SETEMBRO – 2013

ROMANCE DO ESTREANTE RAPHAEL MONTES ESTÁ NA PAULICEIA LITERÁRIA

Raphael

Autor ficou um ano à procura de editora para o livro policial que ‘daria um bom filme’

 Quando terminou de ler Suicidas, o romance policial do estreante Raphael Montes que conta a história de nove amigos que decidem se matar em um jogo de roleta-russa, a mãe do autor pediu para que seu próximo livro fosse uma história de amor. Assim nasceu Dias Perfeitos, a segunda obra do jovem carioca de 22 anos recém-formado em Direito, que está quase concluída.
O livro fala da paixão obsessiva do psicopata Téo, estudante de Medicina, pela sonhadora Clarice. Ele decide conquistá-la sequestrando-a e colocando-a sedada dentro de uma mala para viajar de carro pelo Brasil, inspirando-se no road movie que Clarice escreve, sobre três amigas que percorrem as estradas do Rio.
“É o mais próximo de uma história romântica que consigo fazer”, conta Montes, que já leu mais de 2 mil policiais, mas não gostava de livros até os 12 anos. Foi nessa idade que ganhou Um Estudo em Vermelho, de Sir Arthur Conan Doyle. Pouco depois, em uma aula de português no São Bento (colégio tradicionais do Rio), Montes escreveu conto sobre um sujeito que perseguia um garoto, por quem era apaixonado, em uma escola só para homens. “Mostrei para meus amigos e eles queriam saber como tudo terminava”, lembra.
Suicidas foi escrita entre os 16 e os 19 anos do autor, mas é voltada para adultos – inclui drogas, sexo, violência e um daqueles finais surpreendentes que aceleram os batimentos cardíacos, típicos de Agatha Christie.
Foi da escritora britânica que Montes pegou o cuidado com a trama e o interesse em fazer algo imprevisto. Outra inspiração é Patricia Highsmith (O Talentoso Ripley). “Pesquisei muito sobre literatura policial. Mescla subgêneros do mistério. Suicidas, por exemplo, é um thriller noir, enquanto Dias Perfeitos é um suspense psicológico com ritmo claustrofóbico.”
“Tento explorar o que me parece o futuro do romance policial: histórias mais ágeis, sem o detetive como personagem principal”, afirma. A fórmula vem agradando. Em 2010, a obra foi finalista entre 1.932 inscritos no Prêmio Benvirá. Porém, o júri gostou tanto que recomendou o livro de Montes, o único finalista na casa dos 20 anos, além de outros três.
Com 19 anos na época, ele foi convidado pelo então diretor editorial da Saraiva, Thales Guaracy, para publicar Suicidas pela Série Negra, de livros policiais. Na época, a coleção reunia apenas obras estrangeiras. Em setembro de 2012, Montes lançou em São Paulo e no Rio a obra que também foi finalista do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional. Foi o livro policial mais comprado pelo site da Saraiva entre novembro e abril.
O sucesso, no entanto, não veio sem esforço. Depois que terminou de escrever Suicidas, Montes passou um ano procurando uma editora. “Deixei de molho e fiquei esperando para ver se dava alguma coisa porque sei que o livro é bom”, comenta. Para o autor, sua obra daria um bom filme, até porque a história foi idealizada inicialmente como um roteiro.
Raphael Montes participa hoje, às 17 horas, do Pauliceia Literária na mesa Cena do Crime com o norte-americano William Landay (Defendendo Jacob) e Marçal Aquino (Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios). É o escritor mais jovem do evento. “Ele é uma das grandes revelações de 2013”, afirma Christina Baum, curadora do encontro. “Suicidas é uma joia rara do romance noir e tem tudo para ser tornar um grande best-seller internacional.”

PAULICEIA LITERÁRIA
Aasp. R. Álvares Penteado, 151. Centro. R$ 32 (Auditório) e R$ 16 (telão). Até 22/9. Programação: www.pauliceialiteraria.com.br

(Fonte: Estadão)

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NOVIDADES DO PROJETO TERAPIA – VOLUME 1 INCLUEM ARTISTAS INTERNACIONAIS

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O projeto Terapia – Volume 1, de Mario Cau, Rob Gordon e Marina Kurcis, está no Catarse buscando financiamento para ser lançado na versão impressa em uma edição de 128 páginas. O álbum pretende compilar os sete primeiros capítulos da história, que venceu o Troféu HQ Mix de melhor webcomic em 2011, além de trazer vários extras e incluir um artbook especial como uma das recompensas para os apoiadores.
Mas os destaques não param por aí. Os autores informam, mais novidades do projeto.
A primeira delas tem a ver com o artbook Tribute Album, que já contava com 36 autores nacionais. Agora, ganhou a participação de dois artistas internacionais: o norte-americano David Mack e o francês Olivier Martin.
David Mack é roteirista e ilustrador. Produziu várias capas para o título Alias e trabalhou na revista do Demolidor, ambas da Marvel. É o criador da série Kabuki.
Já Olivier Martin, se destaca pelos trabalhos em Erzurum au CyclisteSang et Encre e Crypto. Recentemente, seu álbum Face Cachée ganhou um prêmio no Japão. Ele já esteve no Brasil, em 2011, para participar do FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos.
Tribute Album está incluído como recompensa para quem colaborar com R$ 80,00 ou mais com Terapia – Volume 1 no Catarse. Caso a arrecadação atinja R$ 25.000,00 até domingo, dia 22 de setembro, todos os apoiadores que contribuíram com R$ 60,00 também passam a receber o álbum. Já os que apoiaram com o valor original, receberão uma arte exclusiva e original de Mario Cau.
Até o fechamento deste artigo, o valor estava em R$ 20.247,00.
Caso essas metas sejam atingidas, os autores têm planos para mais novidades, que podem ser edição em capa dura, comentários em áudio da história e outros materiais extras.
O lançamento de Terapia – Volume 1 está programado para novembro, no Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte.

(Fonte: Universo HQ)

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SESSÃO DE AUTÓGRAFOS COM MIKE DEODATO JR., RODRIGO BRUM E ALBERTO PESSOA

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Comic House (Avenida Nego, 225 – Tambaú), em João Pessoa/PB, promove neste sábado, 21 de setembro, a partir das 19 horas, uma sessão de autógrafos com os quadrinhistas Mike Deodato Jr. (PB), Rodrigo Brum (RN) e Alberto Pessoa (SP).
Na ocasião, o trio irá autografar suas mais recentes publicações e pôsteres (em formato A3, R$ 15,00 cada) produzidos exclusivamente para o evento.
Mike Deodato autografa Vingadores Sombrios (R$ 68,00), A arte cartum de Mike Deodato Jr. (R$ 30,00) e o Sketchbook de Deodato (R$ 60,00). Rodrigo Brum autografa Brummmmm!!! (R$ 13,00) e O guarda-vidas (R$ 3,00) e Alberto Pessoa autografa Medo (R$ 15,00).
Colecionadores de outros municípios ou estados também podem adquirir seus exemplares autografados – para tanto, é só escrever para o e-mail vendas@comichouse.com.br até hoje, sexta-feira, 20 de setembro, e colocar no campo assunto a seguinte frase: “Sessão de Autógrafos de Mike Deodato, Rodrigo Brum e Alberto Pessoa” e no corpo da mensagem informar os itens desejados.

(Fonte: Universo HQ)

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MAN BOOKER PRIZE SE ABRE A AUTORES DE MAIS NACIONALIDADES

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O Man Booker Prize, principal prêmio literário britânico, anunciou na quarta (18) que a partir do próximo ano aceitará inscrições de todos autores de língua inglesa, inclusive dos Estados Unidos, publicados no Reino Unido.
Criado em 1969, o prêmio até hoje só aceitava escritores do Reino Unido, Irlanda e dos 54 países integrantes da comunidade britânica. V.S. Naipaul (nascido em Trinidad e Tobago), o indiano Salman Rushdie, a canadense Margareth Atwood e o inglês Ian McEwan foram alguns dos nomes premiados nas últimas décadas.
Segundo Jonathan Taylor, presidente do júri, com a mudança o prêmio poderá “reconhecer e celebrar autores que escrevam em inglês, sejam de Chicago, Sheffield ou Xangai. Estamos abraçando a liberdade do inglês em todo o seu vigor, sua vitalidade, versatilidade e glória onde quer que esteja. Estamos abandonando as limitações das fronteiras geográficas e nacionais.”
O anúncio vem ainda com uma outra novidade: editoras que já chegaram à final pelo menos cinco vezes nos últimos cinco anos podem inscrever até quatro livros, enquanto quem nunca foi listado só pode indicar um.
Segundo os novos critérios, os escritores podem ser laureados independentemente da nacionalidade, desde que tenham escrito em inglês e sido publicados no Reino Unido.
A decisão polêmica foi baseada em uma “extensa investigação com a ajuda de consultores independentes”. Durante 18 meses, foram ouvidos escritores, leitores, editoras, agentes e lojas. Inicialmente, a Fundação Booker Prize cogitava criar um prêmio específico para autores norte-americanos, mas, depois das pesquisas, os organizadores tiveram o receio de que a premiação fosse “comprometida ou diluída”. Optou-se, então, pela sua expansão.
O prêmio tem uma dotação de US$ 79,8 mil (R$ 175,3 mil), e seu prestígio pode fazer com que um livro venda 300 mil cópias em vez de 300 exemplares.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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MUNDO DIGITAL É O VILÃO EM LIVRO NOVO DE BRITÂNICO DA NOVA GERAÇÃO

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“Será uma espécie de romance de horror”, diz o britânico Steven Hall, 38, sobre seu próximo romance, no qual vem trabalhando desde 2007.

A obra, que teve trechos publicados na recém-lançada antologia “Granta – Os Melhores Jovens Escritores Britânicos” (Alfaguara), tem como vilão o mundo digital, “enfiando suas garras” na literatura tal como a conhecemos.
“Vou tratar dos perigos de perdermos os livros físicos e investigar o que as histórias podem se tornar quando perderem as capas que as separam umas das outras, tornando-se eletrônicas, fluídas e suscetíveis à corrupção”, diz ele à Folha, por e-mail.
Há, é claro, ironia nessa defesa que ele diz ser sincera. Antes mesmo de ser eleito um dos destaques de sua geração pela famosa revista literária inglesa, Hall chamava a atenção por subverter as possibilidades do livro impresso.
Seu primeiro romance, “Cabeça de Tubarão” (Companhia das Letras) fez isso de várias formas: na apropriações de ideias alheias (do livro “Moby Dick”, de Herman Melville, ao filme “Amnésia”, de Christopher Nolan), nas ilustrações com texto ao longo da narrativa, nos “anticapítulos”, espécie de negativos de cada trecho da história, que ele vem soltando aos poucos, aleatoriamente, na internet e em edições internacionais.
Hoje, Hall desembarca no Brasil para debater com três colegas de geração e de seleção pela “Granta”, o também britânico Ben Markovits e os brasileiros Daniel Galera e Antonio Prata. Eles participam de mesa às 20h no Sesc Consolação, promovida pelo British Council. No sábado, voltam a conversar durante a Flupp Pensa, no Rio.
“Temo estar atrasado com minhas leituras de autores do Brasil”, diz Hall à Folha, por e-mail, ao ser questionado sobre os nomes da “Granta – Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros” com quem discutirá, como anuncia o material de divulgação, “a nova literatura britânica e brasileira”.
Mas, no que depender da própria produção, Hall promete assunto de sobra.
Conhecido por criar roteiros para games, adorado por um público ligado à internet e à cultura pop, diz se interessar pela “necessidade de entender as mudanças” pelas quais a literatura passa.
Ele lança um olhar científico, com ampla margem de liberdade criativa, tanto em “Cabeça Tubarão” quanto em “The End of Endings”, o romance em progresso.
“Sou fascinado pelo maquinário do mundo e das histórias. O maquinário da linguagem é o mesmo que nos permite pensar e descrever nossas existências.”
Sobre o excesso de referências culturais em suas histórias, diz que é algo que o fascina desde “Cabeça Tubarão”, que tratava da perda de memória. “A memória se apropria de ideias alheias, simplifica, trapaça, então tudo isso fez sentido ali e continua fazendo para mim.”

A NOVA LITERATURA BRITÂNICA E BRASILEIRA
QUANDO: quinta-feira (19), às 20h
ONDE: Sesc Consolação (r. Doutor Vila Nova, 245)
QUANTO: grátis
CLASSIFICAÇÃO: livre

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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PAULICEIA LITERÁRIA ESTREIA HOJE COM AMBIÇÃO DE VIRAR A FLIP DE SP

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Os autores poderão ser vistos ao vivo ou num telão e, ao final, alguns deles lerão trechos de suas obras favoritas.
Qualquer semelhança com a Flip não é coincidência. A Pauliceia Literaria, que acontece de hoje a domingo no centro de São Paulo, se inspira no formato da festa paratiense para tentar se firmar no calendário paulistano.
Com um detalhe “sui generis”, é verdade. Idealizada pela Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp), mistura mesas de interesse geral, como a que o mexicano Juan Pablo Villalobos e o português Valter Hugo Mãe dividem amanhã à tarde, com outras bastante segmentadas, caso de uma sobre literatura na formação de advogados.

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No geral, o evento tem predominância de temas jurídicos e policiais, inclusive nas várias mesas com a autora homenageada desta edição, a romancista Patrícia Melo, e na presença de nomes como Scott Turow e William Landay, autores de thrillers protagonizados por advogados.
Numa cidade com bons eventos literários gratuitos, como a Balada Literária, em novembro, a Pauliceia tentará se firmar cobrando pela entrada. Os ingresso, ainda disponíveis para todas as mesas, custarão de R$ 16 (no telão) a R$ 32 (no auditório).
A curadora Christina Baum, que colaborou com as primeiras edições da Festa Literária Internacional de Paraty, diz que “não há como não ter” influência da Flip.
“Uma diferença é que as mesas acontecerão dentro da sede da Aasp, um prédio maravilhoso onde funcionou a antiga Bolsa de Valores, mas também estaremos na rua, num toldo à frente do prédio, com tablado, onde os autores darão autógrafos.”
Entre os diferenciais da Pauliceia, ela elenca a mesa “Advogado do Diabo”, que trará a cada ano (se o festival continuar) um debate sobre tema polêmico (o desta edição é “Justiça, Violência e Punição”), e a mesa “Qual É o Tema?”, formada neste ano por Ignácio de Loyola Brandão e Eros Grau, com assuntos definidos pelo público.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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PRÊMIO JABUTI ANUNCIA LISTA COMPLETA DOS FINALISTAS DA PRIMEIRA FASE

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A organização do Jabuti divulgou na quarta-feira (18) os finalistas da primeira fase da 55ª edição do prêmio. Cada uma das 27 categorias – distribuídas em ficção e não-ficção – contempla dez títulos. Os finalistas foram selecionados de um universo de mais de dois mil livros e textos inscritos, que receberam notas (de 8 a 10) dadas por três jurados de cada grupo.
Na segunda fase, as notas são zeradas e o processo se repete. Dessa vez, os jurados avaliam o conjunto de obras escolhidas na primeira etapa e premiam as três mais bem cotadas em cada categoria. As que ficarem em primeiro lugar receberão R$ 3,5 mil e o troféu Jabuti. Os segundos e terceiros colocados levam apenas o troféu. A cerimônia de entrega aos vencedores acontecerá em 13 de novembro, na Sala São Paulo.
No ano passado, o Prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira, terminou em polêmica. Um dos três jurados do prêmio, o crítico Rodrigo Gurgel, deu notas entre zero e 1,5 (numa escala até dez) para cinco dos dez romances finalistas. Na prática, Gurgel, que ficou conhecido como o “Jurado C” (os nomes dos componentes do júri são revelados apenas na noite da cerimônia de premiação), acabou decidindo sozinho o resultado final, pois deu nota máxima apenas para “Nihonjin” (Benvirá), livro de estreia do professor paranaense Oscar Nakasato, vencedor da categoria. O romance mais bem avaliado pelos dois outros jurados, “Infâmia” (Alfaguara), de Ana Maria Machado, recebeu de Gurgel notas zero em enredo e construção de personagens e 0,5 em estilo. Ana Maria declarou que houve “evidente manipulação de resultado” e que o jurado votou “contra o seu livro”. Em sua defesa, o crítico disse ter avaliado “a obra, não a carreira de quem a escreveu”.

A lista de 2013 foi validada pelo Conselho Curador e pela Auditoria Parker & Randall. O júri, formado por especialistas de cada categoria, foi indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, composto por José Luiz Goldfarb, Antonio Carlos Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos Menezes e Márcia Ligia Guidin.

Confira a lista dos finalistas do Jabuti 2013:

CATEGORIAS DE FICÇÃO

Romance

1) “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam” (Record), de Evandro Afonso Ferreira

2) “Barba Ensopada de Sangue” (Companhia das Letras), de Daniel Galera

3) “O que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor” (Companhia das Letras), de Elvira Vigna -4) “Mar Azul” (Rocco), de Paloma Vidal

5) “Sagrada Família” (Objetiva), de Zuenir Ventura

6) “O Céu dos Suicidas” (Alfaguara), de Ricardo Lísias

7) “Quiçá” (Record), de Luisa Geisler

8) “Valentia” (Grua), de Deborah Kietzmann Goldemberg

8) “Carbono Pautado” (Record), de Rodrigo de Souza Leão

9) “Era Meu Esse Rosto” (Record), de Marcia Tiburi

10) “Glória” (7Letras), de Victor Heringer

Contos ou crônicas

1) “Diálogos Impossíveis” (Objetiva), de Luis Fernando Verissimo

2) “Páginas sem Glória” (Companhia das Letras), de Sérgio Sant’Anna

3) “Aquela Água Toda” (Cosac Naify), de João Anzanello Carrascoza

4) “Essa Coisa Brilhante que É a Chuva” (Record), de Cintia Moscovich

5) “Garranchos, textos inéditos de Graciliano Ramos (Record)

6) “Bem-vindo – Histórias com as Cidades de Nomes Mais Bonitos e Misteriosos do Brasil” (Bertrand Brasil), de Fabricio Carpinejar

6) “Cheiro de Chocolate e Outras Histórias” (Nova Alexandria), de Roniwalter Jatobá

7) “A Verdadeira História do Alfabeto” (Companhia das Letras), de Noemi Jaffe

8) “O Tempo em Estado Sólido” (Grua), de Tércia Montenegro

9) “Réveillon e Outros Dias” (Record), de Rafael Gallo

10) “São Paulo -1971-2011” (Olhares), de Luiz Ruffato, Ignacio de Loyola Brandão, Tony Belloto, Vanessa Barbara

10) “Vento sobre Terra Vermelha” (8Inverso), de Caio Ritter

10) “Copacabana Dreams” (Cosac Naify), de Natércia Pontes

Poesia

1) “A Voz do Ventríloquo” (Edith), de Ademir Assunção

2) “Porventura” (Record), de Antonio Cicero

3) “Raymundo Curupyra, o Caypora” (Tordesilhas), de Glauco Mattoso

4) “Deste Lugar” (Ateliê), de Paulo Franchetti

5) “Formas do Nada” (Companhia das Letras), de Paulo Henriques Britto

6) “Um Útero É do Tamanho de um Punho” (Cosac Naify), de Angélica Freitas

7) “O Amor e Depois” (Iluminuras), de Mariana Ianelli

7) “A Praça Azul e Tempo de Vidro” (Paes), de Samarone Lima

8) “Vário Som” (Patua), de Elisa Andrade Buzzo

9) “Variações do Mar” (7Letras), de Josoaldo Lima Rêgo

10) “A Cicatriz de Marilyn Monroe” (Iluminuras), Contador Borges

Infantil

1) “Felizes Quase Sempre” (34), de Antonio Prata

2) “Os 33 Porquinhos” (Objetiva), de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta

3) “Ela Tem Olhos de Céu” (Gaivota), de Socorro Accioli

4) “A Pedra na Praça” (Rovlle), de Sofia Mariz e Tatiana Mariz

5) “Os Meninos de Marte” (Melhoramentos), de Ziraldo

5) “A Ilha do Crocodilo – Contos e Lendas do Timor Leste” (FTD), de Geraldo Costa

5) “Visita à Baleia” (Positivo), de Paulo Venturelli

5) “Era Uma Vez Duas Linhas” (Iluminuras), de Alonso Alvarez

5) “Contos da Terra do Gelo” (Editora do Brasil), de Rogério Andrade Barbosa

5) “Caixinhas de Guardar o Tempo” (Gaivota), Alessandra Roscoe

6) “Psssssiu!” (Callis), de Silvana Tavano e Daniel Kondo

7) “Primeira Palavra” (Abacatte), de Tino Freitas

8) “Tom” (Projeto), de André Neves

8) “Com Alfeto e Algabeto” (Edelbra), de Dilan Camargo

9) “Estrelas de São João” (Manati), de Graziela Bozana Hetzel

10) “Cultura” (Iluminuras), de Arnaldo Antunes

Juvenil

1) “Namíbia, Não!” (Edufba), de Aldri Anunciação

2) “Os Anjos Contam Histórias” (Melhoramentos), de Luiz Antonio Aguiar

3) “Meio Circulante” (Melhoramentos), de Edson Rodrigues Filho

4) “Decifrando ngelo” (Scipione), de Luis Dill

5) “Ouro Dentro da Cabeça” (Autêntica), de Maria Valeria Rezende

6) “Edgar Allan Poe: o Mago do Terror” (Melhoramentos), de Jeanette Rozsas

7) “Sequestro no Cibermundo” (FTD), de Marco Túlio Costa

7) “Vicente em Palavras” (Lê), de Caio Ritter

8) “Shui: Entre os Vermes da Superfície” (Sesi Senai), de Paulo Garfunkel

9) “Tá Falando Grego?” (Rocco), de Ricardo Hofstetter

10) “O Homem que Sabia a Hora de Morrer” (Escritoras), de Adelice Souza

CATEGORIAS DE NÃO FICÇÃO

Arquitetura e urbanismo

1º – Esplendor do Barroco Luso-Brasileiro – Benedito Lima de Toledo – Ateliê Editorial

2º – Design sem Fronteiras: A Relação Entre o Nomadismo e a Sustentabilidade – Lara Leite Barbosa – Editora Da Universidade De São Paulo E Fapesp

3º – Arquitetura: Uma Experiência na Área da Saúde – João Filgueiras Lima, Lelé – Romano Guerra Editora

4º – Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes: Desenvolvimento Sustentável num Planeta Urbano – Carlos Leite e Juliana Di Cesare Marques Awad – Bookman Companhia Editora

5º – Paisagismo Brasileiro na Virada do Século: 1990-2010 – Silvio Soares Macedo – Editora da Universidade De São Paulo e Editora Unicamp

6º – Cidades Criativas – Ana Carla Fonseca Reis – Sesi SP Editora

7º – Arquitetura na Era Digital-Financeira: Desenho, Canteiro e Renda da Forma – Pedro Fiori Arantes – Editora 34

8º – Centro Cultural São Paulo – Espaço e Vida – Fernando Serapião – Monolito

9º – A Questão da Habitação em Municípios Periurbanos na Amazônia – Joana Valente Santana, Anna Carolina Gomes Holanda, Aldebaran do Socorro Farias de Moura (Orgs) – Editora da Universidade Federal do Pará

10º – Mobilidade Urbana e Cidadania – Eduardo Alcântara de Vasconcellos – Editora Senac

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OS PRIMEIROS FINALISTAS DO PRÊMIO JABUTI

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A lista completa e oficial deverá ser divulgada ainda nesta quarta-feira, mas nos antecipamos e divulgamos os finalistas nas categorias: Romance, Conto/Crônica, Poesia, Biografia e Infantil.
No dia 17 de outubro, serão revelados os vencedores. E na cerimônia de 13 de novembro, serão conhecidos os autores do ‘Livro do Ano’ de ficção e não ficção.
O conselho curador do Jabuti é formado por José Luiz Goldfarb, Antonio Carlos Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos Menezes, Marcia Ligia Guidin.

Romance

1.º – O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam, de Evandro Afonso Ferreira (Record)

2.º – Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera (Companhia das Letras)

3.º – O Que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor, de Elvira Vigna (Companhia das Letras)

4.º – Mar Azul, Paloma Vidal (Rocco)

5.º – Sagrada Família, de Zuenir Ventura (Alfaguara)

6.º – O Céu dos Suicidas, Ricardo Lísias (Alfaguara)

7.º – Quiçá, Luisa Geisler (Record)

8.º – Valentia, de Deborah Kietzmann Goldemberg (Grua)

8.º – Carbono Pautado, Rodrigo de Souza Leão (Record)

9.º – Era Meu Esse Rosto, Marcia Tiburi (Record)

10.º – Glória, de Victor Heringer (Viveiros de Castro)

Conto/Crônica

1.º – Diálogos Impossíveis, de Luis Fernando Verissimo (Objetiva)

2.º – Páginas Sem Glória, de Sérgio Sant’Anna (Companhia das Letras)

3.º – Aquela Água Toda, de João Anzanello Carrascoza (Cosac Naify)

4.º – Essa Coisa Brilhante Que é a Chuva, de Cintia Moscovich (Record)

5.º – Garranchos, de Graciliano Ramos (Record)

6.º – Bem-vindo – Histórias Com as Cidades de Nomes Mais Bonitos e Misteriosos do Brasil, de Fabricio Carpinejar (Bertrand)

6.º – Cheiro de Chocolate e Outras Histórias, de Roniwalter Jatobá (Nova Alexandria)

7.º – A Verdadeira História do Alfabeto, de Noemi Jaffe (Companhia das Letras)

8.º – O Tempo em Estado Sólido, de Tércia Montenegro (Grua)

9.º – Réveillon e Outros Dias, de Rafael Gallo (Record)

10.º – Vento Sobre Terra Vermelha, de Caio Riter (8Inverso)

Poesia

1.º – A Voz do Ventríloquo, de Ademir Assunção (Edith)

2.º – Porventura, de Antonio Cicero (Record)

3.º – Raymundo Curupyra, o Caypora, de Glauco Mattoso (Tordesilhas)

4.º – Deste Lugar, de Paulo Franchetti (Ateliê)

5.º – Formas do Nada, de Paulo Henriques Britto (Companhia das Letras)

6.º – Um Útero é do Tamanho de Um Punho, de Angélica Freitas (Cosac Naify)

7.º – O Amor e Depois, de Mariana Ianelli (Iluminuras)

7.º – A Praça Azul e Tempo de Vidro, de Samarone Lima (Paes)

8.º – Vário Som, de Elisa Andrade Buzzo (Patuá)

9.º – Variações do Mar, de Josoaldo Lima Rêgo (7Letras)

10.º – A Cicatriz de Marilyn Monroe, Contador Borges (Iluminuras)

Biografia

1.º – Marighella, de Mário Magalhães (Companhia das Letras)

2.º – A Carne e o Sangue, de Mary Del Priore (Rocco)

3.º – Entre Sem Bater – A Vida de Aparício Torelly, o Barão de Itararé, de Cláudio Figueiredo (Casa da Palavra)

4.º – O Triunfo do Fracasso, de Maria Lucia Garcia Pallares-Burke (Unesp)

5.º – Getúlio: Dos Anos de Formação à Conquista do Poder, 1882-1930, de Lira Neto (Companhia das Letras)

6.º – José Bonifácio, de Miriam Dolhnikoff (Companhia das Letras)

7.º – Dolores Duran, de Rodrigo Faour (Record)

8.º – O que os Cegos Estão Sonhando?, de Noemi Jaffe (34)

9.º – A Queda, de Diogo Mainardi (Record)

10.º – Todo Mundo Tem uma História Pra Contar, obra do Museu da Pessoa (Olhares)

Infantil

1.º – Felizes Quase Sempre, de Antonio Prata (34)

2.º – Os 33 Porquinhos, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta (Objetiva)

3.º – Ela Tem Olhos de Céu, de Socorro Accioli (Gaivota)

4.º – A Pedra na Praça, de Sofia Mariz e Tatiana Mariz (Rovelle)

5.º – Os Meninos de Marte, Ziraldo (Melhoramentos)

5.º – A Ilha do Crocodilo – Contos e Lendas do Timor Leste, de Geraldo Costa (FTD)

5.º – Visita à Baleia, de Paulo Venturelli (Positivo)

5.º – Era Uma Vez Duas Linhas, de Alonso Alvarez (Iluminuras)

5.º – Contos da Terra do Gelo, de Rogério Andrade Barbosa (Editora do Brasil)

5.º – Caixinhas de Guardar o Tempo, Alessandra Roscoe (Gaivota)

6.° – Psssssiu!, de Silvana Tavano e Daniel Kondo (Callis)

7.º – Primeira Palavra, de Tino Freitas (Abacatte)

8.º – Tom, de André Neves (Projeto)

8.º – Com Alfeto e Algabeto, Dilan Camargo (Edelbra)

9.º – Estrelas de São João, de Graziela Bozana Hetzel (Manati)

10.º – Cultura, de Arnaldo Antunes (Iluminuras)

(Fontes: Estadão e Zero Hora)

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FESTIVAL LITERÁRIO DE ARAXÁ HOMENAGEIA VINICIUS DE MORAES

Fliaraxá-Foto-João-Lima

O Fliaraxá (Festival Literário de Araxá) começa na próxima quinta-feira (19), reservando o encerramento, no domingo (22), para homenagear o poeta e compositor Vinicius de Moraes, cujo centenário de nascimento acontece no dia 19 de outubro deste ano.
Os escritores convidados para o evento este ano são Adélia Prado, Amyr Klink, Ruy Castro, Heloisa Schurmann, Heloisa Seixas, Marcelo Iuka, Laura Muller, Marcia Tiburi, Leila Ferreira, Luiz Ruffato, Humberto Werneck, Mary Del Priore, Paula Pimenta, Roberto Carlos Ramos, Paula Pimenta, Alberto Villas, Cris Guerra, Chico Amaral, Marcel Souto Maior, J. D. Vital, Evandro Affonso Ferreira, Dirceu Ferreira e Airton Ortiz.
A programação do Fliaraxá inclui debates, palestras, lançamentos, oficinas, exibições, saraus, venda de livros e sorteios.
Na edição deste ano, haverá um concurso literário que vai premiar redações de estudantes do ensino médio das escolas públicas e privadas de Araxá.
O prêmio será entregue por Adélia Prado no encerramento do festival, no próximo sábado (21).

Confira a Programação:

Dia 19

Auditório Estação Literária

13h – Abertura
14h – Roberto Carlos Ramos – “O Contador de Histórias – Literatura e Desafios”
15h30 – Paula Pimenta – “Viagem no Mundo dos Jovens”
16h30 – Marcelo Yuka – “De Ex-baterista do Rappa a Ativista Social e Poeta”
18h – Abertura Oficial
19h – Mary Del Priore e Angela Gutierrez – “Viagens pela História, Patrimônio e Memória”
20h30 – Amyr, Marina, Tamara, Laura e Marininha Klink- “Viagem Pela Literatura e Navegação”
23h – Encerramento

Coreto

18h – Musica Instrumental
22h – Música Instrumental de Juarez Moreira

Auditório Vagão Literário

17h30 – Roberto Carlos Ramos – Oficina “Como Contar Uma História”

Central de Autógrafos

18h30 – J.D. Vital autografa o livro “Como se Faz um Bispo”
*Após cada evento, os participantes das mesas autografam seus livros na Central de Autógrafos

Dia 20

Auditório Estação Literária

13h – Abertura
14h – Rubinho do Vale – “Cultura Popular – Música e Literatura”
15h30 – Humberto Werneck e Luiz Ruffato – “Viagem na Ficção e Não-Ficção”
16h30 – Alberto Villas e Chico Amaral – “Viagem na Música e na Memória”
18h – Heloisa Schurmann e Leila Ferreira – “Literatura, Viagem e Superação”
19h30 – Ruy Castro e Heloisa Seixas – “Viagem na Literatura e Jornalismo”
21h – Adélia Prado – “Viagem na Poesia e Literatura”
0h – Encerramento

Coreto

17h- Musica Instrumental
20h – Musica Instrumental
22h30 – Encerramento com Show com Chico Amaral Quarteto

Auditório Vagão Literário

17h30 – Rubinho do Vale – Oficina “Aprendendo Sobre Cultura Popular”

Central de Autógrafos

17h30 – Marlette Menezes autografa o livro “Lá no fundo do peito”
*Após cada evento, os participantes das mesas autografam seus livros na Central de Autógrafos

Dia 21

Auditório Estação Literária

10h – Abertura
11h – Entrega do I Prêmio Fliaraxá – Literatura nas Escolas, com Adélia Prado
11h30 – José Luiz Goldfarb conversa com Pais e Mestres – “A Internet e as Novas Mídias na Família e Educação”
14h – Cris Guerra e Leila Ferreira – “Moda e Estilo: uma Viagem Intuitiva”
15h30 – Laura Muller – “Altos Papos – Viagem na Literatura e na Sexualidade”
17h30 – Marcia Tiburi – “A Felicidade e a Banalidade do Vício na Era Digital”
18h30 – Academia Araxaense de Letras – “Lançamento da Primeira Antologia da Academia”
19h30 – Marcel Souto Maior – “Viagem nas Vidas e Literatura de Alan Kardec e Chico Xavier”
20h30 – Leila Ferreira, Dirceu Ferreira, Evandro Affonso Ferreira e Marcel Souto Maior no debate e lançamento de seus mais recentes livros
0h – Encerramento

Auditório Vagão Literário

12h30 – 1º edição do ETC em Araxá – Encontro de Tuiteiros Culturais com José Luiz Goldfarb
15h – Gustavo Penna – Oficina “A Literatura na Arquitetura”
16h30 – Celso Adolfo – Oficina “A Música na Literatura Guimarães Rosa”
18h – Cris Guerra – Oficina “Criação de Blogs Literários”

*Nos horários sem programação no Vagão Literário serão exibidos vídeos do acervo do Sempre Um Papo

Coreto

11h – Contação de Histórias
13h – Musica Instrumental
15h – Contação de Histórias
22h – Chico Amaral Quarteto

Central de Autógrafos

18h30 Renato Zupo autografa o livro “Verdugo”
*Após cada evento, os participantes das mesas autografam seus livros na Central de Autógrafos

Dia 22

Auditório Estação Literária

10h – Abertura
10h30 – Debate sobre a vida/obra do Poetinha
11h – Sarau de poemas
12h – Homenagem lítero-musical a Vinicius de Moraes.
14h – Encerramento

FESTIVAL LITERÁRIO DE ARAXÁ
ONDE Fundação Cultural Calmon Barreto (Praça Arthur Bernardes, nº 10, Centro – Araxá (MG), tel 0/xx/34/3691-7133)
QUANDO de 19 a 22 de setembro

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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‘ESCREVO O QUE DÓI’, CONFESSA INÊS PEDROSA

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O preço da liberdade – a trajetória da fadista Rosa, que procura o pai que nunca conheceu, cruza com a de Farimah, engenheira iraniana que se casa com um homem soropositivo para escapar de um casamento forçado pelo pai, e cruza também com a de Luísa, filha bastarda de um aristocrata que oferece a própria filha. Três mulheres que fogem das regras em busca da própria voz. São elas as protagonistas de Dentro de Ti Ver o Mar, novo romance da portuguesa Inês Pedrosa, lançado agora pela Alfaguara.
Como se tornou tradicional em sua obra, Inês revela-se uma autora cuja escrita explora com sensibilidade o sentimento da ausência. Também utiliza com domínio as técnicas modernas de romance, interligando os capítulos a partir de uma estrutura bem construída. Fã do Brasil, utiliza também o País como mote para suas histórias.

Por que o problema da identidade, que parece dominar o romance, lhe interessou tanto? 

A questão da identidade é central no século 21, tanto a nível pessoal como político. O romance interessa-me como processo de conhecimento e de alargamento das possibilidades da linguagem; na realidade a indagação em torno da identidade é a música de fundo da existência humana, tornada mais audível com a emergência do individualismo. Por outro lado, a permanência histórica do fenômeno da violência íntima, em particular sobre as mulheres, coloca-me a seguinte interrogação: por que é que tantas mulheres independentes e bem-sucedidas aceitam relações de submissão? Que especial forma de prazer encontram nelas? Mas, para ser sincera, devo dizer que essas meditações são póstumas: escrevemos o que podemos, o que sabemos, o que temos de escrever.

Como assim?

O meu analista talvez saiba explicar por que é que eu me interesso recorrentemente por determinados assuntos. Ao fim de cinco anos de psicanálise, aprendi a fazer precisamente o contrário, ou seja, a deixar de me esconder atrás do biombo da racionalização. Escrevo a partir do que não sei – porque é isso o que me importa: o que fica a latejar para lá do que julgamos saber. O que dói. O que se sente intensamente. O que não para numa resposta.

O livro também trata dos desenraizados, vítimas da globalização. É possível dizer que se trata de um mal moderno?

É um tema moderno – não sei se necessariamente um mal, porque o bem e o mal não são categorias estanques – o que não quer dizer que não existam, como hoje tanta gente nos quer fazer crer. Tornou-se cômodo considerar que tudo é relativo e que o mal é justificável desde que venha com a caução da “cultura” ou da “tradição”. A modernidade líquida de que fala Zygmunt Bauman só aparentemente é generosa: aquilo a que chamamos “tolerância” representa uma enorme indiferença em relação à sorte de outros seres humanos. Farimah, a engenheira iraniana que, neste livro, foge de um casamento forçado confronta-se, em Portugal, com uma série de estereótipos discriminatórios sobre “a mulher muçulmana”, que lhe acentuam a sensação de desenraizamento. Por outro lado, a união dos desenraizados cria novos modos de relação e um pensamento menos territorial. O paradoxo da globalização é esse: quanto mais se ampliam as conexões internacionais, mais forte se torna a reivindicação tribal. As guerras em curso são, não apenas religiosas, mas tribais – ou seja, racistas. O que é particularmente absurdo desde que a análise do DNA demonstrou a inexistência disso a que chamamos “raça”, e o nosso parentesco próximo com todos os outros animais. Mas enfim: pelo menos a barbárie começa a ser identificada e circunscrita. No século 18, que foi anteontem, a tortura e a morte eram o espetáculo de fim de semana das multidões ululantes, crianças incluídas. Convém não esquecer esses detalhes, quando maldizemos a contemporaneidade.

Esse é o seu segundo romance marcado pela forte relação com o Brasil. De que forma o País a influenciou e inspirou tanto?

Devo muito ao Brasil: aos seus escritores, que li desde menina e que me despertaram para o erotismo e para a liberdade da língua, aos seus músicos, que me ensinaram a síntese e a leveza, à energia extraordinária da sua população, ao modo como conseguiu e consegue manter a alegria e acreditar que as revoltantes assimetrias sociais do País terão solução. Tenho acompanhado a revolução popular em curso, e espero que potencie a mudança necessária, porque não é admissível, por exemplo, que o salário de um deputado federal represente mais de 40 salários mínimos. Mas comove-me que um país com dimensão continental e com diferenças culturais e geográficas tão vincadas tenha conseguido criar uma identidade nacional forte e coesa. Desde que há 15 anos aportei no Rio pela primeira vez, nunca mais parei de vir ao Brasil, pelo menos duas vezes por ano. Os livros e as canções já me tinham sussurrado que eu iria apaixonar-me pelo País, mas nunca pensei ficar tão envolvida. Fiz grandes amizades no Brasil, e acabei por casar com um carioca… também ele desenraizado. A relação entre Portugal e Brasil está de fato muito presente nesse romance, e é natural que esse tema surja com cada vez maior intensidade nos meus livros, porque é essencial na minha vida.

Rosa mantém uma relação marcada pela culpa, ou seja, nunca está contente com as próprias ações no amor. Seria esse sentimento de falta emocional também comum, especialmente entre as mulheres?

Creio que sim; a aceleração exponencial da vida tornou as relações pessoais mais complexas – e mais exigentes, também. Num mundo cada vez mais especializado e competitivo, sentimo-nos sempre em falta em relação aos outros (falta de tempo, falta de disponibilidade interior para a escuta, o que gera espirais de equívocos) e sentimos também uma crescente falta de consolação por parte dos outros. Vivemos atabalhoadamente entre culpas e desculpas; muitas vezes, sinto que a culpa age sobre nós como uma droga, desfigurando-nos – acaba por se tornar mais fácil conviver com a culpa do que pedir desculpa e retomar o caminho, sem pesos. A própria leveza ficou pesada. E as mulheres perpetuam a educação para a culpa e a glorificação do autossacrifício, sim. Mesmo sem se darem conta disso, como é o caso de Rosa.

DENTRO DE TI VER O MAR
Autora: Inês Pedrosa
Editora: Alfaguara (256 págs., R$ 39,90)

(Fonte: Estadão)

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