SETEMBRO – 2013

‘PAPA’ REVISITADO

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Hemingway em novo projeto gráfico.

Entre os 15 títulos de Ernest Hemingway (1899-1961) no catálogo da Bertrand, dona dos direitos de publicação da obra do norte-americano no Brasil, O Velho e o Mar foi o mais vendido. Ao longo de mais de meio século de livrarias brasileiras – e, principalmente, de compras governamentais (a última grande, de 30 mil livros, foi em 2009) –, a obra alcançou a marca de 1 milhão de exemplares comercializados. Na sequência, vem o também popular, mas de cifras mais modestas, Paris É Uma Festa, com 150 mil exemplares vendidos.
Natural, então, que O Velho e o Mar, livro publicado originalmente em 1952, que rendeu a ‘Papa’ Hemingway o Pulitzer e abriu caminho para o Nobel de Literatura que viria em 1954 e um dos muitos adaptados para o cinema, fosse o escolhido para inaugurar o novo projeto gráfico da editora, feito por Angelo Bottino. A 80.ª edição, já com a cara nova e texto revisado conforme o Acordo Ortográfico – a tradução, porém, é a mesma das versões anteriores –, acaba de chegar às livrarias. Paris É Uma Festa será o próximo, e sai entre outubro e novembro. Adeus às ArmasPor Quem os Sinos Dobram e O Sol Também se Levanta saem até o fim do ano. Depois virão os outros títulos.
E tem mais novidade: O Jardim do Éden, publicado postumamente, será lançado em 2014, e ficam na fila, para 2015, dois volumes com textos jornalísticos – Tempo de Viver e Tempo de Morrer.
Um bom momento para reler os livros ou iniciar uma incursão pelo universo do mítico escritor que dirigiu ambulância na 1.ª Guerra e saiu ferido, cobriu a Guerra Civil Espanhola, participou da 2.ª Guerra, caçou na África, pescou em Cuba, foi boêmio em Paris, fez amigos e inimigos e que, aos 61, desistiu de viver, deixando de herança seu estilo conciso.
“Lida hoje, a obra de Hemingway se converte numa inesperada arqueologia do mundo atual. De um lado, ele foi um dos primeiros a recorrer à economia da expressão e à brevidade das frases como forma deliberada de dialogar com a celeridade provocada por meios de comunicação, à época, audiovisuais”, avalia João Cezar de Castro Rocha, professor de literatura da Uerj e colaborador do Caderno 2. Ele completa: “De outro lado, boa parte de sua fama como escritor foi construída com base na sua biografia. Ele pagou um alto preço por essa exposição excessiva; talvez agora possamos chegar a uma leitura mais equilibrada de sua ficção; daí, a importância dessa reedição”.
Reproduzir esse estilo foi uma das preocupações de Angelo Bottino. “Por isso, imagens objetivas, diretas, que funcionam como ícones, emergindo do branco, que mascara todo o resto e confere unidade à coleção”, justifica. Isso tudo, diz ele, sem perder de vista o contexto histórico do livro por meio da tipografia ou do imaginário usado.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

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PAINEL DAS LETRAS: VITRINE ECLÉTICA

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Não só obras de fantasia ou juvenis se beneficiam da vitrine da autopublicação no Brasil. A mais recente contratada da Record, após receber elogios nas redes, foi uma tese de mestrado, “Bispos Católicos e a Ditadura Militar Brasileira”, defendida na UFRJ por Paulo César Gomes. O livro saiu há um mês pela Multifoco, que produz por encomenda, esgotou seus 200 exemplares em poucos dias e, agora, só voltará a ser lançado em abril de 2014, ampliado e com encarte de fotos.
Será um de vários títulos que editoras nacionais preparam por ocasião do cinquentenário do Golpe de 1964.

(Fonte: A Biblioteca de Raquel – Folha de S. Paulo)

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CIDADE LITERÁRIA

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Curitiba, cidade natal de um dos principais jornais literários do país, o “Rascunho”, terá a partir de outubro uma revista gratuita toda dedicada ao gênero, “O Mapa”. Bimestral, com tiragem de 5.000 cópias, resulta de parceria da livraria e editora Arte & Letra com o projeto Conversa entre Amigos.
Publicará material do jornal “New York Times” e da revista “New York Review of Books”, além de contar com colaboradores próprios, com a preocupação de “não alienar ninguém nem elitizar a literatura”. Na primeira edição, haverá desde uma leitura crítica da obra dos “daniéis” Galera e Pellizzari até Dan Brown comentando suas preferências literárias.

(Fonte: A Biblioteca de Raquel – Folha de S. Paulo)

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JOIAS SANTISTAS

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A Realejo prepara para a Feira de Frankfurt, no mês que vem, volume bilíngue com 200 páginas de memorabilia de Pelé. As fotos incluem da caixa de engraxate com a qual trabalhou na infância à bola autografada nos anos 1970 pelo então presidente dos EUA, Jimmy Carter, quando o santista jogava no Cosmos. “As Joias do Rei Pelé” tem texto de Celso de Campos Jr. e será, durante a feira, avaliada para publicação pela Taschen.
Antes, na semana que vem, o dono da Realejo, José Luiz Tahan, organiza a Tarrafa Literária, em Santos. E planeja para o período do evento pelada com o time de autores brasileiros, como Antonio Prata e Marcelo Moutinho, que representarão o país em jogo contra escritores alemães na Feira de Frankfurt. Em Santos, jogarão contra jornalistas locais.

(Fonte: A Biblioteca de Raquel – Folha de S. Paulo)

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NUITS DE LAITUE

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“Noites de Alface” (Alfaguara), novo romance de Vanessa Barbara, nem saiu no Brasil e já tem editora na França. Previsto para o próximo dia 1º, será lançado em março pela francesa Zulma, antes do Salão do Livro de Paris, que terá o Brasil como homenageado.

(Fonte: A Biblioteca de Raquel – Folha de S. Paulo)

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SOLTINHA

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SOLTINHA
De volta a São Paulo após quatro anos, o festival de poesia Flap é tão independente que encontrou uma forma de financiamento mais alternativa que a arrecadação via sites de crowdfunding (vaquinha virtual).

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O evento montou uma página no próprio site, o flap 2013.com.br, para receber contribuições em troca de livros. Em 19 dias, arrecadou R$ 1.619. A meta é chegar a R$ 1.876 até segunda, quando acaba a festa, em vários pontos de São Paulo.

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A organizadora Ana Rüsche diz que não se inscreveu em sites como o Catarse para não pagar a taxa de 13% do valor arrecadado nem correr o risco de ficar sem nada, já que nesses sites ou se atinge a meta, ou não se recebe nenhum dinheiro.

(Fonte: A Biblioteca de Raquel – Folha de S. Paulo)

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FAMÍLIA UNIDA

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FAMÍLIA UNIDA

A independente Ouro sobre Azul, pela qual Ana Luísa Escorel vem publicando toda a obra do pai, o crítico literário Antonio Candido, contempla a família neste semestre.

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Após “Mina R”, reedição da obra de 1973 de Roberto de Mello e Souza (1921-2007), irmão de Candido, sairão “Anel de Vidro”, primeiro romance de Ana Luísa, e “A Palavra Afiada”, de entrevistas com a filósofa e ensaísta Gilda de Mello e Sousa (1919-2005), que foi mulher do crítico.

(Fonte: A Biblioteca de Raquel – Folha de S. Paulo)

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‘REPRODUÇÃO’, DE BERNARDO CARVALHO, IRONIZA A PSEUDO CULTURA FORJADA A PARTIR DE BLOGS E PORTAIS NA INTERNET

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Um dos principais escritores brasileiros da atualidade faz interessante leitura da web e das redes sociais.

Um estudante de chinês é detido no aeroporto quando pretendia embarcar para a China. O motivo foi ter reconhecido, momentos antes, uma mulher que fora sua professora daquele idioma, também na fila de check in. Levado a um espaço reservado da Polícia Federal, o rapaz desanda a falar um discurso verborrágico, um enfileiramento de frases ditas quase sem fôlego, mistura de defesa, acusações e desabafo.
É com esse estranhamento que começa Reprodução, novo romance de Bernardo Carvalho, um dos principais escritores brasileiros da atualidade. Uma estratégia intencional: “Sempre gostei de sentir um certo mal estar porque incentiva a criação”, comenta Carvalho. “A situação se agravou nos últimos anos, quando o Brasil me pareceu mais nebuloso, uma país que não sei para onde vai. Antes, gritar contra isso fazia sentido; hoje, tudo é muito confuso.”
Para ele, a realidade anda embaçada demais e o inimigo, dissimulado. “As manifestações de rua dos últimos meses provam isso – ali não parecia estar o Brasil real, pois as que reuniam mais pessoas pregavam contra a corrupção, algo muito genérico, enquanto a que criticou (o deputado e pastor Marco) Feliciano não reuniu mais que mil pessoas, a maioria gays. Naquela, o Brasil não foi.”
A lucidez incomoda, mas alerta – em seu falatório, o estudante de chinês revela ter o mesmo perfil de outras pessoas cuja cultura é construída por meio da internet, seja na leitura de blogs, seja no acompanhamento de colunistas de opinião duvidosa. Assim, dispara contra as minorias em geral ao mesmo tempo em que prega uma iminente hegemonia da China. “No futuro, todos só falarão chinês”, apregoa ele, confiante de que, ao dominar o idioma, terá alguma vantagem.
Com isso, Bernardo Carvalho faz uma interessante leitura da internet e a profusão de redes sociais, nas quais, supostamente, as pessoas estariam interligadas. “Na verdade, cada uma está isolada diante de seu computador, protegida pelo anonimato e exprimindo seus sentimentos mais primários, nada lapidado ou sofisticado. Dificilmente diria aquilo diante de outra pessoa.”
Além do estudante chinês, outro personagem ganha destaque em Reprodução: uma agente da polícia infiltrada em uma igreja pentecostal. Ela mantém, na sala ao lado, uma conversa com o delegado que interroga o rapaz. Novamente, um turbilhão de palavras que traça um novo perfil de personagem, mas, na essência, também um ser em busca de uma identidade. “A mulher pode nem existir, sendo fruto da delirante imaginação do estudante. Mas seu discurso é mais uma das diversas formas de reprodução que aparecem no romance, do discurso da imprensa aos sites da internet.”

REPRODUÇÃO
Autor: Bernardo Carvalho
Editora: Companhia das Letras (170 págs., R$ 37)

(Fonte: Estadão)

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EM LIVRO INFANTIL, 13 PALAVRAS DECIDEM O RUMO DA HISTÓRIA

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Há tantos jeitos de escrever uma história…”13 Palavras”, escrito por Lemony Snicket e ilustrado por Maira Kalman.
As 13 palavras do título parecem decidir o rumo da aventura, o que torna a história bem extravagante (aliás, “extravagante” é uma das 13 palavras e quer dizer “fora do comum”).
A passarinha está triste, e seu amigo cão (“cão” é outra palavra) sai em busca de algo que possa alegrá-la um pouco, enquanto ela pinta escadas.
Ao longo do livro, a sensação de melancolia (outra palavra!) vai sendo superada pelas surpresas que a vida pode nos trazer.
Os desenhos, assim como a história, também são surpreendentes. O livro dá a feliz sensação de que todos nós podemos escrever uma história. Basta ter confiança na nossa imaginação e perceber que numa aventura nada é impossível – desde um bebê proprietário de loja até o fato de uma cantora de ópera ter que colocar seus pés para cima e comer bolo com os amigos para aliviar o cansaço.

“13 PALAVRAS”
AUTOR Lemony Snicket (tradução Érico Assis)
EDITORA Companhia das Letrinhas
PREÇO R$ 32
INDICAÇÃO a partir de 4 anos

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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MARVEL NOW! CHEGA AO BRASIL BATIZADA DE NOVA MARVEL

Nova #01 - Marvel Now

A Marvel NOW! começará a ser publicada no Brasil este mês. Agora, a Panini confirmou que a reformulação dos quadrinhos da “Casa das Ideias” será batizada por aqui de Nova Marvel.
O primeiro lançamento será Nova Marvel Ponto de Partida (formato 17 x 26 cm, 60 páginas, R$ 6,20). Trata-se de uma amostra das mudanças que as revistas da Marvel apresentarão daqui para frente, incluindo novas equipes criativas. A edição destaca o agente Fury, Cable, o Senhor das Estrelas, Nova e Homem-Formiga.
Dentre os autores que participam de Nova Marvel Ponto de Partida, estão Brian Michael Bendis, Jeph Loeb, Matt Fraction, Nick Spencer, Luke Ross, Mike Allred e Ed McGuiness.
Trata-se da mesma edição que deu inicio à iniciativa nos Estados Unidos: Marvel NOW! Point One.
A editora confirmou ainda que diversas séries mensais passarão por reformulações para refletir a fase Nova Marvel.

(Fonte: Universo HQ)

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