NOVEMBRO – 2013

POETA ADEMIR ASSUNÇÃO, QUE VENCEU JABUTI 2013, ESTREIA SHOW

POETA ADEMIR ASSUNÇÃO

POETA ADEMIR ASSUNÇÃO

Um híbrido poético sustentado por blues, rock-n’-roll, jazz, reggae, pop. O show Viralatas de Córdoba, que o poeta Ademir Assunção (vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia de 2013 pelo livro A Voz do Ventríloquo) apresenta neste sábado, às 21h30, no Sesc Belenzinho, é um espetáculo que vem crescendo progressivamente nos últimos dois anos, culminando com o lançamento do disco homônimo há alguns dias.
O quarteto fundamental que gestou o show é o Fracasso da Raça, com Ademir nos vocais e mais Marcelo Watanabe (guitarra), Caio Góes (baixo) e Caio Dohogne (bateria). A trupe enfrentou noites escaldantes em lugares semidesertos e madrugadas geladas em bares barulhentos para chegar ao resultado. Na noite de estreia, terão o auxílio luxuoso da cantora Fabiana Cozza (que participa do blues67-1556); do dramaturgo Mário Bortolotto (compositor da faixa Minha Vida Não Vale um Chevrolet), Thais Piza e Ricardo Garcia.
“Não são só as palavras que dizem. Cada riff de guitarra, cada linha de baixo, cada levada de bateria, cada vocalise, cada desenho melódico do cavaco-banjo, cada sequência de acordes do violão, cada nota do berimbau de boca está dizendo algo”, escreveu o poeta.
Viralatas de Córdoba é uma ideia que surgiu para o autor quando ele visitava a filha, Naiara Rotta Assunção, em Córdoba, na Argentina, onde ela estudava. Assunção notou que os moradores cultivavam o hábito de alimentar com tigelas de comida e água os muitos vira-latas da cidade nas calçadas, um pacto silencioso na cidade.
Dessa imagem nasce a faixa de abertura (que lembra a introdução de Arrigo Barnabé em Clara Crocodilo), um anúncio-prenúncio de tempos negros. É possível perceber aqui e ali as reverberações do som, como em As Ruas Estão Estranhas essa Noite (que evoca um pouco o legado de Frank Zappa) ou Eu e Você em Londres naquela Noite das Almas Geladas (francamente descolada de uma costela de Lou Reed).
Uma pegada de gospel envolve a história de Lena, uma crônica para um antigo amor, tão franca e nua que beira a transparência. “Faz tempo que não a vejo/ Talvez esteja casada com o melhor médico de Ponta Porã”.
Não é, de todo modo, um show de bons modos. Canções como Descida aos Inferninhos mostram que o poeta não se destina aos salões dos saraus bem-nascidos. “Poesia que bebe pinga no gargalo/ Poeta maldito será o Benedito.”
Nas canções, Assunção trata de sexo, solidão, marginalidade, da opressão da massificação cultural, do fundamentalismo religioso. “Não sou Platão, mas também não sou Chalita/ Não leio autoajuda/ Conheço bem o beijo de Judas.” Nascido em Araraquara (SP), Ademir Assunção é um poeta de memoráveis confrontos com o establishment literário nacional.
Jornalista, escritor e compositor, tem longa folha corrida na música em parcerias com Itamar Assunção e Edvaldo Santana. Ele lançara, em 2005, o CD Rebelião na Zona Fantasma. É um dos editores da revista de literatura Coyote. Publicou, entre outros, LSD Nô (1994), A Máquina Peluda (1997), Cinemitologias (1998), Zona Branca (2001) eAdorável Criatura Frankenstein (2004). No ano passado, reuniu entrevistas em duas décadas de jornalismo cultural no livro Faróis no Caos (Sesc Editora). Foi também o curador da mostra Ocupações Paulo Leminski (2009).

(Fonte: Estadão)

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‘CRAZY DIAMOND’, BIOGRAFIA DE SYD BARRETT, GANHA VERSÃO EM PORTUGUÊS

Livro narra luta de músicos do Pink Floyd para ajudar o companheiro, que sofria de esquizofrenia

Livro narra luta de músicos do Pink Floyd para ajudar o companheiro, que sofria de esquizofrenia

Em pleno momento de discussões sobre biografias autorizadas, vem aí a versão em português do livro “Crazy diamond”. Ele conta a vida de Syd Barrett, um dos fundadores do Pink Floyd, afastado depois do primeiro LP, em galopante esquizofrenia. O livro narra a luta dos companheiros de banda para tentar ajudar o amigo, numa história real que, embora não autorizada, jamais foi reclamada judicialmente pela família de Barrett. O músico morreu em 2006.
O livro tem passagens emocionantes, como a que lembra o dia — alguns anos depois de sua saída do grupo —, em que Syd, destruído fisicamente, visitou os ex-colegas mundialmente famosos no estúdio, sem avisá-los. Ninguém o reconheceu

(Fonte: O Globo)

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LERA AUERBACH, COMPOSITORA E POETA RUSSA, VISITA OSESP

LERA AUERBACH

LERA AUERBACH

Lera Auerbach, nascida em 1973 em Tcheliabinsk, na Rússia, e desde 1991 moradora de Nova York, cidade na qual estudou piano e composição na Juilliard School. Lera é a compositora visitante da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que apresentará obras suas entre os dias 28 e 30 de novembro sob a regência de Celso Antunes. Autora de mais de 90 composições entre óperas, balés, peças de câmara, coro e sinfônicas, Lera também é artista plástica e poeta. Já publicou três livros de poesia e colabora com o blog Best American Poetry.
Vencedora de diversos prêmios musicais importantes, com composições apresentadas por orquestras como as filarmônicas de Nova York, Tóquio e Dresden, Lera conversará sobre sua vida e obra com o público nesta quarta-feira, às 19h30m, na série Música na Cabeça, promovida pela Osesp (participação gratuita, com vagas limitadas), e fará um recital domingo, dia 1 de dezembro, às 17h. Toda a programação acontece na Sala São Paulo (Praça Julio Prestes 16. Tel: (11) 3223-3966).

(Fonte: O Globo)

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REVISTA RELATA MAUS TRATOS E MORTES DE ANIMAIS EM PRODUÇÕES DE HOLLYWOOD

Tigre usado em algumas cenas de 'As aventuras de Pi' quase morreu afogado, segundo reportagem

Tigre usado em algumas cenas de ‘As aventuras de Pi’ quase morreu afogado, segundo reportagem

Uma reportagem de segunda-feira do “Hollywood Reporter” apresenta evidências de que a American Humane Association (AHA), organização responsável por supervisionar o tratamento dispensado a animais nas gravações de filmes e programas de TV, abafou, sistematicamente, casos de maus tratos e mortes, tudo para preservar as relações com poderosos produtores de Hollywood. O texto explica como o grupo se tornou “parte da indústria que deveria regulamentar”.
De acordo com a publicação, que manteve a maior parte das fontes sob anonimato, um treinador deu socos em um cachorro no set de “Resgate abaixo de zero” (2006), filme da Disney estrelado por Paul Walker; um esquilo foi esmagado nas filmagens da comédia romântica “Armações do Amor” (2006), com Matthew McConaughey e Sarah Jessica Parker; e dezenas de ovelhas e cabras morreram em “O Hobbit: Uma jornada inesperada”. Treinadores já haviam denunciado a morte de bichos nos bastidores do épico de Peter Jackson.
“Em 2003, a AHA optou por não comentar publicamente a respeito das dezenas de peixes e lulas mortos que apareceram na praia durante quatro dias de filmagens em ‘Piratas do Caribe: A maldição do Pérola Negra'”, diz a reportagem, intitulada “Animais foram feridos: O pesadelado exposto de Hollywood sobre morte, lesão e sigilo”. “Funcionários não tomaram nenhuma precaução para proteger a vida marinha quando ativaram explosões no oceano, de acordo com o representante da AHA presente no set.”
A AHA — financiada pelo SAG-AFTRA (sindicato de atores) e pela associação comercial Alliance of Motion Picture and Television Producers, que representa os estúdios — argumentou que os incidentes aconteceram de maneira não intencional ou “não relacionadas ao trabalho”.
O “Hollywood Reporter” relata ainda as mortes de uma “girafa idosa” no set de “O zelador animal” (2011), com Kevin James, e de um tanque inteiro de peixes em “O filho do Máscara”. O tigre usado em “As aventuras de Pi” (2012), que rendeu o Oscar de direção a Ang Lee, teria quase se afogado — embora o animal tenha sido recriado em computação gráfica na maior parte das cenas, um modelo real foi necessário em determinados momentos. Os jornalistas obtiveram um e-mail em que uma monitora da AHA, Gina Johnson, relata o acidente para uma colega, e acrescenta, em letras maiúsculas: “NÃO CONTE ISSO PARA NINGUÉM, ESPECIALMENTE PARA O ESCRITÓRIO!”.
Segundo um processo da ex-chefe de produção da Film & TV Unit, Barbara Casey, a AHA também teria concordado em abafar a morte de um cavalo em “Cavalo de guerra”, para “proteger Steven Spielberg, uma das pessoas mais notáveis e com mais influência na história de cinema”, e também para evitar o “grande volume” de atenção que a notícia receberia da imprensa.

(Fonte: O Globo)

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CADERNO COM ANOTAÇÕES ‘BIZARRAS’ DE JIM MORRISON VAI A LEILÃO EM DEZEMBRO

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Um caderno de anotações que pertenceu a Jim Morrison será leiloado em 18 de dezembro, em Los Angeles. O valor pode passar de US$ 300 mil.
Escritos a mão, os textos revelam, segundo o “The Times”, pensamentos confusos do líder do The Doors, possivelmente influenciados pelo uso de drogas.
A primeira página apresenta a seguinte frase: “Vamos estragar os melhores segredos da vida ou ajudaremos a libertar um novo tipo de homem?”. Outra passagem diz: “Visão do útero. Visão interna. Olho do meio ciclópico”.
A última página fala sobre arte: “Arte é compromisso, uma vasta terra. Ela tenta unir o assunto ao objeto, revelando com olhar puro, mas pode suspender a separação de percebido e perceber. Beleza é, portanto, um absoluto, enraizada na percepção desinteressada — objetos desprovidos de qualquer propósito e significado.”
Joe Maddalena, porta-voz do Profiles in History, que está organizando o leilão, chamou as anotações de “bizarras”. “E sem termos ele (Morrison)para explicá-las é difícil lhes atribuir qualquer significado. Mas em termos de memória do rock, é uma das melhores coisas que existem”.
As anotações foram escritas depois que Morrison foi morar com a namorada, Pamela Courson. O músico morreu em 1971 vítima de uma suposta overdose de drogas. O caderno, então, ficou com o empresário do The Doors, Bill Siddons, que deu para o cantor Graham Nash — que, por sua vez, decidiu vendê-lo.

(Fonte: O Globo)

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PRIMEIRO LIVRO IMPRESSO NOS EUA É LEILOADO PELO VALOR RECORDE DE US$ 14,16 MI

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Um livro de salmos de 1640, considerado o primeiro livro impresso no que hoje são os Estados Unidos, se transformou nesta terça-feira no mais caro já vendido ao ser leiloado na casa Sotheby’s de Nova York por US$ 14,16 milhões.
Este exemplar de “The Bay Psalm Book” foi impresso em Cambridge (Massachusetts) e faz parte de uma edição de 1.700 exemplares da qual só restam 11 cópias.
O livro foi adquirido pelo filantropo David Rubenstein, multimilionário fundador do grupo The Carlyle que, segundo a Sotheby’s, pretende pôr o exemplar à disposição do público por meio de exposições em distintas bibliotecas dos Estados Unidos.
Os especialistas tinham cifrado seu preço entre US$ 15 milhões e US$ 30 milhões, mas, mesmo ficando abaixo das expectativas, superou o recorde até hoje vigente, que correspondia a uma cópia de “Birds of America”, de John James Audubon, comprado por US$ 11,5 milhões em 2010.
O último livro desta edição vendido, em 1947, já havia sido comprado por um preço recorde para a época (US$ 151 mil).
A importância destes textos, além de sua qualidade de pioneiros na impressão americana, se encontra nos princípios que transmitem, que, segundo David Redder, diretor do departamento de Projetos Especiais e o presidente do departamento de livros da Sotheby’s, são precursores da liberdade política e religiosa que inspirou depois a criação de Estados Unidos.
O exemplar leiloado hoje, que tem corrigidas de forma manual algumas erratas, pertencia a uma igreja de Boston que destinará o dinheiro para financiar suas atividades.
Outros exemplares dos 11 restantes se encontram na biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, nas universidades de Yale e Brown, na American Antiquarian Society, na biblioteca Rosenbach e dois na biblioteca pública de Boston.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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PARALISAÇÃO DE SERVIDORES FECHA BIBLIOTECA NACIONAL E PALÁCIO GUSTAVO CAPANEMA, NO RIO

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Cerca de 700 servidores do Ministério da Cultura, segundo estimativas do sindicato, paralisaram suas atividades na terça (26), fechando a Biblioteca Nacional e o palácio Gustavo Capanema, no Rio, em protesto por melhores condições de trabalho, mais investimento na cultura e cumprimento de acordos salariais passados.
Organizada pelo Fórum das Associações de Servidores da Cultura (www.facebook.com/culturapedesocorro), a paralisação de 24 horas não atingiu os museus federais da cidade, que continuaram com suas exposições abertas. Em frente à Biblioteca Nacional, no centro, quatro cartazes colados em frente ao portão fechado denunciavam as más condições do prédio e da carreira de trabalhador da cultura.
“Patrimônio abandonado pelo MinC! Museus e bibliotecas caindo aos pedaços”, diz um dos cartazes. Outro deles questiona o investimento no setor (0,6% do orçamento federal), comparando-o com o total gasto para pagamento de juros da dívida (45%).
“Mais um ano chega ao fim e a situação dos trabalhadores federais da Cultura permanece inalterada. Museus e Biblioteca Nacional em péssimo estado de conservação, palácio Gustavo Capanema sem refrigeração, pontos do acordo de 2007 ainda sem cumprimento por parte governo, gratificações de desempenho superando o vencimento básico e reajustes salariais (apenas sobre as gratificações) de 5% ao ano até 2015, o que nem sequer repõe a inflação do período. A cada ano que passa somos mais desvalorizados, perdemos poder aquisitivo e vemos aprofundada a política de desmonte do serviço público”, escreveram os servidores em nota oficial.
Além do cumprimento dos acordos salariais, os trabalhadores pedem novos concursos públicos para repor a evasão dos concursados, que chegou a 53% nos últimos anos -dado agravado pelo fato de que 35% dos servidores da cultura se aposentam até 2017, segundo os manifestantes.
Eles protestam ainda contra a criação da Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), que altera o regime previdenciário dos servidores e foi regulamentada pelo governo em março passado.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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FABIO MASSARI COMPARA NOVA OBRA À NAVE DE ‘STAR TREK’

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Por que ler hoje uma entrevista dada por John Cale, ex-Velvet Underground, feita 14 anos atrás?
Para Fabio Massari, a resposta é simples: “Essa entrevista ‘datada’ é rica porque traz as características desses seres mutáveis naquele período e serve para entendermos ele hoje. Afinal, tanto o entrevistado quanto o entrevistador e também o leitor vão mudar daqui a um ano”.
O ex-radialista e VJ levou às páginas de seu livro “Mondo Massari” as entrevistas que fez como estão em seus registros de gravação, sem editar.
“Quando vão ao ar, as entrevistas entram editadas, bonitinhas”, diz Massari. “No livro, deixamos com erros, engasgos, risos. Os ‘E aí, tudo bem?’, os ‘Aham’, nada foi tirado para o livro.”
O autor define “Mondo Massari” como sua Enterprise, a nave da série “Star Trek”. Ele é o Capitão Kirk.
“Com essa Enterprise vou explorar essas novas fronteiras, para quem quiser aguentar minhas manias por quase 500 páginas, tal qual como um Kirk da literatura”, afirma.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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LIVRO INVESTIGA TRIO DAVID BOWIE, LOU REED E IGGY POP, QUE MUDOU O ROCK

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A morte de Lou Reed, em 27 de outubro último, colocou um ponto final numa era. Um clarão de lucidez saltou do noticiário naquela manhã de domingo: o mundo havia perdido um de seus artistas mais importantes.
O fundador do Velvet Underground esteve no centro dos períodos mais rebeldes, estranhos e energéticos que a música jovem viveu nos últimos 50 anos.
Ele é um dos vértices do triângulo apresentado no excelente “Dangerous Glitter – Como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop Desceram ao Inferno e Salvaram o Rock’n Roll”, escrito por Dave Thompson, um jornalista inglês autor de cem livros sobre cultura pop.
Thompson cruzou os caminhos dessas três figuras, contando suas trajetórias desde o princípio e levando-as ao ápice de seus movimentos selvagens –o tempo de muita purpurina, salto alto, penteados horrorosos, maquiagem de travesti e androginia de butique conhecido como “glitter” ou “glam rock” nos anos 1970.
Ele entrevistou diversas testemunhas ao longo do tempo, falou com as estrelas e soltou a mão com senso de humor e inteligência.
O resultado é um livro de caráter histórico, ainda mais com o desaparecimento de um de seus protagonistas.
“Dangerous Glitter” nos leva ao interior da Factory, a central nova-iorquina de Andy Warhol onde o Velvet Underground –ainda uma banda barulhenta e estilosa– encontrou o seu ninho.
Lá, Lou Reed é apresentado a Nico, a modelo-cantora alemã que seduziu a todos –de Jim Morrison e Alain Delon a Iggy Pop– e com quem viveu um romance.
Lou é o catalisador das forças que levaram o rock cheio de flores do verão do amor de 1967 para o inferno das drogas e do excesso do “glam rock”.
“The Velvet Underground & Nico”, o clássico “disco da banana”, lançado no ano do apogeu hippie e também de “Sgt. Peppers”, dos Beatles, já deixava claro que os subterrâneos eram bem mais cabeludos do que supunha a filosofia da paz e do amor.
Seus temas eram o sadomasoquismo, as drogas pesadas, a prostituição, o tráfico, tudo embalado em barulho, microfonia e uma viola (tocada por John Cale) cujo som lembrava uma motosserra.
Por trás de tudo vinha a poesia barra-pesada e lírica de Lou, que havia estudado literatura e fora amigo do escritor Delmore Schwartz, autor de “Nos Sonhos Começam as Responsabilidades”.
Bowie era fã de Lou e não tinha nenhum sucesso na manga, a não ser “Space Oddity”, que havia gravado certeiramente em 1969, o ano em que o homem pisou na Lua.
Também era fã de Iggy, um baixinho enfurecido que comandava o Stooges, uma das bandas mais ensandecidas de todos os tempos.
O livro traça esses destinos improváveis até o momento em que os três se transformam em estrelas tão exageradas que, mesmo sem purpurina, como no caso de Iggy, acabariam atraindo a ação e a reação de um movimento que recolocaria o rock em sua selvageria inicial: o punk.
O que teria sido do gênero sem Iggy Pop e Lou Reed – e sem David Bowie como contraponto? O livro de Dave Thompson responde a essa e outras perguntas com louvor.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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ATOR QUE FAZ VILÃO CRUEL DE ‘GAME OF THRONES’ QUER VOLTAR AO ANONIMATO

Jack Gleeson

Jack Gleeson

O ator Jack Gleeson, 21, famoso pela série “Game of Thrones”, disse em entrevista ao portal irlandês “Independent” que pretende parar de atuar assim que terminar de gravar o programa.
Gleeson tinha 17 anos quando se tornou o cruel rei Joffrey Baratheon no show da HBO. Segundo disse ao portal, o universo ficcional da série se tornou “muito real”, e ele agora tem vontade de voltar ao anonimato.
O ator acaba de retornar de uma viagem ao Haiti, onde trabalhou com a organização humanitária GOAL. Recentemente também começou a estudar filosofia e teologia.
“Ainda tenho 21 anos, é difícil decidir que rumo a vida irá tomar”, diz.
Seu personagem em “Game of Thrones”, um rei adolescente que governa com mão de ferro, é famoso por sua maldade e sua sede de sangue implacável, tendo já matado e ordenado a morte de diversas pessoas na série.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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