SETEMBRO – 2014

Em ‘Skagboys’, Irvine Welsh conta a história pregressa dos personagens de ‘Trainspotting’

O escritor escocês Irvine Welsh

O escritor escocês Irvine Welsh

Autor escocês lança a terceira parte da trilogia no Brasil

Entre um livro e outro, uma peça e outra, um roteiro de filme e outro, Irvine Welsh sempre volta aos seus primeiros personagens, àqueles que o consagraram. O autor escocês lança agora no Brasil “Skagboys” (Rocco, com tradução de Daniel Galera e Daniel Pellizzari), que conta como Renton, Spud, Begbie e Sickboy, criados em “Trainspotting”, de 1993, e revisitados em “Pornô”, de 2002, se tornaram os junkies eternizados pelo filme de Danny Boyle, estrelado por Ewan McGregor, em 1996.

Faz mais de dez anos desde o lançamento de “Pornô” e mais de 20 desde que “Trainspotting” chegou às prateleiras. O que faz você voltar a Renton, Spud, Begbie e Sickboy de tempos em tempos?

Gosto deles enquanto personagens. Eles são muito de seu próprio tempo, mas também são arquétipos universais. Então eles são um conjunto fantástico de ferramentas para um escritor ter à mão.

“Skagboys” nos mostra mais sobre os bastidores do início da vida destes personagens nas drogas. Qual a importância de voltar ao passado e quão fácil (ou difícil) foi fazer isso?

Achava importante reumanizá-los. Mostrar que eles são apenas caras normais que entraram em uma tempestade de merda que eles simplesmente não entendiam. Remontar a juventude destes personagens foi bastante simples, é como voltar a se aproximar de velhos amigos. Tentei não forçar isso, deixei os personagens me contarem o que eles passaram.

Como foi o processo de escrever “Skagboys”? Suponho que você tenha tido que reler “Trainspotting”.

Sim, e eu odeio ler meus próprios livros. Assim que termino de escrevê-los dou por encerrada minha relação com eles. Mas apesar disso, o processo é o mesmo de tudo o que eu escrevo: eu me vejo em uma sala com pessoas que não existem e minha esperança é conseguir sair dessa sala com algo decente antes que eu enlouqueça.

Como é escrever a história que antecipa “Trainspotting” depois de ver esses personagens ganharem vida no filme, tão icônico?

Eu tive que tentar superar o filme. Até porque é apenas uma aproximação do mundo que eu criei, mas não exatamente aquele mundo. Então eu tive que voltar aos livros para ter a real noção disso.

Como a forma com que os personagens terminam em “Pornô” afetou a história pregressa deles em “Skagboys”?

Boa pergunta, mas eu não tenho certeza. Acho que eu tinha que ter a consciência de onde eles estavam indo. O livro levanta a questão sobre o quanto você muda quando você cresce, envelhece, mas não tenho tenho certeza se sei a resposta para isso.

Além de ser um livro sobre como aqueles personagens se tornaram junkies, é um livro sobre a década de 1980 no Reino Unido, durante a Era Tatcher. Essa fase te marcou, te traumatizou?

Acho que todos nós (os britânicos) somos traumatizados de certa forma, já que ainda estamos vivendo na era do neo-liberalismo, em uma época global, corporativa e controlada pelo estado, modelo que foi criado na década de 1980. Em certo nível, nós temos que seguir em frente e mudar isso, porque isso está nos matando. Nós também precisamos seguir com nossas vidas e aproveitá-las. Às vezes, as duas coisas parecem não funcionar juntas, mas elas funcionam.

Você gostaria de ver “Skagboys” adaptado para outra mídia, como “Transpotting”?

Sim, e eu vejo essa história em uma série. Você pode fazer muito mais por uma dramaturgia orientada pelas histórias dos personagens hoje em dia na TV.

Seu material pode ser bastante engraçado. Você acha que o humor é subestimado na literatura?

Se você pede para um leitor embarcar com você em uma jornada sombria, você precisa oferecer a ele algum humor e leveza durante o caminho. Muitos romances são respeitáveis e sérios demais para o meu gosto.

Muita gente encara prequels e sequências de filmes como manobras comerciais — você acha que o mesmo funciona para os livros?

Eu pessoalmente acho que prequels e continuações são mais comerciais, pois envolvem histórias familiares do público e construção de marca. Mas isso não é motivo para não fazê-las. Às vezes, os personagens que você já usou antes são as melhores ferramentas para o projeto que você deseja realizar.

(Fonte: O Globo)

Você tem planos de escrever mais sobre esses personagens?

Estou sempre escrevendo sobre eles, suas histórias nunca estarão completas.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

50 Tons de Cinza ganha imagem fálica

50-Tons-de-Cinza-11set2014-01

50 Tons de Cinza divulgou uma nova imagem, pronta para interpretações fálicas.

Na trama, Christian Grey (Jamie Dornan) é o milionário sadomasoquista que seduz Anastasia Steele (Dakota Johnson). Luke Grimes (True Blood) interpreta o irmão de Grey, Jennifer Ehle faz a mãe de Anastasia e Victor Rasuk (Como Vencer na América) será José, fotógrafo amador e amigo da protagonista. Eloise Mumford (The RiverLone Star) será a colega de quarto de Anastasia e Max Martini (Círculo de Fogo) será o segurança de Christian. Aaron Taylor-Johnson, casado com a diretora Sam Taylor-Johnson (O Garoto de Liverpool) deve fazer  uma participação no filme.

50 Tons de Cinza chega aos cinemas dos EUA em 13 de fevereiro de 2015.

(Fonte: Omelete)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Bob Cuspe, de Angeli, ganha antologia pela Quadrinhos na Cia.

TodoBobCuspe

A Quadrinhos na Cia., selo editorial da Companhia das Letras para a publicação de quadrinhos, lança neste mês Todo Bob Cuspe (formato 19,5 x 26,5 cm, 216 páginas, R$ 68,00), uma antologia com todas as histórias do personagem criado por Angeli.

O álbum segue os mesmos moldes de Toda Rê Bordosa, também criação do cartunista, publicado pela editora em 2012.

Algumas pessoas têm uma resposta para tudo. Tiram do chapéu teorias, ideias e grandes argumentações. Pode até funcionar de vez em quando, mas não contra ele. Bob Cuspe também tem uma resposta para tudo. A mesma, em todas as ocasiões. E não se conhece ninguém que tenha resistido a ela. Políticos, artistas, socialites, modernetes, publicitários, colunistas de jornal e mauricinhos, todos tentaram… e falharam. A resposta vinha de um buraco de esgoto: CUSP.

Bob Cuspe foi uma grande resposta de Angeli aos excessos dos anos 1980, à hipocrisia reinante da elite cultural e financeira, à vida espalhafatosa e deslumbrada dos yuppies que vicejaram no Brasil após o fim da ditadura. Seu brinco era um grampo, suas roupas não passavam de trapos, a porta de sua casa era um bueiro e suas bandas eram Ramones, Ratos de Porão, Sex Pistols e The Clash.

Seus inimigos estavam por toda parte.

Assim como Rê Bordosa, Wood & Stock, Benevides Paixão e Mara Tara, Bob Cuspe fez história na revista Chiclete com Banana, marco do quadrinho de humor brasileiro. Com tiragens que chegavam a mais de 100 mil exemplares mensais, foi um dos símbolos da redemocratização. Se Rê Bordosa apontava mudanças nos costumes e na vida social do paulistano, Bob Cuspe serviu para encapsular a frustração, a raiva, os anseios e a revolta dos desfavorecidos.

Respostas ácidas, cruéis e sem concessões, uma cusparada na cara de tudo que está aí.

(Fonte: Universo HQ)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Série propõe sequência de vídeos online baseado em histórias de autores

Não é de hoje que a literatura flerta com a nudez. Ou que os corpos desnudos chamam a atenção em projetos ousados. No Brasil, o terreno é fértil para os dois e um novo projeto desponta para novas mídias: O corpo do texto propõe uma série de vídeos online baseados em histórias de autores nacionais. “Eu tive um primeiro envolvimento com a literatura contemporânea brasileira ano passado, e ali estava o alimento que eu sempre procurei!”, conta Thiago Carvalhaes, diretor. O primeiro episódio da série foi lançado durante a Festa Literária de Paraty (Flip). “Acho esse projeto valioso, inovador, ousado, que coloca a literatura de uma forma viva, menos chata, a literatura longe da naftalina, saindo das linhas do livro e ganhando as linhas vivas de um corpo”, define o escritor Marcelino Freire, primeiro nome na série com o texto Nossos ossos.

Para dar continuidade à série, que deve contar com mais seis episódios, baseados em textos de Angélica Freitas, Coral Rodrigues, João Anzanello Carrascoza, Luiz Alberto Mendes, Luiz Ruffato e Rogério Pereira, os idealizadores se valeram de uma ação de crowdfunding no site Catarse.

“Cada episódio vai incluir ainda trilha de um músico independente diferente. São várias camadas de significados, é como se fosse uma curadoria de artistas independentes, recheada do que enxergamos serem ideias, linguagens e pessoas potentes”, define Carvalhaes. O prazo para apoiar O corpo do texto vai até 28 de setembro.

(Fonte: CorreioWeb)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Crítica: Adaptação de livro ‘O Doador de Memórias’ perde força no fim

eff Bridges e Taylor Swift em 'O Doador de Memórias'

eff Bridges e Taylor Swift em ‘O Doador de Memórias’

A onda de filmes com histórias distópicas ambientadas no futuro, adaptadas de romances para adolescentes —como “Divergente” (2014), “A Hospedeira” (2013) e a série “Jogos Vorazes”— ganha um novo representante com “O Doador de Memórias”.

Mas o romance da norte-americana Lois Lowry que originou o filme, um best-seller publicado em 1993, é anterior às narrativas que inspiraram a maioria dos recentes filmes de contra-utopia, invariavelmente rasos e melosos.

O filme fala de uma sociedade futura na qual, em nome da paz e da harmonia, tudo é controlado: do clima à alimentação, do lazer à profissão de cada um, da composição das famílias às relações interpessoais.

Essa coletividade igualitária é um mundo asséptico e austero, fechado e cheio de regras em que a abolição das diferenças e da liberdade levou ao fim dos conflitos.

Para tanto, a humanidade sacrificou a memória coletiva, as emoções (apagadas por doses diárias de medicamentos), o livre-arbítrio, a dor, o amor, a arte, a felicidade.

A memória como elemento de compreensão do passado e construção do futuro é um dos temas centrais do relato, mais aprofundado no livro do que no filme.

GUARDIÃO

Nessa sociedade, o conhecimento da história é monopólio do guardião de memórias, que as usa para orientar a casta dirigente em caso de necessidade.

O adolescente Jonas (Brenton Thwaites) é escolhido para ser o próximo guardião, devendo receber as memórias da humanidade do velho Doador (Jeff Bridges).

No processo, o rapaz descobre tudo a que os homens renunciaram: a música, o amor, a guerra, o sofrimento. Sua ingenuidade inicial se transforma em perplexidade e depois em revolta contra esse paraíso artificial.

Quando a revolta explode, na meia hora final, a narrativa ganha um ritmo vertiginoso. A ação passa a dar o tom e tudo o que foi construído anteriormente fica em segundo plano.

Situações demasiado inverossímeis e uma cena final que não preserva a ambiguidade do livro comprometem o todo.

O DOADOR DE MEMÓRIAS
(THE GIVER)
DIREÇÃO Phillip Noyce
PRODUÇÃO EUA, 2014
ONDE Eldorado Cinemark, Playarte Bristol e circuito
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
AVALIAÇÃO regular

(Fonte: Folha de São Paulo)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Candidatos à Presidência recebem nova carta do mercado editorial

tarja_eleicoes

Sindicato pede atenção para leis do Direito Autoral e de Biografias, debate sobre lei do preço fixo e isenção de imposto para e-book

O Sindicato Nacional de Editores de Livros enviou uma carta aos presidenciáveis nesta terça-feira, 9, pedindo atenção para quatro questões caras ao mercado editorial – as leis do Direito Autoral e de Biografias, uma possível lei do preço fixo do livro e a isenção tributária também para o e-book. No dia 25 de agosto, outras entidades entre as quais estavam a Câmara Brasileira do Livro e Associação Nacional de Livrarias enviaram carta semelhante aos candidatos à Presidência. Não houve consenso à época, e o SNEL preferiu redigir seu próprio documento após discutir alguns dos assuntos com seus associados.

O SNEL chamou de “bem-intencionadas, porém profundamente equivocadas” as propostas de alterações na Lei do Direito Autoral, que “limitam o direito do autor de dispor sobre o que ele produz”. A carta diz ainda que “é preocupante que, enquanto nas sociedades mais dinâmicas e desenvolvidas os governos e as instituições se movem para estimular e proteger a criação intelectual, no Brasil, alguns defendem um movimento contrário. Se as propostas equivocadas forem adotadas a nossa produção acadêmica seria seriamente afetada e corremos o risco de que nossas universidades e alunos tenham que usar, cada vez mais livros, produzidos em outros países, nos quais a produção intelectual é protegida e estimulada”.

Quanto às biografias, os editores reconhecem o direito à privacidade, mas pedem que este direito seja complementado pela proteção do acesso às informações de relevância para a coletividade. Ou seja, os chamados “protagonistas da história: chefes de estado e lideranças políticas, grandes nomes das artes, ciências e dos esportes” deveriam poder ser personagens de livros sem que eles ou seus herdeiros tivessem de autorizar a publicação da obra. Na carta, os editores citaram os inúmeros processos sofridos por autores e editores. “Vale relembrar que falamos do direito de publicar apenas a verdade, comprovada e documentada. O setor editorial concorda plenamente que no caso de publicação de informações inverídicas, autores e editoras devem responder pelos seus atos”, complementa a carta.

Há décadas, o livro é isento de imposto e tramita um projeto de lei no Congresso para equiparar o conceito de livro eletrônico ao do livro impresso para que o e-book também seja isento e, portanto, mais barato. “A sociedade brasileira compreende o papel crítico do livro na formação da cultura nacional e na disseminação do conhecimento. Esta convicção está refletida na Constituição Brasileira desde 1967, que assegura a imunidade tributária ao livro, como mecanismo de incentivo à educação e o desenvolvimento de uma sociedade mais próspera e mais justa. Está claro que a imunidade definida na Constituição não foi adotada para incentivar o consumo de papel, e sim, a disseminação da cultura e do conhecimento.”

Por fim, os editores pedem que políticos e sociedade iniciem um debate acerca da lei do preço fixo do livro, que existe em países como França, Alemanha e Espanha. “Ela busca evitar que uma concentração extrema inviabilize a existência de livrarias independentes, pequenas e médias, seja nas grandes cidades como no interior, parte fundamental da cadeia do livro.”

(Fonte: O Estadão)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Roger Mello recebe Prêmio Hans Christian Andersen no México

1

Ilustrador e escritor, ele já tem mais de 100 livros publicados

Ilustrador brasiliense foi o escolhido deste ano por esta que é a mais importante premiação da literatura infantil e juvenil do mundo

O ilustrador Roger Mello recebe na noite desta quarta-feira, 10, o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante do mundo dedicado à literatura infantojuvenil. A entrega será feita na Cidade do México, durante a abertura do Congresso Ibby (International Board on Books for Young People), que reúne, entre 10 e 13 de setembro, pesquisadores e escritores de países tão diferentes quanto o Irã, a Lituânia e os Estados Unidos em debates acerca da literatura infantil e juvenil e da promoção da leitura. Um dos destaques, além de Mello, é a presença de María Teresa Andruetto, escritora argentina vencedora do Hans Christian Andersen em 2012.

Roger Mello ilustrou 100 livros para diversos autores, escreveu e ilustrou outros 22 e teve algumas de suas obras publicadas em outros países. A escolha de seu nome – esta foi a terceira vez em que concorreu – foi anunciada em março, na Feira do Livro de Bolonha. Na ocasião, o júri declarou que sua obra permite “explorar a história e a cultura do Brasil sem subestimar a habilidade da criança de reconhecer e decodificar fenômenos e imagens culturais”. Entre seus livros estão Meninos do Mangue, Carvalhada de Pirenópolis e Carvoeirinhos.

2

“Meninos do Mangue” venceu o Prêmio Jabuti em 2002 nas categorias melhor livro infantojuvenil e melhor ilustração

Em seu discurso, o autor abordará sua relação com a cidade – Mello nasceu em Brasília em 1965, quando a cidade tinha apenas cinco anos e o País vivia sob a ditadura militar. “Brasília foi criada por pensadores visuais, artistas, arquitetos, urbanistas estimulados pela possibilidade de ter um projeto, desenhando e redesenhando com uma caneta antes de chegar à maquete. Era um diálogo entre arte e pensamento. O governo militar na década de 1960 tomou poder e declarou os chamados atos institucionais como o AI-5, que transformaram os primeiros conceitos em “arquitetura de exclusão”. E completa: “Mas as ideias dos desenhistas da cidade continuavam ali — no silêncio, nas imagens, na formas curvas das ruas e quadras, na arte mural, escolas, parques, jardins. Nós crescemos entendendo que livros deveriam ser realmente poderosos, já que as pessoas podiam desaparecer somente por tê-los. Aprendemos a ler as entrelinhas através de uma linguagem visual, nos tornamos leitores de imagens. Lendo no silêncio.”

No texto que será lido no México, o autor trata ainda de questões referentes à realidade e ficção, infância e comenta alguns de seus livros. “No Brasil, a humanidade ainda é tocada pela natureza. Ainda há trabalho infantil e trabalho escravo; o ecossistema está sendo destruído pela produção de commodities, como o gusa. Algumas pessoas insistem em dizer que esses não são assuntos de crianças, mas se uma criança participa de uma atividade como essa, então é sim um assunto de criança. As imagens dos fatos falam por si. Eu tenho que me conectar com esses lugares e pessoas. Crianças de todo o mundo deveriam conseguir identificar uma casa como a deles pelo menos uma vez para que seu entorno também possa fazer parte de um conto de fadas já que nem toda casa no mundo tem uma chaminé. Eu preciso ser capturado por coisas que algumas pessoas consideram como não comerciais, difíceis ou muito regionais. Eu confesso que não me preocupa se os livros vão vender ou não. Trabalho com livros e peças porque não há mais nada que eu possa fazer.”

"Carvoeirinhos" é um dos livros em destaque no discurso de Roger Mello

“Carvoeirinhos” é um dos livros em destaque no discurso de Roger Mello

O autor diz ainda que sempre tenta evitar transformar fluxo criativo em arte com foco na denúncia. “Arte não pode ser guiada por nada além da liberdade de ideias. Não quero ensinar nada. Mas imagens ficcionais num país que tem o mais alto índice de assassinato de ativistas ambientais pode, sim, representar um ativismo também.”

Congresso. Roger Mello não é o único brasileiro a participar do congresso. O educador e promotor de Mauricio Corrêa Leite, que vive em Portugal desde 2005 e foi indicado para Pêmio Astrid Lindgren Memorial em 2012, também é um dos conferencistas. Nilma Lacerda, da Universidade Federal Fluminense, faz a palestra Incluir Significa Estar do Lado de Fora da Jaula: Perspectivas na Ficção Para Jovens da América Latina. Silvana Gili e Maria Laura Pozzobon, da Universidade Federal de Santa Catarina, abordam o tema O Inisível na Literatura Infantil Brasileira.

Já Elisa Duque Neves dos Santos apresenta o trabalho Posia Sem Idade: O Leitor de Manoel de Barros Supera as Etiquetas Para uma Inclusão Significativa. Pozzobon volta ao debate para falar sobre o livro Um Garoto Chamado Rorbeto, de Gabriel, o Pensador e sobre a consciência da diferença. Silvana Gili e Tânia Piacentini falam sobre a biblioteca comunitária A Barca de Livros, localizada na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Por fim, Wania Maria Previattelli fala sobre a importância da leitura realizada na interação entre alunos antigos e novos.

(Fonte: O Estadão)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1 | Katniss abre suas asas no novo cartaz

A franquia volta a ser estrelada por Jennifer LawrenceJosh HutchersonWoody Harrelson. Devido ao falecimento Philip Seymour Hoffman, o diretor Francis Lawrence (Água para Elefantes) e os montadores Alan Edward BellMark Yoshikawa  devem usar computação gráfica é uma série de truques de câmera para não precisar alterar o roteiro. Hoffman tinha apenas mais uma importante cena como Plutarch Heavensbee na segunda parte de A Esperança antes de encerrar sua participação na franquia.

Veja também o teaser do próximo trailer do filme, que será divulgado nos próximos dias:

(Fonte: Omelete)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Um concurso voltado para artistas iniciantes no mercado

MochoArtLab

O concurso Mocho Art Lab é voltado para artistas iniciantes no mercado profissional de ilustração, quadrinhos e concept art. O tema é desenho de figura humana, e oferece 2 mil reais para o vencedor, além de prêmios especiais.

As pré-inscrições terminam hoje (dia 10 de setembro) e podem ser feitas neste link.

Serão selecionados dez artistas, que serão acompanhados por três jurados durante 35 dias, via internet, dando dicas, lançando desafios e fazendo avaliação dos trabalhos dos participantes.

Nesta primeira edição, os jurados são Daniel HDR, Rodney Buchemi e Alzir Alves.

Como o concurso será via internet, o público poderá acompanhar por 35 dias as dicas e desafios, e também aprender e se inspirar a praticar desenho durante esse período.

O projeto foi organizado por Ronaldo Àton e Marta Bonfante, realizado pela Mocho Artes, e tem o apoio do Dinamo Studio, Rascunho Studio, Studio A4 e Loja do Desenho.

(Fonte: Universo HQ)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Identidade – HQ estilo mangá procura colaboradores para viabilizar publicação

identidade

Identidade conta a história de David, um workaholic solitário. Em um dia normal de trabalho, quando tenta embarcar em um voo, ele percebe que seus documentos foram trocados. Ao se tornar alvo da polícia e de terroristas, sua única alternativa é seguir uma desconhecida que salva a sua vida.

Essa história de busca por justiça e identidade é uma criação de Gabriel RS e Kaji Pato (um dos vencedores do Brazil Manga Award 2014, da Editora JBC), em uma parceria com a Lisboa Editorial.

Para viabilizar a publicação da HQ, os autores estão buscando colaboradores no site de financiamento Catarse – clique aqui e confira outras informações, as recompensas e como participar. Também é possível conferir algumas páginas da HQ neste link.

(Fonte: Universo HQ)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button