FEVEREIRO – 2015

Na Holanda, sebo de e-books já é realidade

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Plataforma holandesa permite a compra e a revenda de livros digitais

Na Holanda, os leitores de e-books podem revender seus livros digitais “usados”. É que foi lançada por lá a e-bookStore Tom Kabinet oferecendo o serviço de venda de livros digitais “usados”. A loja entrou no ar em junho do ano passado, mas as editoras holandesas recorreram à justiça contra a Tom Kabinet. A loja teve uma vitória parcial e voltou às operações recentemente. A Justiça holandesa entendeu que as vendas de e-books usados no país não é ilegal, mas que a Tom Kabinet não tinha tomado medidas suficientes para evitar a pirataria. A princípio, a Tom Kabinet limitou a venda de livros com DRM livre e de ePubs com marcas d´água digitais. Como medida contra a pirataria, o site adicionou marcas d´água digitais em livros que passaram pela loja, mas isso não foi suficiente para o Tribunal de Amsterdam. Como resposta à Justiça, a Tom Kabinet decidiu que compraria de volta apenas os e-books vendidos pelo site, ou seja, os usuários que compraram e-books “novos” no site da Tom Kabinet poderão revendê-los. No próprio site, há uma seção especial para explicar a pendenga judicial em que se envolveu. “Ao oferecer também novos e-books, eu resolvi o meu problema! e-Books novos que você compra em Tom Cabinet podem ser facilmente vendidos. Basta você entrar na sua conta onde poderá visualizar os e-books que você já comprou. Clique nos livros que você quer vender, defina o seu preço e pronto! Ele está à venda”, explica o processo de compra e revenda de e-books.

A título de comparação, enquanto um “exemplar” novo do título Het metabolisme dieet é vendido a € 9,50, um usuário que comprou o mesmo título na Tom Kabinet o vende a € 5. O mesmo Het metabolisme dieet na Amazon holandesa é vendido a € 15,99.

(Fonte: Publish News)

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CBL faz balanço dos últimos quatro anos

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Confira os principais pontos do relatório de gestão apresentado pela entidade

Karine Pansa está à frente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) desde 2011. Às vésperas de deixar a presidência da entidade — o pleito que deve eleger seu sucessor acontece na próxima quinta-feira (26) –, Pansa assina o Relatório de Gestão 2011-2014. A publicação sintetiza as principais ações dos últimos quatro anos. Entre as principais conquistas, na opinião de Pansa, estão a consolidação do Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a atuação da entidade na internacionalização do mercado editorial brasileiro. Outro ponto de destaque do documento é o protagonismo que a entidade teve nas discussões acerca do Projeto de Lei nº 393/11, que autoriza a publicação de biografias de personalidades públicas sem que seja necessária a autorização prévia do biografado ou de seus herdeiros. Os esforços valeram a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, em maio de 2014 e atualmente, o projeto tramita no Senado Federal. Outro projeto de relevância em que a CBL se envolveu foi no PL 4.534/12, que atualiza a Lei do Livro (Lei nº 10.753). Segundo o relatório, a entidade defende que “o conceito de livro deve ser tratado de maneira ampla, a fim de esclarecer a questão da imunidade constitucional de modo definitivo”. Outra iniciativa que a CBL incluiu no seu relatório foi o apoio na criação e na implementação do Vale-Cultura. “De acordo com as projeções, o impacto do Vale-Cultura no setor promete ser positivo, no médio e longo prazo. Atualmente, 89% dos créditos do Vale-Cultura já em utilização são destinados à compra de livros, revistas e jornais. Levando-se em conta a meta final do programa, que é atender 42 milhões de brasileiros, um livro por mês por trabalhador, significaria 42 milhões de exemplares mensais e 504 milhões por ano. Este volume apresenta 87,66% a mais do que todos os livros vendidos no Brasil em 2012”, ilustra o relatório. Veja abaixo os principais tópicos do relatório.

Internacionalização do mercado editorial brasileiro

Foi no período compreendido pelo relatório que o Brasil foi homenageado em Bogotá (2012), em Frankfurt (2013) e em Bolonha (2014) e também foi sob a gestão de Karine Pansa que se planejou a homenagem que o País receberá em Paris no próximo mês. “Este trabalho vem sendo ampliado de modo consistente pelo projeto setorial Brazilian Publishers (BP), realizado em parceria com a Agência brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que completou seis anos em 2014”, pontua a dirigente na apresentação do relatório. Resultados dessas iniciativas foram apurados por uma avaliação encabeçada pelo Brazilian Publishers em maio de 2014. A pesquisa apontou que o mercado mexicano é o mais visado pelos editores brasileiros para vendas de direitos e exportação de livros, seguido pelos EUA, França, Angola, Portugal, Colômbia, Alemanha, Chile, Argentina, China, Espanha, Canadá e Coreia do Sul. A pesquisa revelou ainda que há muito por fazer. Ao serem perguntados se a sua empresa já tinha um catálogo próprio de direitos internacionais, 71% das editoras responderam que já possuíam este instrumento. No entanto, o mesmo índice – 71% das casas revelaram não ter um colaborador ou um consultor para área internacional; 79% dos entrevistados não possuem site em outra língua e 64% não possuem e-books em plataformas internacionais, mas 60% das casas já editam diretamente em outras línguas (espanhol e inglês). O relatório reproduz artigo publicado originalmente no PublishNews  em que Karine Pansa defende que os editores brasileiros devem aproveitar a onda de homenagens que o Brasil tem recebido mundo afora para absorver tudo o que estas experiências podem trazer. “Certamente, nossa penetração no exterior irá além desses momentos festivos, pois a qualidade de nossa produção editorial encanta os leitores estrangeiros, ávidos por conhecerem nossa cultura, costumes e modo de pensar”, avalia a dirigente.

O mercado editorial em números

O relatório traz ainda os números apurados pela pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, feita anualmente pela Fipe sob encomenda da CBL e pelo Snel. Os dados de 2011 mostraram que o ano foi difícil: o setor tinha movimentado R$ 4,8 bi, o que representa aumento de 0,81% em relação ao ano anterior. A situação ficou menos pior no ano seguinte, quando a Fipe apontou incremento de 3,04%, número bem abaixo da inflação que foi de 5,84%, segundo dados do IPCA. Em 2013, o faturamento apontado pela pesquisa foi de R$ 5,35 bi, crescendo acima da inflação, mas com a ressalva de esse sucesso foi graças às vendas governamentais, que teve crescimento nominal de 12,04% e, uma vez deflacionados os números, de um aumento real de 5,79%, como publicado pelo PublishNews à época. Ou seja, enquanto o governo aumentou as suas compras, as vendas dos editores no mercado privado ficaram praticamente estagnadas.

O livro digital

A evolução do livro digital no Brasil foi acompanhado pelo Congresso CBL do Livro Digital, que, em 2014, chegou à sua quinta edição. Na primeira edição do congresso, o mercado engatinhava nesse assunto. A única empresa a comercializar conteúdos nesse formato tinha surgido no ano anterior. Já na segunda edição, em 2011, o cenário já era outro. Prova disso, foram os 500 participantes que se inscreveram para ver e ouvir palestrantes nacionais e internacionais discutirem o futuro (e o presente) das publicações digitais. Em 2012, o mercado brasileiro presenciou a chegada da Amazon e da Kobo, mas antes disso, o congresso discutia a nova cadeia produtiva do conteúdo – do autor ao leitor e abordou as perspectivas para o mercado, seus modelos de negócios, aspectos tecnológicos, direitos autorais e o comportamento do leitor. Foi em 2013, na quarta edição do congresso, que a CBL realizou a pesquisa Mercado do Livro Digital no Brasil, que revelou que 68% dos editores e livreiros já tinham comercializado livros em formato digital. No entanto, 58% dos entrevistados disseram que a insegurança em relação ao formato técnico foi uma das razões que impediram a entrada no segmento. Na última edição do congresso, realizada ano passado, os participantes puderam comparar os dados de 2012 com 2013 apurados pela pesquisa Fipe/CBL/SNEL e perceberam que o número de títulos lançados em formato digital saltou de 7.470 em 2012 para 26.054 no ano posterior. O aumento nas vendas também foi relevante, saltando de 227.292 unidades em 2012 para 873.973 no ano seguinte.

Bienal

O relatório faz ainda um balanço das duas edições – 2012 e 2014 – da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Comparativamente, o número de visitantes em 2014 minguou em relação à de 2012. Se em 12, 753 mil pessoas passaram pelos corredores, em 14, o número caiu para R$ 720 mil. No entanto, os gastos por pessoa subiu de R$ 95,60, em 2012, para R$ 124,50 em 2014. Descontada a inflação no período (IPCA), isso representa um aumento de 15%. As editoras notaram um aumento de 40% no seu faturamento entre uma edição e outra. No entanto, o relatório demonstra que o aumento foi menor, considerando a relação entre o faturamento de 2010 e de 2012. De 2010 para 2012, os expositores perceberam aumento de 92% em relação à edição anterior.

Aproximação com outras entidades

A união do rebanho obriga o leão a dormir com fome. Partindo dessa máxima e levando em conta a chegada do lobo-mau Amazon ao Brasil, a CBL diz em seu relatório que, nos últimos quatro anos, procurou se aproximar das demais entidades representativas da cadeia produtiva do livro. Assim, participou de encontros mensais com a Associação Nacional das Livrarias (ANL), Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), Liga Brasileira de Editoras (Libre), Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Nesses encontros foram debatidos temas como a Lei do Preço Fixo, incentivos fiscais, linhas de crédito, barateamento de fretes, entre outros, destacando-se a elaboração de uma carta com pleitos do setor, entregue aos candidatos à presidência da República nas eleições de 2014. A carta não foi subscrita pelo SNEL , que preferiu fazer as suas próprias reinvindicações e entregou carta proprietária.

(Fonte: Publish News)

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Livros, documentarios e sites guardam memoria da danca

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Como documentar uma arte que, a rigor, só existe aqui e agora e em carne e osso?Entre as tentativas de se fazer isso, estão o sexto livro de ensaios e a sétima temporada da série de documentários “Figuras da Dança” que a SPCD (São Paulo Companhia de Dança) lança nesta terça (24).

“Essa é uma entre as iniciativas que estão sendo feitas, mas é um trabalho de formiguinha. Documentar a dança é um trabalho difícil de ser feito em qualquer lugar do mundo, porque o suporte dessa arte é o corpo vivo”, diz Cássia Navas, professora e pesquisadora da Unicamp.

Em países onde a história da dança é recente, como o Brasil, a dificuldade de organizar sistematicamente a memória da dança é maior.

“Ainda não temos uma enciclopédia da dança no país, mas há material espalhado e um movimento para tentar organizar essa memória”, diz Inês Bogéa, diretora da companhia.

Um exemplo é o pacote de três DVDs contando a história do Balé da Cidade de São Paulo, organizado por Navas, que está no acervo do corpo de baile do Theatro Municipal.

Já os DVDs dos 30 documentários “Figuras da Dança”, que são exibidos na TV Cultura e no canal Arte 1, podem ser adquiridos na sede da São Paulo Companhia de Dança, assim como os livros em que a companhia documenta seu trabalho anual.

Há também algum material sendo organizado na internet, como na enciclopédia virtual de arte e cultura do Itaú Cultural e a página Dança em Rede, da própria SPCD, que é feita de forma colaborativa, nos moldes da Wikipedia.

“Os visitantes podem escrever e postar verbetes sobre grupos e artistas, que são checados e editados por uma equipe da companhia”, diz Marcela Bevegnu, coordenadora de Educativo e Comunicação da SPCD.

PASSADO-FUTURO: TEXTOS E FOTOS SOBRE A SÃO PAULO CIA. DE

ORGANIZADORA Inês Bogéa

EDITORA WMF Martins fontes
QUANTO R$ 95,80 (366 págs.)
LANÇAMENTO ter. (24), às 19h30, no auditório Martins Fontes, av. Paulista, 509, tel. (11) 2167-9900

FIGURAS DA DANÇA
PRODUÇÃO SPCD
QUANTO grátis Solicitações pelo e-mail comunicacao@spcd.com.br

Na Internet

enciclopedia.itaucultural.org.br spcd.com.br/dancaemrede

(Fonte: Folha de São Paulo)

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Que Calor é esse?, do cartunista Rico, está à venda na Comix Trip

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Já está disponível na AppStore, por meio da loja Comix Trip, o novo livro de charges e cartuns Que Calor é esse?, do cartunista Rico.

O app pode ser baixado gratuitamente em iPads e iPhones e a versão para Android será anunciada em breve.

É só entrar na Apple Store e digitar na busca “Comix Trip” – o aplicativo da loja – e dentro dele visitar a seção Humor.

O preço é de US$ 1,99 – pouco mais de R$ 5,00.

(Fonte: Universo HQ)

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Nos 70 anos de sua morte, Mário de Andrade ganha primeira biografia

Mário de Andrade, por Leo Martins, para especial sobre 70 anos da morte do escritor

Mário de Andrade, por Leo Martins, para especial sobre 70 anos da morte do escritor

Livro de Eduardo Jardim enfatiza a derrota do projeto cultural do escritor

Você já ouviu falar muito dele. Mário de Andrade (1893-1945), afinal, foi por décadas uma figura central da cultura brasileira – e seu nome ecoa até hoje. Teses foram escritas sobre ele. Suas cartas são publicadas há 20 anos. Seus textos são estudados nas escolas. O papa do modernismo, cuja morte completa 70 anos na próxima quarta-feira – fazendo com que sua obra entre em domínio público em 1º de janeiro de 2016 -, será homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty deste ano, que acontece em julho, e em uma série de lançamentos. Assim, parece o criador de um projeto de arte e de um Brasil vitoriosos – mas não é bem assim.

Pelo menos não é essa avaliação de “Eu sou trezentos – Mário de Andrade: vida e obra” (Edições de Janeiro/Biblioteca Nacional), de Eduardo Jardim, primeira biografia de um homem visto por muito tempo como “imbiografável” (por medo de que a abordagem sobre a sexualidade do pensador pudesse gerar processos judiciais). O livro carrega uma visão mais pessimista que o usual. O Mário de Andrade retratado por Eduardo Jardim não é um vencedor, mas um homem que dedicou sua existência a um projeto artístico e de nação – para vê-lo derrotado no fim da vida.

– Não à toa, ele vai ficando mais amargurado. O Mário morreu com 51 anos. Você pega as fotos dele e vê uma pessoa arrasada, um homem velho – afirma Jardim, professor aposentado do Departamento de Letras da PUC-Rio. – Os admiradores de Mário o apresentaram como um escritor consagrado, mas ele foi sacrificado pelo ponto de vista autoritário.

Os últimos anos do modernista, sobre os quais Jardim já havia se debruçado em “Mário de Andrade – A morte do poeta” (Civilização Brasileira, 2005), têm importância crucial nessa tese. Depois de ser demitido do Departamento de Cultura de São Paulo, em 1938, com o Estado Novo, Mário entra em um período de depressão. Enquanto esteve à frente do órgão, viu-se perto de concretizar seu credo modernista de uma arte social que servisse a interesses coletivos do país. A reforma proposta por ele visava criar canais entre cultura erudita e popular, nacional e estrangeira, fundar uma arte para estabelecer vínculos comunitários.

Com a demissão – acompanhada de acusações de corrupção -, Mário muda-se para o Rio, onde entrega-se à bebida e fica afastado de amigos queridos que moravam na cidade, como Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Nomeado por Gustavo Capanema, passa a ocupar cargos menores no Ministério da Educação e Cultura – incompatíveis com quem já tivera uma centralidade na vida cultural do país. Mesmo assim, ele ajudou a fundar as bases do que hoje é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E sua visão de conservação do patrimônio cultural é usada até hoje.

– O Capanema quebra o Mário de Andrade. Bota ele no Rio como um zé ninguém, um funcionário que tinha que bater ponto. Você imagina um intelectual da estatura dele batendo ponto? No meio do Estado Novo, ele tinha um projeto antiautoritário, de inclusão – afirma Jardim.

Um dos momentos simbólicos de seu sentimento de derrota é uma conferência em 1942, na qual Mário se mostra melancólico. Aproximando-se de Murilo Miranda, Lúcio Rangel e Carlos Lacerda – à época comunistas -, ele adere à ideia de uma arte de combate. E começa a cobrar de amigos um posicionamento na luta política. Chega a defender que é preciso abdicar da arte para combater o fascismo. Mas Eduardo Jardim não é pessimista.

– O modernismo é o movimento intelectual mais importante do Brasil. Chamar a atenção para seu projeto frustrado convida a avaliar sua importância. Sim, nosso horizonte histórico é muito diferente. A distância possibilita a compreensão – afirma o autor.

Suporta homossexualidade intimidava candidatos a biógrafo

A suposta homossexualidade de Mário de Andrade sempre intimidou candidatos a biógrafo. Os amigos do escritor jogaram um véu sobre o tema – e, mesmo quando Manuel Bandeira publicou sua correspondência com o amigo, muita coisa foi rasurada. Moacir Werneck de Castro foi o primeiro a falar do assunto, em 1989, no livro “Mário de Andrade – Exílio no Rio”, não sem causar polêmica.

Eduardo Jardim não se esquivou da questão, mas não cita casos amorosos do modernista. E mostra que definir o autor de “Macunaíma” (1928) como gay não serve para rotulá-lo. A vivência do erotismo marca vários de seus contos e poemas, afinal.

– A obra dele é marcada pela sexualidade num sentido mais amplo que isso, com uma dimensão instintiva e sensual. Ele dizia que ficava movido sensualmente por uma árvore, uma coisa de grande sensibilidade. E isso surgia acompanhado de uma censura muito forte. Mário vivia sua sexualidade de uma forma muito tensa. No conto “Frederico Paciência” isso aparece de forma muito clara – diz Jardim, que mostrou o livro antes de ser publicado a Carlos Augusto de Andrade Camargo, herdeiro do modernista, e afirma que não recebeu nenhuma sugestão de mudança.

Até hoje, a Fundação Casa de Rui Barbosa guarda uma carta de Mário para Bandeira, que foi lacrada quando o acervo do amigo do modernista foi doado à instituição. Especula-se que ela conteria alguma informação sobre a sexualidade de Mário. O segredo é tanto que há mesmo quem negue a existência da carta – mas ela existe.

Os conflitos de sua vida sexual são só uma parte das tensões que marcam a obra do modernista – e a tornam interessante, diz o biógrafo. Seu pensamento estético funda-se numa oposição entre o lirismo e a inteligência; entre o elemento nacionalista e o universal; a cultura letrada e a popular; o instinto e a razão; e, no fim da vida, entre o artista e seu compromisso político.

– Quando essa tensão se quebra, é o momento de crise na vida dele – afirma Jardim.

O pesquisador, que fez entrevistas e voltou à ampla correspondência de Mário, garimpou duas frases que mostram uma veia antissemita. Em uma delas, comentando os retratos que Portinari e Lasar Segall haviam pintado dele, o autor diz: “Como bom russo complexo e bom judeu místico ele (Segall) pegou o que havia de perverso em mim. (…) A parte do Diabo. Ao passo que Portinari só conheceu a parte do Anjo”.

Embora tenha morrido frustrado, Mário de Andrade foi o intelectual brasileiro mais importante do século XX, na visão de Jardim. Ele defende, porém, que ainda não foi feita uma avaliação crítica do modernismo.

– Acho que toda tentativa de fazer “reviver” o modernismo é bastante equivocada. Temos que medir a distância que nos separa. Ele continua sendo a mais importante referência na nossa história intelectual, mas devemos avaliá-lo criticamente – conclui Jardim.

Serviço

“Eu sou trezentos – mário de andrade: Vida e obra”

Autor: Eduardo Jardim

Editora: Edições de Janeiro/BN

Quanto: R$ 49,90

Lançamento: Quarta, às 19h, na Travessa do Leblon – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 (3138-9600)

(Fonte: O Globo)

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HQs com Beatles e Rolling Stones como personagens chegam ao Brasil

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Livros do autor finlandês Mauri Kunnas trazem os integrantes dos grupos em versão quadrinhos

Dois livros com histórias em quadrinhos em que Beatles e Rolling Stones são os personagens principais chegam às livrarias brasileiras. O autor das publicações é o finlandês Mauri Kunnas, que já teve as obras traduzidas para mais de 30 idiomas.

Beatles com A – O Nascimento de Uma banda narra a conhecida história do quarteto de Liverpool de uma maneira inusitada. A trama começa com o nascimento do baterista e beatle mais velho, Ringo Starr, e se desenvolve até o fim da gravação do primeiro single do Fab Four (que conta com os sucessos “Please Please Me” e “Ask Me Why”).

Mac Moose e os Stones traz uma aventura mirabolante na qual Mick Jagger (Jacques Migger na HQ) e Keith Richards (Keith Ricardos) são os protagonistas de um enredo que gira em torno de um imenso show beneficente ameaçado por um grupo terrorista.

Os livros custam em torno de R$ 44,90, e já estão à venda no Brasil.

(Fonte: Rolling Stone)

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Exposição em São Paulo mostra obra do multiartista brasileiro Mário Lago

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Acervo estará no Mube entre os dias 26 de fevereiro e 22 de março

Ator, autor, compositor e militante político, o carioca Mário Lago terá toda a complexidade do trabalho por ele realizado exposta a partir de 26 de fevereiro, no Mube (Museu Brasileiro da Escultura), em São Paulo.

A mostra reunirá registros audiovisuais da obra de Lago no cinema e na televisão. O ex-companheiro de dramaturgia, Lima Duarte, presta depoimento falando a respeito da parceria com o amigo.

Roberto Carlos marca presença cantando “Ai, que Saudades da Amélia”, o grande sucesso da carreira do multiartista, eternizado no verso, “Amélia não tinha a menor vaidade, Amélia é que era mulher de verdade”.

Textos inéditos e novas versões também poderão ser ouvidas pelos visitantes. Dez poemas de Lago foram musicados por artistas contemporâneos: como “Meu Rio, Meu Vício”, por Braguinha, “Três Coisas”, por Lenine, “Minha Vida Foi Isso o Tempo Todo”, por Arnaldo Antunes, “Tudo Como Antigamente”, por Roberto Frejat e “Entre o Futuro e o Passado”, por Mario Lago Filho, Acyr Marques e Arlindo Cruz.

“O conteúdo proposto no Mube é sedutor tanto para os jovens que irão conhecer a obra multimídia do artista, quanto para aqueles que acompanharam sua importante história deste titã da arte brasileira”, diz a coordenadora geral evento, Mariana Marinho.

Mário Lago morreu aos 90 anos, em 2002, no Rio de Janeiro, de enfisema pulmonar.

Exposição Eu Lago Sou – Mario Lago um Homem do Século XX – Memória em Movimento – Mube
De 26/02/15 a 22/03/15
Horário: de terça-feira a domingo , das 10h às 19 h
Local: MuBE – Museu Brasileiro da Escultura, Avenida Europa, 218 – São Paulo
Entrada: Gratuita

(Fonte: Rolling Stone)

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Que Calor é esse?, do cartunista Rico, está à venda na Comix Trip

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Já está disponível na AppStore, por meio da loja Comix Trip, o novo livro de charges e cartuns Que Calor é esse?, do cartunista Rico.

O app pode ser baixado gratuitamente em iPads e iPhones e a versão para Android será anunciada em breve.

É só entrar na Apple Store e digitar na busca “Comix Trip” – o aplicativo da loja – e dentro dele visitar a seção Humor.

O preço é de US$ 1,99 – pouco mais de R$ 5,00.

(Fonte: Universo HQ)

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Lançamento do livro e exposição Nada Com Coisa Alguma, do quadrinhista José Aguiar

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A Quadrinhofilia, editora curitibana de quadrinhos, lançará na próxima terça, dia 24 de fevereiro, o livro Nada Com Coisa Alguma (formato 21 x 21 cm, 128 páginas, R$ 50,00), do artista José Aguiar (Folheteen, Vigor Mortis Comics).

O título reúne pela primeira vez as tiras de humor da série Nada Com Coisa Alguma, publicadas semanalmente desde 2011 no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba/PR.

A noite de autógrafos terá início às 19h, no Restaurante Menina Zen (Rua Itupava 1353, Alto da XV), em Curitiba – na ocasião, também será inaugurada uma exposição com ampliações de tiras publicadas no livro.

Sem personagens fixos ou limitação de tema, gênero ou formato, Nada Com Coisa Alguma é uma tira inusitada e experimental. Nela, o quadrinihista José Aguiar exercita as possibilidades gráficas e narrativas do pequeno espaço de uma tira.

“É meu cantinho particular, um lugar onde faço aquilo que não poderia fazer em nenhuma outra HQ. É onde reflito sobre o mundo, sobre mim mesmo, divago, fantasio e me divirto. Sem a obrigação de ser engraçado. Essa motivação da tira também se estendeu ao projeto gráfico do livro. Não faria sentido simplesmente reunir as tiras como se faz num livro convencional do gênero. No espaço do livro, diferente do jornal, pude repensá-las e remontá-las. Dar-lhes outro peso e significado. Há tiras que interferem na diagramação de outras, algumas que têm uma ou duas páginas e outras que se espalham por todo o livro. Minha proposta foi a de valorizar não só o conteúdo, mas também o objeto tridimensional, o prazer de folhear a edição. É quase como se um livro de tiras pudesse se tornar uma graphic novel”, disse o autor.

“Já publiquei fanzines, graphic novels, transito pelo teatro com o Cena HQ e agora preparo minha primeira webcomic. Mas meu primeiro trabalho foi publicando tiras e nunca parei de produzi-las. Sempre adorei as dificuldades que o formato impõe ao autor. Nada Com Coisa Alguma nasceu da minha necessidade de encontrar uma maneira de incorporar minhas experiências em outros formatos e fazer uma tira fora do convencional. Fazer coisas que não caberiam, por exemplo, em Folheteen, minha tira mais antiga. Com a publicação do livro Nada Com Coisa Alguma, estou mais que registrando o resultado de quatro anos de trabalho, estou repensando as tiras como formato”, concluiu.

O livro foi viabilizado por meio do site de financiamento colaborativo Catarse.

(Fonte: Universo HQ)

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Novidades na Widbook: usuários poderão optar por conta premium

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Por R$ 7,99 por mês, usuário poderá ter acesso a detalhes da sua audiência

O Widbook, comunidade literária com mais de 250 mil escritores e leitores no mundo, acaba de lançar um serviço premium para seus usuários escritores. Por R$ 7,99 por mês, os usuários poderão ter detalhes da sua audiência e da interação de seus leitores com o livro como, por exemplo, saber onde o leitor abandonou a leitura e quais os capítulos mais lidos. Para os idealizadores do Widbook, estes dados podem ajudar o escritor a entender e nortear a sua história. “O escritor será capaz de entender sua audiência com mais profundidade e saber exatamente quem está lendo cada capítulo do seu livro, em que parte da história estão e de onde eles vêm. Tudo em tempo real. A Conta Premium traz ferramentas importantes para a construção da história, com detalhes completos e exclusivos que poderão dar à história novos rumos, além de oferecer uma experiência completamente nova entre escritor e audiência”, conta o co-fundador do Widbook Joseph Bregeiro. Para entender essas interações, os usuários terão acesso a gráficos com a visão geral da audiência.

(Fonte: Publish News)

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