Arquivos mensais: julho 2015

Dominar a galáxia é fácil, difícil é cuidar dos pequenos Luke e Leia

darthvaderpai

Aleph lança dois livros baseados em Stars Wars para conquistar pais e filhos

E se o sombrio Darth Vader assumisse sozinho a educação de seus filhos? O que seria do jovem Luke Skywalker e da princesa Leia? Essas perguntas são respondidas pelos bem-humorados livros Darth Vader e filho (Aleph; 64 pp; R$ 29,90 – Trad. Mateus Duque Erthal) e A princesinha de Vader (Aleph; 64 pp; R$ 29,90 – Trad. Mateus Duque Erthal), ambos de Jeffrey Brown. Nestas obras, o vilão mais amado dos cinemas é apresentado como um pai comum, que precisa conciliar a rotina de Lorde Sith e braço direito do imperador, com o dia a dia de pai de duas crianças: o Jedi Luke Skywalker, que tem apenas quatro anos e Leia, retratada na infância e na pré-adolescência. A série vem em formato de álbum; cada página mostra uma ilustração, cada uma representando uma cena clássica dos filmes.

(Fonte: Publish News)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Editor de nomes conservadores, Carlos Andreazza se firma como voz dissonante do mercado de livros

Andreazza herdou a cor dos olhos do avô, Mário, ministro dos Transportes da ditadura: “Nutria uma admiração enorme por ele”

Andreazza herdou a cor dos olhos do avô, Mário, ministro dos Transportes da ditadura: “Nutria uma admiração enorme por ele”

Responsável por não ficção e literatura brasileira na Record aposta em livros-reportagens e obras críticas ao governo

Na infância, Carlos Andreazza bebericava o uísque do avô Mário, ministro dos Transportes de três governos da ditadura militar. Na adolescência, era titular no meio de campo do time de futebol do Jockey Club Brasileiro e discutia com professores que o perseguiam por conta do sobrenome “maldito”. Mais velho, quando cursou Jornalismo na PUC-Rio, fundou um site para discutir cultura e política. Aos 35, o editor de não ficção e literatura brasileira da Record é uma das vozes mais dissonantes do mercado editorial: brigou com a Festa Literária Internacional de Paraty, execrou publicamente os livros de colorir e dá de ombros para quem o critica e o chama de “editor dos liberais e conservadores”.

No último dia 20, Andreazza concretizou o que considera seu maior êxito: assinou, enfim, contrato com Paulo Cesar de Araújo, autor da polêmica (e censurada) biografia “Roberto Carlos em detalhes”. Ao tirar o historiador e biógrafo da Companhia das Letras, assegurou a publicação de seu novo — e aguardadíssimo — livro sobre o Rei.

— Fizemos uma oferta financeira boa e demos garantias ao Paulo Cesar. Antes mesmo da votação do Supremo Tribunal Federal (que, em junho, derrubou a necessidade de autorização prévia dos biografados), garantimos que publicaríamos a obra independentemente da decisão — conta o editor.

Araújo diz, usando oportuno trocadilho, que o acerto com a editora foi feito por questão de detalhes. Nos bastidores, porém, especula-se que as garantias de segurança dadas pela Record pesaram a favor de Andreazza. A editora, mesmo no período em que biografias não autorizadas eram frequentemente vetadas pela Justiça, publicou títulos como “Dirceu”, de Otávio Cabral, e “Tudo ou nada: Eike Batista e a verdadeira história do Grupo X”, de Malu Gaspar.

‘”O caso do Olavo é muito simbólico. O que fizemos foi dar um tratamento pop ao autor. Nós hypamos o Olavo, desde a escolha do título até a capa”’

– Carlos Andreazza Editor

Os dois livros refletem os rumos dados por Andreazza à editora fundada em 1942 por Alfredo Machado e Décio Abreu. O investimento em livros-reportagem e obras críticas ao governo federal se tornou uma marca do carioca que chegou à Record em 2012. Quando Luciana Villas-Boas deixou o cargo de diretora editorial da empresa, Sérgio Machado, presidente do Grupo Record, decidiu descentralizar a tomada de decisões no carro-chefe do conglomerado, que reúne outras 11 editoras, como a José Olympio e a Bertrand Brasil. Dividiu setores e trouxe Andreazza para cuidar de não ficção. Com a saída de Guiomar de Grammont, em 2013, ele assumiu também a literatura brasileira.

Machado conheceu Andreazza por intermédio da irmã, Sônia. Impressionou-se com o rapaz que havia construído sua carreira nas pequenas editoras Contracapa, Capivara e La Table Ronde, de Paris. Três anos depois da escolha, ele diz que o editor “superou expectativas”, e que já é possível enxergar suas digitais na Record.

— Dá para identificar uma certa guinada para a direita — confessa, aos risos. — A teoria que a Luciana defendia era que a esquerda lê mais do que a direita. E, para mim, isso sempre fez um certo sentido. O Andreazza apostou no contrário e, para nossa surpresa, deu certo. Ficou provado que a direita também lê. Ele percebeu um crescimento do pensamento liberal. Essa diversidade é boa para a democracia.

‘“Para nossa surpresa, (a estratégia de Andreazza) deu certo. Ficou provado que a direita também lê”’

– Sérgio Machado Presidente do grupo Record

O editor reuniu os articuladores do pensamento liberal na Record. Nomes da nova direita, como Rodrigo Constantino, e antigos pontífices do conservadorismo, como Olavo de Carvalho, entraram para o catálogo e, de imediato, deram resultado.

Segundo o site “Publishnews”, em 2014, três dos dez livros mais vendidos pela editora seguiam nessa linha: “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, de Olavo de Carvalho; “A década perdida”, de Marco Antonio Villa; e “Não é a mamãe”, de Guilherme Fiuza.

O jovem Kim Kataguiri, líder de movimentos de contestação à presidente Dilma Rousseff, também já assinou contrato e deve publicar até novembro. Andreazza usa o livro lançado em 2013 por Carvalho como exemplo. Nas contas da editora, a obra vendeu mais de 120 mil exemplares.

— O caso do Olavo é muito simbólico. O que fizemos foi dar um tratamento pop ao autor. Nós hypamos o Olavo, desde a escolha do título até a capa — teoriza, chamando o projeto editorial de “primoroso”. — Havia uma demanda reprimida por esses autores, que nós identificamos.

SEM CONCESSÕES AO AVÔ

“Ninguém se chama Andreazza por acaso”. A frase de Nelson Rodrigues serviu como epígrafe do blog que ele manteve até 2011. O avô, de quem herdou os olhos verdes, morreu quando o neto tinha 8 anos. Ele guarda memórias cândidas do responsável por projetos faraônicos da ditadura militar, como a Ponte Rio-Niterói e a Transamazônica.

— Ele era muito carinhoso e me dava uísque, que é um elemento fundamental da minha formação (risos). Eu era fascinado por sua figura. Mas, aos 8 anos, o Andreazza era o meu avô. Para mim, não era o ministro poderosíssimo. Isso aprendi depois. Eu nutria uma admiração enorme por ele — diz o neto, que pretende publicar um livro sobre o legado do avô. — Não vou fazer concessões. Ele foi um signatário do AI-5. E isso me incomoda muito.

‘“Ele tem um estilo diferente do perfil blasé tradicional dos editores. É passional, engaja-se pessoalmente em todo o processo do livro”’

– Marcelo Moutinho Escritor

Ter o nome ligado à ditadura durante a redemocratização não era exatamente fácil. No colégio, Andreazza precisou lidar com os olhares enviesados de alguns professores.

— Ouvia muita provocação, sofri muito — diz ele, que jura não guardar mágoa dos mestres. — Tive professor torturado. Não posso mensurar uma dor dessas.

Enquanto muitos colegas no mercado editorial são reservados, Andreazza vai para a linha de frente na hora de divulgar os livros. É extremamente ativo nas redes sociais, onde elogia — com adjetivos derramados — os autores que contratou.

— Ele tem um estilo diferente do perfil blasé tradicional dos editores. É passional, engaja-se pessoalmente em todo o processo do livro — diz o amigo Marcelo Moutinho, que publicou “Na dobra do dia” pela concorrente Rocco.

A relação com a internet é antiga. Ao lado de Felipe Moura Brasil, mantinha o site “Tribuneiros”. Os dois dividiam o meio-campo do time do Jockey na adolescência. A parceria saiu dos campos, passou pelo “Tribuneiros” e chegou à Record. Brasil, hoje blogueiro da revista “Veja”, organizou os textos de Carvalho e deve publicar dois livros pela editora em 2016.

Depois que Andreazza assumiu o cargo na Record, seus choques foram muitos. No mais recente, abriu guerra contra os livros de colorir, fenômeno editorial que ajuda as contas de um setor em crise. Mesmo que Rafaella Machado, filha de Sérgio e neta de Alfredo, tenha editado obras do gênero pela Best-Seller, do Grupo Record, ele lançou sua “Campanha pela Maioridade Intelectual”. Acha que a onda não contribui com a leitura:

— Isso não pode ser considerado livro. E não deve estar em lista de best-sellers.

‘“A verdade é que ele critica a Flip com o argumento da literatura brasileira para criar uma cortina de fumaça. Ele tem dificuldade em trazer os autores internacionais da Record”’

– Paulo Werneck Curador da Flip

A mais ruidosa das brigas, porém, foi com a Flip. Pelo Facebook, no ano passado, Andreazza criticou a curadoria do jornalista Paulo Werneck, reclamando da pouca presença de autores brasileiros na programação da Festa. Um ano depois, mantém o que disse:

— Eles estão chamando cada vez menos autores da Record. É difícil pensar que isso não é uma atitude política de retaliação. Mas não dá para saber. A Flip é muito fechada, arrogante.

Werneck nega boicote. O curador afirma que convidou nomes como Patrick Modiano, Umberto Eco e John Le Carré, todos autores da Record, e que nunca obteve resposta.

— A verdade é que ele critica a Flip com o argumento da literatura brasileira para criar uma cortina de fumaça. Ele tem dificuldade em trazer os autores internacionais da Record.

Andreazza argumenta que esses autores não costumam viajar, alguns por conta da idade avançada. E diz que trouxe David Carr, convidado pela Festa no ano passado, por ideia do curador.

“CRÉU” NO IMPÉRIO SERRANO, NÃO

A “fama de mau” do editor vai além do mercado. Ele divide com Moutinho e Brasil a paixão pelo carnaval, mais precisamente pelo Império Serrano. E foi na quadra da agremiação, durante a comemoração pelo título do grupo de acesso em 2008, que acabou desafiando um “barra-pesada” da Serrinha.

— Um camarada subiu no palco para cantar a música do “Créu” e a bateria teve que tocar junto. Na mesma hora, o Andreazza desplugou o microfone do sujeito da tomada — conta Moutinho.

O editor ri do episódio, que não rendeu maiores consequências. Mas, agora que é pai da recém-nascida Manuela, diz que jamais o repetiria. Seria o início da fase “Andreazzinha paz e amor”?

— É impressionante como o nascimento de um filho muda as pessoas. A importância que eu dou às coisas hoje é outra.

(Fonte: O Globo)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Prêmio Oceanos recebe a inscrição de 592 obras

Com 'O Irmão Alemão', Chico Buarque é um dos concorrentes

Com ‘O Irmão Alemão’, Chico Buarque é um dos concorrentes

Concorrem livros de autores lusófonos publicados no País em 2014

Em sua primeira edição, O Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, que preenche a lacuna deixada pelo Prêmio Portugal Telecom, extinto este ano, registrou a inscrição de 592 obras. Concorrem livros lançados no Brasil em 2014 e escritos por autores de língua portuguesa.

Agora, o júri, que é composto por jornalistas, escritores, críticos, tradutores, ensaístas e professores de literatura, tem até o dia 31 de agosto para escolher os 40 títulos semifinalistas.

No total, o prêmio, que está sendo organizado e patrocinado pelo Itaú Cultural, distribuirá R$ 230 mil – R$ 100 mil para o primeiro colocado, R$ 60 mil para o segundo, R$ 40 mil para o terceiro e R$ 30 mil para o quatro. Não há mais divisão por categorias, portanto, poesia, conto, crônica e romance competem entre si.

(Fonte: O Estadão)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Em HQ biográfica do Metallica, James Hetfield conta que odiava os Beatles

img-1017570-metallica

Material da HQ Orbit: Metallica tem 28 páginas e está disponível na internet por US$ 3,99

O Metallica lançou em forma de revista em quadrinhos um material de 28 páginas contando a história da banda e dos integrantes dela. A relíquia está disponível para venda na internet por US$ 3,99 – pouco mais de R$ 13 – no site da Comic Flea Market e, neste mesmo endereço, é possível ler alguns pedaços da obra.

Em um das partes na qual James Hetfield, vocalista e guitarrista do grupo norte-americano de heavy metal, é retratado, uma polêmica opinião do artista é manifestada. “[Black] Sabbath representa tudo que os anos 1960 eram, sabe?”, diz um trecho da ilustração que mostra Hetfield mais jovem, no quarto, com sua guitarra.

Em seguida, ele acrescenta: “A música deles [Black Sabbath] era legal porque era completamente anti-hippie. Completamente. Eu odeio os Beatles, Jethro Tull e toda aquela merda feliz. A vida não é como aquilo”.

Possivelmente Hetfield tenha mudado de ideia, pelo menos no que diz respeito aos Beatles. Em 2014, durante o evento beneficente Acoustic-4-a-Cure, realizado em São Francisco, nos Estados Unidos, o artista tocou uma versão da carinhosa “In My Life”, de John Lennon e Paul McCartney.

Assista:

Na edição deste ano do mesmo evento, ele tocou “Crazy For You”, da cantora britânica Adele, acompanhado nos vocais pela filha dele, Cali Hetfield, de 16 anos.

(Fonte: Rolling Stone)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Game of Thrones pode ter oito temporadas

gameofthrones

Mas presidente de programação da HBO se diz disposto a mais

Durante o evento TCA nos EUA, o presidente de programação da HBO, Michael Lombardo, disse queGame of Thrones deve ter oito temporadas no total. “Estamos rodando o ano seis e discutindo o sete. Acho que pelo feeling dos produtores [da série], teremos mais duas temporadas depois da sexta. Espero que eles mudem de ideia, mas é nisso que estamos trabalhando no momento, diz.

Questionado se estaria aberto à possibilidade de uma série que servisse de prelúdio para Game of Thrones, Lombardo também se disse disposto a receber o que os produtores D.B. Weiss e David Benioff tivessem a oferecer. “Estou aberto a qualquer coisa que Dan e David sugerissem fazer, mas ainda não falamos disso”, diz.

(Fonte: Omelete)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Quinta edição do Ugra Zine Fest em São Paulo

ugra_fest

Em sua quinta edição, o Ugra Zine Fest mantém o espírito que move o evento desde o início: valorizar e fomentar a produção independente nacional reunindo veteranos e novatos em uma programação intensa e 100% gratuita.

Dentre os destaques da edição deste ano, que acontecerá no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000,, São Paulo/SP) nos dias 19 e 20 de setembro, estão a cartunista Laerte, que participará de um bate papo com o tema Machismo, representação e feminismo nos quadrinhos; o quadrinhista independente Marcatti, com uma palestra sobre concepção e planejamento de publicações independentes; e uma mesa que debaterá o legado da lendária revista Animal, com a participação de Fabio Zimbres e Rogério de Campos.

Além disso, o local recebe oficinas, shows, exposições e a tradicional feira de publicações.

(Fonte: Universo HQ)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Cultura digital não desanima colecionadores de CDs, discos e livros

Josiele Moreira, do Sebo Musical Center, é apaixonada por discos de vinil

Josiele Moreira, do Sebo Musical Center, é apaixonada por discos de vinil

Donos de coleções, brasilienses resistem à digitalização da cultura

Em um sebo de discos na Asa Norte, três aficionados pelo vinil debatem técnicas de conservação do material. “O ideal é passar um pano de microfibra para tirar a estática, ouvir o disco, e depois passar o pano de novo para guardar”, garante Josiele Moreira, dona do Sebo Musical Center. “Eu uso algodão e sabão líquido bem diluído. E depois tem que lavar bem para tirar a química do produto”, opina Juliano Serra, 56 anos, professor do Departamento de Desenho Industrial da UnB e frequentador da loja.

Dona Celina Moreira, mãe de Josiele, arremata a discussão com a experiência de quem está envolvida no comércio de vinil há quase 30 anos. “Aqui, a gente só usa fralda de neném ou bucha do lado amarelo quando tem muito mofo ou estática.” A progressiva digitalização da cultura, que nos permite armazenar centenas de arquivos de imagem, som e texto em um pequeno HD externo, não tira o entusiasmo de quem se dedica a colecionar vinis, livros e DVDs.

O objeto físico se transforma em um pequeno tesouro diante da imaterialidade digital e nutre a paixão dos colecionadores. Essa febre pelo analógico movimenta sebos de livros, vinis e as locadoras que ainda permanecem abertas em Brasília.

O livro como um fim em si

Luiz Alves Moraes comanda há 18 anos a tradicional Livraria Pindorama, que funciona desde 1989 na 505 Sul. Formado em letras e filosofia, Moraes dava aulas de português antes de tornar-se livreiro. “Sou livreiro, não comerciante de livros”, enfatiza. “Há diferença entre quem compra o livro com uma finalidade e aquele que compra o livro como uma finalidade em si. Aqueles que gostam do livro como uma finalidade em si são meus clientes há muito tempo”, diz.

Dono de uma coleção de 6 mil exemplares, Moraes acredita que o diferencial da loja é o foco no livro como objeto. “As pessoas quando vão às livrarias hoje não estão só interessadas no consumo do livro. Elas querem se consumir lá dentro. O sujeito quer tirar foto, quer ser visto lá dentro. Depois, ele faz questão que o vejam virtualmente. Ele faz da vida dele um livro aberto”, analisa. Entre as preciosidades que ele guarda no acervo da livraria está a primeira edição de A pedra do reino, de 1972, com uma dedicatória de Ariano Suassuna.

As páginas amareladas registram também traços dos antigos donos, como é o caso dos itens comprados dos filhos de um ex-secratário de Getúlio Vargas. Moraes descobriu livros com dedicatórias pessoais do ex-presidente ao fiel colaborador, que chegava a corrigir os textos históricos com críticas a Vargas. O professor e policial militar aposentado Mauri Moro Machado, 49 anos, é frequentador da livraria há 20 anos. Gaúcho de Santo Ângelo, ele conta que chegou a Brasília “com uma mochila nas costas e uma sacola de livros do lado”.

Ele se orgulha da coleção de 8 mil livros que cultiva, entre eles, títulos autografados e raridades como a primeira edição de Arte de furtar, de 1744, atribuída ao padre Antônio Vieira. “Em Brasília passei a frequentar sebos e peguei a paixão pela antiguidade”, relembra o bibliófilo, adjetivo que o diferencia do leitor comum.

“Quem é bibliófilo não conhece só o assunto do livro, mas também os pormenores da vida do autor. Quem sabe que José de Alencar foi ministro do TCU e deputado federal várias vezes?” Para Machado, que não tem e nem quer ter tablets ou leitores de e-books, a internet tem apenas função de ferramenta de pesquisa. “Meu gosto é papel, não é virtual.”

(Fonte: CorreioWeb)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

O Prêmio Jabuti em novos horizontes

Premio-Jabuti-2011-FOTO

Em artigo, curadora do Jabuti fala sobre as novas categorias do prêmio

Em 1959, numa noite de 11 de novembro, à Avenida Ipiranga, o primeiro prêmio Jabuti – criado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) – foi entregue a até hoje queridos e muito respeitados intelectuais brasileiros: Jorge Amado, Isa Silveira Leal, Renato Sêneca Fleury, Jorge Medauar, Ademir Martins, Carlos Bastos, Mário da Silva Brito, Sergio Milliet e a Saraiva. A lista desses premiados sugere o olhar arguto – voltado para o futuro – com que o júri observa o panorama dos livros brasileiros. Olhar informado e esperto, capaz de identificar o novo.

E que novidades teriam sido as que o Jabuti de 1959 consagrou? Muitas:

Gabriela, cravo e canela marca uma nova e festejada vertente da literatura de Jorge Amado. Livros para crianças e jovens – representados pelos prêmios a Isa Silveira Leal e Renato Sêneca Fleury – apontam para um gênero que de lá para cá só tem amadurecido, além de trazer para o Brasil prêmios internacionais. E o prêmio à Saraiva, marca a fina e precoce percepção das novas condições – que neste século XXI continuam a surpreender – de produção e circulação de livros.

Naquele ano, poucas categorias eram contempladas pelo prêmio que nascia. Pouco mais do que meia dúzia: personalidade do ano, ensaios, história literária, ilustração, literatura infantil, literatura juvenil e romance. Já no ano seguinte, capa e poesia ampliaram o arco. Hoje, quase 30 categorias disputam o Jabuti.

É assim, num clima otimista de fidelidade a suas raízes inovadoras, que a CBL (Câmara Brasileira do Livro), no lançamento da 57ª edição do Prêmio Jabuti, anuncia duas novas categorias: adaptação e livros infantis digitais. Discutir categorias é sempre interessante, mas muitas vezes algo temperado de mau humor…

Quadrinhos são um bom exemplo disso: vilões nos anos 1950, acusados de comprometer a imaginação e até a inteligência de leitores, seus artistas souberam lutar e deram a volta por cima!

E o Jabuti 2015 alegra-se em incluir, dentre suas categorias, os descendentes de Angelo Agostini (1843-1910) que, nos idos do século XIX, introduziu os quadrinhos na terra de Machado de Assis!

Na mesma esteira do mau humor, o fruto de tecnologias envolvidas com a produção cultural, no começo, assusta. A partir, por exemplo, das alterações que Gutenberg operou na relação entre leitores e livros no século XV, professores de uma universidade europeia reclamaram que, se qualquer aluno podia ter livros (porque eram mais baratos), o que fariam os professores?

Nas últimas décadas, o mundo da Comunicação – no qual se aninham as Letras – foi sacudido pela tecnologia digital. Os vilões de hoje são internet e games… E justamente para contribuir para a tão necessária discussão das linguagens contemporâneas e das leituras que elas instigam, o Prêmio Jabuti 2015 inclui livros digitais infantis.

Com alegria e seriedade, o Jabuti encara o desafio de emprestar seu prestígio a um objeto que – desde a denominação de sua identidade – provoca apaixonadas discussões: e-books? aplicativos? livros digitais? @books?

Com essas duas novidades, a CBL tem certeza de que – ao acolher gêneros de ampla circulação de nossos dias – sela fidelidade a suas origens e embarca, junto com os leitores, na fantástica aventura de mergulhar em diferentes linguagens que falam dos sonhos humanos, velhos e novos.

Que falem os leitores, em nome dos quais existem livros e literatura!

(Fonte: Publish News)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Mulheres são maioria na lista de finalistas do Man Booker Prize 2015

1

Estados Unidos é o país com maior número de indicados e vários deles têm livros publicados no Brasil; veja a lista completa

Foi divulgada nesta quarta-feira, 29, a lista de 13 finalistas do Man Booker Prize 2015, um dos mais importantes prêmios literários do mundo, destinado a autores que escrevem em língua inglesa. Entre os autores indicados, estão Bill Clegg, Anne Enright (vencedora do prêmio em 2007) e Chigozie Obioma. Neste ano, as mulheres são maioria, 7, assim como escritores dos EUA, 5 (veja a lista completa abaixo). O prêmio será entregue no dia 13 de outubro, e uma “shortlist” deve ser anunciada no dia 15 de setembro.

Este é o segundo ano em que o Booker Prize aceita autores de qualquer nacionalidade (desde que escrevam originalmente em inglês). Antes, o prêmio era aberto apenas para escritores do Reino Unido, Irlanda e Zimbábue. Dotado de £50 mil atualmente, o Booker Prize é entregue desde 1969, e já foi concedido a escritores como Salman Rushdie, J. M. Coetzee, Ian McEwan e Julian Barnes.

Anne Enright. Foto: REUTERS/Bobby Yip (CHINA)

Anne Enright tem dois livros publicados no Brasil pela editora Alfaguara: O Encontro (2008) e A Valsa Esquecida (2012). Bill Clegg também tem duas edições brasileiras, pela Companhia das Letras: Retrato de um Viciado quando Jovem (2011) e Noventa Dias (2013). A escritora americana Laila Lalami teve publicado por aqui A Esperança é uma Travessia, pela Rocco, em 2007. Marilynne Robinson foi publicada pela Nova Fronteira: Gilead (2005) e Em Casa (2010), assim como Anuradha Roy (O Mapa de um Desejo Impossível). A americana Anne Tyler tem diversos livros publicados no País, como O Turista Acidental (2009) e A Bussola de Noé (2013), esses dois pela Record.

Veja a lista completa de indicados do Man Booker Prize 2015:

Bill Clegg (EUA) – Did You Ever Have a Family (Jonathan Cape)

Anne Enright (Irlanda) – The Green Road (Jonathan Cape)

Marlon James (Jamaica) – A Brief History of Seven Killings (Oneworld Publications)

Laila Lalami (EUA) – The Moor’s Account (Periscope, Garnet Publishing)

Tom McCarthy (Reino Unido) – Satin Island (Jonathan Cape)

Chigozie Obioma (Nigéria) – The Fishermen (ONE, Pushkin Press)

Andrew O’Hagan (Reino Unido) – The Illuminations (Faber & Faber)

Marilynne Robinson (EUA) – Lila (Virago)

Anuradha Roy (Índia) – Sleeping on Jupiter (MacLehose Press, Quercus)

Sunjeev Sahota (Reino Unido) – The Year of the Runaways (Picador)

Anna Smaill (Nova Zelândia) – The Chimes (Sceptre)

Anne Tyler (EUA) – A Spool of Blue Thread (Chatto & Windus)

Hanya Yanagihara (EUA) – A Little Life (Picador)

(Fonte: O Estadão)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Ivan Reis ganha livro de luxo com suas artes para a DC Comics

DCArtIvanReis

A DC Comics anunciou o lançamento de Graphic Ink – The DC Comics Art of Ivan Reis Deluxe Edition, uma edição de luxo em capa dura coletando trabalhos que o desenhista brasileiro Ivan Reis fez para a editora ao longo dos anos.

Dentre eles, estão A Noite mais Densa, Lanterna Verde, Liga da Justiça e outros.

O livro terá formato 21,9 x 29,5 cm, 296 páginas e custará US$ 39.99.

(Fonte: Universo HQ)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button