Arquivos mensais: abril 2015

Biógrafo de Courtney Love processa cantora por violação de contrato; entenda o caso

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“Escritor fantasma” diz que entregou manuscrito de Girl With the Most Cake em janeiro de 2014

O escritor “fantasma” de Courtney Love, Anthony Bozza, processou a cantora por violação de contrato em relação à autobiografia dela a ser lançada, intitulada The Girl With the Most Cake.

O autor – que já foi editor da Rolling Stone EUA e serviu como escritor para livros de Slash, Tommy Lee e Tracy Morgan, entre outros – pode ganhar US$ 200 mil pelos danos com a ação judicial, que um tribunal de Nova York recebeu na semana passada.

Bozza declara que ele firmou o contrato com a vocalista do Hole em 2010 e entregou um manuscrito do livro com mais de 123 mil palavras à Courtney e à editora HaperCollins em janeiro de 2014.

O processo afirma que tanto Courtney quanto a HaperCollins disseram que estavam satisfeitas com o manuscrito em ocasiões diferentes. Bozza disse que Courtney enviou um e-mail para ele em junho de 2012 dizendo que uma introdução e o rascunho de dois capítulos estavam “bonitos para caralho” e a deixaram “emocionada”.

Um assessor da HarperCollins supostamente chegou a dizer que o manuscrito era “brilhante” em uma teleconferência com um agente de Bozza em maio de 2014.

Bozza ainda afirma que Courtney enviou uma mensagem de texto para ele em abril de 2014, dizendo que ela estava “tentando consertar o livro” com outro escritor, mas que o tal novo coautor era “irrelevante” e o livro estava “um caos ainda maior”.

No processo, Bozza afirma que disse à Courtney que ele não estava ofendido pela decisão dela, mas pediu para ela lhe pagar (o contrato o autorizaria a receber um pagamento proporcional à quantidade de trabalho dele que fosse publicado). Ele não recebeu resposta.

No mesmo mês, ela disse ao The Telegraph que rejeitou o livro. “Eu disse: ‘Pegue a merda do seu dinheiro’”, afirmou ela ao jornal. “Prefiro manter meus amigos.”

Um representante de Courtney Love não respondeu as investidas da Rolling Stone EUA para um comentário sobre o processo.

O acordo ainda estipulava que Courtney deveria “estar disponível para [Bozza] para entrevistas… em horários mutuamente acordados”. O processo afirma que Courtney não se fez disponível para Bozza “por meses”, resultando em “atrasos substanciais.”

Na ação judicial, Bozza também declara que seu acordo de colaboração com Courtney garantia a ele no mínimo US$ 200 mil do que ela receberia, bem como as despesas dele, independente de o livro sair ou não.

O escritor diz que ele gastou cerca de US$ 10 mil para transcrever as entrevistas dele com Courtney, uma despesa pela qual, segundo ele, ela não o reembolsou. Além disso, ele receberia até US$ 300 mil de direitos.

Até então, Courtney pagou Bozza apenas US$ 100 mil, de acordo com ele, apesar de já ter recebido US$ 400 mil – de um total de US$ 1,2 milhão – adiantados pela publicação do livro.

Em outubro de 2013, uma fonte da HarperCollins disse à Rolling Stone EUA que Courtney Love lançaria o livro no começo de 2014. Mas em agosto do ano passado, a cantora disse que o livro havia se transformado em um “desastre” e que ela estava se sentido desconfortável com os detalhes pessoais que ocorrem de 2006 até hoje, os quais ela revelou no livro.

(Fonte: Rolling Stone)

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Vale a pena ser ‘Business Club’?

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Brasileiros que participaram do ‘camarote vip’ da Feira de Frankfurt no ano passado, avaliam o serviço

Pelo segundo ano, a Feira do Livro de Frankfurt oferece o Business Club. Com a credencial especial, os visitantes vips da feira têm acesso a um pacote de serviços que vai desde acesso gratuito ao transporte público da cidade até espaço para reuniões e palestras exclusivas com grandes nomes da indústria do livro. Entre as novidades para esse ano, o Business Club vai oferecer café e água gratuitamente e mesas para reuniões pré-agendadas. Além disso, quem estiver com a credencial do Business Club terá acesso às conferências The Markets e Right Directors Meeting. As duas conferências juntas custam mais de € 600.

Na estreia do Business Club, no ano passado, alguns brasileiros atenderam o convite e participaram do camarote vip da feira. Entre eles, André Palme, que na época representava a DSOP (hoje André está na e-editora O Fiel Carteiro). Ele avalia positiva a inciativa da feira: “minha experiência no Business Club em 2014 foi excelente. Estar neste espaço permite um contato global com as novas tendências da indústria e com cases de sucesso de todo o mundo. Um ambiente de muito aprendizado”.

Outro brasileiro que teve o direito de ser o rei do camarote de Frankfurt foi Bruno Zolotar, gerente de Marketing da Record. Zolotar achou o preço alto para o que se ofereceu. “Assistir as palestras do Business Club encaixando com as reuniões de compras de direitos é um exercício quase olímpico, porque você tem que correr muito. Mas no geral achei as palestras de marketing mais do mesmo com uma ou outra novidade. Nada que compensasse o investimento”, avaliou. Quem concorda com Zolotar é Sevani Matos, diretora geral da V&R. “Gostei muito das palestras, mas achei o preço um pouco salgado”, disse ao PublishNews. Sevani conta que acabou usando pouco o espaço por que a agenda era apertada e as reuniões foram agendadas fora do Business Club.

Para quem ficou interessado, há a opção de comprar um pacote para os seis dias da feira, por € 883.58 ou o ticket de um dia por € 437.33. Quem se inscrever no Business Club até a próxima quinta-feira (30) tem 25% de desconto. A reserva dos tickets pode ser feita clicando aqui.

(Fonte: Publish News)

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Uma Longa Jornada | Crítica

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Nova adaptação de um livro de Nicholas Sparks repete a fórmula de Diário de uma Paixão, sem o mesmo brilho

Apesar de toda a comunicação visual da divulgação de Uma Longa Jornada focar no casal jovem interpretado por Scott Eastwood (filho de Clint) e Britt Robertson, a trama de Nicholas Sparks, dirigida por George Tillman Jr. (Homens de Honra), trata de entrelaçar o romance atual com relatos de um amor antigo, fórmula que imediatamente repete ao principal filme inspirado em uma obra de Sparks, Diário de uma Paixão.

Sophia (Robertson) é uma estudante de artes que conhece Luke (Eastwood), um peão de rodeio que acaba de se recuperar de uma lesão. Mas a garota está prestes a se mudar para Nova York a trabalho. No primeiro encontro do casal jovem, eles deparam com um acidente de carro na estrada; enquanto Luke salva o senhor idoso, Sophia atende o pedido do homem ferido e resgata uma caixa.

O senhor acidentado é Ira (Alan Alda, quando idoso, e Jack Huston, quando jovem), que logo desenvolve uma amizade com a estudante de artes. Sophia descobre que a caixa estava cheia de cartas sobre a história de amor de Ira e de sua falecida esposa. Na verdade, a verdadeira história de amor do longa acontece nos momentos em que Sophia lê as cartas de Ira, para entreter o solitário velhinho, e o longa se transporta para um cenário de época, onde acompanhamos o amor trágico de Ira e Ruth (Oona Chaplin).

A história de Ira e Ruth é delicada, as expressões de amor são tocantes e todos os detalhes da relação dos dois fazem sentido na construção de um sentimento que atravessa a juventude e ocupa uma vida inteira.

A paixão dos anos 40 rouba a cena. Ruth e Ira conquistam o público seguindo a escola de romances que recriam um grande amor com histórias do passado. A preferência do público por este arco da história fica clara no final da sessão. Mas, infelizmente, de tempos em tempos a história dos jovens tem de voltar as telas e tomar as rédeas do filme.

O amor de Luke e Sophia parece frágil e efêmero, assim como em um namoro ordinário, que tem pontos altos, mas que não sobreviverá às frenquentes intrigas iniciadas nas redes sociais. Sophia, delicada e artística, se abre para o mundo rural de Luke, mas o rapaz não faz o mínimo esforço para entender os gostos da amada e constantemente entra em conflito com ela por causa disso. Luke é o cowboy rústico (no papel, Eastwood fica ainda mais parecido com pai) que se nega a ouvir toda e qualquer opinião da garota sobre seu estado de saúde e despreza os gostos dela.

O diretor George Tillman Jr. (Homens de Honra) subestima o público dessas histórias românticas. Todas as metáforas são desprovidas de sutileza. Está lá a famosa chuva antes do sexo, e não é preciso pensar muito para ver a referência sexual quando Luke puxa repetidamente uma corda de cima para baixo com o punho fechado, enquanto fala para a moça sobre como ela deveria montar num touro.

As obviedades não param aí. O diretor faz com que a história do passado se relacione de maneira claramente didática com o namorico da menina. É como se o senhor acidentado estivesse dando aulas de amor a Sophia e, dessa forma, ela guiará a sua história pelos mesmos passos de Ira, para ao fim, viver um grande amor.

Saber que o longa é baseado numa história de Nicholas Sparks já é o suficiente para levar aos cinemas os românticos à espera de uma história que emocione e mostre um amor incondicional ultrapassando todas as barreiras. No entanto, o arco do romance atual não convence como uma paixão digna de ser admirada e acaba importunando os espectadores. Assim como os anúncios do Youtube, Luke e Sophia são o caminho enfadonho porém obrigatório ao qual todos têm de assistir para poder, finalmente, se encantar com a história de Ira e Ruth.

(Fonte: Omelete)

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Game of Thrones | Entendendo a Fé dos Sete

Saiba mais sobre a religião dominante nos Sete Reinos

Game of Thrones engloba diversas facções, regimes políticos e religiões. Para não deixar você perdido no mundo de George R. R. Martin, nós vamos explicar alguns conceitos que estão sendo apresentados na série da HBO. O primeiro deles é a Fé dos Sete, uma das congregações religiosas mais importantes de Westeros.

Quando os ândalos chegaram há mais de seis mil anos ao continente ocidental, Westeros, eles trouxeram uma religião. Como eles dissolveram as crenças dos Primeiros Homens que viviam ali, esse culto ficou conhecido como o dos Novos Deuses ou como a Fé dos Sete. Inspirada no cristianismo medieval, essa fé domina praticamente todos os Sete Reinos de Westeros.

Existem duas regiões onde ela não tem influência. As Ilhas de Ferro, que foram dominadas pelos ândalos, mas não aceitaram os novos deuses e mantiveram seu Deus Afogado; e o Norte, que não foi vencido pelos invasores, e mantém a religião dos Primeiros Homens, também conhecida como a dos Deuses Antigos. Apesar disso, Fé dos Sete é a religião que Catelyn Stark (Michelle Fairley), mulher de Ned Stark (Sean Bean), era devota, pois antes de se casar seu sobrenome era Tully, família vinda de outra região. A série da HBO, aliás, mostra essa adoração em contraste com os antigos deuses de seu marido. Apesar de toda sua devoção, parece que os deuses não estavam escutando suas preces. (R.I.P.)

Esta religião é moldada a partir de um deus que possui sete aspectos e por isso o símbolo da crença é a estrela de sete pontas. Cada face do deus representa uma virtude: Pai (julgamento); Mãe (maternidade); Guerreiro (força na batalha); Velha (sabedoria); Ferreiro (trabalho); Donzela (inocência); Estranho (morte e o desconhecido). As pessoas mais simples geralmente não sabem que eles todos são apenas um só deus.

Hoje, o centro da Fé é Porto Real e seus templos são chamados de septos. O Grande Septo de Baelor é a sede principal e onde fica o Alto Septão, o líder da religião. Também existem Septões e Septãs, que são sacerdotes. Lembra da Septã Mordane? Ela ficava lá em Winterfell, ensinava a Sansa e a Arya a bordar, e era uma dessas sacerdotisas.

Dento da Fé dos Sete existem alguns grupos de características bem particulares. Um deles é o das Irmãs Silenciosas, uma ordem de mulheres devotas ao Estranho (um dos sete aspectos do deus da Fé). Elas fazem voto de castidade e silêncio e são responsáveis por preparar os cadáveres para os funerais. Elas vivem aparecendo na série, é só procurar quando tiver algum morto ou alguém quase batendo as botas. Outro é a Fé Militante é um grupo militar que costumava existir, mas o fanatismo trouxe caos ao reino e por isso foram reprimidos. Eles eram divididos em Filhos do Guerreiro (cavaleiros) e Pobres Irmãos (pregação e caridade). Alguns anos depois, foi feito um acordo entre a coroa e a Fé dos Sete. A partir daí, o Trono de Ferro sempre permaneceria unido a Fé, inclusive a defendendo, mas a Fé Mlitante não existiria mais.

Nos tempos atuais, o fervor religioso voltou com os chamados “pardais“. Eles querem ajudar o povo a se recuperar depois de todas as batalhas e remover a corrupção e injustiça do governo. Eles usam roupas muito simples e não têm sapatos, pois preferem doar a quem realmente precisa. Mas não se pode esquecer que eles não se importam em usar violência para chegar onde querem. O líder desses fanáticos é o Alto Pardal (Jonathan Pryce).

Lancel Lannister (Eugene Simon), que costumava dormir com Cersei (Lena Headey) e a ajudou na morte do Rei Baratheon, agora faz parte desse grupo. Ele diz que busca redenção por todos os pecados que cometeu. Cersei manda prender o Alto Septão – que tava fazendo bobagem no bordel – e se une aos pardais. Isso parece uma tentativa desesperada da Rainha Regente em encontrar aliados, já que seu Tio Kevan (Ian Gelder) não quis participar de suas tramas na corte. Agora se isso será bom ou ruim para os objetivos políticos dela, só o tempo ou George R.R. Martin para responder.

(Fonte: Omelete)

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Os estudos sobre os super-heróis e suas conclusões

Os "Vazios Silenciosos" no Coração dos Super-heróis

Os super-heróis já fazem parte do imaginário popular em qualquer lugar do mundo. E nos Estados Unidos eles também são elementos integrantes da cultura do país, de uma forma tão forte e enraizada que há décadas vêm sendo tema de estudos científicos nas mais diversas áreas do conhecimento humano.

Muitos desses estudos, não só nos EUA, chegaram a ganhar destaque na mídia. E o Universo HQ sempre tratou de divulgá-los.

Seguem abaixo alguns deles, para relembrar ou conhecer agora.

Super-heróis do cinema são nocivos aos jovens

Os super-heróis de hoje praticam violência sem parar, são agressivos, sarcásticos e raramente falam da virtude de fazer o bem à humanidade.

Esses e outros elementos reprováveis seriam as mensagens e imagens passadas aos jovens do sexo masculino pelo Homem de Ferro, Batman, Homem-Aranha, Superman e toda a galeria de superfantasiados dos longas-metragens de cinema, de acordo com um estudo de psicólogos dos Estados Unidos apresentado há alguns anos, durante a Convenção Anual da Associação Psicológica Americana.

Sharon Lamb, professora de saúde mental da Universidade de Massachusetts-Boston e orientadora do estudo, disse ao jornal britânico The Guardian que os super-heróis dos gibis de antigamente eram bem mais “bonzinhos” e que a diferença deles para os dos filmes da atualidade é que sujeitos como o Homem de Ferro da tela grande são exploradores de mulheres, exibem joias caras e demonstram sua virilidade usando armas.

Para ela, os meninos são mais ajustados mentalmente quando resistem à interiorização dessas imagens machistas.

Lamb e outros psicólogos chegaram a essas conclusões depois de entrevistar cerca de 700 garotos entre quatro e 18 anos de idade e acompanhar o que eles assistem na TV e no cinema.

Vingadores

Influencia das ameaças sociais

Muitos psicólogos acreditam que as pessoas ficam mais agressivas e menos interessadas em sentimentos e emoções nos tempos de crise social ou economia tumultuada.

Sobre isso, a revista norte-americana Political Psychology publicou, em 2010, um estudo que mostra resultados interessantes: os quadrinhos de super-heróis também reagem dessa forma, nas mesmas circunstâncias.

Os autores do estudo pesquisaram, quadrinho por quadrinho, oito títulos lançados entre 1978 e 1992, para registrar como as mulheres e as minorias eram tratadas; a forma agressiva com que as autoridades eram mostradas; as cenas de violência; o número de reflexões (balões de pensamento em vez de diálogos) e outros tópicos.

No geral, os pesquisadores avaliaram que as mulheres falavam menos e que havia um grande número de painéis com cenas violentas durante esse período em que os Estados Unidos estiveram, algumas vezes, ameaçados por conflitos internos ou externos.

Na pesquisa, foram usadas HQs da Marvel que até hoje são publicadas. Quatro eram de super-heróis convencionais que representam virtudes norte-americanas como patriotismo (Capitão América) e cidadania (Homem-Aranha); o restante foi de personagens não convencionais, com temas sobre perseguição social (X-Men) e amoralidade urbana (Demolidor).

Comparando as vendas desses gibis, surgiu outro dado curioso: os personagens não-convencionais venderam mais exemplares de seus títulos durante os tempos de estabilidade social do que nos períodos de ameaças, enquanto os outros mantiveram a vendagem de suas HQs estabilizadas.

Superman vs. Batman

Um modelo de conduta para as crianças

Nem tudo, porém, é negativo nos estudos sobre os super-heróis.

Foram dez anos analisando o impacto dos quadrinhos na vida dos leitores. Mas o resultado da longa pesquisa realizada pelo Dr. Chris Murray, da Universidade de Dundee, na Inglaterra, concluiu que o Homem-Aranha é o melhor modelo a ser seguido pelas crianças.

De acordo com Murray, o personagem Peter Parker é uma vítima das agressões de colegas de escola que cresce com muitos problemas pessoais e, ainda assim, torna-se um campeão em todos os sentidos e por isso está no topo da lista dos modelos exemplares para a criançada.

“Seu verdadeiro superpoder não é o de escalar paredes, mas a habilidade de assumir uma personalidade de confiança”, disse Murray no texto de divulgação da pesquisa.

Homem-Aranha

O coração dos super-heróis

No Brasil também há vários estudos sobre os heróis dos quadrinhos. Como Os vazios silenciosos no coração dos super-heróis, do pernambucano Cláudio Clécio Vidal, baseado na dissertação de mestrado que o autor defendeu em 2006.

A obra, que faz referência às ideias de vários pensadores, como Hegel e Michel Foucault, investiga os super-heróis norte-americanos e japoneses sob a ótica da filosofia, destacando que o coração desses personagens “pode funcionar como um espelho por meio do qual o edifício filosófico encara suas fraturas, contradições e vazios: suas crises de identidade”.

“As narrativas de super-heróis, encaradas como representações imagéticas de conceitos abstratos – ou alegorias -, comportam-se como uma espécie de evangelho apócrifo, contrapondo-se a interpretações canônicas de noções filosóficas”, anotou o autor na divulgação do lançamento.

O trabalho de 176 páginas está disponível gratuitamente para download ou leitura online, no formato PDF.

(Fonte: Universo HQ)

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Ex-retirante, brasileiro espalha literatura do país nos EUA

O paraibano Domício Coutinho, que após infância pobre fez fortuna nos Estados Unidos e fundou centro cultural em NY

O paraibano Domício Coutinho, que após infância pobre fez fortuna nos Estados Unidos e fundou centro cultural em NY

Domício Coutinho ia ser padre, mas lhe aconteceram as mulheres.

Pensou depois tornar-se escritor, mas começou a ganhar dinheiro, muito dinheiro.

Filho de mãe solteira no Nordeste dos anos 1930, o jovem Coutinho nunca se imaginou a viver em Nova York e a fundar a Brazilian Endowment for the Arts (BEA), instituição que divulga a cultura brasileira na principal cidade norte-americana. Mas foi justamente o que aconteceu.

“O Brasil está na boca do mundo. A comida, o Carnaval, a música, as meninas, tudo é celebrado, mas a nossa literatura infelizmente não é”, explica o brasileiro no meio dos 6.000 volumes da Biblioteca Machado de Assis, uma das raras bibliotecas de literatura brasileira nos EUA abertas ao público, sediada na instituição, em Manhattan.

Com cerca de 35 escritores associados e centenas de eventos realizados nos últimos dez anos, a BEA ainda atraí uma grande maioria de visitantes brasileiros.

Coutinho sabe que o seu trabalho não está terminado -e que, aos 83 anos, poderá não viver para testemunhar o reconhecimento que sonha para a literatura do Brasil.

“A minha família, os meus filhos, têm instruções para continuar este trabalho”, diz. explica. “Vou deixar dinheiro que garante o funcionamento da BEA por vários anos.”

Ele nasceu três meses depois do pai ter morrido. Com sete filhos para criar, a mãe deixou a pequena cidade de Caaporã, na região metropolitana de João Pessoa (PB), e foi para Pernambuco.

Nesses anos, um menino como ele tinha três caminhos para escapar à pobreza: juntar-se a uma banda de sucesso, ser jogador de futebol ou tornar-se padre. Coutinho escolheu a terceira opção e foi para a seminário com 12 anos.

Foi lá que cresceu, tendo ido para Roma com 22 anos para estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana. Acabou por desistir antes de ser ordenado. “Senti que, por vários motivos, não era vida para mim”, explica.

Foi viajar com um amigo pela Europa. Na Áustria, conheceu uma bela loura de 16 anos. “A gente se namorou, assim, muito diplomaticamente”, diz Coutinho. “Prometi-lhe que ia acabar os estudos no Brasil, e voltava.”

Durante três anos trocaram cartas de amor. Coutinho recebia correspondência com madeixas de cabelo louro e flores dos Alpes, a Edelweiss, símbolo de amor eterno. “Era bem romântica, a menina, endoidava qualquer um”, lembra.

Quando regressou à Áustria, o romance estava terminado. Voltou para Nova York e não saiu mais.

Casou-se com uma brasileira e teve dois filhos. Depois de alguns anos de aluguel, decidiu comprar um edifício de três apartamentos no Queens por US$ 14 mil.

Vivia em um e alugava os outros dois. Três anos depois, vendeu a casa por US$ 55 mil. Comprou outra, que tornou a vender. Depois uma terceira, e outra, e outra. Fez fortuna.

As casas dele rapidamente se tornaram pontos de encontro para os intelectuais da diáspora brasileira. O grupo cresceu e, anos depois, começou a reunir-se no consulado brasileiro em Nova York.

No início dos anos 2000, o espaço estava muitas vezes indisponível e começava a ser pequeno para os milhares de volumes que se acumulavam.

Perto dos 70 anos, Coutinho já não alimentava a ilusão da infância de que seria um escritor de sucesso -planejou lançar suas memórias, “Aventuras de um Pau-de-Arara”, que terminou como um livro de poemas. Publicou também um romance.

Apesar de viver de forma simples, tinha acumulado fortuna e acabara de comprar um edifício no número 240 da rua 52, em Manhattan, que tinha o térreo vazio. Transformou o espaço em centro cultural.

Assim nasceu o BEA, em fevereiro de 2004. Na última década, a instituição organizou centenas de eventos: conferências, mostras de cinema, aulas de português e, nas últimas quartas do mês, uma noite literária.

Apesar desses esforços, a esmagadora maioria dos norte-americanos continua a desconhecer livros Machado de Assis ou Guimarães Rosa.

Kenneth David Jackson, professor de português e literatura na Universidade de Yale, diz admirar a luta de Coutinho, mas critica o Brasil por não ter uma representação oficial na cidade. “É anacrônico ver este esforço quixotesco, por um indivíduo sozinho, numa das capitais culturais do mundo”, afirma.

Jackson diz que a missão do brasileiro é muito difícil. “A literatura brasileira não tem um presença significativa nos EUA porque fica perdida na ideia de ‘literatura latino-americana’, que se entende ser em espanhol.”

Coutinho concorda, mas diz que conhece a solução. “Nenhuma literatura é feita sem a ajuda de um grande agente literário. Isso tem faltado o tempo todo.”

PAIXÃO NACIONAL

Até esse dia chegar, outros aspectos da cultura brasileira vão prevalecer. Coutinho lembra-se do dia em que um realizador entrou na BEA dizendo que ia filmar o Carnaval brasileiro.

Coutinho perguntou-lhe qual seria o seu ângulo. “A bunda brasileira”, respondeu-lhe o norte-americano, em português. Coutinho sentiu-se insultado, depois intrigado. O realizador esclareceu que a ideia partira de um ensaio do sociólogo Gilberto Freyre.

Coutinho desconhecia a existência do texto e ligou para o neto de Freyre. Dias depois, tinha no correio uma copia de “Bunda – Paixão Nacional”. Coutinho achou a ideia menos absurda, mas ainda assim inaceitável.

“O Brasil é muito mais do que bunda”, diz.

(Fonte: Publish News)

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Novo livro traz a história do humorista Ronald Golias

Bronco. Personagem do humorístico 'Família Trapo'

Bronco. Personagem do humorístico ‘Família Trapo’

Nascido em São Carlos, ele tem sua vida contada em obra

Nascido em São Carlos, no interior paulista, o humorista Ronald Golias tem sua vida contada em obra que será lançada em sua cidade de origem e na capital paulistana na próxima semana, quando ele completaria 86 anos, no dia 4. Ronald Golias, o Gigante do Humor, de Luís Carlos Barbano, traz depoimentos de amigos, familiares e figuras importantes que conviveram com um dos ícones do humor no Brasil.

Em 2015, faz dez anos que o humorista morreu vítima de infecção generalizada, aos 76 anos. O autor da biografia diz que a ideia surgiu após pensar que “São Carlos não fez por Golias o que Golias fez por São Carlos”. Também nascido na cidade, Barbano iniciou, então, em 2009, pesquisas sobre seu ídolo.

Em São Carlos, Golias dá nome a uma praça e a casa onde morou está sendo reformada e deve tornar-se memorial. Mas, para o autor, faltou à cidade dar mais importância ao filho ilustre. Ele pesquisou gravações antigas, programas de rádio e TV e outros meios. Falou ainda com várias pessoas, entre elas Arlindo, irmão do humorista, que mora no município. Tudo o que eles contaram, ajudou a enriquecer a história.

Golias iniciou a carreira nos anos 1940, em São Paulo, quando integrou um grupo de espetáculos aquáticos, o Acqua Loucos. Suas performances o levaram ao programa Calouros em Cena, da Rádio Cultura. Dali, foi para a Rádio Nacional, onde conheceu Manuel de Nóbrega. Foi dele o convite para participar do humorístico A Praça da Alegria, que havia acabado de estrear na TV Paulista.

Com Pacífico, do bordão “Ô Cride, fala pra mãe…”, Golias se destacou e, a partir daí, vieram outros personagens marcantes na história da TV brasileira. Ele esteve na Família Trapo, nos anos 1960 e 70, na continuidade da Praça da Alegria, hoje chamada Praça É Nossa, que tem como apresentador Carlos Alberto de Nóbrega. Filho de Manoel, que apadrinhou Golias, ele é autor do prefácio do livro.

Ronald Golias teve o trabalho reconhecido por nomes como Jô Soares e Renato Aragão. O primeiro o comparou a Jerry Lewis e o outro fez questão de homenageá-lo em seu programa Turma do Didi, por ocasião de sua morte, em setembro de 2005, quando falou de sua admiração pelo colega.

TV e cinema. José Ronald Golias recebeu este nome em homenagem ao ator Ronald Colman, ídolo de seu pai, Arlindo Golias. Além de Pacífico, o humorista criou personagens como Bronco, Bartolomeu e Profeta. E marcou em programas como Família Trapo, Praça É Nossa e Escolinha do Golias, além de ter participado de nove filmes, quase todos nos anos 1960.

(Fonte: O Estadão)

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Cinquenta Tons Mais Escuros ganha primeiro teaser trailer; assista

Continuação chega aos cinemas em 2017

Cinquenta Tons Mais Escuros , a sequência de  Cinquenta Tons de Cinza , ganhou o seu primeiro teaser. No vídeo, Christian Grey (Jamie Dornan) veste uma máscara. Assista abaixo:

Especificamente, Fifty Shades Darker sairá em 10 de fevereiro de 2017, enquanto o terceiro e último longa da trilogia, Fifty Shades Freed, fica para 9 de fevereiro para 2018. Assim, os longas sairão no mesmo mês do primeiro  Cinquenta Tons de Cinza .

Niall Leonard, marido da autora E.L. James, será o roteirista do segundo filme. A sequência ainda precisa encontrar um novo diretor, já que Sam Taylor-Johnson, que comandou o primeiro filme, não retornará.

(Fonte: Omelete)

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Convergente | Jeff Daniels será o vilão dos dois próximos filmes da franquia Divergente

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Ator viverá David, o líder do Departamento de Auxílio Genético

Segundo o THR , Jeff Daniels está próximo de fechar contrato para se juntar ao elenco de Convergente partes 1 e 2, próximos filmes da franquia Divergente , adaptações para o cinema da obra de Veronica Roth.

Daniels deve interpretar David, o lídero do Departamento de Auxílio Genético. O serviço está pos trás da criação das sociedades nas quais Tris (Shailene Woodley) vivia. O ator se junta a um elenco que já conta com Kate Winslet, Jai Courtney, Zoe Kravitz, Theo James, Octavia Spencer, Su ki Waterhouse, Naomi Watts, Daniel Dae Kim e Jonny Weston.

A parte 1 que encerrará a franquia terá direção de Robert Schwentke (Red – Aposentados e Perigosos) e começa a ser rodada em maio, com previsão de estreia para 18 de março de 2016.

(Fonte: Omelete)

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Super-heróis ganham sensuais versões femininas

O site norte-americano Comics Alliance costuma publicar, regularmente, séries de artes temáticas que mudam o conceito original de famosas criações dos quadrinhos.

Uma das mais interessantes é a que traz versões femininas de famosos super-heróis e outros personagens das HQs.

Na galeria, Homem de Ferro, Justiceiro, Astroboy, He-Man, Apolo, Meia-Noite, Capitão América, Helboy e até Asterix e Obelix viraram belas e sensuais mulheres.

(Fonte: universo HQ)

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