OUTUBRO – 2013

O MERCADO DE BIOGRAFIAS

BIOGRAFIAS

O debate sobre biografias tem aspectos jurídicos, políticos, éticos e pessoais. Mas tem também pelo menos dois aspectos econômicos. Não que eles sejam mais importantes do que aqueles. Apenas registro sua existência.
Biografias são livros potencialmente muito vendáveis. Primeiro porque são lidas (legíveis) por grande número de leitores – diferentemente da produção literária stricto sensu. E segundo porque despertam curiosidade: tratam da vida e da obra (ou dos feitos) de um personagem que é muito conhecido.
Mas isso não basta. Um produto, para vender muito e gerar muito lucro precisa de exposição, marketing, divulgação, etc. Assim também as biografias. E para ser campeão de vendas (com maximização de ganhos), é desejável (mas difícil de obter) que o produto tenha uma marca, que mova o comprador quase tanto quanto o movem a necessidade e a curiosidade. Como a grife da roupa.
No caso das biografias, qual pode ser esse diferencial? O que faz com que a demanda se dirija não só ao gênero biografia, mas também àquela biografia específica, e ainda gere no comprador orgulho pelas suas posse e leitura? O fato de o biografado ser alguém muito famoso ou polêmico ou importante. E isso não é fácil de obter.
Biografia, então, não é um produto artesanal, fruto apenas do suor e do talento do autor. Ele tem por trás um setor produtivo com muitos atores: indústria, comércio, distribuição, marketing, mídia, merchandising e, lá na pontinha, com 10% do preço de capa (se o autor for comum), ou com uma remuneração expressiva (quando o autor tem renome), o autor.
Não é o autor quem mais ganha em cima do produto (em cima do biografado). Mesmo no caso do autor renomado e bem pago, o retorno é garantido, senão o investimento não seria feito. Aliás, a hipótese de autor desconhecido ganhando pouco é improvável: se o biografado é famoso o suficiente para criar marca e sinalizar muitas vendas, o autor vai ser escolhido pela editora. Ou, ao inverso, o autor ultrarrenomado vai poder escolher o biografado, a editora e a remuneração.
O segundo aspecto decorre do primeiro. É mais teórico e mais chato. Tem a ver com externalidades e Teorema de Coase.
Em resumo é o seguinte: se uma ação de A gera para B, ainda que a intenção não seja essa, mais ganhos do que B auferiria sem a produção de A, então B deveria remunerar A. Diz-se dessa situação que A gera externalidade positiva para B.
Havendo direitos de propriedade claros das duas partes, elas, se quiserem, poderão encontrar uma remuneração de equilíbrio. Não para que B não produza, mas para que o que B produz tenha custos e ganhos justos (maiores e menores, respectivamente, do que o que ele está tendo), assim como o que A produz tenha custos e ganhos justos (menores e maiores, respectivamente, do que o que ele está tendo).
No caso das biografias, A é o biografado e B – atenção – não é o autor visto artesanalmente: é o setor produtivo que produz biografias e busca vendê-las em grande escala (às vezes com escolha adequada do autor). Se A é muito famoso, a externalidade para B é muito maior. Não havendo remuneração para A, os ganhos de B serão ainda maiores.
Tudo isso parece muito duro, seco, mercantil. Mas só devem levar em conta esse raciocínio as partes (A e B) que o acharem cabível). Por motivos não mercantis ou mercantis, A ou B podem não chegar a acordo. Ou A pode ceder seus direitos sem ônus. E B, por ter chegado a tal acordo com A, não é obrigado a submeter a este a aprovação do conteúdo do trabalho.
(Só para completar a teoria: quando A gera externalidade negativa para B (por exemplo, poluição de uma fábrica atingindo comunidades), tem que remunerar B para compensá-lo pelos danos e reequilibrar custos e ganhos entre as partes. É a ideia por trás do crédito de carbono.)
Por fim: então, se o autor remunerar adequadamente o biografado, pode falar dele o que quiser? Não. O acima exposto é, na leitura econômica, só um “custo de entrada”. É o começo da conversa. Os crimes seguirão passíveis de serem duramente apurados e cobrados, em pecúnia e outras formas.

(Fonte: Folha de S. Paulo/Luiz Guilherme Piva)

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POETA ENIGMÁTICA, EMILY DICKINSON TEM SEUS ESCRITOS REUNIDOS EM ARQUIVO ON-LINE

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Um arquivo on-line completo reunindo os escritos da poeta americana Emily Dickinson (1830-1886) foi lançado na quarta-feira (23). O “Emily Dickinson Archive” traz manuscritos em alta resolução, concentrando documentos que estavam espalhados em diversas bibliotecas dos Estados Unidos.
O site contém também transcrições e anotações das edições históricas e acadêmicas do trabalho de Dickinson.
A vasta maioria da obra da poeta não foi publicada durante sua vida. Os únicos dez poemas que saíram antes de sua morte foram bastante editados sem seu consentimento e lançados de maneira anônima.
Por isso, o arquivo on-line deve ser bastante útil aos estudiosos e demais interessados, uma vez que traz os poemas da maneira como Dickinson os escreveu, sem cortes ou adições.
De acordo com os organizadores do arquivo, eles esperam inspirar outras iniciativas semelhantes, com a obra de escritores e poetas.
Nascida em Armshert, no Estado americano de Massachusetts, Dickinson era uma pessoa reclusa, cujos poemas são conhecidos por serem curtos e sem título. Seu trabalho foi descoberto por sua irmã, Lavinia, apenas após sua morte, no final do século 19.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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ESCRITOR CARLOS HEITOR CONY RECEBE ALTA DE HOSPITAL NO RIO

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O escritor e colunista Carlos Heitor Cony, 87, recebeu alta do hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo (zona sul do Rio), às 16h de quinta-feira (24).
Cony estava internado desde o dia 14. Após chegar de uma viagem de Frankfurt (Alemanha), onde participou da feira de livros, o escritor se sentiu mal e foi levado ao hospital.
Durante a viagem, ele se desequilibrou ao pegar uma mala e caiu, batendo a cabeça. Mas não sentiu nada na hora. Já no Brasil, apresentou um quadro de pressão alta e seu médico decidiu interná-lo para exames.
Segundo o hospital, Cony teve inicialmente “crises convulsivas secundárias a um pequeno hematoma cerebral resultante de um leve traumatismo craniano”.
O escritor é membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) desde 2000. Começou no jornalismo em 1952 no “Jornal do Brasil”. É autor de 15 romances e diversas adaptações.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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MAIOR COLECIONADOR DE QUADRINHOS DO BRASIL É ROUBADO EM SÃO PAULO

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Assaltantes levaram os primeiros números de “O Lobinho” e de “A Gazetinha”, almanaques das décadas de 1930 e 1940

Quatro assaltantes levaram cerca de 7.000 revistas de histórias em quadrinhos do acervo de Antônio José da Silva, 63, tido como o maior colecionador do gênero no Brasil. Tom Zé, como ele é conhecido, teve seu escritório na zona sul de São Paulo invadido na tarde do último dia 16.
O aposentado e dois de seus funcionários foram amarrados enquanto os ladrões vasculharam o seu escritório à procura de edições raras de gibis como os primeiros números de “O Lobinho” e de “A Gazetinha”, almanaques das décadas de 1930 e 1940 que introduziram no Brasil personagens como Batman e Super-Homem.
“Parte do que foi roubado não se encontra em lugar nenhum”, diz Tom Zé, cuja coleção, iniciada há mais de 40 anos, somava cerca de 200 mil exemplares antes do assalto. “Pegaram o que tinha de mais valor. Desconfio que um colecionador tenha encomendado isso.”
Uma única edição dos anos 1940 da revista “O Lobinho”, como as que foram saqueadas, chega a ser vendida por até R$ 400 em sites de compras. O colecionador tinha 159 delas.
Os ladrões também levaram exemplares das décadas de 1930 a 1950 dos quadrinhos “O Globo Juvenil Mensal”, “O Gibi” e “O Correio Universal”. Revistas mais recentes foram poupadas, “tirando uma ou outra, que levaram só para disfarçar”.
Segundo Tom Zé, no dia anterior ao assalto, uma estudante de nome Juliana se apresentou como interessada em escrever um trabalho sobre os quadrinhos e vasculhou o escritório. “No dia seguinte ela voltou. Quando fomos atender a porta, os quatro assaltantes invadiram. Encheram uma Kombi com tudo o que levaram.”
MERCADO DE ORIGINAIS
“Poucas pessoas têm uma coleção tão completa de quadrinhos antigos. Devia ser praticamente tudo o que foi produzido”, diz Jal, que preside a Associação dos Cartunistas do Brasil. “O mercado de quadrinhos originais está crescendo. Tem até galeria surgindo para vender esse tipo de coisa.”
“São poucos os quadrinhos raros no Brasil. Antigamente, as mães costumavam queimar as revistas dos filhos porque achavam que incitavam o crime e a prostituição”, diz Gonçalo Júnior, também colecionador e autor de “A Guerra dos Gibis” (Companhia das Letras, R$ 57). “Hoje tem gente que destrói duplicatas só para que um exemplar único custe mais caro.”
Gonçalo estima que apenas a coleção completa das revistas “O Lobinho” possa valer cerca de R$ 100 mil.
“Esse crime parece coisa de gibi”, diz Sidney Gusman, editor do site Universo HQ. “É alguém que roubou para si mesmo, porque se for posto à venda, a comunidade de colecionadores vai descobrir.”
Em maio de 2012, a casa do cartunista da Folha Laerte também foi invadida. Dois computadores e um disco rígido contendo desenhos do artista foram furtados.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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NÃO AUTORIZADO PELAS HERDEIRAS, FILME ABORDA GUIMARÃES ROSA COMO DIPLOMATA NA GUERRA

Guimarães Rosa

Guimarães Rosa

Um João Guimarães Rosa (1908-1967) que ajudou a salvar judeus na Alemanha e foi investigado pelos nazistas na Segunda Guerra, antes de se firmar como escritor, é o centro de “Outro Sertão”, longa exibido hoje na Mostra de Cinema de São Paulo.
A faceta menos conhecida do autor de “Grande Sertão: Veredas” (1956) ganha destaque com o documentário de estreia de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela. O filme, premiado no Festival de Cinema de Brasília, ilustra um viés menos lembrado no debate sobre a autorização para biografias: o de casos envolvendo obras cinematográficas.
A pesquisa para o filme começou em 2003, com o aval das filhas de Rosa. Em 2011, esse braço da família pediu, dizem as diretoras, R$ 60 mil para autorizar a veiculação.
“Fizemos contraproposta de R$ 30 mil ou R$ 40 mil. Fomos então informadas de que queriam R$ 300 mil e, depois, que não queriam mais a veiculação”, diz Jacobsen.
Antes da exibição em Brasília, a dupla pediu às herdeiras uma reavaliação da decisão. Receberam um telegrama do advogado informando que as filhas não autorizavam a veiculação por questões de “foro íntimo”. As herdeiras negam ter sido contatadas nessa ocasião (leia ao lado).
A outra parte da família, representada pelo advogado Eduardo Tess Filho, neto da segunda mulher de Guimarães Rosa, apoiou o projeto.
O filme teve patrocínio da Petrobras e dos bancos BNDES e BDMG, totalizando quase R$ 1 milhão –valor de um longa de baixo orçamento. “Considerando os dez anos de trabalho, incluindo viagens para Israel e Portugal, além de na Alemanha e no Brasil, gastos com imagens de arquivo, produção e pós-produção, tivemos um honorário básico de diretor”, diz Vilela.
Sem notificação judicial, a dupla manteve as exibições. “Não podemos pôr em circuito comercial sem autorização, mas podemos exibir em festivais”, diz Adriana. Depois da Mostra, o filme deve ser apresentado em evento da USP e na Feira do Livro de Porto Alegre, em novembro.
CADERNETAS
A base do documentário são duas cadernetas com anotações de Guimarães Rosa no período em que foi cônsul-adjunto em Hamburgo, na Alemanha, de 1938 a 1942.
Uma cópia delas está na Universidade Federal de Minas Gerais. Foi com a autorização das filhas do autor, dez anos atrás, que as diretoras tiveram acesso ao texto.
Inéditas em livro, as cadernetas estão no centro de uma disputa familiar. Em Hamburgo, o autor se apaixonou por Aracy Moebius de Carvalho (1908-2011), que trabalhava com ele no consulado e se tornaria sua segunda mulher.
Segundo o neto Eduardo Tess Filho, as referências a Aracy nas cadernetas incomodam as filhas do primeiro casamento do escritor.
om Lygia e quase 30 com Aracy, mas elas querem apagar isso da história”, diz.
O filme tem ainda como fontes cartas, crônicas e documentos inéditos. Quase não aborda a vida pessoal do escritor, embora Aracy não pudesse ficar de fora, já que trabalhou com o então diplomata para conseguir vistos para judeus no Brasil.
Um dos achados da pesquisa foi um dossiê da polícia nazista, a Gestapo, que revela que o escritor foi espionado por alguém próximo.
Segundo um relatório, de 6 de julho de 1940, Guimarães Rosa fez desenhos na margem de um jornal representando a cabeça do Führer e uma forca. Teria comentado que aquela era a forca onde Hitler seria pendurado.
As autoridades alemãs pediram ao embaixador brasileiro em Berlim, Cyro de Freitas Vale, que repreendesse Guimarães Rosa. No diário do dia posterior a esse relatório, o escritor diz: “Vou a Berlim”.
Outro documento é uma entrevista à TV alemã, de 1962, nunca veiculada, em que o autor cita a origem germânica de seu sobrenome.
As diretoras querem publicar o material excedente em site. Esperam, antes de outras iniciativas, o aval das herdeiras ou mudanças na lei, em discussão no Congresso e no Supremo Tribunal Federal.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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PRIMAVERA DOS LIVROS COMEÇA HOJE, COM DESCONTOS DE ATÉ 50%

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A Primavera dos Livros, maior feira de editoras independentes do país, começa sua 13ª edição hoje, às 10h, no Museu da República, com um recorde de expositores: cem, contra 67 do ano passado. O evento, que tem como bandeira ajudar na divulgação de livros que não ganham espaço nas grandes redes de livrarias, oferece descontos de até 50%.
— Tivemos que reconfigurar o espaço para receber todos. É a maior Primavera dos Livros até aqui. A Libre (Liga Brasileira das Editoras Independentes, que organiza o evento) teve muitas adesões nos últimos anos — diz Haroldo Ceravolo, presidente da Libre.
Este ano, a Primavera dos Livros espera receber 50 mil pessoas que, além de comprar livros com desconto, podem participar da programação cultural, que tem curadoria de Suzana Vargas. Esta edição homenageia o poeta Vinícius de Moraes e o cronista Rubem Braga, que têm seu centenário comemorado este ano. O patrono da feira literária é o crítico do GLOBO José Castello. Garrincha, que completaria 80 anos se estivesse vivo, também será lembrado na programação.
— Nossa ideia é que os editores independentes precisam colaborar entre si para competir no mercado de livros. E que esse mercado precisa expressar a bibliodiversidade do Brasil. A Primavera é nossa principal iniciativa. Ela é como gostaríamos que fossem as livrarias, com critérios culturais prevalecendo sobre best-seller — diz Ceravolo.
Além de debates e lançamentos, a Primavera dos Livros conta com programação infantil para quem quiser levar os filhos. No sábado, às 20h, José Castello, um dos homenageados, fala sobre sua paixão pelos livros em uma mesa.,

(Fonte: O Globo)

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AUTOBIOGRAFIA DE MORRISSEY VENDE MAIS QUE ‘BRIDGET JONES’ EM SUA PRIMEIRA SEMANA

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A aguardada autobiografia do roqueiro Morrissey, lançada na última semana na Europa, já superou as vendas do último livro da série “Bridget Jones”, de Helen Fielding.
Publicada pela editora Penguin, a obra sobre a vida do ex-líder dos Smiths vendeu 35 mil cópias em sua primeira semana nas livrarias, enquanto “Mad About the Boy”, de Fielding, vendeu 32 mil.
No livro de 457 páginas, Morrissey revela que seu primeiro relacionamento sério foi com um homem, o fotógrafo Jake Owen Walters, na década de 1990. O casal ficou junto durante dois anos.
Depois, ele negou ser gay em nota, alegando ser “humassexual”, algo que definiu como “atração por humanos”. “Mas, claro… Nem todos”, disse, de maneira sarcástica.
O livro deve ser um dos best-sellers de Natal no Reino Unido.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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‘THE CUCKOO’S CALLING’, NOVO LIVRO DE J.K. ROWLING, TEM DATA DE LANÇAMENTO NO BRASIL

"O Chamado do Cuco"

“O Chamado do Cuco”

Com lançamento previsto no Brasil para o dia 1º de novembro, “O Chamado do Cuco”, como foi traduzido, primeiro suspense policial de J.K. Rowling assinando por Robert Galbraith, narra a história de um veterano de guerra chamado para investigar o suposto suicídio de uma modelo perturbada.
O primeiro livro adulto de J.K. Rowling,”Morte Súbita”, (“The Casual Vacancy”, em inglês) foi lançado em 2012. Os livros anteriores de Rowling foram traduzidos para 73 idiomas e venderam aproximadamente 450 milhões de cópias.
Joanne Kathleen Rowling nasceu na Inglaterra, no dia 31 de julho de 1965. A autora estudou língua e literatura francesa e é fã confessa de “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R.Tolkien, “As Crônicas de Nárnia”, de C.S. Lewis, e da obra de Jane Austen.
Apenas na década de 1990, em uma viagem de trem, a ideia da saga do bruxinho começou a surgir. “Harry Potter e a Pedra Filosofal” levou algum tempo para entrar no mercado editorial. Meses depois, tornou-se um fenômeno do ramo. Em 2001, a adaptação do primeiro volume chegou aos cinemas, repetindo o sucesso dos livros. A saga terminou dez anos mais tarde, com”Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2″.

“O Chamado do Cuco”
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Páginas: 366

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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HENRIQUE ALVES ADMITE DIFICULDADES PARA LEVAR AO PLENÁRIO PROJETO SOBRE BIOGRAFIAS

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Com a pauta de votações de quarta-feira cheia, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), admitiu que terá dificuldades para levar ao plenário o projeto que libera a publicação de biografias não autorizadas. Como a pauta volta a ficar trancada a partir da próxima segunda-feira (28) com o projeto que trata do novo Marco Civil da Internet tramitando em caráter de urgência, a apreciação da matéria das biografias deve ficar sem previsão de votação.
Para votar as biografias, os líderes concordaram em apresentar uma emenda prevendo uma análise mais acelerada pela Justiça em casos de questionamentos de trechos por parte do biografado. Proposta pelo líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), a emenda vai estabelecer um “rito sumário” para que passagens de uma biografia que contenham trechos considerados caluniosos ou ofensivos sejam retirados. Segundo Caiado, decisões sobre eventuais reparações e indenizações seguiriam o rito normal da Justiça.
O projeto das biografias já foi aprovado, em caráter terminativo, na Comissão de Constituição e Justiça. Houve, no entanto, um recurso para que a proposta fosse votada em plenário.

(Fonte: Estadão)

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LÍDERES DA CÂMARA DECIDEM ACELERAR PROJETO QUE LIBERA BIOGRAFIAS SEM AUTORIZAÇÃO

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Os líderes da Câmara dos Deputados decidiram na terça-feira (22) dar celeridade ao projeto de lei que libera biografias sem autorização e ainda fazer uma modificação na proposta para garantir rapidez na responsabilização de eventuais difamações e calúnias.
Ficou definido que os deputados devem analisar amanhã em plenário a chamada urgência para votação do texto, o que garante prioridade na pauta de votações. Alguns líderes, como o do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendem que os parlamentares analisem amanhã mesmo o conteúdo do projeto.
A proposta, de autoria do deputado Newton Lima (PT-SP), autoriza a divulgação de filmes ou publicação de livros biográficos sem autorização da pessoa retratada ou de sua família.
Os líderes fecharam um acordo para apoiar uma sugestão de alteração no projeto apresentada pelo líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO). Ele propôs que o autor, em caso de difamação, enfrente processo judicial em rito sumário. A ideia é que o processo seja analisado por um colegiado de juízes e ganhe rapidez. Caiado processa, desde 2005, o autor Fernando Morais por citá-lo no livro “Na Toca dos Leões”, que conta a história da agência W/Brasil.
“Você pode escrever o que quiser, mas desde que seja responsabilizado pelo que escreveu e esteja embasado”, disse Caiado.
Segundo Caiado, esse rito sumário será para garantir que o trecho questionado seja suprimido da obra se a Justiça entender que houve difamação ou calúnia. O líder explicou ainda que não haverá retirada de obras das livrarias. As ações de indenização seguiriam o rito normal. A análise dos casos seriam em juizados especiais.
O líder do DEM defende que seja incluído no projeto uma determinação para que “a pessoa que se sentir atingida em sua honra, boa fama ou respeitabilidade” possa requerer a exclusão do trecho que lhe for ofensivo em outras edições da obra. O texto da emenda ainda não foi divulgado por Caiado.
Fora do colégio de líderes, deputados criticaram a celeridade. “Político está tão em baixa que se apega a qualquer coisa para melhorar a imagem. Até votar de afogadilho um tema como esse”, afirmou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
O líder do PT, José Guimarães (CE), disse que a proposta de Caiado unificou o entendimento dos líderes da Casa. Na segunda-feira, o petista indicou que poderia não apoiar a prioridade do texto na pauta de votações. “Com muita conversa, em 24 horas até manga no pé amadurece”.
O líder do governo afirmou que a polêmica envolvendo artistas contribuiu para a retomada do projeto que estava parado desde abril na Casa. “Como sempre, fatores externos influenciam”.
O debate sobre a liberação das biografias sem autorização da pessoa retratada ou de sua família reacendeu depois que Roberto Carlos e o grupo de músicos Procure Saber saíram em defesa da necessidade de autorização prévia para publicação de biografias.
Para o grupo Procure Saber, a comercialização de obras privilegia o mercado em detrimento dos biografados. A associação, entre outros pontos, também questiona os valores pagos por danos morais.
Do outro lado, o mercado editorial e os escritores são contra as restrições às biografias. Um manifesto divulgado em setembro na Bienal do Rio, assinado por autores como Boris Fausto e Ruy Castro, diz que a proibição às biografias não autorizadas é um “monopólio da história, típico de regimes totalitários”.
O projeto está parado desde abril na Câmara. Na época, o texto foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça e seguiria para análise do Senado, mas um recurso apresentado pelo deputado Marcos Rogério (PDT-RO) com apoio de mais de 70 parlamentares, levou a discussão para o plenário da Câmara.
MUDANÇA
O projeto pretende alterar o Código Civil, que atualmente só autoriza a divulgação de imagens e informações biográficas de personagens públicos em situações específicas.
São elas: com autorização da pessoa exposta ou, se ela já tiver morrido, com consentimento de parente; por necessidade da administração da Justiça e para manutenção da ordem pública.
Com base nesses critérios, a Justiça já proibiu a venda de obras como as biografias do músico Roberto Carlos e do jogador Garrincha.
O texto estabelece que “a ausência de autorização não impede a divulgação de imagens, escritos e informações com finalidade biográfica de pessoa cuja trajetória pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública ou esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade”.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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