OUTUBRO – 2013

‘TRATA-SE DO DIREITO À INFORMAÇÃO, NÃO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO’, DIZ O EX-CONSULTOR DE ROBERTO CARLOS

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O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, conhecido em Brasília por defender causas polêmicas, considera invasão de privacidade publicar a biografia de alguém famoso com detalhes de sua vida íntima, sem autorização da pessoa. Ele pondera que não deve haver censura prévia, mas o autor estaria sujeito, depois da publicação, a responder na Justiça pelo crime. No ano passado, Almeida Castro defendeu a atriz Carolina Dieckmann na Justiça quando em hacker roubou e divulgou fotografias íntimas dela armazenadas em um computador de uso pessoal. Há pouco tempo, ele deu uma consultoria informal ao cantor Roberto Carlos sobre biografias não autorizadas. O tema será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Para o senhor, proibir biografias não autorizadas ameaçaria a liberdade de expressão?
Houve mau uso da discussão. Pessoas extremamente preparadas e sérias passaram a tratar do tema de forma jocosa, citando frases como “É proibido proibir”, fazendo pouco caso de quem sempre lutou pela liberdade de expressão no país. Estão fugindo da discussão central, que é a ponderação de dois valores constitucionais muito caros. Não é liberdade de expressão que está em jogo, mas o direito à informação e à privacidade. A biografia é o relato da vida de alguém, e não a opinião sobre essa vida. Portanto, trata-se do direito à informação, não da liberdade de expressão.
Como o senhor avalia esse debate?
O simples fato de ter se iniciado essa discussão é extremamente rico. Vai haver agora uma audiência pública no STF, isso é perfeito num tema dessa relevância. O direito à informação é importante e é constitucional, mas o direito à privacidade também é. Chamar de Lei Roberto Carlos é um marketing que está pegando, mas ele não propõe lei nenhuma. A discussão está enviesada. Pessoas sérias, que sempre lutaram pela liberdade de expressão, agora estão lutando pelo direito à privacidade.
O senhor acha que pessoas públicas têm o mesmo direito à privacidade que o cidadão comum?
Há três categorias de pessoas: os agentes públicos, as pessoas com notoriedade e o cidadão comum. O agente público, por exemplo, está abrindo mão da intimidade, então podem ser expostas não só questões públicas, como também íntimas. Mas no Brasil, tradicionalmente, a intimidade dos políticos é preservada. Entre as pessoas com notoriedade, um advogado que se notabiliza por grandes causas, por exemplo, tem direito à intimidade. Ninguém precisa saber das taras dele ou como a família dele vive. Pessoas que não são agentes públicos nem têm notoriedade possuem muito mais direito à intimidade, mas provavelmente ninguém vai querer fazer a biografia delas. O direito à intimidade e à privacidade foi duramente conquistado, não podemos abrir mão dele.
Para o senhor, biografias com detalhes íntimos de celebridades deveriam ser censuradas?
Não, não pode existir censura prévia. Sou contra. A lei como está preserva quem se sente ofendido, ela não é antecipatória. Não acho necessário ter uma autorização prévia do biografado. Mas o autor depois terá que assumir a responsabilidade. A pessoa terá o direito de entrar na Justiça e de impedir a circulação do livro. Ainda que ela tenha notoriedade, suas questões íntimas não devem ser expostas.
Na opinião do senhor, os políticos deveriam ser poupados de ter suas intimidades expostas?
Vou dar um exemplo: na França, o país da liberdade, o médico do François Mitterrand, depois da morte dele, publicou uma biografia contando a vida do ex-presidente na doença. A família entrou na Justiça e conseguiu tirar o livro de circulação. A Justiça entendeu que era muita intimidade. Não estou dizendo que tem que ser assim no Brasil, mas é preciso analisar caso a caso. O cidadão tem o direito de saber como o político vive e com que ele gasta, mesmo porque ele recebe dinheiro público. Mas não há no Brasil o costume de apimentar os hábitos sexuais dos políticos, ao contrário dos Estados Unidos e da Inglaterra.
As celebridades não renunciam a essa privacidade quando se expõem todos os dias na mídia?
Por que as pessoas acham que têm o direito de saber da vida sexual de quem está na TV todos os dias? Precisamos analisar caso a caso. Vamos discutir os limites da privacidade, da intimidade. Essa discussão baixou um pouco de nível, mas o debate no STF tende a ser de excelente nível, mesmo porque será na presença de ministros. É o direito de informação que está em jogo, ninguém quer tolher o direito à expressão. Mas, numa biografia, a informação deve ser precisa. A discussão é boa.

(Fonte: O Globo)

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APÓS POLÊMICA PARTICIPAÇÃO DE PAULA LAVIGNE, BIÓGRAFO DE ROBERTO CARLOS VAI AO ‘SAIA JUSTA’

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Paulo César de Araújo

Depois da polêmica participação de Paula Lavigne, presidente do grupo Procure Saber, contra a liberação das biografias não autorizadas, o “Saia justa” vai ouvir um membro que representa o outro lado do debate. Paulo César de Araújo, que escreveu “Roberto Carlos em detalhe”, e teve o livro proibido após o cantor entrar na justiça, é o convidado do programa nesta quarta-feira, às 21h30.
“Quero dizer que sou inocente. Aonde eu chego eu gosto de dizer isso, porque são acusações de todos os lados. Durante 15 anos, tentei uma entrevista com o Roberto Carlos. Inclusive, eu queria pedir a minha inclusão no Guinness Book, porque duvido que exista um jornalista que tenha passado 15 anos tentando entrevistar o mesmo personagem”, brinca.
Araújo ainda argumentou que propôs a Roberto Carlos os direitos autorais do livro em troca da permissão da circulação, mas teve a ideia vetada.

(Fonte: O Globo)

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ESCRITORA VENCEDORA DO NOBEL HERTA MÜLLER É INTERNADA COM URGÊNCIA

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A escritora Herta Müller, 60, vencedora do Nobel de Nobel de Literatura de 2009, foi internada em caráter de emergência, segundo a imprensa alemã.
A editora da escritora alemã se limitou a reconhecer que todos os compromissos de Müller para 2013 foram cancelados por motivos de saúde.
“A autora de origem romena teve que anular todos os compromissos por doença”, afirmou o porta-voz da editora, Carl Hanser. “Está sendo bem atendida e está melhorando”, completou.
Segundo o jornal Berliner Zeitung, a escritora teve que ser operada de maneira urgente por uma perfuração intestinal, em um hospital de Mullheim, sudoeste da Alemanha.
Nascida em 1953 em Nitchidorf, perto de Timisoara, em uma região romena de tradição germânica, Müller venceu o Nobel de Literatura em 2009.
A autora viveu até os 34 anos na Romênia, então comunista. Em 1987 se exilou na Alemanha Ocidental, e atualmente mora em Berlim.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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COURTNEY LOVE LANÇARÁ SUA AUTOBIOGRAFIA EM DEZEMBRO

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A cantora Courtney Love, ex-líder do Hole e viúva de Kurt Cobain, lançará em 15 de dezembro sua autobiografia, “My Story”.
O livro, de 400 páginas, sairá nos Estados Unidos pela editora Macmillan, e esmiuçará a vida de Love, assim como seus relacionamentos com o vocalista do Nirvana, com Trent Reznor, do Nine Inch Nails, e com Billy Corgan, do Smashing Pumpkins.
“Mesmo não poupando histórias de excessos, Courtney também irá mais além, oferecendo visões únicas da cultura moderna do rock que ela ajudou a moldar, criando um retrato inesquecível de uma mulher e artista franca, criativamente perigosa e inegavelmente divertida”, diz a descrição do livro na Amazon.
Além disso, também próximo ao Natal, a cantora lançará seu novo disco solo, “Died Blonde” (em português, loira tingida).

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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GEORGE PEREZ E OUTROS PESOS-PESADOS DO QUADRINHO MUNDIAL SE REÚNEM EM BH

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Responsável por uma reformulação narrativa das HQs de super-herói na década de 1980, pelas páginas da saga “Crise nas infinitas terras”, o desenhista e escritor nova-iorquino George Pérez é o astro-rei da constelação de artistas gráficos estrangeiros confirmados para visitar o Brasil, de 13 a 17 de novembro, na programação do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte. Realizado a cada dois anos na capital mineira desde 1999, o evento, hoje na oitava edição, transforma o Espaço Cultural Serraria Souza Pinto num ponto de encontro e debate entre quadrinistas de diferentes nacionalidades. Para este ano, estão previstos 18 visitantes do exterior, incluindo, entre aqueles com a vinda acertada, o ilustrador e animador congolês Jérémie Nsing (“O conto africano”), o cartunista alemão Felix “Flix” Görmann (“Quando lá tinha o muro”) e o desenhista turco Yildiray Cinar (“Nothingface”).
De ascendência porto-riquenha, Pérez virou um sinônimo de HQ best-seller quando renovou os gibis da Mulher-Maravilha e dos Novos Titãs, de 1980 a 1989. Seu último trabalho no Brasil foi a revista regular do Super-Homem. Além de Pérez, o mercado de gibis dos EUA garante sua presença no FIQ com outros dois campeões de vendas: o desenhista de origem alemã Klaus Janson e o argentino Eduardo Risso. Janson ganhou prestígio por ter trabalhado como arte-finalista de Frank Miller em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, e Risso virou cult com “100 balas”.
— A configuração dos convidados internacionais do FIQ se pauta pela diversidade de estilos, para ajudar o evento a ser um referencial para o mercado de histórias em quadrinhos no Brasil. Serão lançados cem novos títulos aqui — diz Afonso Andrade, coordenador de quadrinhos da Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.
Com orçamento estimado em R$ 1 milhão, o FIQ receberá ainda o francês Boulet (“Womoks”), o italiano Ivo Milazzo (“Ken Parker”), a ítalo-americana Becky Cloonan (“East Coast rising”), e uma safra de argentinos como Jok Coglitore (“Funeral”), Max Fiumara (“Four Eyes”) e Julian Tonino (“X-Force”). A esquadra de quadrinistas brasileiros reúne nomes como Danilo Beyruth (“Bando de dois”), Rafael Albuquerque (“Vampiro americano”) e Marcatti (“Mariposa”).

(Fonte: O Globo)

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NA MOSTRA, AS MIL E UMA VIDAS DE MÁRIO LAGO

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Mário Lago, de Marco Abujamra e Markão Oliveira, mostra a amplitude da vida desse homem que hoje chamaríamos de multimídia. Mário Lago (1911-2002) foi compositor, ator, radialista, escritor e poeta, entre outras virtudes. Entre as quais se destaca a de homem político. Militante comunista, sabia perfeitamente que a política impregna e determina a vida dos homens, saibam eles ou não.
O filme é um percurso amoroso, que se vale da imensa massa de material gravado e imagens deixada por Mário nas inúmeras entrevistas que concedeu, mas também em sua participação em filmes e, em especial, em novelas e séries de TV como Hilda Furacão e Grande Sertão: Veredas. Seu trabalho no rádio é relembrado em algumas gravações do tempo em que fazia parte do elenco da Rádio Nacional.
Nascido em 1911, Mário percorreu a história do século passado. Daí ter conhecido Noel Rosa na vida boêmia da Lapa de então. Em depoimento engraçado, conta que não se dava muito bem com o compositor de Feitiço da Vila, mas não abre a razão. Pelo menos diretamente. Deixa nas entrelinhas, para quem conhece sua fama de homme à femmes. Quem se incumbe de esclarecer é Sérgio Cabral, pai, dizendo que o caso foi de saias mesmo. Os dois disputaram a mesma mulher e parece que Mário levou a melhor.
O próprio Mário, em suas entrevistas gravadas, fala dos seus grandes sucessos na música popular, marchinhas como Aurora, até hoje um hit dos bailes de carnaval, ou sambas comoSaudades da Amélia (com Ataulfo Alves), Nada Além (com Custódio Mesquita) e muitas outras, tendo sido parceiro também de compositores como Roberto Riberti, Benedito Lacerda, Elton Medeiros e João Nogueira.
Indo de uma profissão a outra, de uma atividade à seguinte, Mário simboliza bem o espírito de um certo Brasil, hoje desaparecido, no qual os não especialistas de talento se viravam muito bem. Era o caso de Mário Lago, que, jogando nas onze, foi construindo todo um currículo vencedor, motivado pela busca do pão de cada dia. Por exemplo, no tempo de rádio, foi responsável por um programa de grande sucesso na época, Presídio de Mulheres, que manteve a liderança da emissora durante cinco anos seguidos. Eram histórias melodramáticas de mulheres encarceradas, saídas da pena e da imaginação de Mário.
Com o golpe militar de 1964, Mário é preso. Depois de solto, vê-se desempregado. E, como relembra, a mão estendida foi a de ninguém menos que Dercy Gonçalves, que o convida para entrar em seu show. Constrangido, Mário vacila: “Dercy, eu não sei se sou adequado para isso; como ator sempre fiz papéis de homens sérios…”. A grande comediante não lhe dá tempo para pensar: “Deixa disso, Mário, o fundamental mesmo é garantir o leite das crianças”.
Comunista, Mário foi preso sete vezes em sua vida. Nunca renegou sua crença, nem mesmo quando caiu o Muro de Berlim e a União Soviética acabou. Era homem de convicção e de ação. Tanto assim que se impacientava com o cinema, com suas intermináveis repetições de cenas nas filmagens. Mesmo assim, deixou sua imagem impressa em filmes notáveis como O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade, e Terra em Transe, de Glauber Rocha.
Se de alguém podemos dizer que teve uma grande vida, este foi Mário Lago – e não apenas por sua extensão temporal.

(Fonte: Estadão)

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ATRIZ LANÇA CONTINUAÇÃO DE ‘KICK ASS’ E SE PREPARA PARA NOVA VERSÃO DE ‘CARRIE: A ESTRANHA’

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Em seu próximo filme, a jovem atriz Chloe Moretz viverá a famosa personagem de Stephen King em Carrie: A Estranha. Apesar de ter apenas 16 anos de idade, e mastigar chiclete durante a entrevista, Chloe já pode ser considerada uma veterana. Com 6 anos, ela já realizava testes quando sua família se mudou de Atlanta para Los Angeles. Aos 8, ela coestrelou o filme Horror em Amityvillecom Ryan Reynolds. De lá para cá, a jovem vem se destacando por se juntar a projetos em que poucos da sua idade teriam coragem de se aventurar – geralmente restritos para maiores de 18.
Mas, Chloe Grace Moretz se acha normal como qualquer outra jovem de sua idade e defende que agora está mais segura. “Você tem que saber o que quer e o que quer ser. Especialmente se for menina. Eles dão muito mais chance para os meninos. Esse negócio te faz ficar mais forte”, disse a pequenina atriz, sorridente e falante, em entrevista ao Estado de São Paulo enquanto promovia Kick Ass 2, em Londres.
O novo filme segue a fórmula que fez do primeiro um sucesso. Em Kick Ass, baseado nos quadrinhos do escocês Mark Millar (ex-Marvel), o mundo se espantou com uma gama de personagens politicamente incorretos. Sua personagem Mindy (também conhecida como Hit Girl) desfilava palavrões e impressionante talento com armas de fogo e golpes para lá de violentos. Tudo com o aval de seu pai, interpretado por Nicolas Cage. O filme agradou, fazendo sucesso no mercado de DVD.
Chloe seguiu a trilha de personagens esquisitos com o sangrento Deixe-me Entrar
(adaptação do filme sueco), e Sombras da Noite (de Tim Burton) – vale citar que houve um papel “normal” no ótimo Hugo, de Martin Scorsese. Sobre a escolha de bizarros personagens ela faz questão de explicar. “Eu escolho aqueles que são o oposto de quem eu sou. Acho que atuar é isso. Se eu interpretar uma menina boa, que vem de uma família feliz, será exatamente como eu, e não será atuação. Prefiro personagens pesados, que têm problemas muito piores dos que eu tenho”, diz. E continua. “Essa é minha terapia, sabe? Assim eu consigo expressar certas emoções que não poderia como uma pessoa normal. Seria esquizofrênico expressá-las como Chloe”, diz.
Será que a jovem teria medo de ficar eternamente marcada por esses personagens? “Não. Eles são tão diferentes da pessoa que anda nas ruas. É difícil me reconhecer através destes personagens. Eu uso peruca roxa para viver a Hit Girl e vermelha para a Carrie. As roupas são tão diferentes. Eu acho que as pessoas pensam que eu sou estranha na vida real, mas não sou”, diz ela, repensando após dois segundos. “Eu sou estranha, eu realmente sou, mas mais no sentido de ser espalhafatosa”, diz ela. Entendido.
A jovem atriz confessa que já teve de lidar com muita desconfiança no ramo. “Há sempre momentos em que eu apareço no set e as pessoas não me levam à sério. São uns bons dois dias para eu provar meu valor”, explica. “Eu odeio ter que provar meu valor, mas é legal, porque aí eles me tratam como adulto”, diz. E o que seus amigos pensam dela e de seus personagens? “Meus amigos são meus amigos, eles me conhecem desde que eu tinha 9 anos, então eles não se importam. Eles me dão força e sabem que quando estamos juntos, eu não quero falar de business. Da mesma maneira que eu não pergunto como eles vão em matemática na escola”, explica. “Minha família é o que me mantém sã. E a equipe que me acompanha. Você tem que escolher certo, pois uma pessoa ruim pode arruinar todo o resto”, afirma, com a sabedoria de uma mulher de negócios.
E acredite, Chloe tem uma enorme equipe ao seu redor, além de sua mãe, que a acompanha em todos os eventos, e seu irmão, que trabalha como agente. “Minha mãe lê cada roteiro e os aprova antes que eu aceite os projetos”, diz. Perguntamos se ela não ficou chocada com o nível de palavrões em Kick Ass? “Foi ela que achou o roteiro do filme e me apresentou”, rebate, defendendo que sua mãe “não se importa com os palavrões e a violência”. “Ela sabe que não sou eu.”
Chloe faz suas próprias cenas de ação, sem dublês. “Provavelmente 90%”, diz ela sobre o volume de cenas de ação que faz, para nosso espanto. “Fisicamente esse foi o papel mais difícil que já fiz”, confessa, revelando que treinou com a equipe de Jackie Chan por três meses para o primeiro filme, em 2010. “Eu faço o máximo que eu posso fazer legalmente. A partir de certo momento, as seguradoras não cobrem mais, entende?”, conta, com normalidade. “Eu fiz a cena em que estou no topo da van naquela rodovia. Fiz várias das lutas com a Mãe Rússia e também aquele treinamento em que ensino golpes ao Aaron, os socos, os chutes.” Perguntamos se há algo que ela não faz. “Bem, eu não dirijo motos – eu nem tenho licença para isso. Eles me colocaram em uma e falaram: vai!”. Ficamos aliviados.
A atriz vê semelhanças entre Mindy e Carrie. “As duas são forasteiras na escola e têm pais dominadores, que os amam demais. Mas elas tentam fugir dessa proteção para entender quem são de verdade”, explica. “Mindy é super forte e sabe exatamente o que quer. Ela não tem medo de ninguém, ao contrário da Carrie, que é mal tratada ao máximo e aceita tudo”, compara. “Você entende o que essas crianças passam”, comenta. Será que ela entenderia de fato? “Eu faço escola de casa desde que tinha 9 anos. Eu tenho o mesmo professor há onze. Eu levo a escola bem seriamente, quero fazer universidade, mas não vou jogar minha carreira fora.”
Chloe se expressa tão bem que logo esquecemos que estamos perante uma menina de apenas 16 anos. Ela é divertida, falante, bonita e propriedade quente de Hollywood no momento. Com seis projetos futuros – ao lado de nomes como Keira Knightley, Denzel Washinton e Charlize Theron –, será que veremos outros lados da atriz em no futuro? “Eu nunca vou pensar que depois dos 18 posso fazer o que quiser. Eu tenho uma carreira legal até agora e me envolvi com bons projetos. Por que tentar fazer coisas opostas do que eu já fiz?”

(Fonte: Estadão)

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A DURA VIDA DE BRIDGET JONES

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Antes mesmo de lançar “Bridget Jones: Louca pelo garoto”, que chega ao Brasil no dia 30, pela Companhia das Letras, a autora britânica Helen Fielding já enfrenta há dias a fúria de leitoras nas redes sociais inconformadas ao saber da morte de Mark Darcy, o amor da personagem, alçado à categoria de príncipe encantado do século XXI. Em uma conversa descontraída com o GLOBO, em Londres, Helen reconhece que também ficou triste, mas não quis repetir a fórmula dos dois primeiros livros. E diz: “A vida é assim.” A loura elegante, cinquentona e mãe de dois filhos (como sua personagem ressurge no novo livro, aliás), defende que a história não é autobiográfica, embora ela também tenha seu diário. E conta ter dado ela mesma a triste notícia ao ator Colin Firth, que imortalizou Darcy no cinema, ao lado de Renée Zellweger, em “O diário de Bridget Jones” (2001), de Sharon Maguire, e “Bridget Jones: No limite da razão” (2004), de Beeban Kidron. Mas a história não perde seus momentos divertidos, às vezes excessivos. Desajeitada como sempre, a protagonista segue contando calorias e copos de vinho, enquanto enfrenta dificuldades com novos relacionamentos, piolhos nas crianças e os atuais meios de comunicação. Bridget é agora viciada em redes sociais e encontra no Twitter o garotão de 29 anos que batiza o livro.
Após ler a reação do público, pergunto: como você se atreveu?
Antes de mais nada, deixe-me lembrar que Darcy não é uma pessoa real, e eu não sou uma assassina (risos)… Também estou muito triste, porque acho que ele era um homem incrível, uma prova para todos nós de que, por trás de um suéter de veado ou uma roupa esquisita, havia um homem realmente atraente e um verdadeiro cavalheiro. Sua memória continuará no novo capítulo da vida da Bridget. Mas se você é um romancista, escreve de dentro para fora e não o contrário.
A morte dele pode criar alguma desesperança nas mulheres que se identificam com Bridget e buscam o príncipe encantado?
Só fui entender por que o livro se tornou popular numa viagem ao Japão. Uma apresentadora de TV glamourosa, magra e bem-sucedida me disse que se identificava totalmente com a ideia de se sentir gorda ou por baixo. Foi aí que me caiu a ficha. Era o gap entre o que as pessoas pensam ser e o que elas são de fato. Agora, escrevi sobre a diferença entre o que esperamos que seja nossa vida e as coisas que acontecem. A vida é assim. O desafio é saber lidar com o que acontece. A Bridget chegou aos 50 anos. Poucas pessoas chegam a essa idade sem eventos inesperados ou perdas. Ainda assim, seguem adiante, conseguem voltar aos trilhos, encontrar motivos para dar boas risadas, achar graça na vida. Foi sobre isso que eu quis escrever.
Bem diferente dos outros livros…
Eu tinha a opção, após o sucesso dos dois, de continuar fazendo a mesma coisa, mas não quis. A Bridget é muito importante para mim. Gosto da sua personalidade, de fazer piadas sobre coisas que acontecem de verdade e com as quais as pessoas lutam no cotidiano. Foi isso que me motivou. Mas me comovi ao ver que as pessoas ficaram tão aborrecidas, mesmo que Darcy seja um personagem de ficção, porque ele era um ótimo cara.
E o Colin Firth agora?
Vou te dizer o que gostaria de fazer com ele… (risos). Adoro o Colin, nos conhecemos há muito tempo. Ele perguntou outro dia se eu ia parar de chamá-lo de Mr. Darcy. E eu: “Vou, Mr. Darcy”. A presença dele no livro é muito forte…
Como deixar a Bridget viúva, agora com 51 anos?
Uhm… Ela sempre diz que tem 35. Repete o que o Oscar Wilde dizia, que os 35 são a idade perfeita para uma mulher…. Muitas mulheres seguem o mesmo exemplo. Todas temos 35 anos, querida!
Isso significa que este pode ser o último livro, já que ela está envelhecendo?
Não tenho ideia. Este é um dos temas do livro: o desafio é saber lidar com o que vai acontecer. Quem sabe? Eu não esperava escrever esse livro agora…
O que aconteceu para que escrevesse?
Aconteceu. Vivo em Londres, tenho o hábito de escrever um diário, vejo muitas coisas. Com o primeiro livro, a mulher de 30 e poucos anos era tachada de solteirona que temia terminar a vida sozinha. Agora é uma mulher de meia-idade. Elas recebem esse rótulo de inviáveis, velhas. E você olha em volta e vê que elas estão aí, levando a vida, namorando. É preciso uma releitura dessas mulheres, como dizem as amigas da Bridget. Então, resolvi ser corajosa e fazê-la na casa dos 50.
O livro não é meio autobiográfico?
Uma comédia sempre tem um fundo de verdade. Tem a ver com algo que sei que poderia ser verdade. As pessoas me contam coisas. Às vezes num tom de confissão, procurando absolvição. E dá vontade de dizer: Deus te abençoe, minha jovem, você é humana… É um fragmento da vida, não necessariamente a minha, mas a vida como eu a vejo.
A nova Bridget é superconectada, viciada em Twitter. Você também?
A tecnologia, eu coloquei isso no livro, dito pelo filho dela, é o quinto elemento. E ela fica horrorizada. Essa geração sabe como funciona. Para os mais velhos é difícil acompanhar e entender. Essas mensagens são divertidas, temos julgamentos rápidos, e um diálogo ou conexão com os amigos que não gasta muito tempo. Usei o Twittter por algum tempo, mas tive que parar. Se você é um escritor, é perigoso, porque é tão viciante. Estava vivendo a minha vida pelo Twitter. É um universo paralelo. Ótimo, mas perigoso.
Como foi escrever o novo livro?
Escrevi sem falar para ninguém, durante nove meses, sentada praticamente na mesma cadeira diante do meu laptop. Expressando apenas o que eu queria, sem me preocupar. Até terminar não tinha me dado conta de que eu tinha um livro.
Por que você só conta depois de muitas páginas como Darcy morre?
Queria que as pessoas vissem Bridget numa bolha, tentando não lidar com isso, fingindo que estava tudo bem. Foi preciso vê-la desabar, até decidir enfrentar. É mais ou menos assim que acontece na realidade com o luto.
E a relação dela com um garotão?
As mulheres têm sido tão bem-sucedidas, podem fazer tantas coisas. Mas não controlam as crianças nem o sexo. Gosto tanto da ideia de que elas podem simplesmente se livrar do peso de querer controlar tudo. O garotão tem caráter. E rejeita a ideia de que é caçado. Para ele, isso funciona para os dois lados. É uma conexão entre duas pessoas.
Haverá um novo filme?
Honestamente, não sei. Mas adoraria.

(Fonte: O Globo)

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MARIO VARGAS LLOSA RETRATA HERÓIS HUMILDES EM BUSCA DA RESERVA MORAL

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Mario Vargas Llosa, aos 77 anos, está de volta ao Peru, seu país de origem — pelo menos como cenário de seus romances, já que ele viaja o mundo dando aulas e palestras. Mais especificamente a Piura, cidade no interior, onde o escritor morou na infância e voltou, para uma visita, há poucos anos. Em vez do lugar interiorano cercado por desertos que ele conhecia, Vargas Llosa encontrou um local cheio de edifícios. O deserto havia dado lugar a plantações extensas, desenvolvidas graças a técnicas modernas de agricultura — um verdadeiro milagre da economia de mercado, da qual o escritor é um dos grandes defensores. É esse o cenário do novo romance de Vargas Llosa, “O herói discreto”, que acaba de chegar às livrarias, pela editora Objetiva. Sai de cena a América Latina oprimida pelo autoritarismo e problemas econômicos, e entra uma região moderna.
Mas, em meio ao progresso peruano, há o aumento da corrupção e o surgimento de máfias. É aí que começa a nova história de Vargas Llosa. Felicito Yanaqué, proprietário de uma pequena empresa de transportes em Piura, encontra uma carta em sua porta. Ela afirma que Felicito e sua família continuarão seguros, desde que aceitem fazer um pagamento todo mês. Em vez de uma assinatura, o desenho de uma aranha. Outros empresários chantageados, com medo, resolvem ceder à ameaça velada — mas Felicito, seguindo os ensinamentos de seu pai, resolve enfrentá-los. O personagem, homem simples mas íntegro, é um dos heróis discretos de Vargas Llosa.
— Acho que é meu livro mais otimista até aqui. Meus outros livros mostravam um Peru paralisado por grandes problemas políticos. Dessa vez, quis mostrar um lugar que é muitos países em só um, em um contexto de modernização — disse Vargas Lllosa ao GLOBO, de Nova York — A ideia surgiu depois de ver um anúncio em um jornal, em que um pequeno empresário avisava que não cederia à extorsão de mafiosos. Achei incrível aquele homem de origem humilde enfrentando os bandidos.
Mario Vargas Llosa também conta, em paralelo, a vida de Ismael Carrera. Depois de ficar viúvo, o pequeno empresário percebe que seus filhos estão de olho só em sua herança. Para afastar os filhos, ele se casa com uma antiga empregada. Aparentemente sem relação, as duas histórias se encontram no fim. Não sem antes, no meio do caminho, Vargas Llosa revisitar personagens de romances anteriores, como o sargento Lituma, Don Rigoberto e o menino Fonchito.
— É muito misterioso como esses personagens voltam à minha mente. Cada vez que vou escrever um romance, é como se eles dissessem “Aqui estou.” Creio que é porque não foram aproveitados o suficiente em histórias anteriores. Por isso, não descarto que reapareçam em romances futuros — diz Vargas Llosa.
Além do encontro no final, as duas histórias falam da corrupção e de como dois homens de origem humilde se insurgem contra ela, em nome de seus valores.
— É, de certa forma, meu livro mais otimista. Porque reflete minha visão desse momento da América Latina. Claro que ainda há países como Cuba, Venezuela e Bolívia, mas esses são apenas anacronismos. Há esses empresários de origem muito humilde, que resumem bem o progresso que vivemos — diz Vargas Llosa. — Por outro lado, a corrupção que retrato é, hoje, o principal inimigo da democracia e do desenvolvimento. As máfias são um efeito negativo da modernidade.
“O herói discreto” é o terceiro livro de Mario Vargas Llosa depois de ganhar o Nobel de literatura, em 2010. Naquele ano, ele lançou “O sonho do celta” e, depois, “A civilização do espetáculo”, um livro de ensaios em que elogia a degeneração das artes. É difícil escrever depois de ganhar o maior prêmio literário do mundo? O autor ri.
— O problema é que agora tenho muitas obrigações e compromissos. Tenho menos tempo para ler e escrever. Ao mesmo tempo, vivo um momento em que me é muito claro o tipo de literatura que desejo fazer — diz o autor. — Acho importante defender a grande literatura. A sociedade não pode ser conformista, para não se deixar manipular pelo poder.
Entre uma palestra e outra, Vargas Llosa pensa em desenvolver a segunda parte de seu livro de memórias, “Peixe na água”. Ao mesmo tempo, escreve a peça de teatro “Contos da peste”, baseada no “Decamerão”, de Bocaccio. Vargas Llosa vai atuar.
— É uma experiência incrível. Para quem passou a vida escrevendo ficção, é maravilhoso poder vivê-la — diz o autor e, agora, ator.,

(Fonte: O Globo)

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ROMANCE GANHADOR DO JABUTI TEM OLHAR POÉTICO SOBRE EXCLUÍDOS

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Durante mais de uma década o ex-publicitário paulista Evandro Affonso Ferreira foi gerente de livraria e dono dos sebos Sagarana e Avalovara, que se converteram em ponto de encontro de amigos e escritores no bairro de Pinheiros. Por sua ligação visceral com a palavra, dedicou-se a explorar o diversificado universo do nosso idioma. Meio escafandrista, meio Quixote, alimentou seu dicionário particular após mergulhar em livros antigos, prospectando uma dicção inusitada e pouco corrente, resgatando expressões singulares que haviam caído em desuso ou no esquecimento. Desse léxico, garimpou termos que utilizaria no título de alguns de seus romances e como recurso semântico capaz de comunicar toda a carga de impacto e estranhamento dos dilemas humanos que pontuava em sua ficção.
Autor de obras originais, detido na linguagem e numa prosa de atmosfera e viés metalinguístico mais do que no enredo, sobre os dramas pungentes que escreveu incorporou uma matriz literária também desconcertante, criando uma espécie de estética do desassossego. Daí resultam o minimalismo estiloso dos contos de “Grogotó” (2000) e a temática escatológica e de construção refinada dos romances “Araã!” (2002), “Erefuê” (2004), “Zaratempô” (2005) e “Catrâmbias” (2006). Por esse conjunto recebeu de Millôr Fernandes o epíteto de “o vivificador das palavras”, genializando suas extrações do aluvião vernacular.
O seu processo criativo sofreu uma guinada, representando verdadeira metamorfose formal e temática com a publicação de “Minha mãe se matou sem dizer adeus” (Ed. Record, 2010), primeira obra de uma trilogia existencial que abordará a vida dos excluídos afetivos, psicológicos e sociais, sem a escrita radical e hermética dos livros anteriores, interessado apenas no homem e seu destino. Recebido com entusiasmo pela crítica, conquistou o prêmio de melhor romance da APCA-2010, além de finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura. Retrata as inquietações de um narrador octogenário, nostálgico, deslocado e assíduo cliente da confeitaria de um shopping que, enquanto espera a morte, recorre às lembranças de sua vida, dialoga telepaticamente com os clientes e rumina a dor que o atormenta desde o suicídio da mãe.
Retomando a preocupação com o espólio das quedas e fracassos, lançou “O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam”, premiado com o Jabuti de melhor romance. Nessa escrita sofisticada, que mistura ironia e lirismo, vemos um narrador erudito que, tragado pelas contingências de uma débâcle pessoal, virou um sem-teto ao ser abandonado pela esposa, que deixou-lhe um bilhete lacônico e devastador: “Acabou-se: adeus”.
Afundado no pesadelo de seu desmoronamento, esse ser errante transforma-se num Sísifo obstinado, carregando nas costas as pedras de uma obcecada mas ilusória esperança do retorno da amada, conhecida apenas pela letra “N” grafitada nos muros da cidade. Para a absorção dolorosa de sua realidade, ele se nutre e se consola nos próprios delírios entoando um adágio, que repete como se fosse um refrão — “ela virá, eu sei”.
Sobrevivendo debaixo de um viaduto, convive com os seus próprios escombros e os destroços físicos e humanos da cidade, dividindo sua angústia com outras figuras apartadas. A relação é permeada por um discurso erudito e revelador de uma aguda observação do cotidiano, partilhada com interlocutores imaginários — o “senhor”, a “mulher molusco” e o “menino borboleta”, habitantes de sua íntima periferia. Em seu trânsito onírico recorre à reflexão filosófica sobre sua decadência e seus despojos por meio de alusões aos adágios do filósofo holandês, senha com a qual enfrenta a dureza dessa aniquilação, até o momento em que, derrotado pela insanidade, vê sua mente ser devorada pelos ratos, fim de toda a esperança.
Metáfora do sofrimento e da decrepitude individual numa sociedade fetichizada pelo absolutismo da tecnologia e do mercado, que avilta os sentimentos e banaliza os sonhos, o romance de Evandro Affonso Ferreira é também uma viagem sensível e poética à dimensão trágica da vida e um emocionado elogio da loucura que se esconde em nós.

(Fonte: O Globo – Prosa – Ronaldo Cagiano)

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