SETEMBRO – 2014

Milena Azevedo, Ana Luísa Medeiros e Juliana Fiorese autografam suas obras na Comic House

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Milena Azevedo, Ana Luísa Medeiros e Juliana Fiorese mostram a diversidade das histórias em quadrinhos e de estilos artísticos em um lançamento triplo neste sábado, 27 de setembro, na Comic House (Avenida Nego, 225, Tambaú), em João Pessoa/PB.

Segundo os organizadores, a “sessão de autógrafos mais charmosa já realizada na loja” terá início às 18h30min.

Milena Azevedo assina a HQ Visualizando Citações, na qual pequenos trechos de romances e contos são usados como mote para a criação de uma trama totalmente nova, no formato de uma história em quadrinhos curta, muitas vezes fugindo do contexto original pensado pelo autor. E sempre com traços de autores da nova geração de desenhistas brasileiros.

Ana Luísa Medeiros, a AnaLu, autografa Ana e o Sapo, sua HQ publicada originalmente na Internet.

Juliana Fiorese trabalha como ilustradora e designer para os mercados editorial e publicitário. Ela autografa Os vestidos de Frida e Uma história mais ou menos parecida.

Todos os títulos foram publicados a partir de campanhas bem-sucedidas no site de financiamento coletivo Catarse.

(Fonte: Universo HQ)

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HQ nacional Beladona também está no Catarse

Beladona

Beladona é um webcomic disponibilizada gratuitamente no portal Petisco desde dezembro de 2011. Todo sábado, uma nova página está online. Dois capítulos já estão disponibilizados por completo e o terceiro está em andamento.

Na trama, o leitor conhece Samantha, uma menina atormentada por pesadelos terríveis todos os dias, desde os 7 anos de idade. No entanto, esses sonhos ruins não são mero acaso.

A história se passa em dois mundos: primeiro o real, especificamente na cidade do Rio de Janeiro. E o segundo, o dos pesadelos. Neste último, Samantha é perseguida constantemente por espíritos que a atormentam e desejam o seu mal.

Mas isso tudo tem um propósito sinistro que leva a garota a uma jornada sem precedentes.

O projeto está participando do site de financiamento coletivo Catarse, com o objetivo de tornar viável a impressão do livro com todo o conteúdo de Beladona. Além dos três capítulos principais, dois intermediários exclusivos serão publicados somente no papel.

Para colaborar com o projeto de Ana Recalde e Denis Mello, confira todas as recompensas e outras informações clicando aqui.

(Fonte: Universo HQ)

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Mais Gibis apresenta novas HQs e livros teóricos

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Confira os novos títulos disponíveis no site Mais Gibis:

Lost Kids 8 conclui a publicação da série produzida por mais de 15 artistas de todo o mundo. O projeto foi viabilizado no site de financiamento coletivo Catarse, e narra a aventura de um grupo de adolescentes transportado para um mundo fantástico. A primeira edição é gratuita.

Dies Irae 2, do coletivo Tesla, é a segunda parte de uma série em oito capítulos distribuída exclusivamente pelo site. A história parte da seguinte premissa: o limite entre o real e o virtual aumentou e deuses passam a cair sobre a Terra. Quando tudo em que se acredita perde o sentido, no que você se apoia?

Invocados, série de tirinhas de Pedro Leite (Quadrinhos Ácidos), brinca com os clichês e o universo do game League of Legends. A HQ é distribuída gratuitamente e não tem fins lucrativos.

Além dos lançamentos, há duas publicações recentes.

A primeira é O uso das cores, de Cris Peter, um livro teórico sobre o processo de colorização, obrigatório para artistas dos quadrinhos com ambição de tornarem-se coloristas. O título é um lançamento da editora Marsupial.

A outra é Quem matou João Ninguém?, de Zé Wellington e Wagner Nogueira, que presta homenagem ao legado dos super-heróis de uma maneira bem brasileira.

As HQs são disponibilizadas, após a compra, para download em formato PDF, CBR e CBZ (ou ePub, no caso de alguns livros). Sem restrições de acesso ou leitura, o leitor pode copiar seus arquivos para o dispositivo que quiser.

(Fonte: Universo HQ)

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Curso de tiras de quadrinhos e arte sequencial em São Luís

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O Centro de Criatividade Odylo Costa Filho (Reviver, ao lado do Shopping do Cidadão, próximo ao Terminal de Integração da Praia Grande,  no Centro), em São Luís/MA, oferece 20 vagas para o Curso de tiras de quadrinhos e arte sequencial, que começa  no dia 13 de outubro.

A proposta do produtor cultural Adriano Leonardo Lima, que organiza o curso, é promover ao aluno uma experiência na produção de quadrinhos em três etapas: pesquisa, produção e publicação, ao longo de 20 encontros presenciais que estarão divididos entre aulas teóricas e exercícios práticos para elaboração de tiras.

O resultado será editado em uma obra coletiva, com distribuição em formato impresso e digital, que será lançada em celebração ao Dia do Quadrinho Nacional, em janeiro de 2015.

Além do curso presencial, há outras dez vagas para participação à distância. O investimento total do curso é de R$ 120,00, em duas parcelas.

Outras informações para o curso presencial podem ser obtidas pelo telefone 0XX-98-3218 9932; e para o curso à distância pelo telefone 0XX-98-9970-0403 ou pelo e-mail editorabezalel@gmail.com – confira também a página do Facebook.

(Fonte: Universo HQ)

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Livro póstumo de José Saramago será lançado no Brasil em outubro

José Saramago

José Saramago

“Alabardas, Alabardas! Espingardas, Espingardas!”, um romance contra o tráfico de armas, é a obra póstuma do prêmio Nobel José Saramago publicada nesta terça-feira em sua terra natal e que será lançado dia 1 e dia 27 de outubro na Espanha e no Brasil, respectivamente.

Pilar del Río, sua viúva e tradutora para o espanhol, explicou à Agência EFE que o livro de Saramago (1922-2010) é uma mensagem contra “a violência, a guerra e a barbárie” em um mundo no qual cada vez há mais presença de armas, tanto na Europa, como na América Latina e no Oriente Médio.

“Publicamos os textos como estavam”, acrescentou a jornalista espanhola, que sustentou que os capítulos deixados pelo escritor funcionam perfeitamente como um relato.

“Alabardas, Alabardas! Espingardas, Espingardas!”, título extraído de um verso do dramaturgo português Gil Vicente, é um livro inacabado que o próprio autor tinha começado no final de 2009 e tinha prosseguido em fevereiro de 2010.

No entanto, quatro meses depois, Saramago morreu na Ilha de Lanzarote (as Canárias, Espanha) aos 87 anos.

A obra do primeiro e único escritor de língua portuguesa a conquistar o Prêmio Nobel de Literatura (1998) tem cerca de 130 páginas.

O texto, que mostra o absurdo no qual os humanos muitas vezes se envolvem, conta além disso com ilustrações do prêmio Nobel alemão Günter Grass e um pósfacio do ensaísta e poeta espanhol Fernando Gómez Aguilera, um especialista na obra do literato português.

“Alabardas, Alabardas! Espingardas, Espingardas!” indaga as contradições entre um homem obsessivo com as armas e uma mulher que as detesta.

Ambos, que são marido e mulher, vivem uma trama com outros personagens relacionados com o mundo das armas e sua indústria.

O livro será oficialmente apresentado em 2 de outubro em Lisbo.

Acima de tudo, o objetivo deste lançamento é fazer uma afirmação contra “a barbárie” e a guerra, disse Del Río.

Saramago, autor de romances como “Ensaio sobre a Cegueira” (1995) ou “O ano da morte de Ricardo Reis” (1984), promoveu também a Fundação José Saramago, criada em 2007 para assumir, tanto na letra como no espírito, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O escritor português nascido na aldeia de Azinhaga em 1922 editou sua primeira obra, “Terra do pecado”, em 1947, e cultivou também outros gêneros como o ensaio, os artigos e contos.

(Fonte: Yahoo)

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Ken Follett encerra trilogia sobre o século 20 com “Eternidade por um Fio”

As obras de Ken Follett também estão nas telas. Pilares da Terra inspirou série homônima disponível em serviços on demand de TV a cabo e no Netflix. Já O Buraco da Agulha (1978) virou sucesso nos cinemas em 1981

As obras de Ken Follett também estão nas telas. Pilares da Terra inspirou série homônima disponível em serviços on demand de TV a cabo e no Netflix. Já O Buraco da Agulha (1978) virou sucesso nos cinemas em 1981

Com 38 anos de carreira e mais de 150 milhões de livros vendidos, o escritor britânico Ken Follett acaba de terminar seu projeto mais ambicioso. Eternidade por um Fio, novo romance do autor de Pilares da Terra (1989), encerra a trilogia O Século, que se propõe a abordar os principais acontecimentos políticos e sociais do século 20 em narrativa ficcional. Em uma trama que se inicia nos anos 1960 e termina nos 2000, as mais de mil páginas cruzam os destinos de personagens que viveram fatos como a construção do Muro de Berlim e a Crise dos Mísseis de Cuba. Sem ousadias formais, a leitura é envolvente e pode servir como uma animada aula de história. Nesta entrevista, concedida por telefone a ZH, Follett fala sobre o processo de criação do livro.

Eternidade por um Fio abarca um longo período histórico. Como foi sua pesquisa para a obra?

A maior parte do que pesquisei estava em livros de história. Li muito, mas também procurei olhar mapas, fotografias e filmes. Hoje também há muito material na internet, como encontros na Casa Branca gravados por Kennedy e Nixon. Além disso fiz algumas entrevistas e, depois que terminei o primeiro rascunho, mostrei-o para alguns especialistas em história e pessoas que viveram os acontecimentos. Pago para que leiam meus rascunhos e procurem erros.

Você também fez viagens.

Sim. Viajei para Cuba, já que a Crise dos Mísseis é um dos eventos mais emblemáticos do livro e um dos meus personagens está lá quando a crise ocorre. Além disso, fui para o sul profundo dos EUA para encontrar cenários da campanha pelos direitos civis dos anos 1960, que também ocupa grande parte da minha história.

Quanto tempo levou esse proceso?

Levei oito meses para planejar o livro, incluindo aí a pesquisa e o esboço. Depois, foram mais oito meses para escrever e outros oito para reescrever.

Alguma coisa o surpreendeu durante as pesquisas?

Sim. Assim como toda minha geração, sempre odiei o presidente Nixon. Mas, quando comecei a pesquisar, descobri que ele tinha feito algumas coisas realmente boas, como integrar as escolas americanas – antes dele, havia escolas só para negros e só para brancos – e criar a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, que ainda existe e tem papel importante. Precisei admitir que Nixon foi um ótimo presidente em alguns aspectos. Não esperava por isso.

Você é conhecido por tramas que se passam na Europa e nos EUA. Não pensa em se dedicar a um trabalho sobre um país latino-americano como o Brasil?

Acho a América Latina muito interessante, mas haveria um problema se eu resolvesse escrever sobre essa parte do mundo: há muitos autores latino-americanos excelentes. Teria medo que dissessem: “Ele não é tão bom quanto Gabriel García Márquez”. Gosto de ter um personagem em Cuba, mas escrever toda uma história lá provavelmente seria um erro para mim. Autores locais fariam melhor.

Você tem muitos leitores no Brasil. Isso causa surpresa?

De algum modo me surpreende, já que a maior parte das minhas tramas ocorre na Europa ou nos EUA, como você apontou. Por outro lado, são histórias sobre coisas comuns a todos: amor, casamento, filhos, guerra, revolução… Acredito que locais e nacionalidades realmente não importam quando as histórias falam sobre temas comuns a todos.

ETERNIDADE POR UM FIO
De Ken Follett
Romance, editora Arqueiro, 1.066 páginas, R$ 59,90. Tradução de Fernanda Abreu.

(Fonte: Zero Hora)

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Filósofo John Perry lança livro que defende a prática da procrastinação

John Perry sofre de procrastinação e ensina como tirar proveito disso

John Perry sofre de procrastinação e ensina como tirar proveito disso

O livro de autoajuda promete acabar com a ansiedade de quem sofre do mal.

Alívio é o que muitos procrastinadores sentirão ao ler A arte da procrastinação. As poucas páginas não serão empecilho ou desculpa para deixar de ler sobre a teoria do filósofo americano John Perry. O artigo, escrito em 1995, deu origem ao livro, que é sucesso de vendas nos EUA e no Brasil. A edição é um autoajuda irreverente que propõe tirar a angústia de quem sofre do mal. Além de ensinar como tirar proveito da falha, desmistifica a imagem do preguiçoso ou pessoa sem vontade que acompanha o procrastinador.

O texto é bem didático, resultado da experiência de anos como professor de filosofia da Universidade de Stanford, e com humor pertinente que segue até a última frase do livro. O autor faz piadas com o tema e as situações descritas nos capítulos. Confessa ser um procrastinador e o objeto de estudo que motivou a escrever sobre procrastinação.

“Eu escrevi o artigo somente para me fazer sentir melhor. Eu sou um procrastinador, mas acabo terminando muitos trabalhos. Depois que publiquei e disponibilizei na internet, fiquei surpreso com o número de pessoas que se identificaram. Algumas me disseram que parecia que eu tinha entrado na cabeça delas”, conta o autor.

(Fonte: CorreioWeb)

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Festival Tarrafa Literária leva Alan Pauls e Tom Perrotta a Santos

O escritor Alan Pauls, atração do festival Tarrafa Literária

O escritor Alan Pauls, atração do festival Tarrafa Literária

A sexta edição da Tarrafa Literária começa nesta quinta (dia 25) com programação reforçada e mais convidados internacionais.

O evento literário de Santos terá shows, debates e oficinas espalhados em três espaços da cidade —no Teatro do Sesc, no Teatro Guarany e na Bolsa do Café. Todas as atividades são gratuitas.

O festival é realizado pela Realejo Livros & Edições, do livreiro José Luiz Tahan.

“O festival nasceu da minha experiência de 18 anos no balcão da livraria. Sempre tentei fazer eventos para aproximar os leitores dos livros. Mas o espaço da loja é limitado, as atividades eram pequenas. Com a Tarrafa, conseguimos mobilizar toda a cidade”, comenta Tahan.

A Tarrafa terá nesta edição 12 debates sobre temas diversos, como futebol, jornalismo, biografias e tendências da ficção contemporânea.

O elenco internacional do festival é composto pelos argentinos Alan Pauls e Carlos María Domínguez, o espanhol Antonio Altarriba, o português Rui Zink e o americano Tom Perrotta.

Entre os autores nacionais estão Cristovão Tezza, Evandro Affonso Ferreira, Marçal Aquino, Affonso Romano de Sant’Anna e Marcelo Backes.

O repórter especial da Folha Morris Kachani vai mediar uma conversa entre Altarriba e o jornalista Mauro Ventura sobre os limites entre a realidade e a ficção.

O escritor e colunista da Folha Ruy Castro irá participar de debate sobre a música popular brasileira, ao lado do crítico e produtor musical Zuza Homem de Mello.

Já os jornalistas Lira Neto (autor da série em três volumes sobre Getúlio Vargas) e Mário Magalhães (autor de “Marighella”) comentam a recente polêmica sobre a publicação de biografias no Brasil.

Neste ano, a Tarrafa Literária traz uma novidade: um dia de programação em São Paulo. No sábado (dia 27), a Livraria da Vila dos Jardins (Alameda Lorena, 1.731) terá encontros gratuitos com Tom Perrotta (11h), Carlos María Domínguez (12h30) e Alan Pauls (16h30).

TARRAFA LITERÁRIA
QUANDO de hoje a domingo (28)
ONDE Santos (confira todos os locais e a programação completa em www.tarrafaliteraria.com.br)
QUANTO grátis

(Fonte: folha de São Paulo)

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O Gráfico Amador tem sua trajetória contada em livro

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Editora artesanal pernambucana marcou o design livreiro no país nos anos 1950

Quem for nesta quinta-feira à rua Amélia 415, em Recife, vai dar de cara com um posto de gasolina. Mas não foi sempre assim. No ilustre endereço funcionou, de 1954 a 1961, O Gráfico Amador, uma editora artesanal que marcou o design gráfico brasileiro — e cujos livros hoje têm status de raridade. Sua história é contada no livro “O Gráfico Amador — As origens da moderna tipografia brasileira”, pesquisa do designer Guilherme Cunha Lima, que volta agora às livrarias em edição revisada e em cores, pela editora Verso Brasil. A obra será lançada nesta quinta-feira, às 19h, na Livraria da Travessa de Ipanema.

— Ouvi falar do Gráfico pela primeira vez nos anos 1970, e os livros já tinham status de raridade. Ele se insere no contexto do livro experimental, que foi alvo de outras experiências pelo Brasil. Seu legado é fundamental — diz Guilherme Cunha Lima.

A nova edição da pesquisa traz os 27 livros, três volantes, dois boletins e um programa de teatro produzidos pelo Gráfico Amador. Para reunir essas imagens, foi feita uma pesquisa em acervos públicos e privados para encontrar as obras.

Durante um período de sete anos, O Gráfico Amador, cuja sede da rua Amélia servia também de polo de agitação cultural, editou nomes como Ariano Suassuna (“Ode 1” e “Ode 2”), Carlos Drummond de Andrade (“Ciclo”) e João Cabral de Melo Neto (“Aniki bobó”), entre outros autores.

Fundado por Aloísio Magalhães, Orlando da Costa Ferreira, José Laurenio de Melo e Gastão de Holanda, O Gráfico Amador mantinha-se de pé graças a seus 30 associados, entre eles o bibliófilo José Mindlin, porque os gráficos não tinham o lucro por objetivo. Amantes da prensa manual, eles tentaram se profissionalizar, mas não conseguiram.

Uma das fotos da reedição mostra Ariano Suassuna deitado numa espreguiçadeira, na sede do Gráfico. Ele costumava brincar que sua contribuição era aquela. Os gráficos eram divididos em dois grupos: os mãos limpas, que escreviam os livros ou davam outra forma de contribuição, e os mãos sujas, apelido vindo do fato de lidarem diretamente com a prensa manual.

Durante sua existência, O Gráfico Amador teve duas impressoras tipográficas e uma litográfica. Hoje, elas pertencem à Universidade Federal de Pernambuco, onde estudantes cuidam para que elas sigam dedicadas à velha arte de Gutenberg.

Serviço:

“O gráfico amador”

Autor: Guilherme Cunha Lima

Editora: Verso Brasil

Onde: Livraria da Travessa de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá 572)

Quando: Nesta quinta-feira, às 19h

Quanto: R$ 117,50

(Fonte: O Globo)

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Personagem Mafalda completa 50 anos com preocupações bastante atuais

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Mafalda, a baixinha mais sábia do mundo, chega aos 50 anos com estatura e encanto de criança de 6 anos. De vestido e cabelo adornado com imenso laço, a personagem chegou para causar revoluções. A pequena filósofa, descrita pelo escritor italiano Umberto Eco como uma “heroína enraivecida”, trouxe novo estilo de humor às tirinhas em quadrinhos, em forma de protesto quando a América do Sul era tomada por ditaduras. Neste ano, uma série de eventos homenageia a garotinha na Argentina, onde nasceu, e ao redor do mundo.

Na Usina da arte, em Buenos Aires, portenhos e turistas formaram imensa fila para ver a exposição O mundo segundo Mafalda, que retrata a vida da pequena rebelde, que aborda temas desde a criatividade e a imaginação própria da infância até as preocupações com as crises mundiais.

O universo de Mafalda está reproduzido na exposição: a casa, a mesa de jantar — inclusive o abominável prato de sopa, que gera tantos protestos indignados por parte da garota — e a sala onde a pequena costuma assistir a desenhos do Pica-Pau, seu preferido. Nem mesmo as invenções de Mafalda e de amigos foram esquecidas. Por exemplo, um garfo que se transforma em antena telepática para capturar melhor as ideias. Mas há também inventos mais sofisticados, como um raro artefato voador que funciona à base de um poderoso jorro de soda.

O mais impressionante é que, após 50 anos, as preocupações de Mafalda continuam relevantes, porque muito do que ela questionava permanece sem solução na Argentina e no mundo. Mafalda é visionária e atual. “Às vezes, fico surpreso como algumas tiras desenhadas há mais de 40 anos ainda podem ser aplicadas a questões de hoje”, declarou o criador Quino, quando a exposição foi inaugurada.

(Fonte: CorreioWeb)

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