SETEMBRO – 2013

EDITOR DE ‘HARRY POTTER’ QUER PUBLICAR LIVRO DE ESCRITOR ‘MASCARADO’ BRASILEIRO

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O editor britânico que descobriu Harry Potter, dando a então escritora desconhecida J.K. Rowling a chance de finalmente publicar a primeira obra da saga que vendeu 400 milhões de cópias em todo o mundo, quer publicar o livro de um escritor brasileiro anônimo que vem divulgando partes de sua obra pela internet.
Barry Cunningham, antigo editor da Bloomsbury, disse à BBC Brasil que quer ser o “mentor” do autor misterioso, que não revela seu nome, idade ou gênero ao seu público virtual e carrega apenas o pseudônimo de Dark Writer.
Em seus perfis no Facebook e no Twitter e no site DarkWriterProject, o escritor aparece com uma máscara que ganhou do designer de joias japonês Joji Kojima, que confeccionou máscaras para a cantora Lady Gaga.
“Eu li o primeiro capítulo em inglês pelo Twitter e vi logo que ele tinha talento, mas que precisava aprimorar a estrutura da narrativa”, diz Cunningham, que mantém contatos frequentes com Dark para discutir sobre os avanços do livro de estreia do autor, que deve ter vinte capítulos.
O editor o compara a um “trovador moderno” que tem mostrado que os livros não têm apenas de viver em prateleiras empoeiradas, mas podem florescer no espaço virtual.
“Dark Writer é um dos precursores e um dos melhores escritores até agora a abrir caminho para que suas histórias cresçam online com uma interação direta com seu público”, afirma Cunningham, que hoje comanda a editora Chicken House, que publica a série Túneis, sucesso no Brasil entre o público infanto juvenil.
Em entrevista à BBC Brasil, Dark Writer explicou que a escolha pelo anonimato foi motivada por uma mistura de timidez e a vontade de brincar com a imaginação das pessoas.
“Fiquei com vontade de ver como reagiriam ao ler algo de alguém que não sabem se é jovem, velho, homem ou mulher”, diz.
“Acho que os leitores muitas vezes se preocupam demais com quem escreveu o livro, em vez de simplesmente mergulhar na história.”
Criaturas medonhas
No livro, Dark Writer conta a história de Mary, uma jovem britânica de 16 anos que durante um ano muito conturbado para todo planeta parte de férias com os pais.
Após vários contratempos que retardam a viagem de verão, entre os quais a queda de um meteorito que levou a torre do Big Ben ao chão, uma forte luz surge na estrada e vira a vida da garota de cabeça para baixo.
Quando abre os olhos, Mary está em um ambiente completamente diferente e não vê seus pais. Ela carrega um estranho medalhão de prata no pescoço e tem de enfrentar criaturas medonhas.
A inspiração para a trama vem da infância, quando Dark gostava de criar mundos alternativos e escrevia pequenos contos usando amigos da escola como personagens.
O primeiro capítulo foi postado em 2010 no Orkut, onde o autor começou a atrair leitores enviando pedidos de amizade com a pergunta “Quer participar da criação de um livro?”
Dark chegou a publicar nove capítulos no Twitter e lembra que a grande virada veio quando uma fã brasileira traduziu o primeiro capítulo para o inglês, popularizando a história entre leitores de vários países.
Entre os novos seguidores que adquiriu nas redes sociais – hoje são mais de nove mil -, estava Barry Cunningham.
“Começamos a trocar mensagens em que ele me dava conselhos, até que veio o convite para um café em Londres. Cheguei em janeiro deste ano já de mudança”, conta.
Leitores participativos
Dark considera imprescindível estar na Grã-Bretanha para buscar inspiração para caracterizar melhor seus personagens e retratar de forma mais fiel o cenário onde passa a história.
Para isso, ele conta com o apoio dos leitores, que participam ativamente da criação do livro fazendo ilustrações que são postadas no site DarkWriterProject e nas redes sociais.
O autor mascarado acabou virando ele próprio um integrante da trama, sendo retratado nas ilustrações ao lado dos personagens.
E foi também com doações de seu público virtual que Dark conseguiu imprimir 200 cópias do primeiro capítulo em inglês que foram distribuídas nas ruas de Londres e de Oxford durante o verão.
Por orientação de Cunningham, Dark Writer retirou do ar o que tinha postado até agora, mas ainda é possível baixar o primeiro capítulo em inglês e em português no site Darkwriterproject.com.
Para descobrir o desfecho da história de Mary, o público terá de esperar até o final do ano que vem, quando o livro chegará às livrarias, e também deverá ter fim o mistério que ronda a identidade do autor mascarado.

(Fonte: BBC Brasil)

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ESTUDO SOBRE A HISTÓRIA DA VIRILIDADE É PUBLICADO NO BRASIL

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Escrito por um grupo de acadêmicos sob a direção de Alain Corbin, Jean-Jacques Courtine e Georges Vigarello, “História da Virilidade” resgata as origens e apresenta o desenvolvimento do conceito de virilidade na cultura ocidental.
Os textos foram divididos em três volumes: “A Invenção da Virilidade, da Antiguidade às Luzes”“O Triunfo da Virilidade, o Século XIX” e “A Virilidade em Crise? Século XX-XXI”.
Na primeira parte, os autores investigam a virilitas romana, origem do modelo de virilidade com características nitidamente enunciadas. O viril não era apenas o masculino, mas um ideal de virtude –poder, excelência, autocontrole e dominação.
As transformações desse conceito ao longo dos séculos, incluindo seus códigos e rituais, mostram como a elegância da corte foi agregada aos valores do combatente.
“A corte palaciana dos séculos 16 e 17 acresce as etiquetas, cultiva as posturas, flexibiliza os corpos, reforçando a questão da aparência, ao passo que outrora predominava uma arte mais guerreira”, escreve o historiador e sociólogo Vigarello.
O século 19, considerado o auge do conceito de virilidade, é examinado no segundo volume. Esse tempo foi marcado pelo refinamento dos duelos e pela dominação dos povos vistos como inferiores. Homens consentiam em viver e morrer pela honra e pela pátria.
Segundo Corbin, historiador especializado no período, “o sistema de representações, de valores e de normas que a constitui se impõe agora como uma força tal que não poderia ser realmente contestada”.
“Os fisiologistas contribuem, em seguida, para a consolidação desse conjunto de valores”, diz. “Eles confirmam ao homem que tudo o destina à ação energética, à expansão, ao engajamento nas questões sociais, à dominação.”
O último livro apresenta a questão da virilidade como indicador de um mal-estar entre os homens ocidentais. O conceito que permaneceu por séculos como fundamento da dominação masculina começa a ser questionado.
Entre os motivos que provocaram um paradoxo na masculinidade, os acadêmicos apresentam os ciclos das depressões econômicas, o progresso da igualdade entre os sexos e o fim do romantismo das guerras, vistas como verdadeiros massacres.
“A Segunda Guerra Mundial e depois as últimas guerras coloniais acabaram de derrubar o entusiasmo viril pela proeza guerreira e puseram termo à busca heroica do sacrifício e da glória”, conta Courtine, antropólogo e linguista da Universidade Sorbonne.
Apesar de períodos alternantes na cultura popular, o terceiro volume traça as contradições entre o modelo arcaico e o conjunto das transformações políticas e sociais. No início do século 21, a virilidade parece entrar em crise.

“A Invenção da Virilidade, da Antiguidade às Luzes” (Vol. 1)
Páginas: 616
Quanto: R$ 83,90
“O Triunfo da Virilidade, o Século XIX” (Vol. 2)
Páginas: 536
Quanto: R$ 83,90
“A Virilidade em Crise? Século XX – XXI” (Vol. 3)
Páginas: 616
Quanto: R$ 83,90
Editora: Vozes

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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STEPHEN KING DIZ ESTAR NERVOSO COM CONTINUAÇÃO DE ‘O ILUMINADO’

Escritor vai lançar continuação de best seller 36 anos depois.

Escritor vai lançar continuação de best seller 36 anos depois.

Stephen King admitiu estar nervoso sobre a reação para seu próximo livro, uma continuação do romance de horror O Iluminado, de 1977.

Em entrevista à BBC, o escritor americano disse esperar que 95% das resenhas sobre o livro Doctor Sleep (ainda sem título em português) sejam uma comparação com a obra anterior.
“Você se depara com essa comparação e é natural que ela te deixe nervoso, porque muitas águas já passaram sob a ponte (desde o primeiro livro). Sou um homem diferente”, afirmou.
Ele disse ainda que visita sites sobre literatura na internet para saber o que os fãs estão dizendo sobre o livro mesmo antes do lançamento.
Aos 65 anos, o veterano da literatura de suspense acredita que a qualidade de seus livros aumentou desde que escreveu O Iluminado, quando tinha 28 anos.
“O que muitas pessoas estão dizendo é ‘okay, eu devo ler (Doctor Sleep), mas não vai ser tão bom quanto O Iluminado‘. Mas eu sou otimista e quero que elas mudem de opinião ao terminarem de ler. O que quero realmente é que achem melhor que O Iluminado.”
Filme ‘frio’
O autor também afirma que não gostou da versão do diretor Stanley Kubrick para O Iluminado, uma das adaptações mais famosas de seus livros para o cinema.
“(O filme) É muito frio. Eu não sou uma pessoa fria. Acho que uma das coisas que as pessoas gostam nos meus livros é que há uma proximidade, algo que diz ao leitor ‘quero que você seja parte disso'”, disse.
“E com O Iluminado de Kubrick era como (os personagens) fossem formigas em uma fazenda, pequenos insetos fazendo coisas interessantes.”
Durante a entrevista, ele também fez críticas às performances de Jack Nicholson, que interpreta Jack Torrance, e Shelley Duvall, que interpretou sua esposa Wendy.
“O Jack Torrance do filme parece louco desde o início. Eu tinha visto todos os filmes de motoqueiro de Jack Nicholson nos anos 60 e achei que ele estava só trazendo de volta o personagem”, afirmou.
“Já Shelley Duvall como Wendy é um dos personagens mais misóginos já colocados em um filme. Ela basicamente está lá para gritar e ser burra, e essa não é a mulher sobre a qual eu escrevi.”
O escritor revelou que o personagem de Jack Torrance é o mais autobiográfico que ele já escreveu.
“Quando eu escrevi o livro eu estava bebendo muito. Eu não me enxergava como um alcoólatra, mas os alcoólatras nunca se enxergam assim. Então eu o via como um personagem heroico que estava lutando sozinho contra seus demônios, como os ‘homens americanos fortes’ devem fazer.”
Assustar ficou mais difícil
Em entrevista ao editor de artes da BBC Will Gompertz, King disse ter receio de que as pessoas que leram ainda jovens sua primeira história sobre a família Torrance no Hotel Overlook tenham as mesmas expectativas com Doctor Sleep.
“Acho que as pessoas liam aqueles livros sob as cobertas com lanternas quando elas tinham 12, 14 anos de idade e por isso tinham medo. Meu receio é que elas voltem esperando se assustar novamente como naquela época, e isso simplesmente não acontece. Eu quis escrever um livro mais adulto”, diz.
Para ele, é mais difícil assustar os leitores hoje, porque “eles estão mais espertos a respeito dos truques que os escritores e cineastas usam para provocar sustos”.
No entanto, o autor ainda acredita ser possível assustar as pessoas “de um jeito honrado, se elas se importam com os personagens”.
“Quero que o público se apaixone por esses personagens e se importe com eles. E isso cria o suspense de que se precisa. O amor cria o horror.”
O novo livro começa um ano depois que o hotel Overlook, onde a família Torrance se hospeda, é destruído e mostra o crescimento do garoto, Danny Torrence.
“As pessoas me perguntavam o que aconteceu com o garoto de O Iluminado. Eu fiquei curioso sobre o que aconteceria com ele, porque ele era realmente um filho de uma família disfuncional.”
Já adulto, Danny trabalha como enfermeiro em uma casa de repouso, que usa suas habilidades psíquicas para ajudar pessoas que estão morrendo a passarem deste mundo para o próximo, de acordo com o autor.
Ele conhece uma menina que tem as mesmas habilidades e é perseguida por “vampiros psíquicos”, que vivem da essência de crianças como ela.

(Fonte: BBC Brasil)

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BILIONÁRIO JAPONÊS QUER SUPERAR O IMPÉRIO DA AMAZON.COM

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O bilionário Hiroshi Mikitani não gosta muito que sua empresa, a Rakuten, seja chamada de a “Amazon japonesa”, definição frequente na imprensa internacional. O maior portal de comércio eletrônico do Japão _ e terceiro maior do mundo – é concorrente do império online criado por Jeff Bezos. Mikitani, presidente da Rakuten, sustenta que sua companhia não quer ser apenas uma loja com bons preços, mas um shopping center global, onde as pessoas podem passear e resolver de problemas bancários a pacotes de viagem. A meta do empresário –famoso por quebrar tabus no cerimonioso universo corporativo japonês – é “vencer a Amazon”, slogan que imprimiu em camisetas, além de ajudar a ressuscitar a estagnada economia de seu país.
A Rakuten ainda não vale nem metade da principal concorrente, mas cresce aceleradamente, com 85 milhões de usuários só no Japão e negócios que se espalham de Taiwan ao Brasil. A mais recente aquisição da companhia foi a Viki, plataforma de transmissão de vídeo pela internet, comprada por US$ 200 milhões. O grupo também é dono da Kobo, de eReaders; da Wuaki.tv, videoclube online com mais de cinco mil títulos; e da americana Buy.com. Investiu ainda US$ 100 milhões no Pinterest, um dos atuais fenômenos das redes sociais. A diversificação do conteúdo sob o comando de Mikitani _ um dos homens mais ricos do país – levou o governo japonês a recrutá-lo como seu conselheiro na área de desregulamentação da economia.
A Amazon não é a única rival do fundador da Rakuten. Por discordar do conservadorismo da Keidanren – a lendária federação das indústrias japonesas – o empresário rompeu com a organização e ajudou a criar a Associação da Nova Economia Japonesa (Jane, na sigla em inglês), que faz pressão por reformas estruturais e reúne representantes do setor digital. Suas ideias enfrentam resistência no ultrarregulamentado Japão, mas reforçam a Abenomics, política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, que vem dando resultados positivos nos últimos meses.
Quando Mikitani fala – e ele fala muito – Abe ouve. Após sua posse, o primeiro-ministro encontrou os membros da Jane antes de se reunir com a Keidanren.
– Queremos ser um modelo a ser seguido, para sacudir o velho Japão e mostrar uma nova direção – disse Mikitani a jornalistas na última sexta-feira, em Tóquio.
Aos 48 anos, com uma fortuna estimada em US$ 6,4 bilhões, o empresário ficou célebre por métodos radicais. Em 2010, determinou que o inglês seria a língua oficial das reuniões e dos e-mails internos da Rakuten. A empresa pagaria aulas para os funcionários, mas quem não passasse nos testes não seria promovido. Foi um choque num país conhecido por seu apego às tradições. Mikitani, ou Mickey, como é conhecido, acredita que essa é a única maneira de se tornar um conglomerado global.
– Fui chamado de louco. Mas hoje a maioria dos funcionários domina o inglês. Eles também mudaram seu jeito de pensar e de ver o mundo – disse Mikitani, que inaugurou a Rakuten no Brasil em 2012, depois de comprar a Ikeda.
O empresário estudou em Harvard e trabalhou em banco até 1995, quando sua cidade natal, Kobe, foi arrasada por um terremoto. Perdeu os tios e amigos e decidiu mudar de vida. Dois anos depois, criou o portal de e-commerce, batendo pessoalmente na porta dos lojistas para convencê-los a anunciar seus produtos na Rakuten, que cobra um percentual sobre as vendas. Começou com 13 lojas, a maioria de amigos. Hoje o shopping online engloba tanto multinacionais quanto pequenos produtores. O lucro operacional do grupo no primeiro semestre foi acima de US$ 470 milhões, 26% a mais do que no mesmo período do ano passado.
– O Japão não é bom em criar novos negócios. – afirma. – Ganhamos em tecnologia, mas perdemos em gerenciamento – critica, acrescentando que as empresas japonesas têm a aprender com concorrentes como a coreana Samsung.
Entre suas propostas para revitalizar a economia de seu país, estão a contratação de mais executivos estrangeiros; incentivos fiscais para investimentos em pesquisa e desenvolvimento; reformulação do sistema educacional para produzir profissionais globalizados e adesão a tratados de livre comércio.
– Estou otimista. Acredito que há menos resistência a mudanças no Japão – diz Mikitani, que além de tudo é dono de um time de beisebol, o Tohoku Rakuten.

(Fonte: O Globo)

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FESTIVAL TARRAFA LITERÁRIA COMEÇA NA QUARTA-FEIRA EM SANTOS

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Começa quarta-feira (25) a Tarrafa Literária 2013, quinta edição do festival gratuito que reúne nomes da literatura nacional e internacional em Santos (72 km de São Paulo).
Idealizador do evento, o livreiro José Luiz Tahan diz querer conquistar leitores com “diversão e consistência”.
Tahan usa a imagem da tarrafa, uma espécie de rede de pesca caiçara, para explicar o objetivo do projeto: “Queremos conquistar, ‘pescar’ mais leitores, e os autores são nossos aliados para isso”, diz.
Serão 11 encontros de temas variados. Tahan vê as mesas como “11 seções de livraria”, que cobrirão assuntos como moda – com um debate entre a consultora de moda Gloria Kalil e o psicanalista e colunista da Folha, Contardo Calligaris, fotografia, prosa, ficção, história em quadrinhos e outros.
“O festival foi construído a partir da experiência no balcão da livraria. É uma maneira de se reinventar como livreiro”, afirma Tahan.
Na quinta-feira, o escritor mexicano Juan Pablo Villalobos compõe a mesa “A ficção dos desajustados”, com o autor paulistano Alexandre Soares Silva. No dia seguinte, o escritor luso-angolano Gonçalo M. Tavares participa de mesa com o autor Antônio Geraldo Figueiredo Ferreira.
No sábado, a escritora americana Elizabeth Kantor, que vem pela primeira vez ao Brasil, conversa com o psicanalista e colunista da Folha, Francisco Daudt da Veiga. Kantor é autora do livro “A Fórmula do Amor – Segredos de Jane Austen para os Relacionamentos” (ed. Realejo, 317 págs., R$ 37,90), que será lançado depois da conversa.
Para a autora, as heroínas dos romances da escritora britânica Jane Austen (1775-1817) são referência para as mulheres. “Estou ansiosa para conhecer as brasileiras. Se a obra de Austen superou barreiras temporais, deve superar barreiras geográficas”, diz.
Sob outra perspectiva, os autores Joaquim Ferreira dos Santos e Xico Sá, colunista da Folha, também falam sobre o amor na mesa “Onde está o borogodó?”, no domingo.
“Vamos tentar descobrir de onde é que vem esse mistério do borogodó e o que é esse charme a mais que as pessoas podem ter”, diz Sá.
O evento terminará no domingo, com mesa mediada por Tahan e debate entre os jornalistas Moacir Assunção e Roberto Pompeu de Toledo, que falam sobre jornalismo e história.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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NOVO LIVRO DE VENCEDORA DO PULITZER DECEPCIONA

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Uma crítica divulgada na segunda-feira (23) aponta defeitos no novo romance de Jhumpa Lahiri, a escritora inglesa de origem indiana ganhadora do Prêmio Pulitzer em 2000. De acordo com o artigo, o livro decepciona os fãs que estavam aguardando ansiosos pelo lançamento.
The Lowland narra a história de dois irmãos indianos inseparáveis e os diferentes rumos que a vida e cada um toma ao longo dos anos, enquanto crescem rodados por um conflito entre camponeses comunistas e o governo da Índia. Subhash é 15 meses mais velho que o irmão Udayan. O primeiro é cauteloso e o segundo, imprevisível.
De acordo com a crítica, apesar da boa premissa, o livro tem narrativa dispersa, descrições excessivas e um enredo artificial. O artigo compara o novo livro com os trabalhos anteriores da escritora. Intérprete de males, estreia da autora no mercado editorial, rendeu-lhe o prêmio máximo da literatura de não-ficção nos Estados Unidos em 2000. O segundo livro, um romance chamado Nome de família, foi adaptado para o cinema em 2006.

(Fonte: Estadão)

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‘CREPÚSCULO’ É PORNÔ ADOLESCENTE, DIZ O ESCRITOR STEPHEN KING

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Em rara entrevista, o renomado escritor de terror Stephen King, autor dos best-sellers “O Iluminado” e “Carrie, A Estranha”, chamou a saga “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, de “pornô adolescente” e disse que a série de livros “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins, é “enfadonha” e “pouco criativa”.
As declarações foram dadas ao jornal britânico “The Guardian”. Aos 66 anos, o americano está prestes a lançar seu 56º romance, “Doctor Sleep”, a sequência de “O Iluminado”.
“Os livros [da saga ‘Crepúsculo’] não são sobre vampiros e lobisomens. Eles são sobre como o amor de uma garota pode tornar bom um garoto ruim”, disse King, que expressou decepção com as obras.
“Eu li ‘Crepúsculo’ e não senti vontade de continuar. Eu li ‘Jogos Vorazes’ e não senti vontade de continuar. Não é como ‘O Concorrente’ [livro de King escrito sob o pseudônimo de Richard Bachman], que é sobre um jogo em que as pessoas são mortas e os outros assistem. Uma sátira sobre os reality shows.”
O autor também demonstrou insatisfação com “Cinquenta Tons de Cinza”, de E. L. James, e negou que exista uma “era de ouro” atual para os livros de terror.
“Não consigo pensar em nenhum livro atual que seja comparável a ‘O Exorcista'”, disse, em referência ao livro de 1971 escrito por William Peter Blatty.
Já com a criadora de “Harry Potter”, J. K. Rowling, King foi mais gentil. Segundo ele, a estreia dela fora do mundo de seu personagem mais famoso, em “Morte Súbita”, é “fabulosa”. O autor chegou até mesmo a comparar o estilo de Rowling ao de outro escritor britânico, Tom Sharpe.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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MORRE O ESCRITOR COLOMBIANO ÁLVARO MUTIS, VENCEDOR DO PRÊMIO CERVANTES

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O colombiano Álvaro Mutis morreu no domingo (22), aos 90 anos, na Cidade do México, onde morava desde 1956. Ele era um dos mais importantes escritores latino-americanos da atualidade, tendo vencido em 2001 o Prêmio Cervantes, a maior honraria literária de língua espanhola.
Sua mulher, Carmen Miracle, confirmou ao jornal espanhol “El País” que Mutis estava internado havia uma semana por problemas cardiorrespiratórios.
Nascido em Bogotá, em 1923, Álvaro Mutis estudou em Paris e Bruxelas quando jovem. Depois da morte de seu pai, retornou à Colômbia, onde trocou os estudos pela vida boêmia. Trabalhou numa emissora de rádio e, após passagens por empresas petroleiras como Esso e Standard Oil, lançou seu primeiro livro de poesias, “A Balança”, em 1947.
Em 1953, criou o personagem Maqroll, el Gaviero (tipo de marinheiro que fica na vela mais alta da embarcação), que se tornou uma marca de sua escrita, protagonizando sete de seus nove romances.
“Ele vem das minhas leituras de [Joseph] Conrad, de [Herman] Melville, principalmente de ‘Moby Dick’; é um cara que fica lá, na vela, algo que me parece o trabalho mais belo que pode haver num barco, entre as gaivotas, diante da imensidão e na solidão mais absoluta”, afirmou o colombiano em entrevista.
O primeiro desses romances foi publicado em 1978, “A Neve do Almirante” (Record), aos quais se seguiram “Ilona Chega com a Chuva” e “A Última Escala do Velho Cargueiro” (todos publicados no Brasil), entre outros.
Depois disso, acumulou prêmios literários, como o Príncipe das Astúrias das Letras, o Rainha Sofía de Poesia Iberoamericana (ambos de 1997) e o Cervantes (2001).
Um de seus grandes amigos, o escritor e compatriota Gabriel García Márquez, escreveu um texto para homenageá-lo em seu aniversário de 70 anos, em 1993.
Segundo Márquez, “basta ler uma página qualquer deles [os livros de Mutis] para entendê-lo totalmente: a obra completa de Álvaro Mutis, sua própria vida, é a de um vidente que sabe com certeza que nunca voltaremos a encontrar o paraíso perdido. Quer dizer, Maqroll não é apenas ele, como se diz com tanta facilidade. Maqroll somos todos nós”.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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RELÍQUIAS DE ERICO VERISSIMO

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Dez anos de amizade renderam ao professor e escritor Flávio Loureiro Chaves um arsenal de relíquias de Erico Verissimo, como originais corrigidos de próprio punho, edições raras, inéditos e até uma gravação em vinil, ao que se sabe a única, do romancista lendo “O tempo e o vento”. Por mais de 30 anos, esse manancial de documentos pôde ser visto apenas em exposições esporádicas. Agora o acervo, acrescido de originais que estavam com a família do crítico Mário de Almeida Lima, fará parte do Memorial Erico Verissimo, que será aberto hoje ao público no centro cultural que leva o nome do autor, no centro de Porto Alegre.
A maior parte dos documentos, segundo Chaves, é inédita e nunca esteve à disposição de críticos e estudiosos. Isso inclui, entre outros, os originais de “Fantoches” (1932), primeiro livro de Erico, e do segundo volume de “Solo de clarineta” (1975), biografia inacabada que coube a Chaves terminar depois da morte súbita do autor.
– Erico não tinha vaidade, o que pode ser comprovado pela absoluta desordem dos originais. Assim como me presenteou com alguns, deu vários a outras pessoas sem se preocupar com o futuro – lembra Chaves.
Entre os originais raros estão a planta da cidade fictícia de Antares – onde foi ambientado o romance “Incidente em Antares” (1971) – e o mapa da também inventada ilha de Sacramento, onde transcorre a narrativa de “O senhor embaixador” (1965). A planta urbana de Antares ganhou versão em 3D.
Outras raridades do Memorial são a primeira – e única – edição de “Aventuras no mundo da higiene” (1939), com ilustrações do pintor João Fahrion, e de “Viagem à aurora do mundo” (1939), narrativa fantástica sobre a história da humanidade na qual a grande atração era um mapa dobrável desenhado pelo alemão Ernest Zeuner. Outro objeto curioso é uma carta em que Erico narra a Chaves seu primeiro encontro com Roland Barthes, com direito a uma caricatura do intelectual francês.
O Memorial está espalhado por 300 metros quadrados em dois andares do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. A diretora do Centro, Regina Ungaretti, explica que o local terá espaço para pesquisadores, junto à biblioteca O Continente, e também para quem não conhece o trabalho do autor. Haverá oito ilhas interativas sobre o processo de criação de Erico, que enchia os originais de anotações e desenhos.
– Queremos que o memorial se transforme numa referência internacional em documentação e pesquisa sobre Erico Verissimo – diz Regina.
A negociação para abrigar as relíquias de Erico foi difícil e, segundo Regina, teve a concorrência de universidades norte-americanas. A próxima etapa, de acordo com a diretora, é incorporar o acervo do autor que está no Instituto Moreira Salles. O escritor Luis Fernando Verissimo, filho de Erico, já sinalizou que concorda em trazer os originais de volta ao Rio Grande do Sul.
Todo o material que faz parte do acervo foi digitalizado e estará disponível no site do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

(Fonte: O Globo)

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LYGIA FAGUNDES TELLES EMOCIONOU PAULICEIA LITERÁRIA

Lygia por Lygia_Lygia Fagundes Telles_Foto Jair bertolucci (1)Edição teve ainda Scott Turow e Valter Hugo Mãe, entre outros

Maior escritora brasileira viva, Lygia Fagundes Telles resolveu aproveitar o sábado ensolarado de início de primavera para dar uma espiada na Pauliceia Literária, que era realizada desde quinta-feira na sede da Associação dos Advogados de São Paulo, no Centro. Foi prestigiar a mesa das 11 h, que levava seu nome e tinha como objetivo debater sua obra e discutir o papel da mulher na literatura e na sociedade.
O auditório estava quase lotado. Os ternos e terninhos que acompanharam a plateia nos dias anteriores ficaram em casa. A poucos passos dali, no Largo do Café, os restaurantes entravam no clima de descontração e se preparavam para o almoço: feijoada com chorinho.
Antes que Ana Maria Machado, Beatriz Bracher e Luiza Nagib Eluf subissem ao palco, Lygia entrou no auditório ao som de aplausos e de gritinhos de uhu. Acenou para a plateia, deu bom-dia, mandou beijos. Sorriu para celulares e tablets que eram apontados para ela por alguns participantes que queriam levar uma recordação para casa.
Da primeira fila, Lygia, que estou Direito nos anos 1940, assistiu, atentamente, as três convidadas lerem trechos de seus livros e riu com a plateia em algumas passagens. Ana Maria Machado, sua colega de Academia Brasileira de Letras, escolheu o conto A Garota da Boina, mas não deixou de destacar As Horas Nuas, “um dos romances mais maduros e universais da literatura do século 20”. Advogada especializada em crime passional, Luiza Eluf leu Venha Ver o Pôr do Sol, conto que a fez lembrar de tantos casos reais de violência contra a mulher.
Beatriz Bracher confessou que leu As Meninas e não voltou mais à obra de Lygia. “Sei por que evitava. Era muito próxima”, disse. Para participar da Pauliceia, pegou os contos, e entre eles, selecionou Apenas Um Saxofone. Era uma outra face feminina. Agora, não mais a mulher que é seduzida e sofre, mas a que faz sofrer.
Terminada a leitura, Lygia, que foi só para assistir, pediu a palavra: “Cairia agora em prantos, mas não me esqueço do meu filho dizendo que jovem chorando é ótimo, mas uma velha é um horror.” Ela disse que gostaria de estar no palco, mas que era apenas “uma mulher de perna quebrada”. E começou a contar sua história e lembrar passagens curiosas de sua trajetória. Ela, que já não participa mais de tantos encontros como este, estava a vontade, e queria falar mais. Mas a palavra voltou ao palco, a conversa continuou lá em cima, e Lygia teve de ir embora. Saiu, aplaudida de pé e acenando para o público.
A passagem de Lygia Fagundes Telles foi um dos pontos altos da edição de estreia da Pauliceia Literária – um encontro que se mostrou intimista, idealizado pela Associação dos Advogados de São Paulo depois de uma conversa com a escritora Patrícia Melo e que teve curadoria de Christina Baum, uma das fundadoras da Festa Literária Internacional de Paraty. Na escolha dos temas que seriam abordados, houve uma preocupação maior em incluir mesas sobre literatura policial, gênero predileto dos organizadores.
Mas não foi só isso. Entre os convidados, o português de origem angolana Valter Hugo Mãe, que encantou a plateia e autografou, na tenda montada na frente da sede da Aasp, na rua Álvares Penteado, durante duas horas. A fila de Laurentino Gomes, que participou no sábado de uma mesa mediada por Ubiratan Brasil, editor do Caderno 2, também estava concorrida. Participaram, ainda, o advogado-escritor-best-seller Scott Turow, William Landay, Marçal Aquino, Tony Bellotto, entre os outros.
Houve espaço para debater Shakespeare, com Rodrigo Lacerda e José Garcez Ghirardi, e Fernando Pessoa, com Jerónimo Pizarro e José Paulo Cavalcanti, que anunciou que seuFernando Pessoa – Uma Quase Autobiografia vai virar audiolivro narrado por Silio Boccanera e pelo ator Ricardo Pereira, que será Pessoa na obra. E espaço para experimentar. No encontro do escritor Ignácio de Loyola Brandão com o jurista Eros Grau, o assunto da conversa foi sorteado a partir de sugestões de leitores.

EDIÇÃO DE 2014 AINDA É INCERTA, DIZ CURADORA

A Pauliceia Literária terminou ontem, com chuva, mas ainda sim com um bom público. A realização de uma segunda edição começa a ser discutida nesta semana pela Associação dos Advogados de São Paulo, que bancou o evento. Se optarem por ela, a curadora Christina Baum diz que devem ser mantidas algumas mesas que promovem o diálogo entre a literatura e o universo jurídico. “Mas também queremos ampliar a programação literária e criar novas mesas, como uma para discutir biografias, outra para música, e uma em homenagem a Mario de Andrade, que inspirou o nome da Pauliceia”, diz. Há outras decisões a serem tomadas – entre elas, o uso ou não de leis de incentivo fiscal.

(Fonte: Estadão)

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