livro, vê-se os testemunhos de Exupéry enquanto piloto militar e sua atuação no grupo de reconhecimento aéreo 2/33 entre março e julho de 1940. O pequeno príncipe, por sua vez, concentra a narrativa na relação entre um piloto que encontra um garoto de cachos dourados no deserto do Saara. Na essência, os dois livros carregam o mesmo cerne: a morte.

O pequeno príncipe
De Saint-Exupéry e tradução de Mônica Cristina Corrêa. Companhia das Letrinhas, 176 páginas. Preço: R$ 34,90.

Piloto de guerra
De Saint-Exupéry e tradução de Mônica Cristina Corrêa. Penguin Companhia, 192 páginas. Preço: R$ 24,90.

Ponto a ponto – Mônica Cristina Corrêa, tradutora

O piloto
Saint-Exupéry se engajou como piloto militar, embora tenha começado essa formação em 1921 porque era o que existia na época. Só depois ele fez o curso de piloto civil. Ele não era apaixonado por ser um piloto militar de formação. Ele não segue a carreira militar, foi piloto de correio aéreo, inclusive garoto propagando da Air France. Mas quando ele se engaja, ele luta pela França. Antes de ser um exemplo de militar, é profundamente patriota. Quando percebe o nazismo avançando daquele jeito e vê seu país esfacelado, não consegue pensar nem nele mesmo. Ele estava sequelado dos acidentes mas quis combater, quis lutar pela liberdade, porque acreditava naqueles valores.

A guerra
Naquele momento de guerra, a experiência mais forte é a depressão, a tristeza. Ela faz com que ele se sinta com mais força para entender o sentido da vida, que é profundamente o da coletividade, e não de triunfos individuais. Em Piloto, ele fala do homem como entidade, como responsável por todos os outros. Isso fica à flor da pele. Ele não esta lá porque gosta da guerra. Em vez de falar da violência da guerra, fala da ternura da vida, do que se perde, diz que “a guerra é uma doença”. Isso fica claro quando lembra do soldado de 20 anos que precisa derrubar uma árvore de 300 anos. Em vez de falar da guerra sangrenta, falar mal dos alemães ou qualquer coisa assim, mostra o que os dois lados estão perdendo. São 300 anos de sombra que atravessaram descendências, tradições, relações humanas, o “essencial invisível aos olhos”. É mais do que uma simples relação física com o conflito.

Atualidade da obra
Se você avançar na leitura de Piloto de guerra, percebe que ele fala bastante do êxodo quando vê um monte de gente saindo a ermo, em direção ao nada. Eles pegam tudo que acham em casa. A imagem que vai se construir é muito parecida com o que está sendo evocado agora, com os conflitos que têm levado milhares de imigrantes a procurar refúgio em países da Europa. Na Segunda Guerra, aconteceu a mesma coisa. Aquele monte de gente em desespero, indo para as estradas. Os pilotos viam tudo sem conseguir fazer nada. Ele se preocupava: quem iria alimentá-los? A situação é muito parecida com o que estamos vivendo agora.

O antes, o agora e o depois

É impossível não remeter a essa imagens atuais de imigrantes invadindo a Europa. Ele conta que, na época, o pessoal chegava e eram tidos como vermes na carne morta, limpando o osso. Eles vão embora e quem estava os recebendo não tinha condições de fazê-lo, e aquilo acabava com a religiosidade das pessoas. Esse paralelo é imagético, porque os conflitos são diferentes. No entanto, a história se repete, infelizmente. A motivação era outra, o conflito era outro, mas o que é esse tanto de gente com um monte de tranqueiras, expulsos pela guerra de suas casas, sem saber que vai sobreviver? Nesse sentido, o paralelo é obvio, principalmente de imagem literária que se constrói.

Paralelo
Mas essa situação de êxodo também aconteceu no nosso país. Uma coisa interessante é que, para Saint-Exupéry, os objetos que formavam a tradição de uma casa tem todo um sentido. Quando se enfia tudo em um saco, tudo perde a razão. Essa situação é vivenciada por um retirante que foge da seca e que fica sem casa. Ele fala do ser humano, de nós, de você largar tudo e sair desembestado. Está se perdendo o sentido humano de ter, no sentido de pertencer a uma comunidade. “Não há nada como um pão compartilhado”, ele dizia. Você faz parte de um todo. Esse desmanchar que a miséria provoca é muito parecido sempre, são famílias inteiras que se desmoronam, e que desmoronam aquilo que nos torna humanos. O que nos torna diferentes é a nossa cultura, modo de vestir, pensar, casar, fazer filho, dançar. Isso tudo é um ser, quando se perde isso, não se é mais nada.

Relação com o Brasil

Numa obra póstuma, de 2007, foram descobertos vários textos do Exupéry. Quatro deles foram lançados na França, inéditos. Eles estavam perdidos, eram restos de cartas, de confidências. Em uma passagem, quando ele volta da América do Sul, escreve sobre o Brasil e Argentina. Temos noção da dimensão que os dias aqui significaram para ele. Ele fala que, na América do Sul, reencontrou a juventude. Que tinha se misturado aos costumes do Brasil, aos problemas locais. Está dito com todas as palavras como tudo isso foi significativo para ele. Diria que, de maneira concreta, a fase que ele mais voou aleatoriamente – ou seja, por prazer – foi esse um ano que passou na América do Sul. Depois, ele voa pouco pelo correio aéreo.

Clássico
O pequeno príncipe é um livro infantil porque ele queria que fosse, mas com a concepção que tinha da infância, vivida no começo do século 20. Ele tinha cinco anos de idade em 1905. Ser criança nessa época não é como ser criança agora. A forma como abordamos os assuntos mudou muito nesses 100 anos. Nem ele e nem outros autores, como Pamela Lyndon Travers (autora de Mary Poppins), retiram da criança a parte nefasta e sofrida da vida. Nas fábulas de La Fontaine, a chapeuzinho vermelho foi comida viva, não tinha um final feliz.

Educação

Não era normal subtrair a morte e o sofrimento da educação infantil e do diálogo com as crianças, que antes iam a enterros, a velórios. Hoje, a tendência é não levar a criança ao enterro para ver gente doente, a morte vai virando uma coisa obscena na nossa sociedade. Mas isso é um problema nosso. Ele não trata a morte como algo trágico, mas acredita no espírito de algo maior, do essencial. Hoje, O pequeno príncipe é um trunfo na mão de professores. Traz de volta um tema que não é tratado na infância. A proposta é que os valores da vida sejam enxergados. Mas não é um livro só para crianças. Ele pode ser lido em várias fases da vida e provoca descobertas que são muito mais literárias que filosóficas. Essas só temos quando somos crianças, jovens. Depois, se descobre os artifícios literários.

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Advogada do biógrafo proibido de Roberto Carlos lança livro sobre censura

Roberto Carlos prefere que ele mesmo escreva sua história

Roberto Carlos prefere que ele mesmo escreva sua história

‘Cala Boca já Morreu’ terá noite de autógrafos nesta quarta (30), a partir das 18h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional

Ao lado do pesquisador Paulo Cesar de Araújo, a advogada Deborah Sztajnberg vivenciou a tensão da era pré liberdade de expressão relacionada à publicação de biografias no Brasil. Seu cliente foi acusado de invadir a privacidade de um homem chamado de rei em 2006 ao lançar o livro ‘Roberto Carlos em Detalhes’. Imediatamente ao lançamento, Roberto entrou com dois processos, um cível e outro criminal, reclamando seu direito de manter a história que havia vivido sob a jurisdição das próprias vontades. Se alguém a contasse um dia, esse alguém só poderia ser ele mesmo.

Deborah lutou com forças redobradas e venceu sua parte, fazendo a Justiça entender que não, Paulo Cesar não havia provocado perdas e danos a Roberto por ter acabado com o ineditismo de uma obra que o próprio artista queria lançar, dentre outras acusações. Foram oito anos entrando e saindo de tribunais até a última decisão.

No criminal, Paulo não teve o mesmo desfecho. Em um estranho acordo feito entre a Editora Planeta, o autor e o biógrafo, ficou decidido que o livro sairia de circulação. Os editores, o juiz e Roberto saíram sorrindo do fórum. Paulo saiu às lágrimas.

O caso serviu de espinha dorsal para a criação de um livro que expõe o cerceamento da informação e, por tabela, das biografias no País. Uma tese de doutorado que acaba de ser convertida na publicação comercial chamada ‘Cala Boca Já Morreu: A Censura Judicial das Biografias’. Com linguagem embasada em argumentação jurídica, o livro se aproxima também do leitor comum, apenas interessado na discussão, ao usar casos de grande repercussão midiática, além da batalha jurídica travada com Roberto. O lançamento será nesta quarta (30), a partir das 18h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

A apresentadora Xuxa Meneghel está em um deles. Xuxa entrou na Justiça pedindo para que a empresa Google retirasse das buscas de seu arquivo expressões que a associasse a temas eróticos, como “nudez” e “pedofilia”. A decisão mais recente, no STF, deu ganho de causa ao Google, mas o uso do “direito ao esquecimento” foi uma discussão que veio à tona. Teria a apresentadora o direito a não ter mais menções à sua participação no filme ‘Amor, Estranho Amor, de 1982’, onde ela aparece em cenas de nudez e em sugestões de prática sexual com um adolescente?

Para a advogada, o “direito ao esquecimento” não existe, apesar de ele estar presente em decisões de juízes. “Você não pode apagar a história. O melhor é pensar em seus atos antes de fazê-los, pensar se não irá se arrepender.” Ela acredita que a censura pode morar debaixo deste artifício jurídico. Em última análise, o “direito ao esquecimento” poderia também ser usado para biografados que não quisessem ter suas histórias contadas por terceiros, alegando que possíveis condenações criminais já seriam o suficiente para absolvê-los de seus pecados.

Deborah não comemora tanto a decisão recente do STF, que liberou o feito biográfico do consentimento dos biografados. “Demos um passo importante, mas logo teremos juízes entendendo que biografias não devem sair porque estão ferindo a moral e os bons costumes.” Ela cita lançamentos de fora do Brasil para alertar sobre exemplos que, por aqui, ainda seriam proibidos. “Você viu o documentário da Amy Winehouse? Aquilo jamais sairia por aqui, com todas as menções às drogas que faz.”

E evocando a tal liberdade de expressão, pode uma pessoa agir sem limites? Qual seria este limite? “Ela não pode usar a liberdade de expressão para dizer, por exemplo, que os negros deveriam ser escravos”. A liberdade de expressão, para a doutora Deborah Sztajnberg, termina quando ela bate à porta de um crime.

(Fonte: O Estadão)

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O Regresso | Leonardo DiCaprio quer vingança no novo trailer legendado do filme

Longa chega ao Brasil em fevereiro

O Regresso (The Revenant), o próximo filme de Alejandro González Iñárritu (BirdmanBabelBiutiful) na 20th Century Fox, ganhou um novo trailer e novas imagens:

Iñárritu e Mark L. Smith  escreveram o roteiro baseado no romance The Revenant: A Novel of Revenge, de Michael Punke. Ambientado no século 19, o livro acompanha o guarda de fronteira Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), que liderava uma missão ao longo do rio Missouri, quando foi atacado por um urso. À beira da morte, ele é abandonado na floresta por seus companheiros, sobrevive e parte em busca de vingança. Tom HardyDomhnall Gleeson e Will Poulter também integram o elenco.

O Regresso tem estreia prevista para 25 de dezembro nos EUA. No Brasil, o filme deve chegar aos cinemas em 4 de fevereiro.

(Fonte: Omelete)

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Varejo tem recuperação tímida em setembro

Ismael Borges, gerente do Bookscan, ferramenta que monitora o mercado de livros no Brasil

Ismael Borges, gerente do Bookscan, ferramenta que monitora o mercado de livros no Brasil

7º Painel das Vendas de Livros do Brasil mostra que varejo apresentou alta de 2,2% no faturamento, se comparado ao mesmo período do ano passado

Depois de apresentar retração, vendas de livros voltam a crescer. No nono período de 2015, que engloba o intervalo entre 10 de agosto e 06 de setembro, o Painel das Vendas de Livros no Brasil mostrou que o varejo de livros apresentou um crescimento tímido de 0,8% em volume e de 2,2% em faturamento em comparação ao mesmo período do ano passado. No período, foram comercializados 3.040.176 exemplares, o que redundou em faturamento de R$ R$ 112.607.473,27. Na edição passada, o Painel mostrou retração no varejo e queda de 5,5% no volume. No acumulado do ano (de janeiro até o início de setembro), houve crescimento abaixo da inflação: o volume de exemplares comercializados cresceu 5,94% e o faturamento 5,62%.

Embora o relatório englobe o primeiro final de semana da Bienal do Rio, os dados de vendas na feira não são computados pelo Painel. No entanto, a movimentação e os lançamentos realizados dentro do evento podem impactar na performance das vendas de livros. “Vamos aguardar os números do próximo Painel para ver se os lançamentos da Bienal tiveram o impacto esperado no mercado”, comentou o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Marcos da Veiga Pereira, que espera fechar o ano com um crescimento de 6% na receita dos canais de comercialização.

Outro dado relevante é que as quatro semanas foram marcadas pelo aumento dos descontos praticados pelos pontos de venda, que variou cinco pontos percentuais em relação ao média dos ciclos anteriores. “Embora haja redução em relação ao mesmo período de 2014, quando comparamos com o período imediatamente anterior, percebemos que existe um importante aumento de 4,83% p.p. que se deve, principalmente, ao movimento de volta às aulas universitárias. Nesta época vê-se mudança no mix de produto, fazendo o preço subir 5,77% do 8º para o 9º período em função do tipo de livro comercializado e uma política específica de cessão de desconto claramente mais agressiva”, explica Ismael Borges, gerente do Bookscan, ferramenta da Nielsen que monitora o mercado de livros no País.

Gêneros

Chama a atenção no relatório do nono período o crescimento da participação de livros de não ficção trade, que apresentou variação positiva de 14,6% frente ao mesmo período de 2014. Nos outros gêneros (infantil, juvenil e educacional, não ficção especialista e ficção), as variações foram negativas.

Sempre bom lembrar que o Painel das Vendas de Livros no Brasil é um documento elaborado pela Nielsen a pedido do SNEL. Desde abril desse ano, o relatório apura a venda de livros em livrarias e supermercados brasileiros. Clique aqui para ter acesso ao Painel.

(Fonte: Publish News)

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Música, teatro e cinema para celebrar Ferreira Gullar

Escritor participa de debate com acadêmico Antonio Carlos Secchin

Escritor participa de debate com acadêmico Antonio Carlos Secchin

Sesc incia hoje projeto em homenagem aos 85 anos do poeta neoconcretista

No projeto “Ferreira Gullar — porque a vida não basta”, o Sesc Ginástico celebra os 85 anos do escritor maranhense com música, teatro, cinema e literatura. Desta terça-feira até quinta-feira, o espaço no Centro promove um debate com o autor, lançamento de seus dois livros mais recentes, um show com Adriana Calcanhotto, exibição de documentários sobre o poeta e a estreia de uma peça em sua homenagem, dirigida por Ana Nero.

— A obra do Gullar é muito grande, foram mais de três anos de pesquisa até chegarmos ao resultado final — diz Ana, da companhia Delírios Cênicos.

O poeta participa hoje, às 20h, de uma conversa com o companheiro imortal Antonio Carlos Secchin. O encontro será precedido pelo lançamento de “Toda poesia” (José Olympio) e “O prazer do poema: uma antologia pessoal” (Edições de janeiro), às 19h, e será sucedido por Adriana, às 21h.

As atrações principais de amanhã são as exibições de dois documentários sobre o neoconcretista. A partir das 20h, o público pode assistir ao curta-metragem “Por Acaso Gullar”, dirigido por Maria Rezende e Rodrigo Bittencourt, e ao longa “O canto e a fúria”, lançado por Zelito Viana em 1994.

Embora dois trechos de “Um poema cênico para Ferreira Gullar” sejam apresentados hoje e amanhã, sempre às 19h30m, a estreia oficial da peça, que dura uma hora e meia, só será realizada na quinta, no mesmo horário. Foram usados 13 poemas e 3 crônicas para construir o espetáculo, que levará o público pelos corredores do Sesc.

(Fonte: O Globo)

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Casos de família: Renato Lemos lança primeiro livro de contos

Renato Lemos, autor de "Enquanto nossos meninos dormem" (Oito e meio)

Renato Lemos, autor de “Enquanto nossos meninos dormem” (Oito e meio)

Autor enfoca conflitos de relacionamentos familiares desfuncionais

Desajustadas, desfuncionais, complicadas. São famílias fora do padrão as protagonistas de “Enquanto nossos meninos dormem” (Oito e meio), primeiro livro de contos publicado por Renato Lemos. O lançamento será realizado hoje, às 19h, na sede da editora, no Flamengo. Além das questões familiares, que permeiam as 12 histórias, um sentimento também é partilhado pelos personagens, conta a o autor:

— Todos eles têm algo a esconder ou fizeram algo de errado. Gosto de trabalhar com a sensação da culpa.

O livro reúne temas como violência e sexo, embebidos em humor ácido e prosa ágil. As relações pessoais, e os problemas desencadeados por elas, são explorados por Lemos em 171 páginas.

O autor foi convidado a reunir os contos pela editora. O convite veio após a publicação de “O amor e o mundo nos pentelhos de Ingrid Jingle Bells” na coletânea “Sete cores”, que tinha vários autores. A história, por sinal, foi reimpressa em “Enquanto nossos meninos dormem”. No novo livro, todas as histórias são narradas em primeira pessoa. Onze delas têm voz masculina e uma, feminina. O autor diz que sente confortável com o recurso.

— Acredito que escrever de outro jeito seja uma dificuldade minha. Usar a primeira pessoa é mais fácil, até quando é uma mulher que narra — diz.

“MORTE” DE RUBEM FONSECA

O escritor vai além: afirma que todos os 12 textos estão coalhados de pequenas ou grandes experiências pessoais. Será, então, que o contista frustrado que planeja assassinar o ídolo Rubem Fonseca no conto “No cu, pardal (ou o amor segundo Rubem Fonseca)” tem algo em comum com Lemos?

— Apenas a admiração pelo escritor, de quem sou fã desde a adolescência. A ideia surgiu quando eu escrevi um conto chamado “Míriam”, e o Rubem Fonseca publicou outro, com o mesmo nome, pouco tempo depois — explica.

Na história, o personagem é um autor frustrado e envia originais para Rubem Fonseca, que publica sem dar crédito. Então, o protagonista do conto decide que vai matar o recluso escritor mineiro, e passa a vigiar a porta de sua casa, no Leblon.

O plano do autor recalcado seria assassinar Raduan Nassar primeiro, só para dar aos crimes ainda mais complexidade. “Matar Rubem Fonseca em segundo lugar arruinaria com a reputação dele. A ambição do ser humano — de qualquer ser humano — é estar sempre no topo. Medalha de prata é o caralho, ninguém quer ser segundo lugar. Em nada. Rubem Fonseca, um escritor vaidoso ao ponto de fingir ignorar o próprio sucesso, não era diferente de todo mundo. Ele também queria estar sempre por cima. Nem na hora de ser assassinado por malucos as pessoas querem estar em segundo plano”, escreve.

Por conta disso, o caráter de todos os personagens do livro é definido por ele de uma maneira simples e direta. Para Lemos, o tipo que se sobressai das 12 histórias de “Enquanto nossos meninos dormem” é sempre “um homem com uma falha”.

(Fonte: O Globo)

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Liberdade inspira ‘Hereges’, nova obra de Leonardo Padura

Leonardo Padura.

Leonardo Padura.

No romance, autor trata da história de judeus em Cuba

Lançado originalmente em 2013, o romance Hereges (Boitempo), do cubano Leonardo Padura, ganha uma inesperada atualidade com a tradução que chega agora, ao Brasil, por mencionar um assunto delicado: a rejeição de imigrantes. O escritor baseou-se em um fato real para alicerçar sua história – em 1939, um navio trouxe muitos judeus a Cuba, esperançosos de fugir do nazismo que invadia a Europa. Mas, apenas poucos tiveram o direito de desembarcar em Havana –, o restante, depois de esperar por seis dias no navio, foi obrigado a voltar, selando o seu destino.

A trama se desenvolve em três tempos, desde a Holanda do século 17, passando pela Cuba dos anos 1940 e 50 até chegar aos dias atuais. Tudo filtrado pela trajetória de uma família de judeus e um quadro de Rembrandt. Sobre o assunto, o autor falou, por e-mail.

Como foi acertar o andamento em paralelo dessas histórias, em que já se adivinha a nova Cuba pós-embargo dos EUA?

O trabalho literário foi muito difícil, mas adivinhar como seria uma Cuba pós-embargo… Nem imagina algo assim! Entre outras coisas, porque esta Cuba ainda não chegou e, na verdade, nem me atrevo a tentar prever como será, pois não sei nem mesmo quando será. O embargo será eliminado dentro de um ano? De dez? Mas o que sei é que no romance tentei que cada história funcionasse em si mesma, com seu estilo, seus personagens, sua trama. Mas sempre deixando que, ao lado do tempo e da geografia, houvesse um fio capaz de conectá-las. Ou melhor, dois fios: um deles material, que é o pequeno quadro de Rembrandt, e outro conceitual, que é a necessidade da busca pela liberdade individual, em todo momento e lugar.

A história, então, pode ser compreendida como um paralelo ao momento da população cubana, que vê um futuro de abertura?

Sim, a busca pela liberdade individual é o conceito básico do livro, mas me preocupei para que não fosse vista de maneira específica, local, como um problema cubano da atualidade ou do futuro, e sim como uma necessidade constante da condição humana. Foi assim que trabalhei a ideia no romance.

Por que a história judia lhe chamou a atenção?

Porque adoro aprender a respeito daquilo que não conheço. O mundo do judaísmo está cheio de mistérios, e eu, sendo cubano, não sabia muito a respeito dos judeus, pois em Cuba quase não restaram pessoas dessa origem após 1960. E o fato de não conhecer o assunto me empurra para frente. Me pus a estudar religião, costumes, cultura, história judaica para fazer do meu novo conhecimento a matéria literária que me permitiria escrever a história desses judeus que aparecem no livro, com seus contextos históricos específicos e com a pesada carga de uma tradição de quatro mil anos.

A palavra ‘herege’ pode ser usada de forma positiva ou negativa, dependendo da situação. Por que admira os hereges?

Creio que a palavra assumiu conotação negativa por influência da Igreja Católica. Todo aquele que não seguia a forma deles de pensar e crer era um herege. Mas a heresia, ou seja, a ruptura com a ortodoxia dominante, tem sido um dos fatores mais importantes no desenvolvimento da humanidade. O herege busca ser um revolucionário, ou ao menos alguém que não se contenta com uma única forma de pensar. Por isso, tenho pelos hereges uma enorme admiração: é preciso ter valor para ser herege, e ainda mais para demonstrar isso numa sociedade em que um pensamento único domina, determina e condena.

Considera Hereges um romance mais histórico que policial? 

Creio que seja um romance histórico, um romance policial, uma tese, mas também, ao mesmo tempo, simplesmente um romance, sem sobrenome. O fato de aparecer uma trama que se desenvolve num momento distante da história – e que essa trama tenha me obrigado a pesquisar muito para poder escrevê-la – é notório no romance, mas também é o fato de Mario Conde, meu investigador, realizar uma pesquisa policial em busca de algumas verdades perdidas, e, por sua vez, que tudo isso, a história, a pesquisa, estarem sustentadas numa jornada pela grande preocupação humana da liberdade do indivíduo e os riscos que uma pessoa assume para colocar em prática esse direito. Hereges é um romance herege, antidogmático, supragenérico… Ao menos, é assim que o enxergo.

A presença de uma obra de Rembrandt faz acreditar que, entre religião e arte, prefere a arte?

Sem dúvida. E não é por ser artista e ateu. Creio que a arte proporcionou à humanidade grandes obras, momentos de prazer estético, formas de compreender a alma humana que outras manifestações não alcançam, a arte nos explicou a sociedade e a vida. A religião, por sua vez, provocou horrores como matanças de judeus que descrevo no romance, ou as que conhecemos do Holocausto. Ou o que ocorre agora na Síria e na Líbia, onde alguns iluminados divinos matam em nome da religião, em nome de Deus. Penso que, para o homem, a necessidade de crer em algo é muito natural à condição do ser pensante diante do mistério da vida, mas a religião foi, muitas vezes, um instrumento de controle e terror nas mãos dos fundamentalistas, dos iluminados, dos donos de uma verdade única. A religião se parece muito com a política.

Quando Conde conversa com a avó de Judy, ela reclama do rápido amadurecimento da menina por conta das leituras, algo prejudicial. Como vê isso?

No romance, trata-se da opinião de um personagem desesperado. Em vez de ler, um jovem pode consumir drogas. O que é pior para ele? Definitivamente, não creio que a cultura possa fazer mal a alguém. É claro que há muitos modos de pensar e ver a realidade, e alguns são muito recomendáveis, mas, em geral, a arte é um excelente alimento para o espírito, em todas as idades e lugares.

Em O Homem Que Amava os Cachorros, você precisou fazer muita pesquisa – também em Hereges. Qual foi a diferença?

Sim, foram pesquisas diferentes porque os objetivos literários que eu buscava foram diferentes. Em O Homem…, para mim era muito importante saber a verdade do que ocorreu, ou seja, contrastar as pobres e manipuladas informações que eu tinha com um conhecimento maior, mais revelador, menos comprometido com uma ideia política específica. Em Hereges, o importante era conhecer os detalhes da vida em Amsterdã num momento glorioso para a vida dessa cidade, aprender como Rembrandt pintava e saber o que ele pensava da arte e da existência. Se num romance fui de revelação em revelação (as tramas obscuras dos julgamentos de Moscou, o papel dos soviéticos na Guerra Civil Espanhola, as formas com que Stalin perverteu uma grande ideia utópica), e, por sua vez, de indignação em indignação, em Hereges fui de descobrimento em descobrimento, de júbilo em júbilo, por superar minha ignorância original e aprender mais a respeito de uma cultura, uma história, uma arte. O Homem… é um romance triste, a respeito da perversão de uma grande utopia. Hereges é um livro a respeito da esperança na força do ser humano para lutar sempre por sua liberdade.

HEREGES

Autor: Leonardo Padura

Tradução: Ari Roitman e Paulina Wacht

Editora: Boitempo (460 págs., R$ 56)

(Fonte: O Estadão)

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Obra completa do italiano Primo Levi é reunida em três volumes em inglês

O escritor italiano, referência na literatura do holocauso, em 1963

O escritor italiano, referência na literatura do holocauso, em 1963

Projeto de organização dos escritos do autor de ‘É Isto um Homem?’ levou 17 anos e envolveu mais de uma dúzia de tradutores

O mais ambicioso lançamento literário da estação levou 17 anos para ser concluído, acumula 3 mil páginas, envolveu mais de uma dúzia de tradutores e custa US$ 100. Traz, ainda, uma introdução da Nobel Toni Morrison. The Complete Works of Primo Levi é uma série de três volumes de escritos – muitos deles inéditos em inglês – do italiano Primo Levi (1919-1987), sobrevivente de Auschwitz e cujo livro de memórias É Isto um Homem segue como referência da literatura do Holocausto.

A antologia lançada agora nos EUA foi concebida em 1998 por Robert Weil, editor executivo da W.W. Norton & Company, que já fez algo similar com a obra de Isaac Babel. A edição é de Ann Goldstein.

Levi era mundialmente famoso quando morreu (acredita-se que por suicídio), em 1987, mas sua obra recebeu tratamento irregular nos Estados Unidos, como ocorre com muitos autores estrangeiros. Pelo menos 7 editoras tinham os direitos de várias edições e a qualidade da tradução era errática o suficiente para que encomendassem novas traduções para todos os livros. Muitos poemas e contos nunca haviam sido editados em inglês.

(Fonte: O Estadão)

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Livro sobre a revista Herói e outras novidades no Catarse

Novos projetos foram disponibilizados por seus autores na plataforma de financiamento coletivo do Catarse. Dentre as sete iniciativas disponibilizadas, está um livro sobre a criação e trajetória da revista Herói, muito famosa nas bancas brasileiras durante a década de 1990 por cobrir quadrinhos e desenhos animados, como Cavaleiros do Zodíaco.

Veja mais informações sobre cada um deles:

Herói – A história da revista que inspirou uma geração – O livro conta, pela primeira vez, toda a saga da revista. É um projeto de muitas pessoas envolvidas na publicação, do seu início, em dezembro de 1994, até quem hoje faz o site Heroi.com.br. O livro é inteiramente colorido e ilustrado e está organizado em três eixos: A História da Herói, Cronologia Completa e artigos diversos. Para outros detalhes, recompensas e colaborar, clique aqui.

Privy, por R.R. Douglas – O mundo está passando por uma grande crise econômica. Guerras civis acontecem em todos os cantos do planeta e pessoas morrem de fome e de doenças. As principais famílias líderes que controlam o mundo foram reunidas com o objetivo de acabar com todo esse caos e a solução é forjar uma invasão alienígena e exterminar o máximo possível de pessoas. Para outros detalhes, recompensas e colaborar, clique aqui.

Herói - A história da revista que inspirou uma geração Privy

Bete Vive – Jonatan, por Lita Hayata – uma webcomic sobre Bete e a Morte, que acabaram morando juntas num apartamento meio pequeno para tanta energia. Esta edição impressa conta a história do dia em que Jonatan, irmão de Bete, precisa de repouso enquanto presta uma última prova de vestibular. Bete então tem que lidar de uma só vez com a Morte e com o relacionamento instável com o menino. Para outros detalhes, recompensas e colaborar, clique aqui.

Entardecer dos mortos, por Tiago Holsi – A trajetória de Romeu Homero, zumbi vendedor de sabonetes. Romeu vê sua pacata rotina abalada quando Timbete, um simpático cachorro morto, começa a acompanhá-lo. Os dois vão parar em um parque de diversões em que conhecem a vidente Madame Topanga, que revela a eles que o futuro aguarda grandes surpresas e Romeu irá conhecer o amor de sua vida, quer dizer, de sua morte. Para outros detalhes, recompensas e colaborar, clique aqui.

Bete Vive - Jonatan Entardecer dos mortos

O “Escolhido”, por Jonnhy Jota – O Escolhido para resolver todos os problemas é apenas um. Um para todas as profecias. Esta é a história sobre Sheth e Messias, dois amigos (?) que se conheceram cedo demais. Os dois têm uma relação bem difícil. Ao menos por parte do Sheth, que não aceita de jeito nenhum que um cara como Messias seja mesmo O Escolhido. Foram anos e anos de rixa até que, depois de muito tempo, Messias resolve se abrir. Para outros detalhes, recompensas e colaborar, clique aqui.

O “Escolhido”

Onodata, pela equipe Draconian Comics – Uma obra de ação e ficção científica. Com um universo caótico e um sistema sociopolítico complexo formado por raças e entidades alienígenas, esse primeiro número conta a história de Meliére, Cricket e Onodata, o mascote do grupo, e sobre como encontram Urk Mag´orr, membro de uma raça genocida que está sendo levado em custódia por um cargueiro do Conselho. Para outros detalhes, recompensas e colaborar, clique aqui.

Onodata

Syam – Parte 1, por Marcelo Bruzzesi, Rui Silveira e Rodrigo Fernandes – Em um futuro não tão distante, todos nascerão com um câncer raro e fatal. Para sobrevier, as pessoas precisarão compartilhar os órgãos com quem não conhecem, a quem chamarão de Syam. O mundo mudou e foi projetado para que todos vivam em segurança. É nesse mundo frio e sem graça que vive Fabian, um matador de aluguel que procura Syam de suas vítimas para cometer seus crimes. Para outros detalhes, recompensas e colaborar, clique aqui.

Clique aqui e veja a lista com todos os projetos disponíveis atualmente no Catarse.

Syam - Parte 1

(Fonte: Universo HQ)

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