OUTUBRO – 2013

LIVRO ‘OS REIS DA VOZ’ RECUPERA MEMÓRIA DE CANTORES BRASILEIROS ESQUECIDOS

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Francisco Alves foi o maior cantor brasileiro de seu tempo, o que mais gravou e vendeu discos, o mais influente, mais rico etc. Orlando Silva, por sua vez, foi o melhor (e talvez do mundo), mas só por um curto período de sua carreira, entre 1935 e 1942, antes que “a morfina, o álcool e uma mulher” o destruíssem.
Já Silvio Caldas foi o mais durável: em 70 anos de microfone, sua voz, da qual ele se “despediu” 20 ou 30 vezes, nunca o abandonou. E Mário Reis, quem não o admirava?
Inventou a bossa na música brasileira, fez dupla com Chico Alves e, grã-fino como ele só, aposentou-se prematuramente. Você sabia?
Rápidas pinceladas poderiam ser dadas também a respeito de Vicente Celestino, Moreira da Silva, Nelson Gonçalves, Luiz Gonzaga, Cauby Peixoto e outros grandes cantores brasileiros perfilados em “Os Reis da Voz”, de Ronaldo Conde Aguiar.
O livro presta um serviço: põe em letra de fôrma 15 artistas que, de 1930 a 1960, deslumbraram a cena nacional e, agora, quase todos mortos, caminham para o completo esquecimento.
Ao contrário dos Estados Unidos, da França e da Argentina, o Brasil é ingrato para com seus velhos ídolos, tente comprar, hoje, CDs de muitos dos cantores citados.
Tendo em vista um público talvez disposto a se iniciar nessa fase da música brasileira, o autor dispensa a busca de informações novas e faz um refogado do que se escreveu a respeito. Na verdade, vale-se mais de biografias já publicadas do que indica a bibliografia.
O texto cita liberalmente fatos a custo levantados por esses biógrafos e, às vezes, joga uns contra os outros, apenas para concluir que “nada disso importa”, mas importou para que o autor encorpasse tal ou qual perfil.
Há uma profusão de “há quem diga” e “há quem afirme”, ao que se segue uma afirmação vaga e sem crédito quem é “há”?
Pena também que, partindo de uma ideia tão interessante, a promessa do título não seja cumprida. O texto não revela claramente o que tornou aqueles homens os “reis da voz”.
Passa batido pelo estilo de cantar e pela evolução dos talentos vocais da maioria deles e, em vez disso, concede grande espaço à trajetória de seus pais ou avós, algo indispensável numa biografia, mas impróprio para os limites de um perfil.
O livro se sai melhor quando trata de cantores ainda menos estudados, como Carlos Galhardo, Cyro Monteiro, Jorge Goulart, Tito Madi, Germano Mathias, todos, um dia, merecedores de boas biografias que, pela amostra, o autor poderia escrever.

OS REIS DA VOZ
AUTOR Ronaldo Conde Aguiar
EDITORA Casa da Palavra
QUANTO R$ 64,90 (368 págs. + CD com gravações originais)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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BIOGRAFIA DE POLÍTICO RUSSO EXCÊNTRICO BEIRA A FICÇÃO

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Eduard Limonov é um herói. Político de pouca expressão na Rússia e opositor do presidente Vladimir Putin, ele acumula façanhas de personagem da ficção. Gangues adolescentes, maratonas etílicas e tentativas de suicídio somam-se, em seu percurso aventuroso, a exílio, uma mulher ninfomaníaca, clandestinidade, meditação.
O russo, personagem de carne e osso, é protagonista de “Limonov”, biografia vencedora em 2011 do prêmio Renaudot, o segundo mais importante da França. Quem narra sua história é o escritor e diretor francês Emmanuel Carrère, 55, de “O Bigode” e “Um Romance Russo”.
Carrère, que participou em 2011 da Festa Literária de Paraty, incorpora à narração da vida de Limonov suas impressões sobre ele. “Não acredito em terceira pessoa para esse tipo de livro. Não acredito em objetividade”, diz.
Com opiniões e suas próprias lembranças, o escritor se mostra nas frestas. “Falo de mim por honestidade. Prefiro mostrar quem está contando aquela história, de qual ponto de vista”, afirma.
A paixão de biógrafo e biografado por “Os Três Mosqueteiros” embala “Limonov”. A capa e a espada dos personagens de Alexandre Dumas caem bem ao russo: buscando o título de herói, ele se lançou em aventuras, que narrou em autobiografias.
O período depois do fim do regime comunista divide o protagonismo com Limonov. “Quis reunir duas coisas que não aparecem juntas: o romance de aventura, com um personagem intrépido, e um livro de história”, diz Carrère.
De origem também russa, Carrère retomou o contato com o país há dez anos. Conheceu Limonov quando este viveu em Paris, nos anos 1980, e o reencontrou em 2006. “Ele me falou que estava esquecido no Ocidente e o livro era sua ressurreição.”
A biografia para no fim de 2009, mas Limonov continua. Aos 70 anos, entra e sai da prisão e em 2012 tentou concorrer à Presidência.
“Ele se orgulha de ser detido”, comenta Carrère. “Acho que ele vai ter um surto quando não se importarem mais em prendê-lo.”

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AUTOR Emmanuel Carrère
EDITORA Alfaguara
TRADUÇÃO André Telles
QUANTO R$ 44,90 (344 págs.)

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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ROBERTO CARLOS DIZ SER A FAVOR DAS BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS, MAS COM AJUSTES

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Um dos principais personagens da polêmica das biografias que se instaurou a partir da atuação do grupo Procure Saber, o cantor Roberto Carlos falou, pela primeira vez, em entrevista ao “Fantástico” deste domingo, sobre sua posição em relação ao assunto. O cantor disse ser a favor da biografia não autorizada, desde que sejam feitos alguns ajustes.
— Temos que conversar, discutir e chegar a uma conclusão que seja boa para todo mundo. O jurista tem que estudar muito bem e estabelecer algumas regras que protejam o biografado. Tem que fazer alguns ajustes para que essa lei não venha a prejudicar nem o biografado nem o biógrafo. Que não fira a liberdade de expressão e o direito à privacidade — disse ele.
O Rei afirmou que sua posição anterior contra as biografias não autorizadas nada tem a ver com o episódio do acidente de trem que o fez perder parte da perna quando tinha seis anos de idade. Roberto Carlos revelou que ele mesmo está escrevendo sua história e que irá informar “muito mais as pessoas do que qualquer outra fonte”. Ao ser questionado pela jornalista Renata Vasconcellos se o autor de sua própria biografia omitiria, por vezes, certos episódios de sua vida, ele respondeu que irá contar tudo com relação ao que sentiu e ao que viveu. E assegurou que não deixará de contar detalhes sobre o acidente.
— As pessoas dizem que eu sou contra as biografias por causa do meu acidente. Não é isso. Eu vou contar do meu acidente. Ninguém poderá contar do meu acidente melhor do que eu. Ninguém poderá contar com todos os detalhes, o que eu senti e o que eu passei, porque disso só eu sei — afirmou.
Roberto Carlos contou que está gravando seus depoimentos e que ainda está procurando um autor para dar a forma final do livro. E mais: disse que não sabe se sua vida caberá em um só volume. Indagado sobre quem teria a benção do rei para escrever suas memórias, ele limitou-se a responder: “Eu”.
Em 2007, o cantor conseguiu bloquear o lançamento e venda da biografia “Roberto Carlos em detalhes”, escrita por Paulo Cesar Araújo. Na entrevista veiculada ontem, Roberto Carlos disse que atualmente não permitiria a publicação dessa obra. Ele alegou que “o biógrafo pesquisa uma historia que é feita pelo biografado”.
— O escritor não cria uma história. O biógrafo só narra uma historia que não é a dele. Ele passa a ser dono de uma história que não é a dele e isso não é certo.
Durante a entrevista, Roberto Carlos falou até em aceitar a publicação de biografias, desde que haja um acordo prévio, mas não explicou que acordo seria esse. O cantor exalta a importância de se discutir o projeto que libera a publicação de biografias não autorizadas, que tramita na Câmara dos Deputados, e disse ser a favor da medida. Ao ser perguntado se havia mudado de opinião, ele disse que não.
— Há algum tempo, para a gente proteger o direito a privacidade só existia uma forma não permitir a biografia não autorizada.
Questionado sobre se não bastava processar depois contra calúnia a difamação, o cantor respondeu:
— O resultado é um pouco tardio. Todo mundo já leu, já viu pela internet. Isso não vale muito, não.

(Fonte: O Globo)

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HERDEIROS DECIDEM VENDER ACERVO DE PAULO RÓNAI PARA A USP

Paulo Rónai

Paulo Rónai

Atrás da biblioteca — ou “brilhoteca”, como diz a placa na porta —, Paulo Rónai gostava de espreitar os lagartos que vinham até o galinheiro comer os ovos. Era preciso pisar leve, para não espantar os bichos. Outras vezes, ele passava momentos distraído com os peixes no lago do jardim ou os pássaros atraídos pelas árvores. Mas eram apenas distrações, porque o homem passava a maior parte do dia em sua biblioteca, lendo e escrevendo, ou respondendo às cartas que chegavam de todo o mundo — de amigos, conhecidos ou ex-alunos.
O intelectual húngaro naturalizado brasileiro morreu em 1992, ao fim de uma luta contra o câncer na garganta. Desde então, tudo o que leu e escreveu naquele espaço ao lado do galinheiro — em seu sítio, na Região Serrana do Rio — está do jeito que ele deixou. Ao longo das últimas décadas, a família tentou fazer o melhor para preservar o acervo, mas sabia que o ambiente da serra, tão úmido, estava longe de ser o ideal.
“Intenção nunca foi fazer leilão”
Agora o problema está resolvido. Nas últimas três semanas, duas das maiores instituições de ensino e pesquisa do país — a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — estiveram envolvidas em uma disputa acirrada para comprar o acervo de Paulo Rónai. Quem levou foi a USP, que recebeu a resposta das herdeiras de Paulo Rónai na última sexta-feira. A primeira oferta foi feita pela UFMG. De lá para cá, houve propostas de lado a lado, mas a família não revela por quanto o negócio foi selado.
— Nossa intenção nunca foi fazer um leilão. As pessoas que nos procuraram, das duas universidades, eram formidáveis, odiamos ter de decepcionar uma delas — diz Laura Rónai, filha do intelectual. — De todo modo, estamos muito felizes com o fato de nosso pai estar sendo redescoberto. Quando ele morreu, ninguém deu atenção. Agora, a importância dele está sendo reconhecida.
A papelada começou a correr na própria sexta-feira na USP. Os 7.813 livros da biblioteca de Paulo Rónai e seus mais de 60 mil documentos serão incorporados à coleção de obras raras da universidade. Cartas, diários e demais anotações serão guardados pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Bom para a família, que fez questão de que o acervo ficasse no Brasil. E não por falta de ofertas de fora.
— Recebemos propostas das universidades de Princeton e Miami. Mas eu achei que não era bom a biblioteca do Paulo sair do Brasil. Tem tanto brasileiro que pode querer estudá-lo ou algum amigo dele, ou mesmo dar só uma olhadela. O cara ter que viajar! — pondera Nora Rónai, viúva do intelectual. — Os americanos têm muito mais dinheiro. Se eles querem estudar, eles podem pagar a passagem mais fácil do que nossos pobres rapazes estudantes.
Na quinta-feira, antes de a negociação ser fechada, a reportagem do GLOBO esteve na “brilhoteca”, batizada com esse nome por uma das netas de Rónai, quando criança. O espaço, já considerado por pesquisadores da USP um dos principais acervos brasileiros do século XX, é um mar de histórias sobre seu antigo dono.
Na parede da escada que dá para o segundo andar, por exemplo, encontra-se uma carta enviada a Paulo Rónai por Getúlio Vargas. “Tenho a satisfação de acusar o recebimento do vosso livro BRAZILIA ÜZEN, contendo poesias brasileiras traduzidas para o idioma húngaro”, escreveu o ex-presidente, em 20 de novembro de 1939. Com a missiva em mãos, o tradutor de origem judaica conseguiu um visto para o Brasil e fugiu do nazismo, depois de aproveitar um indulto no campo de trabalhos forçados em que estava. Paulo Rónai emoldurou a carta e a pendurou na parede — a mesma em que ficam seus prêmios.
Organização impressiona
O intelectual também era um amante do mar. Pelo menos é o que parece ao se ver a coleção de centenas de conchas que mantinha na biblioteca. São cerca de dez gavetas repletas delas. Em cima, atlas sobre a vida marinha, como “Guide de la mer mysterieuse” (guia do mar misterioso, em português).
Livros sobre o mar junto às conchas mostram como o dono do acervo era organizado. Suas prateleiras estão arrumadas por temas. Uma sobre a Rússia, por exemplo, reúne tanto contos de Tchekov quanto dicionários. Há ainda livros com contos de várias nacionalidades — provavelmente fontes de Paulo Rónai ao organizar os dez volumes de “Mar de histórias”, uma antologia do conto mundial. Muitas prateleiras são dedicadas a Balzac, já que Rónai organizou a tradução brasileira de “A comédia humana”.
O acervo também mostra um homem atencioso, que não deixava cartas sem resposta. Seus antigos alunos do Colégio Pedro II escreveram anos a fio para contar novidades de suas vidas. A correspondência mais valiosa para pesquisadores, porém, é com os muitos intelectuais próximos a Paulo Rónai, como Guimarães Rosa, Aurélio Buarque de Holanda, Antônio Houaiss, Lygia Fagundes Telles.
Em uma delas, de 13 de setembro de 1948, Erico Verissimo se vangloria de ser um bom motorista: “O automóvel já está funcionando. Decepcionei os amigos, revelando-me um grande chauffeur”, escreveu. As cartas estão dispostas em pastas, organizadas por data. Rónai respondia a elas sentado ao lado da janela, de onde podia ver o almoço ser preparado na cozinha e sentir o cheiro do café.
No campo de trabalhos forçados, Paulo Rónai conheceu um astrólogo. O homem previu que ele escaparia do campo e viveria em uma terra longínqua, com uma nova carreira. O vidente só não disse que essa carreira o faria ter uma biblioteca tão disputada.

(Fonte: O Globo)

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LEIA TRECHO DE LIVRO QUE DESCREVE CASO ENTRE POLANSKI E ADOLESCENTE DE 13 ANOS

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Trechos do livro “A Menina – Uma Vida à Sombra de Roman Polanski”, que Samantha Geimer escreveu aos 46 anos e agora é lançado no Brasil:
*
Quem era o predador? Quem era a presa? Todos éramos suspeitos: Roman era um estuprador? Minha mãe tramara contra o diretor usando a filha como isca? Talvez a única pessoa que não opinou sobre o crime e suas consequências foi… Eu. (…)
*
Minha mãe sugeriu que poderia ir conosco ao ensaio. Não, Roman respondeu, a presença dela me deixaria desconfortável diante da câmera. Ela não insistiu;(…)
*
Eu podia ter 13 anos, mas não era idiota. Já não tinha percebido que todo mundo tinha que fazer alguns sacrifícios pela arte? E se meu sacrifício fosse tirar a blusa, bem, qual a dificuldade disso? (…)
*
Ele fica murmurando alguma coisa, está tentando tornar bom para mim, eu sei, mas não é bom, e tudo está se apagando e me sinto tonta e o quarto está tão escuro. Tomo a decisão de simplesmente deixá-lo ir em frente, quão ruim pode ser, é só sexo. Ele não quer me machucar. (…)
*
– Você quer que eu vá por trás?
Respondo:
– Não – mas, de todo modo, não sei o que ele está perguntando. Só sei que mesmo que tenha dito não, farei praticamente qualquer coisa para acabar com isso. Quando acontece, não tenho certeza do que pensar. (…) Aquilo era minha bunda? As pessoas realmente faziam aquilo?

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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ATOR DE ‘TRUE BLOOD’ SERÁ IRMÃO DO PROTAGONISTA EM ‘CINQUENTA TONS DE CINZA’

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Depois que o mistério envolvendo o protagonista Christian Grey foi resolvido, com a escalação de Jamie Dornan (“Once Upon a Time”) para o papel, a adaptação cinematográfica de “Cinquenta Tons de Cinza” começa a se definir.
Outro ator de uma célebre série de TV atual foi selecionado para o filme. Trata-se de Luke Grimes, o James de “True Blood”, que fará Elliot Grey, irmão de Christian.
Além dos dois, a atriz Dakota Johnson também já está confirmada para fazer o papel de Anastasia Steele, a heroína dos livros.
O papel de Elliot é essencial na história, como um membro da família próximo a Christian, o galã. Elliot se envolve num romance com a irmã de Anastasia, um papel que ainda não foi designado.
O filme baseado na obra da escritora E. L. James será dirigido por Sam Taylor-Johnson (“O Garoto de Liverpool”) e terá roteiro de Kelly Marcel (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”).
A intenção da produtora Focus Features é começar as filmagens do longa já em novembro.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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“O VERMELHO E O NEGRO”, LIVRO DE STENDHAL, É TEMA DE FILME DA COLEÇÃO FOLHA

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Julien Sorel é um homem pobre na França do século 19 que se propôs à missão de ascender socialmente. As aventuras do herói sem escrúpulos são o fio condutor de “O Vermelho e o Negro”, filme da “Coleção Folha Grandes Livros no Cinema” que vai às bancas neste domingo (27).
Veja aqui como adquirir a coleção
A base do roteiro é o romance de 1830 do francês Stendhal (1783-1842), que compõe um vasto painel da Restauração (1814-1830), período em que a monarquia voltou ao poder após a Revolução Francesa.
O esperto Sorel começa a trabalhar como preceptor dos filhos de um casal burguês. As aulas criam ambiente para um romance entre patroa e empregado, que, iluminado pelas possibilidades, não impõe qualquer empecilho ao caso.
Quando os amantes são ameaçados por rumores, Sorel refugia-se em um seminário, ainda que não tenha fé. Também o catolicismo, um dos pilares daquela sociedade, era para ele um meio para alcançar fortuna.
Saindo do seminário antes de ser ordenado, ele trabalha na casa de um marquês, onde se envolve, também por interesse, com a filha do chefe.
No longa de 1954, dirigido por Claude Autant-Lara, Sorel é interpretado por Gérard Philipe (a quem já chamaram de “James Dean francês”) e a mulher casada por Danièlle Darrieux, uma das grandes do cinema daquele país.
A atriz, hoje quase centenária, apareceu em dezenas de produções, duas das mais recentes delas sendo “Persépolis” (2007) e “Oito Mulheres” (2002).

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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ASTERIX E OBELIX ENTRE OS ETERNOS

Com novos autores, heróis ganham livro após quatro anos de ausência

Com novos autores, heróis ganham livro após quatro anos de ausência

“Estamos no ano 50 A.C. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos… Toda? Não!”
A partir desta semana, o prólogo que já foi publicado em 34 diferentes livros ganha mais uma edição. Asterix, o herói gaulês das histórias em quadrinhos, retorna às livrarias de todo o mundo em um novo título, Asterix entre os Pictos, no qual a turma de aldeões irredutíveis ajuda os antepassados dos escoceses a resistir contra seus eternos rivais. De antemão, a história traz pelo menos uma grande novidade: será a primeira sem que nem Uderzo, nem Goscinny, os criadores dos personagens, estejam no comando do projeto.
O lançamento do livro vinha sendo badalado na França há quase um mês, e isso por bons motivos. Um total de dois milhões de exemplares foram impressos até aqui só na França e a expectativa da editora, Albert René, empresa do grupo Lagardère, é de que a nova aventura de Asterix bata o recorde do blockbuster anterior, O Dia em Que o Céu Caiu, publicado em 2005, e que vendeu nada menos de 3,2 milhões de exemplares em 27 países e em 13 línguas.
Em 2009, quando dos 50 anos do personagem, O Aniversário de Asterix e Obelix – O Livro de Ouro teve receptividade bem menos calorosa. Críticos especializados na trajetória da tribo de gauleses há muito criticam a densidade histórica e a qualidade do humor dos livros do herói – mais precisamente desde 1977, quando morreu René Goscinny, escritor, roteirista e humorista e um dos criadores dos personagens. Desde então, a obra vinha a cargo de Albert Uderzo, o desenhista que deu vida aos gauleses ao lado de Goscinny.
Agora Uderzo, hoje com 86 anos, cede seu posto a dois novos protagonistas. Até por essa razão, o livro bem poderia se chamar Asterix entre os Eternos. A partir de agora, a turma será responsabilidade do roteirista Yves Ferri e do desenhista Didier Conrad, profissionais selecionados em uma disputa aberta pela Albert René, e que assumem a criação de futuras edições – uma estratégia que garantirá a sobrevida dos personagens bem além de seus dois idealizadores.
Em sua aventura entre os Pictos, Asterix, Obelix, Ideafix e todos os principais líderes da tribo de gauleses rumam para a região onde hoje se situa a Escócia. Lá, eles se encontram com os pictos, os “homens pintados” que também aterrorizaram tropas enviadas por Roma. Eles formavam uma confederação de tribos britônicas que viveram no norte e no leste da Ilha de Bretanha até a invasão romana, no século 10.
Como de praxe nas viagens da turma, todo o cuidado foi tomado para que, além de bom humor, os quadrinhos também trouxessem uma base histórica, misturada, claro à pitada de ironia – e autoironia – que marca os livros.
Coube a Uderzo acompanhar a passagem de poder para Ferri e Conrad, de forma a garantir a fidelidade aos originais. Para mostrar como a transição foi feita em sintonia entre criador e herdeiros, a Albert René chegou a divulgar um vídeo de uma sessão de trabalho entre os três – uma rara oportunidade de ver Uderzo, que muito pouco fala em entrevistas. Na gravação, ele explica, por exemplo, as diferenças e semelhanças entre Asterix e Obelix, particularidades que precisam ser respeitadas.
Sobre assumir o posto, Ferri se mostrou tranquilo. Após ser sondado pelos editores, um telefonema selou seu destino: prolongar a vida dos personagens que já marcaram pelo menos três gerações. “Foi muito misterioso. Recebi o convite de escrever essa aventura à condição de nada divulgar. Senti desde o início que eles não estavam brincando”, disse, revelando seu método: “Para a escrita, acabei por encontrar a poção mágica: comecei pelo fim”.
Em suas entrevistas, Conrad, um quadrinista com 30 anos de experiência, parte desse tempo nos Estados Unidos – incluindo colaborações com o estúdio de cinema DreamWorks –, vem prestando tributo à turma que assume daqui para a frente.
“Asterix foi uma forte influência para mim. Sempre adorei esse estilo, muito humorístico e dentro da tradição Disney”, explica, admitindo que nunca tinha desenhado os personagens antes. Sobre o estilo, diz o artista, a incorporação continua a se aperfeiçoar à medida que avança nos trabalhos. “Faço de tudo para que os desenhos sejam originais, e não cópias, mas de forma a verificar ao fim que eles estejam de acordo com o espírito da série”, conta, explicando por que aceitou o desafio: “Asterix é um mito”.
BNF faz exposição sobre origens dos heróis gauleses
Coincidência ou não, a França vive um novo momento de interesse pelas histórias dos aldeões resistentes. A Biblioteca Nacional da França (BNF) apresentará até 19 de janeiro uma exposição sobre Asterix e, claro, sobre Goscinny e Uderzo. No percurso, há relíquias como os originais dos dois primeiros títulos.

(Fonte: Estadão)

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PESOS-PESADOS DAS LETRAS DÃO NOVAS CORES À FLUPP

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A dupla é o estandarte das reflexões sobre raízes africanas e questões de cor na esquadra de convidados estrangeiros do evento. Sua lista de pesos-pesados estrangeiros expande-se ainda pelo espanhol Augustín Fernandez Mallo — cujo romance “Nocilla dream” foi considerado uma das maiores experiências literárias de seu país dos anos 2000 —, a alemã Dea Loher — ícone da nova dramaturgia germânica, conhecida aqui por textos como “Barba Azul, a esperança das mulheres” — e a rapper afegã Paradise Sorouri, pioneira em seu país no ritmo, que vem acompanhada do poeta Surhab Sirat, seu conterrâneo.
— Na primeira edição da Flupp, o romancista Teju Cole, nigeriano radicado em Nova York, disse, ao participar de um evento no Cantagalo, ter sido aquela a primeira vez em que falava para um público hegemonicamente negro. Para a segunda edição, teremos Bandele, Bernardine e cinco autores negros brasileiros, como Ricardo Aleixo e Muniz Sodré, falando sobre a expressão racial na literatura — diz Julio Ludemir, um dos diretores da Flupp, que trará ainda o poeta egípcio-palestino Tamim Al-Barghouti, numa parceria com a Festa Literária de Paraty.
Uma das atrações mais esperadas da Flip, em julho, Al-Barghouti foi impedido de vir ao Brasil por ter tido seu passaporte roubado em Londres, às vésperas da viagem. A Flupp trará ainda o quadrinista francês Boulet e o ilustrador inglês Ed Vere. Em agosto, o evento anunciou a vinda do escritor iraquiano Hassan Blasim e da quadrinista francesa Julie Maroh, já confirmados.

(Fonte: O Globo)

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JAMIE DORNAN É O NOVO PROTAGONISTA DE ‘CINQUENTA TONS DE CINZA’

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O ator irlandês Jamie Dornan foi escolhido o novo protagonista da aguardada versão para o cinema do best-seller “Cinquenta Tons de Cinza”, segundo informações da “Variety”.
Ele irá substituir Charlie Hunnam, que deixou o projeto alegando que sua agenda lotada estava atrapalhando a sua dedicação ao trabalho, ele atua na série “Sons of Anarchy” e ficou conhecido também por seu papel em “Pacific Rim”
Dornan interpreta um papel na série “Once Upon a Time”, do canal norte-americano ABC, além de ter feito um papel em “Maria Antonieta”, de Sofia Coppola.
Durante muito tempo, Dorman foi modelo para grifes famosas como Calvin Klein e Christian Dior.
Ele irá contracenar com Dakota Johnson e Jennifer Ehle.
O longa baseado no livro de sucesso de E.L. James será dirigido por Sam Taylor-Johnson e deve estrear em agosto de 2014.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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