FEVEREIRO – 2015

Personagens marcantes do Rio reunidos em ‘croniquetas’

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Livro presta homenagem a 90 figuras que construíram a identidade carioca

Um grupo de homens de imprensa se reuniu para contar a história do Rio e de seus personagens. O resultado dessa união é “Gente do Rio — Eles iluminaram a História” (editora Mídia In), organizado pelo jornalista Nilo Dante com supervisão do imortal da Academia Brasileira de Letras Cicero Sandroni, e que chega agora às livrarias. Dante selecionou 90 figuras notáveis que ajudaram a construir a história da cidade, começando por Estácio de Sá, “o primeiro herói”, e passando por nomes como Machado de Assis, Tom Jobim, Chico Anysio e Roberto Marinho.

— Era uma ideia que eu, Cicero Sandroni (que assina a abertura da obra), Wilson Figueiredo e Vicente Senna trabalhávamos desde 2011. Nós convivemos com algumas dessas figuras. Eu era muito amigo do Tom Jobim desde antes de ele fazer sucesso — afirma Dante, brincando: — Só quero lembrar que, embora sejamos um monte de velhos, não convivemos com Rui Barbosa ou a Princesa Isabel!

ESTILO ‘ROCOCÓ’ FOI EVITADO

O livro é composto de verbetes acompanhados, nas palavras de Dante, de uma “croniqueta”. A ideia era evitar o tom enciclopédico, usando um texto mais leve como forma de impedir que os personagens eleitos caíssem no esquecimento. Não precisava ser carioca para entrar no livro, mas ter feito parte da história do Rio. Por isso, entrou gente como o baiano Dorival Caymmi.

Além do grupo envolvido na concepção da obra, os textos são assinados pelo também imortal Arnaldo Niskier e pelos jornalistas Ely Azeredo (crítico de cinema do GLOBO) e Nelson Hoineff, entre outros. A obra é lançada como parte das comemorações pelos 450 anos da cidade.

— São nossas impressões pessoais sobre essas pessoas, sem babação de ovo. Não queríamos aquele negócio rococó de textos intermináveis — diz Dante, que dirigiu jornais como “Última hora”, “Diário de Notícia” e “Jornal do Brasil”. — São crônicas, mas a abertura do Sandroni tem envergadura acadêmica e é o esteio do livro.

O leitor pode sentir falta de alguns nomes. Mas Dante alerta que não conseguiu ter autorização dos herdeiros de figuras como Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Garrincha e Noel Rosa para incluí-los na homenagem.

Um dos últimos textos é um ensaio de Dante sobre a história da imprensa brasileira, em que discute seus rumos diante das novas tecnologias. E homenageia figuras que construíram a história dos jornais, como Rubem Braga, Joel Silveira e David Nasser, entre outros.

(Fonte: O Globo)

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Produtor de Game of Thrones alerta: teremos mortes surpreendentes na quinta temporada

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Novos capítulos da série vão ao ar no Brasil e nos Estados Unidos a partir de 12 de abril

Não que o público de Game of Thrones não esteja acostumado, mas a quinta temporada da série promete “apagar” muitos personagens ao longo dos capítulos que estrearão no Brasil e nos Estados Unidos, simultaneamente, no dia 12 de abril.

Segundo George R.R Martin, escritor da saga As Crônicas de Fogo e Gelo, que dá origem à versão de sucesso da TV (da qual ele é produtor executivo), até mesmo os fãs da literatura se surpreenderão com as mortes que estão por vir.

“Pessoas que não morrem nos livros vão morrer na TV, então, até mesmo os leitores ficarão infelizes, é melhor que todo mundo fique esperto. [Os cocriadores] David [Benioff] e D.B. [Weiss] estão ainda mais sanguinolentos do que eu”, brincou Martin durante a premiação do WGA 2015, falando ao Showbiz411.

A falta de apego dos autores de Game of Thrones com os personagens do seriado não tem sido um problemas para os fãs. Em 2013, a estreia da quarta temporada alcançou o maior índice de audiência da HBO desde o último episódio de Família Soprano, transmitido em 2007. Os 6,6 milhões de telespectadores foram o maior público da série e chegaram a 8,2 milhões de pessoas com as duas reprises.

A título de comparação, a terceira temporada de Game Of Thrones, que estreou em 31 de março de 2013, chegou a 4,4 milhões. A série também quebrou o recorde de episódio mais visto até então, o sexto da terceira temporada: foram 5,5 milhões de pessoas.

(Fonte: Rolling Stone)

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Cinquenta Tons de Cinza faz 500 mil espectadores na estreia no Brasil [ATUALIZADO]

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Longa estreou em 1.090 salas

Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey) estreou em 1.090 salas de cinemas e arrecadou 7 milhões e 90 mil reais, sendo visto por 500 mil espectadores apenas na estreia. Em novembro, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 fez quase 400 mil espectadores para 1.200 salas.

Ao longo do final de semana de Carnaval, Cinquenta Tons de Cinza levou 1,7 milhão de pessoas ao cinema. O longa, que é a melhor abertura do ano no Brasil, é também a quarta maior estreia da história do cinema no país. O filme já chega a R$ 24 milhões ao longo dos três dias.

Na trama, Christian Grey (Jamie Dornan) é o milionário sadomasoquista que seduz Anastasia Steele (Dakota Johnson).

(Fonte: Omelete)

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Há 50 anos, a história do Rio de Janeiro foi recontada pelo samba

Djalma Sabiá, compositor do Salgueiro, mostra o seu museu particular que guarda em sua casa sobre a escola do coração

Djalma Sabiá, compositor do Salgueiro, mostra o seu museu particular que guarda em sua casa sobre a escola do coração

Carnaval de 1965, com enredos em homenagem aos 400 anos da cidade, teve alguns dos melhores desfiles de todos os tempos

Em 1965, o aniversário do Rio de Janeiro caiu em uma segunda-feira de Carnaval. Os desfiles das escolas de samba, que começavam na noite de domingo e fluíam até o dia seguinte, portanto, também seriam realizados na data em que a cidade completaria 400 anos. Nada mais justo que as agremiações carnavalescas, legítimas representantes da carioquice, entrassem no calendário de comemorações do Quarto Centenário da ex-capital federal.

O governador Carlos Lacerda negociou com as escolas. De Imperatriz Leopoldinense a Mocidade Independente de Padre Miguel, primeira e última a pisarem na Avenida Presidente Vargas, todas toparam homenagear o Rio em seus enredos. Aquela folia ficou marcada na memória de quem esteve lá. Muitos bambas e estudiosos — alguns nascidos depois de 1965 — enxergam naquele desfile a perfeita representação de um carnaval idílico.

— Era completamente diferente. Naquela época, o povo trazia o samba no pé, no coração e na cabeça. Não tinha esse negócio de regulamento para tudo. O povo sambava à vontade. Tudo naquele desfile foi grandioso. Até a filosofia da letra dos sambas é grandiosa — exalta Djalma Sabiá, um dos fundadores do Salgueiro, que viu de perto a escola levar o título daquele ano.

Compositor de seis sambas defendidos na avenida pelo Salgueiro de 1956 a 1976, Sabiá tem razão. Pelos menos duas músicas daquele desfile ficaram na memória dos apaixonados pela folia: “História do carnaval carioca”, de Geraldo Babão e Valdevino Rosa para a escola campeã, e “Os cinco bailes da história do Rio”, de Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Bacalhau para o Império Serrano, que ficou com o segundo lugar.

Dono de uma prodigiosa memória e um acervo numeroso, que exibe nas paredes de sua pequena casa na Tijuca, o salgueirense de 89 anos lembra que a agremiação, liderada pelo carnavalesco Fernando Pamplona, passou por dificuldades antes do desfile.

Sérgio Bittencourt, colunista do “Correio da Manhã”, liderava uma grita da imprensa contra a presença de “intrusos” no mundo do samba. Muita gente não via com bons olhos a presença de artistas profissionais, como o ator Haroldo Costa no Salgueiro e o bailarino americano Lennie Dale na Portela. Nos dias que antecederam a folia, os espectadores foram incentivados a vaiar as agremiações.

A escola vermelha e branca, sexta na ordem do desfile, seria a primeira a provar o humor do público. Para completar, como Pamplona relembra em seu livro de memórias, “O encarnado e o branco” (Nova Terra, 2013), o abre-alas ficou no barracão. A solução foi chamar o bamba Jorge Calça Larga, que iria no carro vestido de Rei Momo, e as Irmãs Marinho, artistas que representariam Pierrô, Colombina e Arlequim em outra parte do desfile, para ir à frente do Salgueiro sambando. O público foi ao delírio, esqueceu as polêmicas, e cobriu a Presidente Vargas de confete e serpentina.

Professor da Escola de Belas Artes que revolucionou os desfiles, Pamplona decidiu homenagear o Rio com um enredo repleto de metalinguagem. O Salgueiro contou na avenida a história do Carnaval. “Vamos dar uma de Shakespeare em ‘Hamlet’. O teatro dentro do teatro, o carnaval dentro do carnaval”, justificou.

— Aquele ano foi simbólico porque cada uma das grandes escolas deu o seu melhor. O que se esperava do Salgueiro era a inventividade da turma da Escola de Belas Artes. O Império trouxe o que é mais emblemático em sua história: um samba maravilhoso. A Portela, que ficou em terceiro, cumpriu o seu papel. Fez um carnaval clássico, vinculado à tradição da época — analisa Luiz Antonio Simas, que dedica um capítulo de “Pra tudo começar na quinta-feira” (Mórula, 2015), escrito em parceira com Fábio Fabato, ao carnaval do Quarto Centenário.

Império Serrano e Portela, junto com a Mangueira, completam o quarteto que dominou a folia até meados dos anos 1970, quando a Beija-Flor quebrou a hegemonia. Em 1965, a escola da Serrinha trouxe para a avenida a história dos cinco grandes bailes da cidade, do Império até o fim da Monarquia. Mesmo sem levar os títulos, a verde e branca era conhecida por emocionar os foliões com belos sambas. Fernando Pamplona escreve que, extasiado, se juntou ao desfile do Império e saiu certo de que a escola rival seria campeã.

Mestre-sala e porta-bandeira da Portela evoluem no Carnaval de 1965, quando a escola ficou em terceiro lugar – Arquivo O Globo/28-2-1965

A apuração, no entanto, deu dez pontos de vantagem para o Salgueiro. O carnavalesco registrou em suas memórias que a disparidade foi injusta. A Portela, com um enredo menos inventivo, completou o pódio cantando “Histórias e tradições do Rio quatrocentão, do Morro Cara de Cão à Praça Onze”. Candeia e Waldir 59 assinavam a composição, que também levantou as arquibancadas.

Somados às outras festas que celebraram o aniversário da cidade, os desfiles ecoaram além da Quarta-feira de Cinzas. Cinco anos após perder o posto de capital para Brasília, a cidade vivia uma maré de pessimismo e precisava se reinventar.

— As escolas de samba sempre dialogaram com o poder. Isso aconteceu no Quarto Centenário. A cidade estava para baixo e as escolas, politicamente, apoiam e dão força para os cariocas — diz Felipe Ferreira, autor do “Livro de ouro do carnaval brasileiro” (Ediouro, 2005).

Simas enxerga uma relação entre o momento vivido pela cidade há 50 anos e a fase atual. Em 2015, porém, apenas a Portela desfilará cantando o aniversário do Rio. Uma das grandes favoritas este ano, a escola de Oswaldo Cruz e Madureira espera, com o enredo “ImaginaRio — 450 janeiros de uma cidade surreal”, ir além do terceiro lugar alcançado em 1965.

— O Rio precisava se afirmar diante da perda de protagonismo. E essa reinvenção se estabelece pelo viés cultural — diz Simas. — Se não era mais a capital política, o Rio tentava ser a capital da cultura. Da mesma maneira que, aos 450 anos, a cidade tenta se estabelecer como sede de grandes eventos.

(Fonte: O Globo)

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Livro de ensaios traz o olhar e a memória de Virginia Woolf

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Escritora Virginia Woolf

‘O Sol e o Peixe’ é uma boa amostra de sua obra ensaística da autora, mais conhecida pelos romances

Os nove ensaios de Virginia Woolf (1882-1941) reunidos em O Sol e o Peixe são uma boa amostra de uma obra ensaística que, a despeito de a autora ser mais conhecida por romances como Mrs. Dalloway e Ao Farol, e conforme nos informa o organizador e tradutor Tomaz Tadeu, soma mais de três mil páginas. Por sua vez, os textos constantes do volume trazem características que os afastam dos temas habituais da prosa de não ficção de Woolf, mais voltada às resenhas e análises literárias, constituindo reflexões de forte carga lírica – o que explica o subtítulo Prosas Poéticas.

Os ensaios são inteligentemente divididos em três blocos, A Vida e a Arte, A Rua e a Casa e O Olho e a Mente, e cada bloco comporta três textos. Em Montaigne (1924), que abre o livro, a autora discorre sobre o pensador francês, ao mesmo tempo em que permite que o estilo e as inquirições levadas a cabo por ele animem e deem sentido ao que ela própria escreve. Temos, com isso, uma bela digressão sobre a forma do ensaio e como esta pode (ou não) refletir quem faz uso dela: “Pois, para além da dificuldade de comunicar aquilo que se é, há a suprema dificuldade de ser aquilo que se é”.

No ensaio seguinte, Memórias de Uma Filha (1932), ela retrata seu pai, o historiador, jornalista e (sim) alpinista Leslie Stephen. Mais do que acumular caracteres e idiossincrasias, ela se esforça para distinguir, como se o fizesse com traços de giz, em meio à densa neblina da memória, a figura de um homem descrito por outrem como “um cavalheiro que veste boas roupas sem sabê-lo”. E, lendo essas páginas, torna-se fácil pensar em Woolf como uma dama vestida com bons sentimentos sem explicitá-lo, pois a afetuosidade navega tranquila, linha após linha, entrelinha após entrelinha, sem jamais impor sua presença com estardalhaço.

Por fim, se Montaigne pode (também) ser lido como uma reflexão sobre a escrita, A Paixão da Leitura (1931) nos lembra das nossas obrigações como leitores. Há um pedido de cumplicidade, para que nos coloquemos, ao menos a princípio, com o livro, e não contra ele.

Na segunda parte, a autora se lança para fora de si e de casa. Flanando por Londres (1927), outro grande momento do livro, é uma correnteza narrativa que se coaduna com o fluxo (de pessoas e, portanto, de histórias) da grande cidade. Tem-se, ali, o germe da criação ficcional, posto que “de uma frase ao acaso fabricamos toda uma vida”, construindo a ilusão de que “podemos assumir, brevemente, por alguns minutos, o corpo e a mente de outra pessoa”.

Tal esforço, agora voltado para (e contra) as muitas “vozes interiores”, tem prosseguimento em Anoitecer Sobre Sussex (1942). À acomodação do mundo exterior, segue a acomodação do mundo interior, até que se esteja unicamente “na deliciosa companhia do próprio corpo”. Feito isso, Sobre Estar Doente (1926) trafega ao nível da carnalidade, pelas ocasiões em que a doença enseja um novo modo de ver e ser visto, e também a oportunidade de, enquanto leitores, continuarmos conectados a algo que nos é extrínseco.

Na derradeira parte do volume, Woolf fala com os olhos, por assim dizer, refletindo sobre a pintura (1925) e suas relações possíveis e impossíveis com a escrita literária, o cinema (1926) – quando, muito acertadamente, ela prevê que a sétima arte só se firmaria enquanto tal ao desenvolver uma gramática própria, descolada do discurso literário – e, por fim, no ensaio-título (1928), sobre o olhar e a memória – “um cenário só sobrevive na estranha poça em que depositamos nossas memórias se tiver a boa sorte de se juntar a alguma outra emoção pela qual ela é preservada”. É o encerramento perfeito para um conjunto de textos que parte do olhar e retorna a ele, estabelecendo um trajeto que alude ao próprio esforço ensaístico e literário.

O SOL E O PEIXE

Autora: Virginia Woolf

Tradução e seleção: Tomaz Tadeu

Editora: Autêntica (112 págs., R$ 37,90)

(Fonte: O Estadão)

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Produtor realiza campanha para financiar doc sobre Kurt Vonnegut que está sendo feito há 33 anos

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Robert Weide (Curb Your Enthusiasm) está oferecendo recompensas valiosas para conseguir lançar o filme até o fim de 2015

Desde 1982, Robert Weide tem trabalhado em um documentário sobre o novelista Kurt Vonnegut. Agora, o diretor e produtor vencedor do Emmy – cujo currículo inclui Curb Your Enthusiasm, uma adaptação de Vítima do Passado (de Vonnegut), e documentários sobre W.C. Fields, Lenny Bruce e Woody Allen, entre outros – planeja completá-lo por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

Se conseguir o dinheiro, Weide afirma que Kurt Vonnegut: Unstuck in Time pode ser lançado até o fim deste ano. “O primeiro livro dele que eu li foi Café-da-Manhã dos Campeões [de 1973] e o que me pegou, a princípio, foi o senso de humor”, diz ele em entrevista à Rolling Stone EUA. “É o tipo de escrita que pode fazer você rir e chorar ao mesmo tempo. Ele escreveu sobre a desumanidade dos humanos para os humanos, mas de vez em quando sendo engraçado.”

O produtor teve contato com o autor quando tinha 22 anos de idade, depois de fazer um documentário sobre os Irmãos Marx. Ele trabalhou no filme de Vonnegut durante toda a vida dele e os dois gradativamente se tornaram amigos. Após uma sugestão do especialista em Vonnegut, Jerome Klinkowitz, Weide se incluirá no documentário, que agora está sendo codirigido por Don Argott, como uma forma de mostrar a naturalidade da relação deles.

“Gostamos muito da companhia um do outro”, diz Weide, que compara o documentário ao filme Boyhood, devido ao tempo que ele está sendo feito. “Eventualmente, eu pensava, como vou transmitir isso no formato de um documentário jornalístico e objetivo? Então, eu passei a notar que o filme estava se intrometendo na amizade”. Será trabalho de Argott “cobrir esse elemento chave”, filmando Weide enquanto ele trabalha no documentário e então unindo tudo no filme.

Para chegar aos US$ 250 mil necessários para a produção ser completada, Weide está oferecendo muitos dos próprios tesouros relacionados a Vonnegut como recompensas. “Vasculhei meu armário e sótão e retirei todo tipo de coisa relacionada a Vonnegut que eu achava que poderia me desfazer”, diz ele. “Há muita coisa que ele assinou para mim e uma parte de mim hesita em compartilhar isso, mas outra parte pensa: ‘Eu realmente preciso de cinco desses?’ Vai ser tudo jogado fora quando eu morrer, de todo jeito”.

Entre as recompensas estão pôsteres e programas de Feliz Aniversário, Wanda June – produção de 2001, cuja direção é de Weide, por escolha do autor à época – assinados. Ele também está oferecendo roteiros e outros itens relacionados à adaptação de Vítima do Passado, que teve atuações de Nick Nolte, Alan Arkin e John Goodman.

Há ainda edições limitadas de impressões de um desenho que a filha de Vonnegut, Nannette, fez do pai. E, entre os objetos não relacionados a Vonnegut que ele está oferecendo, estão um pôster assinado por Woody Allen – do documentário feito por Weide –, pôsteres do doc do Lenny Bruce, imagens e DVDs assinados pelos integrantes principais do elenco de Curb Your Enthusiasm, incluindo Larry David.

Para ajudar a campanha, acesse este link.

(Fonte: Rolling Stone)

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Grandes editoras optam por representação comercial

Ediouro e LeYa optam por representação comercial para chegar às grandes redes

Ediouro e LeYa optam por representação comercial para chegar às grandes redes

A ideia inicial da Canal dos Livros era literalmente abrir canais de pequenas editoras nas grandes redes de livrarias. Mas para a surpresa de Edu Sant´Anna e de Ivonei Bonato, os fundadores da empresa de representação comercial, as grandes também vieram. É que eles estão trabalhando agora com a Ediouro e com a LeYa. Edu, com 20 anos de experiência na indústria do livro, e Ivonei, com dez, conquistaram uma boa rede de relacionamento nas grandes varejistas e é essa expertise que eles oferecem a sua cartela de clientes que tem hoje pouco mais de uma dúzia de editoras – além de Ediouro e LeYa, estão casas como Veneta, Edições de Janeiro, Realejo e a novíssima Poetisa. “Com a nossa experiência, conseguimos encurtar a distância entre os editores e uma Fnac ou uma Saraiva, por exemplo”, explicou Ivonei. Ele disse que gosta de desafios. Quando as editoras maiores os procuraram, conta que perguntou: “onde os livros de vocês estão indo mal?”. E é nesses varejistas que eles focam seu trabalho. Da Ediouro, por exemplo, a Canal dos Livros é representante na Saraiva, Fnac e Cultura. Já para a LeYa, eles atuam especificamente na rede Nobel, Leitura, Hudson News e Super News.

Apesar da chegada de grandes casas, o foco continua sendo nas pequenas, como a Veneta, de Rogério de Campos. “Com o nosso trabalho, ajudamos a Veneta sair de um faturamento de R$ 4 mil para R$ 200 mil em poucos meses”, comemorou Edu. Apesar de não revelar os números, o aumento no faturamento é confirmado por Rogério. “Nosso faturamento em seis meses cresceu mais de 15 vezes. Claro que somos uma editora muito nova e por isso partimos de um catálogo muito pequeno que tem crescido, mas os caras têm feito um bom trabalho”, atestou o diretor editorial da casa. Na opinião de Rogério, o serviço faz sentido para casas pequenas e muito novas. “Para nós foi ótimo, porque a gente tem características muito particulares. Somos muito novos para ter uma estrutura comercial própria. A outra opção seria colocar um cara mais júnior e acabaria saindo mais caro pra gente”, disse ao PublishNews.

No entanto, Rogério observa que sente falta que os representantes atuem em pequenas livrarias também. “Eles trabalham só o filé mignon, sempre pego no pé deles por causa disso”, disse. A filosofia da empresa, de acordo com Edu, é fazer tiros mais certeiros mesmo. “A nossa ideia é fazer as editoras crescerem com o pé no chão. Não acreditamos que a pulverização do livro seja a opção mais viável. Essa é uma ideia antiga. O risco é alto, o frete é caro”, observou Edu. Na equipe de Edu e Ivonei está Andréa Boragini, que atua como parceira da Canal dos Livros

(Fonte: Publish News)

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Mais de 5 milhões de brasileiros compraram a trilogia Cinquenta Tons de Cinza

 Filme deve impulsionar a venda dos livros da série de E. L. James

Filme deve impulsionar a venda dos livros da série de E. L. James

Ao mesmo tempo endeusada e criticada, a série Cinquenta Tons de Cinza fez história no mercado editorial internacional e gerou polêmica entre movimentos contra a violência doméstica, religiosos de todo tipo de crença e juízes – em Macaé, em 2013, foi dada uma ordem para recolher todos os “livros impróprios para menores” que não estivessem em embalagens lacradas. Para os leitores de Sade e Bataille, o conteúdo da série foi motivo de piada. Para os de Nicholas Sparks e de outros romances açucarados, um algo a mais. Fato é que a trilogia virou um fenômeno, com mais de 100 milhões de exemplares comercializados no mundo todo e 5,5 milhões no Brasil – e muita gente pegou carona nesse sucesso.

A indústria de artigos eróticos, por exemplo, deve muito à E. L. James. O próprio mercado editorial também, já que o gênero virou pop. Houve gente tentando imitar e aproveitando a onda (Cinquenta Tons do Sr. Darcy, uma paródia em que os protagonistas de Jane Austen em Orgulho e Preconceito deixam de lado o recato, Cinquenta Tons de Prazer, Cinquenta Tons de Êxtase, etc), ou tirando o livro da gaveta. No Brasil, fez sucesso a série Toda Sua, de Sylvia Day, com números mais modestos – 100 mil exemplares –, mas que a levaram às listas de mais vendidos. E houve gente tirando sarro. Em Fifty Shades of Chicken um frango assado aparece atado na capa – há instruções, claro, de como fazer o prato.

Para ter a trilogia no catálogo, a Intrínseca não pagou pouco. Comenta-se que a oferta foi de US$ 750 mil – um valor alto para os padrões do mercado. A Companhia das Letras teria ficado em segundo lugar no leilão, e levou Sylvia Day depois (outras séries foram publicadas aqui pela editora e por outras casas). “Sentimos que Cinquenta Tons de Cinza era uma série com uma ideia diferente, com um enredo capaz de prender a atenção do leitor”, diz o editor Jorge Oakim, que não lançou mais nada do gênero desde então. “Tivemos oportunidade de publicar outras séries, mas já tínhamos a mais legal de todas. Não surfamos na própria onda. Deixamos a concorrência surfar.”

Os livros foram lançados aqui em 2012. Naquele mesmo ano, o primeiro volume ficou no topo da lista de mais vendidos do Publishnews, desbancando Ágape, o best-seller do padre Marcelo Rossi, e os outros dois ficaram em 2.º e 4.º. Os volumes perderam força nos anos seguintes, com o bispo Edir Macedo, o terceiro colocado de 2013, e seu Nada a Perder (volumes 1, 2 e 3) ganhando espaço nas livrarias. No ano passado, os livros de E. L. James sequer apareceram no ranking geral dos 20 mais vendidos feito pelo site especializado em mercado editorial.

O bispo, aliás, publicou um post em seu blog na terça-feira, dia 10, dizendo que o livro arrasta seus leitores para um tipo de inferno emocional. “E agora que o filme Cinquenta Tons de Cinza já está vendendo milhões de bilhetes mesmo antes de sua estreia, esses mesmos demônios estão preparados para invadir as almas de milhões de pessoas. Fora a vantagem que você tem de patrocinar a indústria mundial de perversão demoníaca”, escreve. E por aí vai.

O filme que estreia agora deve dar novo impulso à série – e para ajudar minilivros com os primeiros capítulos serão distribuídos nos cinemas e uma grande campanha de marketing foi preparada pela editora e pela Universal Pictures. Segundo a Nielsen, que também acompanha as vendas nas livrarias, na semana em que o primeiro trailer foi divulgado, houve um pico de venda, com quase 13 mil volumes comercializados no País. O fenômeno se repetiu, com menor intensidade, no segundo trailer, no Black Friday e no Natal.

A ver se o filme fará o mesmo o sucesso do livro, e se o livro voltará a ter o impacto que teve quando foi lançado.

Quatro perguntas para Jorge Oakim, publisher da Intrínseca

Por que apostou nela?
Porque sentimos que era uma série de livros com uma ideia diferente, com um enredo capaz de prender a atenção do leitor. As pessoas que abrem o livro e não conseguem parar de ler. O desempenho da trilogia no mercado está aí para confirmar isso.

Muitas autoras e editoras pegaram carona no fenômeno, mas nenhuma série foi tão bem-sucedida como esta. No que ela se difere das que vieram depois?
Ela foi a primeira série a estourar. As outras que se seguiram não conseguiram superá-la por um motivo simples: Cinquenta Tons foi definitivamente a melhor até agora.

Por que não lançaram outros livros do gênero?
Tivemos oportunidade de publicar outras séries depois, mas já tínhamos a mais legal de todas. Então, por quê? É que não surfamos na própria onda. Deixamos a concorrência surfar.

Os livros estão nas listas de mais vendidos desde que foram lançados, mas estão perdendo a força. Acha que este é um fenômeno literário ou eles vieram para ficar?
Esperamos que com o filme os livros voltem a ter a força que tiveram quando foram lançados. Cinquenta Tons é sem duvida nenhuma um fenômeno literário sem precedentes, que ainda vai durar mais algum tempo – e que talvez fique. Mas não dá para prever se vão ficar.

Vendas no Brasil:
Cinquenta Tons de Cinza: 2,5 mi
Cinquenta Tons de Liberdade: 1,5 mi
Cinquenta Tons Mais Escuros: 1,5 mi

(Fonte: O Estadão)

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Exibição de Cinquenta Tons de Cinza é proibida no Quênia

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O Conselho de Filmes e Classificação do Quênia já havia banido O Lobo de Wall Street, em 2013

Logo após a estreia de Cinquenta Tons de Cinza durante o Festival de Cinema de Berlim, o longa continua a criar polêmicas ao redor do globo. Na última quarta-feira, 11, o Conselho de Filmes e Classificação do Quênia decidiu proibir a exibição da produção no país.

O órgão não apresentou nenhuma justificativa oficial para a decisão. No entanto, é comum que filmes com cenas de sexo tenham o conteúdo censurado no país, que é bastante conservador e tem forte influência religiosa na política. O mesmo aconteceu com O Lobo de Wall Street, em 2013, e com Stories of Our Lives, longa sobre experiências homossexuais no Quênia.

Cinquenta Tons de Cinza também já tinha sido proibido na Malásia. No Brasil, maiores de 16 anos poderão assistir ao filme desacompanhados; nos Estados Unidos, determinou-se 17 anos como a idade mínima necessária para ver a adaptação da obra de E.L. James, enquanto na França jovens de 12 anos já terão liberdade para ir ao cinema e ver o longa.

Recentemente, a produção foi alvo de protestos através das redes sociais. Grupos de ativistas afirmaram que o longa estimula a violência doméstica e lançaram a campanha “50 dollars not 50 shades” – que apoia o boicote ao filme.

Em 2014, falando sobre as acusações de machismo que Cinquenta Tons de Cinza sofreu, o protagonista Jamie Dornan (Christian Grey) – em entrevista à revista Elle do Reino Unido – afirmou que o longa, na verdade, é uma história de amor. “O romance é mais importante do que o sadomasoquismo. Vamos narrar uma história de amor e não dá para ficar só no que acontece no quarto. Tem muito mais ao redor”, afirmou. O ator, que visitou clubes sadomasoquistas durante a pesquisa para o papel, disse que compreende as críticas, mas não concorda com elas.

“Eu entendo quais são os motivos que fazem as pessoas pensarem que amarrar uma mulher é misógino. Mas, na verdade, os homens costumam ser mais submissos do que as mulheres nos relacionamentos. A cena é bem maior do que eu imaginava. Praticamente em todas as cidades do mundo você encontra pessoas que querem ‘apanhar’ com um chicote”.

Cinquenta Tons de Cinza fez a pré-estreia na última quarta, 11, durante o Festival de Berlim. O longa entra em circuito comercial no Brasil nesta quinta-feira, 12.

(Fonte: Rolling Stone)

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Editora Criativo lança nova edição de Os Quadrinhos – Linguagem e Semiótica

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Primeiro estudo da Nona Arte produzido no Brasil, Os Quadrinhos – Linguagem e Semiótica (formato 17 x  24 cm, 288 páginas, R$ 64,00), de Antonio Luiz Cagnin, teve sua primeira edição lançada em 1975, contemporânea de uma série de outros estudos publicados mundo afora.

Sua análise, abrangendo tanto a semiótica da imagem quanto da estrutura narrativa, dissecou a linguagem das histórias em quadrinhos a partir de publicações nacionais e estrangeiras.

A nova edição, revisada por Cagnin, traz opiniões sobre a obra, de personalidades ligadas ao meio dos quadrinhos – dentre editores, estudiosos e artistas – e também depoimentos de acadêmicos contemporâneos do professor, assim como de outros que o sucederam no estudo dos quadrinhos, além de uma grande entrevista, a última concedida pelo autor da obra.

O título é um lançamento da Editora Criativo e poderá ser encontrado à venda na Comix Book Shop.

(Fonte: Universo HQ)

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