Arquivos mensais: janeiro 2014

Gonçalo M. Tavares lança livro inspirado na crise

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Gonçalo M. Tavares está pessimista. Diante da crise econômica que assola a Europa desde 2008, teme que o desemprego seja “a primeira parte da grande tragédia” — a ascensão, outra vez, de regimes totalitários no continente. Não custa avisar, e é isso que o escritor de 43 anos, considerado por José Saramago (1922-2010) o próximo Nobel português, procura fazer em “Matteo perdeu o emprego”, lançado agora no Brasil (Foz Editora).
Por meio do personagem-título e de outras “histórias estranhas”, que se ligam “como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras”, “Matteo…” se afasta da realidade ao mesmo tempo em que convida a refletir sobre o impacto de uma crise financeira nas reações (e relações) humanas. Nas notas finais, o escritor analisa a própria obra e explica tratar-se também de um livro sobre o alfabeto, fio condutor da narrativa. Na entrevista a seguir, o colunista do GLOBO, autor de “Jerusalém” e “O Senhor Valéry” e vencedor do Portugal Telecom, entre outros prêmios, detalha a lógica que permeia a obra e suas preocupações com o futuro da Europa.
Como a crise na Europa se refletiu em “Matteo…”, escrito em 2010?
O livro tem duas grandes zonas: uma primeira parte narrativa e uma reflexão sobre a história. A primeira é sobre alguém que perdeu o emprego e que, com o tempo e o fato de não aparecerem propostas de trabalho, aceita acompanhar uma mulher sem braço, com quem estabelece uma relação perversa e até sexual. “Matteo…” tem essa história-base, mas há outras ligadas, estranhas, quase inverossímeis, como a de um homem que leva seu coração numa espécie de bateria. E o desemprego atravessa todo o livro, mas ele não é necessariamente sobre a questão na Europa, porque o problema é universal, intemporal. O agravante é que o desemprego na Europa hoje é potencialmente perigoso a nível político. A história do século XX é a história das ditaduras, da violência, e essa história do mal, do grande mal, tem normalmente como prefácio um grande desemprego. Nesse aspecto, este livro é sobre o desemprego atual, mas também no século XX, quando esteve na base do nazismo. E está lá (na obra) a importância do alfabeto, da primeira letra do nome, para as pessoas escaparem ou não de um campo de concentração.
Daí os nomes do livro serem judeus?
Há uma ligação, claro. Não explícita, e não consciente. Mas agora estamos a contar o século XXI e, se não tivermos cuidado, de novo o desemprego pode ser a primeira parte da grande tragédia que virá a acontecer. Portanto “Matteo…” é um livro de ficção que chama a atenção para a questão de como o desemprego é um problema de potencial violência.
Você já enxerga a aproximação de regimes totalitários?
Em muitos países há indícios. A diminuição dos valores da democracia não é na Europa algo que tenha a ver com uma mudança de um dia pro outro, ninguém pega em armas e diz: “a partir da próxima segunda, a democracia acabou”. No século XXI, nos países democráticos, o que está em causa são mudanças graduais, quase imperceptíveis, de pequenas leis. Se fizéssemos uma análise das leis de vários países de dez anos atrás e de hoje, provavelmente veríamos a diminuição dos valores democráticos, os que associamos a liberdade de expressão, de circulação… Quando começa a se falar, na França — extraordinária referência da democracia —, na possibilidade de o partido de extrema-direita (Frente Nacional) eleger sua líder (Marine Le Pen) presidente do país, isso não é um indício, é quase uma bomba sentida no centro da democracia. E há muitos outros países em que já aparecem sinais. É histórico, cultural, e é humano e animal de certa maneira. Somos seres orgânicos, que têm fome, frio, e quando um limite é ultrapassado, e as pessoas começam a não conseguir ter satisfeitas as necessidades orgânicas mínimas, é evidente que irão atrás de qualquer coisa que se ofereça politicamente.
Você é doutor em epistemologia. Como isso influencia a sua obra?
Tento não misturar as coisas. Penso que o relevante é como uma narrativa aparentemente direta pode nos fazer refletir. A ideia de contar uma história é muito forte, mas as histórias da literatura não podem ser as que nós contamos, mas narrativas que nos fazem pensar sobre as coisas mais violentas. E nesse aspecto a reflexão filosófica está dentro da história. Gostaria de contribuir para terminar com essa separação, de que há um mundo para pensar e um para contar histórias. A literatura são histórias, mas histórias que têm uma energia para mudar a cabeça das pessoas maior do que uma história cotidiana, senão a literatura passa a ser uma telenovela.
Você já disse que escreve muito rápido, que a velocidade de pensamento atropela as palavras. Como concilia a livre associação e a lógica matemática que permeia seu trabalho?
Cada livro é muito diferente. O livro é um animal, que precisa de coisas diferentes, e não escrevi “Matteo…” como escrevi “Uma viagem à Índia” ou “Jerusalém”. Em “Matteo…”, houve um ponto de partida criado por um conjunto de fotos de lápides com os nomes que aparecem no livro. As imagens não aparecem, mas de início era claro que haveria uma narrativa por ordem alfabética, em vez da cronológica, em que a primeira letra do nome de uma personagem faz com que os acontecimentos dela apareçam antes dos da seguinte. “Matteo…” mistura duas lógicas, a narrativa e a alfabética. Eu parti de alguns tópicos e fui escrevendo muito rapidamente. A minha escrita é um momento de investigação, é quando percebo o que estou a fazer.
Mas pode-se dizer que a lógica matemática e a filosofia são elementos comuns à sua obra?
Sim, é claro que há coisas comuns, e há outras distintas. “Matteo…” é um livro passado numa zona estranha, não é do mundo realista como são os romances que escrevi, mas não é do mundo totalmente imaginário do “Bairro”: é de um mundo entre a imaginação e a realidade e tem uma certa perversidade. Mistura o raciocínio geométrico, sobre o espaço, com a realidade. Mas a grande base é puramente narrativa, sem interpretar o que faz cada personagem, tem mais a ver com as ligações entre eles. Outra coisa importante é a tabela periódica que aparece no livro, na narrativa, numa espécie de prostituto que tem tatuada a tabela em braile, e na forma reflexiva (no posfácio), onde há a tabela periódica das cidades. Agrada-me muito a mistura da ciência à ficção.
Trecho do livro “Matteo perdeu o emprego”
‘Vim por causa do anúncio’
“Matteo, sim, esse mesmo, tocou a campainha do prédio. Lá de cima, uma voz feminina, jovem.
— Vim por causa do anúncio — disse Matteo.
Deixara em casa, na mesa, um jornal de há três dias em cima de outro jornal com vários meses.
Na capa de um dos jornais, a fotografia de uma máquina e fumaça a sair da máquina. Uma explosão, um atentado, já não se lembra.
A mulher de Matteo gritava por algo que acontecera na cozinha ou no mundo. Gritava ao mesmo tempo em que pedia silêncio. Matteo não respondia. Duas cadeiras das duas crianças e uma bicicleta pequena. O pneu de trás vazio, sem campainha, a bicicleta amarela que não andava na rua há meses.
Mas agora Matteo está em frente da porta do 2º esquerdo; 2º esq., como o anúncio do jornal dizia.
Avança, está preparado. Mas não sabe bem para quê.
A mulher que colocara o anúncio abre a porta. O primeiro choque. A mulher não tem braços. Matteo nada diz, dizer o quê?, de que falar? Tenta olhar para todo lado, menos para aquela mulher. Como se investigasse a casa, mas não — é apenas medo.
O rosto da mulher parece ter vida própria, simpático até em exagero, como se o resto do corpo existisse apenas para suportar o rosto de onde nada vem, nem um som — o que obriga Matteo, que ainda treme, a falar:
— Não entendi o anúncio.”
Notas sobre “Matteo perdeu o emprego” (posfácio)
‘Hierarquia pelo alfabeto não é uma brincadeira’
Matteo perdeu o emprego poderia começar de qualquer ponto. O que não era possível é que a Goldstein se seguisse a pequena narrativa em que surge Einhorn, pois cada personagem só existe porque a anterior existe e, de certa maneira a foi chamar, a apontou no meio da multidão, destacando-a. Se o menino com letra G levanta o braço, respondendo à chamada, é porque os meninos com nomes começados pelas letras que antecedem o G no alfabeto já foram chamados. Se há ordem no mundo, ninguém com um nome começado pela letra F pode ser resgatado depois de ser assinalada a presença de Goldstein. E tal consideração pode ficar no âmbito lúdico ou adquirir proporções decisivas e trágicas — como na escolha dos judeus que seguiriam do gueto para o campo de extermínio. Uma escolha que, certas vezes, seguiu precisamente a ordem alfabética. Se o nome começava por F e a chamada ia já no G, o homem com o nome começado por F estava salvo — pelo menos temporariamente.
A hierarquia pelo alfabeto não é, pois, uma brincadeira de crianças. Pode representar a salvação (já passaram a minha letra), uma condenação (sou eu!) ou representar ainda o tempo da ameaça suspensa (ainda não chegaram à minha letra).

(Fonte: O Globo)

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MinC veta uso de verbas federais para biografias de políticos

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O Ministério da Cultura vetou a utilização de verbas federais da Lei de Incentivo à Cultura para produção de biografias de agentes políticos. A decisão foi tomada após recomendação do Ministério Público Federal em Campinas. Em 2012, o então candidato à reeleição à prefeitura de Vinhedo (SP), Milton Serafim (PTB), recebeu recursos do MinC para publicação de sua biografia. O político se reelegeu.
Para o MPF, o conteúdo da obra poderia ser usado de forma indevida, direta ou indiretamente, como promoção pessoal do político. Foram concedidos R$ 110.451 em verbas federais para publicar a biografia de Milton Serafim. O MPF, então, recomendou à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura que determinasse a revogação imediata do projeto com o integral ressarcimento aos cofres públicos federais da verba liberada.
A Advocacia-Geral da União (AGU), ao analisar, a pedido do Ministério da Cultura, a recomendação do MPF, deu parecer favorável à proibição por entender que obras biográficasque envolvam agentes públicos no exercício do cargo possam levar à promoção pessoal. A AGU sugeriu o arquivamento do projeto até que o biografado não exerça mais qualquer cargo público. O MinC determinou então o cancelamento do projeto, o que impediu o gasto dos recursos públicos inicialmente previstos.
— Trata-se de uma importante vitória, por implicar o reconhecimento, pela administração pública federal, de que verbas públicas não podem ser aplicadas em finalidades dissociadas do interesse da população e, especialmente, de que a promoção da cultura brasileira não pode ser confundida com a promoção pessoal de agentes políticos —declarou o procurador da república, Edilson Vitorelli, autor da recomendação acatada pelo Ministério da Cultura.

(Fonte: O Globo)

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Morre, aos 58 anos, o poeta e jornalista Donizete Galvão

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Morreu na madrugada de quinta-feira, 29, em São Paulo, aos 58 anos, vítima de um infarto, o jornalista e poeta Donizete Galvão. Mineiro de Borda da Mata, ele se mudou para São Paulo em 1975 para estudar jornalismo e trabalhou como redator publicitário.
Ao longo de sua carreira, ele publicou sete obras e participou de antologias no Brasil e no exterior. São de sua autoria Azul Navalha (1988), Prêmio APCA, As Faces do Rio (1991), Do Silêncio da Pedra (1996), A Carne e o Tempo (1997), Ruminações (2000), Mundo Mudo (2003) e O Homem Inacabado (2010), finalista do Prêmio Portugal Telecom e segundo colocado no Prêmio Brasília de Literatura. O velório foi realizado na quinta-feira, 30, no Cemitério Santo Amaro e a cerimônia de cremação, no Crematório da Vila Alpina, no final da tarde. Donizete Galvão deixa a mulher Ana Tereza e dois filhos.

(Fonte: O Estadão)

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Lançamento do livro Por Dentro do Máscara de Ferro

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Foi lançado o livro Por Dentro do Máscara de Ferro, de Bernardo Aurélio, .
O personagem Máscara de Ferro existe desde 1999 e o novo livro foi patrocinado pelo edital do BNB e BNDES. Além disso, no ano passado entrou no Catarse e o financiamento coletivo foi bem sucedido ao arrecadar R$ 2.800,00.

(Fonte: Universo HQ)

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Turma da Mônica também homenageia o Dia do Quadrinho Nacional

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A Turma da Mônica, principal franquia de quadrinhos brasileira e sucesso de vendas há décadas, não esqueceu o Dia do Quadrinho Nacional. A Mauricio de Sousa Produções divulgou uma imagem lembrando a data, homenageando Angelo Agostini e os 145 anos da série As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte.

(Fonte: Universo HQ)

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Estreia Mais Gibis, site nacional para vender HQs digitais

MaisGibis

A venda de quadrinhos no formato digital cresce a cada ano, e já está bastante desenvolvido em alguns países. No Brasil, entretanto, esse assunto ainda não tem a atenção que merece pelas possibilidades que proporciona.
Mas, hoje, estreou o Mais Gibis, um site especializado em vender quadrinhos digitais para o público brasileiro.
Com publicações nacionais e estrangeiras, nos formatos PDF, CBR e CBZ, não possui restrições de acesso ou leitura, e o comprador pode levar o arquivo para o dispositivo que quiser, como computador, smartphone ou tablet. O objetivo é formar parcerias com editoras brasileiras para disponibilizar seus catálogos, assim como autores independentes e obras estrangeiras.
Os preços variam entre R$ 3,90 e R$ 6,90, e as compras podem ser feitas com cartão de crédito ou boleto bancário. Com a compra confirmada, o leitor recebe um link para download do arquivo, que pode ser utilizado até três vezes pelo computador.
Nesta estreia, estão disponíveis:
Juiz Dredd Megazine, da Mythos Editora – Título com material da 2000AD, com destaque para o famoso policial futurista e contos de autores famosos, como Alan Moore.
Balão Editorial – Quatro obras de autores nacionais editora são oferecidas: Hector & Afonso – Os Passarinhos, EntreQuadros, Mary e Todo Mundo é Feliz.
Muzinga.net – Graphic novels do autor André Diniz e seus colaboradores, como Duas Luas, ainda inédita no Brasil.
Diferente de sites como comiXology, as HQs comercializadas pelo Mais Gibis podem ser lidas em qualquer plataforma, sem restrições DRM. Seguindo tendências de outras empresas, como a Image Comics, a proposta é que o comprador possa guardar e lidar com o arquivo da forma que quiser.
A criação e produção do Mais Gibis está a cargo de Fabiano Denardin, Giovanni Faganello e Érico Assis – mesma equipe responsável pelo site de webcomics Outros Quadrinhos.

(Fonte: Universo HQ)

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Autor de romances policiais, Henning Mankell é diagnosticado com câncer

O escritor sueco Henning Mankell

O escritor sueco Henning Mankell

O autor sueco Henning Mankell, conhecido pela série de romances policiais protagonizados por Kurt Wallander, revelou que está com câncer, de acordo com o britânico “The Guardian”. O estado de saúde do escritor de 65 anos é grave. Há tumores na parte de trás do pescoço e no pulmão esquerdo. Ele quer documentar a batalha contra a doença em uma coluna em um jornal.
Em um texto publicado no “Göteborgs-Posten”, Mankell explica como a doença foi detectada no início deste ano. Acrescenta ainda que o câncer pode ter se espalhado para outras partes do corpo. O tratamento será definido de acordo com o resultado de outros exames. Mankell disse que, com a coluna, quer “dar voz a um sofrimento que afeta muitas pessoas”.
O romancista descreve no texto que visitou um especialista em Estocolmo, achando que tinha uma hérnia de disco. “Quando voltei a Gotemburgo, foi diagnosticado um câncer grave. Não lembro muito da viagem de volta, só da gratidão que tenho à minha mulher, Eva Bergman, que estava comigo.”
Mankell começou a carreira como dramaturgo em 1968 e publicou seu primeiro romance em 1973. O reconhecimento mundial chegou duas décadas depois, com o lançamento de sua série de 12 livros protagonizados por Kurt Wallander, que já deram origem a uma série de TV na Suécia. O ator Kenneth Branagh encarnou o detetive na televisão britânica.
Casado com Eva Bergman, filha do cineasta sueco Ingmar Bergman, Mankell também escreveu livros infantis e é um dramaturgo respeitado em seu país. Seus livros já venderam mais de 40 milhões de exemplares em todo o mundo. Além disso, se destacou por ser um ativista de esquerda. Ele divide seu tempo entre Suécia e África, para onde viajou pela primeira vez há quatro décadas. Em Moçambique, trabalha como diretor artístico do Teatro Avenida.
Entre seus livros estão “Assassinos sem rosto”, “A leoa branca”, “O guerreiro solitário” e “A quinta mulher”, todos publicados no Brasil pela Companhia das Letras.

(Fonte: O Globo)

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Homem que perdeu as pernas no atentado de Boston vê Obama e escreve livro

Jeff Bauman

Jeff Bauman

Jeff Bauman se tornou um símbolo de uma tragédia nacional depois que uma foto dele, sem pernas e ensanguentado em uma cadeira de rodas no local do atentado na Maratona de Boston, circulou pelo mundo.
Agora ele está se transformando em um símbolo de resiliência: aprendendo novamente a andar, aparecendo em destaque no discurso do Estado da União, do presidente Barack Obama, e escrevendo suas memórias.
Bauman, que perdeu parte de ambas as pernas até acima dos joelhos, estava entre os convidados da primeira-dama Michele Obama no discurso do Estado da União, na terça-feira à noite, com Carlos Arredondo, o homem que usava um chapéu de caubói branco e ajudava Bauman, na icônica foto.
O livro de memórias de Bauman, “Stronger” (mais forte), relembra o ataque de 15 de abril de 2013 e sua recuperação nos meses seguintes, disse Caitlin Mulrooney-Lyski, porta-voz do editor. A obra foi redigida em conjunto com Bret Witter e será lançada antes do primeiro aniversário do atentado.

(Fonte: O Estadão)

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Tira original de Snoopy é vendida por 26 mil dólares

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Uma tira original da série Peanuts (também conhecido no Brasil como Minduim), dos personagens Snoopy e Charlie Brown, foi leiloada no último dia 18 de janeiro pela casa Philip Weiss Auctions, nos Estados Unidos, por US$ 26,450.
Publicada no dia 21 de outubro de 1966, a tira foi desenhada pelo falecido Charles Schultz, criador da série, e inclui os personagens Linus, Patty Pimentinha e Snoopy.
Essa foi a peça mais cara de um lote de 700 objetos leiloados na mesma data. A estimativa inicial para a tira estava na faixa de 15 a 20 mil dólares.
Schultz desenhou mais de 18 mil tiras num período de quase 50 anos, o que significa que se os originais fossem vendidos pelo valor obtido nesse leilão, a quantia total seria de 468 milhões de dólares.
O Museu Charles M. Schulz mantém uma coleção com aproximadamente sete mil tiras originais do artista.

(Fonte: Universo HQ)

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Belo Horizonte comemora o Dia do Quadrinho Nacional

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Dia 30 de janeiro, comemora-se o Dia do Quadrinho Nacional. E a cidade de Belo Horizonte, relembra a data com o evento 9º Dia do Quadrinho Nacional, sob a coordenação da Associação Cultural Nação HQ, a ser realizado no Centro Cultural Venda Nova (Rua José Ferreira dos Santos, 184 – Bairro Novo Letícia).
As atividades começam às 14h. Quem visitar o centro cultural também terá a oportunidade de ver a exposição Viagem Fantástica ao Mundo do Antigamente, com 20 trabalhos que contará parte da trajetória das primeiras histórias em quadrinhos, com obras de Joseph Franz von Goz, Rudolph Topffer, Wilhelm Busch, Angelo Agostini e Richard Outcault.
Outra exposição é Ícones dos Quadrinhos, onde artistas retrataram personagens de quadrinhos que possuíam algum significado especial para eles. A elaboração foi de Ivan Costa, membro da equipe de curadoria do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.
O 9º Dia do Quadrinho Nacional tem o apoio do Studio A4, do Estúdio Black Ink, o Portal do Ilustrador, do Estúdio Nanquim, do Diretório Acadêmico Carlos Drummond de Andrade da Faculdade de Letras da UFMG e da Prefeitura de Belo Horizonte, através da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
Todas as atividades são livres e gratuitas, sem necessidade de inscrição, mas sujeitas a lotação.

Veja a programação:
14h – Oficina de Roteiro Ele morreu e agora?;
16h – Oficina Pequenas doses de quadrinhos;
19h – Encontro de artistas e fãs de quadrinhos;
20h – Apresentação Musical: Banda O Monomotor;

(Fonte: Universo HQ)

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