ASSUNTOS ABORDADOS

AMOR

segurando um chaveiro

Amor

O meu coração não é de aço,
O meu labor não tem compasso,
A estrada é longa e até me canso,
Confesso que sinto medo,
Mas vou te contar um segredo:

O amor é minha sina,
Está onde o meu eu começa e termina…
É ele que me ilumina,
E mesmo que às vezes seja uma lida,
Sempre será parte da minha vida.

(Elaine Elesbão)

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PROSSIGA

caminhar - eucaliptos na janela - solange maia

PROSSIGA

Diante de qualquer perda, decepção, frustração, problema… A dor chega e é impossível ignorá-la. Ignorar a dor não é mesmo uma boa ideia, porque dor negada é dor dobrada. Então, se algo lhe fez ou faz sofrer, não finja que está tudo bem, receba a dor e deixe que ela te mostre os lugares machucados, pois só assim será possível cuidar dos ferimentos. E ferimento tratado corre menos risco de infeccionar e pode cicatrizar mais rápido.
A grande questão é que algumas pessoas não só aceitam a dor como passam a viver alimentando-se dela. E dor é um processo que deve ter começo, meio e fim.
Sofrer em demasia, lamentar-se, nutrir desejos de vingança ou vitimizar-se não fará a dor passar e não resolverá o problema e, em alguns casos, faz tudo piorar.
Sendo assim, se algo lhe deixar muito triste, se a dor chegar à sua vida e se o sofrimento segurar a sua mão… Lembre-se de tratá-los como se fossem aquela visita inesperada que chegou justamente na hora em que você estava se preparando para sair. Receba-os, trate-os com respeito, dê a atenção devida, mas saiba despedir-se deles antes que te façam perder mais tempo do que o necessário. Não permita que te impeçam de seguir com a sua programação.
Nunca se esqueça de que a vida é importante demais e passa mais rápido do que gostaríamos. E não é o tempo que dedicamos cultivando o caos que nos tornará mais fortes, e sim o modo como o superamos.
Tente concentrar-se naquilo que lhe faz bem, que lhe causa paz e bem-estar, tenha fé e saiba perdoar-se e perdoar aqueles que o cercam. Exercite a prática do pensamento positivo. Sorria e prossiga. E tudo melhorará.
(Elaine Elesbão)

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CATARSE

lendocama

Catarse

A minha solidão não quer companhia
É melindrosa e exige atenção
No meu vagar dos dias vazios
Sinto…
Egoísta demais essa sensação

Tranquei o peito a sete chaves
E do lado de dentro há eco
Enquanto o silêncio grita
Penso…
A cada minuto peco

A armadura desgastada range
Protege mais quem está de fora
Cada palavra que não disse
Escrevo…
Castigo o papel que chora

As letras sozinhas nada são
Unem-se para significar
Sabendo do meu desespero
Divago…
Difícil demais transbordar

(Elaine Elesbão)

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POESIA

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Poesia

Eu soube que um poeta me fez sua musa…
E na lousa fria da minha alma escrevi seu nome.
O que era gelo derreteu,
e mais ainda, fez-se fogo…
Tudo ardeu!

E a chama que tudo inflama, percorre a espinha.
Já não estou mais sozinha…
Já não me sinto vazia…
Agora eu sou poesia!

(Elaine Elesbão)

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A MALDADE

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É praticamente impossível para qualquer ser humano ser totalmente bom. E mesmo que o bem, geralmente, consiga vencer o mal, é preciso compreender que a luta é difícil e que nem todos estarão fazendo parte da tropa vitoriosa.
Ignorar que a maldade existe ou se convencer de que dentro da gente só tem espaço para os mais nobres sentimentos, é se iludir. Situações extremas são capazes de despertar o que de pior abrigamos. Infelizmente, nem nós mesmos sabemos do que somos capazes até sermos testados. É preciso um esforço diário para manter um alto padrão vibratório a fim de afastar o mal que nos ronda.
Acontece que a maldade não é um país subdesenvolvido que a gente decide visitar de vez quando para entender o seu funcionamento… A maldade é a turista, e o país somos nós.
É ela quem, sorrateiramente, decide quando irá nos visitar, mas nós lhe damos o visto, ou não. As regras de permanência são as que deixamos viger, então ela só nos visitará se permitirmos ou ficará apenas pelo tempo que aprovarmos.
E a maldade não é uma turista comum. Ela não se encanta pelas nossas belezas naturais nem se interessa pela nossa história. Não quer colecionar os nossos postais e não faz selfies nos nossos monumentos mais bonitos…
A maldade gosta dos recantos sombrios, dos tsunamis, de contemplar os escombros que resultaram das batalhas que travamos, de ler os nomes nas lápides dos nossos cemitérios e se sente à vontade ao caminhar pelas nossas ruas sem asfalto e sem saneamento básico. E mais do que isso, ela vai saquear tesouros, pichar muros, violar leis, violentar a nossa consciência e ferir gravemente a nossa dignidade.
Experimentemos cuidar dos nossos jardins, investir em infraestrutura, pavimentar as nossas ruas, dar abrigo aos bons sentimentos, promover a manutenção da paz… E ela não nos incluirá em seu roteiro de viagem. E caso inclua e nós, por distração ou concessão, a recebamos, que saibamos monitorar a sua presença e reforçar as nossas defesas; que possamos manter em nosso país um ambiente saudável e com condições dignas para que o bem sobreviva e se propague, pois assim a maldade não nos escolherá como residência permanente nem como lugar preferido no mundo.

(Elaine Elesbão)

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ELA DESISTIU…

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Ela era incapaz de enumerar a quantidade de vezes em que se deparou com alguma situação que jurava que não conseguiria resolver. E sofreu, porque sofrer é muito mais fácil do que reagir. E ao se permitir sofrer sem freios, machucou várias partes do seu eu. Tornou-se aquela pessoinha frágil que se quebrava com qualquer sopro mais forte.
O seu coração precisou se regenerar de tantas maneiras que chegou a considerar que, no seu caso, o que pulsava do lado esquerdo do peito era um fígado. Perdeu a esperança, caiu, errou, chorou, sentiu-se sem rumo, sem paz e sem razão… E a vida, que não olha para baixo, pisou nela em todas as oportunidades que teve de se deparar com ela largada ao chão.
O pior é que tudo o que ela fazia para tentar sair da sua condição de vítima, não dava certo, porque ela vivia abraçada a sua dor. Foi perdendo o ânimo e a vontade de lutar. Em pouco tempo percebeu que não havia buraco fundo o suficiente para que ela coubesse juntamente com os seus problemas, então passou a cavar cada vez mais rápido, mesmo sentindo-se esgotada.
Ela descobriu que escavar exige menos esforço do que escalar… Ainda mais quando o terreno é instável.
Algumas pessoas tentaram fazê-la perceber o mal que ela estava fazendo a si mesma, mas ela não deu ouvidos; outras incitavam-na a sentir-se pior e nessas ela prestou atenção. Acontece que, em pouco tempo, todas cansaram e se afastaram dela. As boas pessoas porque preferiram gastar energia com quem lhes dava crédito e as más porque perceberam que ela já fazia sozinha um excelente trabalho de autodestruição.
Matou os sonhos, as perspectivas e os seus melhores desejos. Para todo lugar que olhava só via o buraco no qual se meteu.
Um dia, extremamente cansada de tudo, sem saber o que fazer para que a dor fosse menos angustiante, resolveu rezar. Não que esperasse ser ouvida. Estava tão acostumada a se lastimar que achou que a sua oração seria só mais um dos seus lamentos.
As palavras dela, a princípio, pareceram sem nexo, mas percebeu que se tornavam mais audíveis e mais coerentes a cada nova frase proferida. Imaginou que algum anjo surgiria para resgatá-la, porque ser resgatada dela mesma era o que ela mais precisava… E porque, na sua mente, só um milagre conseguiria fazer com que a vida dela melhorasse.
Rezava com bastante afinco. E nada acontecia. Mas mesmo nada de concreto acontecendo foi percebendo que a cada dia se sentia mais fortalecida. Com as forças se renovando, notou que conseguiria dar um basta na situação e foi aí que resolveu desistir…
Desistiu de ser covarde, de se esconder das responsabilidades, de se esquivar da luta e resolveu encarar cada problema de frente. E foi quando não aceitou mais ser refém da sua fragilidade, quando rejeitou o papel de vítima indefesa, quando se recusou a acreditar nas desculpas que inventava para justificar as próprias fraquezas, que se deu conta que a dor não cura nada. A dor só serve para fazer lembrar que tem algo errado, mas não é ela que importa de verdade. O que importa é como reagimos.
Ela compreendeu que diante de qualquer perda, decepção, frustração ou problema, a dor chega e é impossível ignorá-la, até porque ignorar a dor não é uma boa ideia, dor negada é dor dobrada. Mas, depois de ter chegado ao fundo do buraco mais fundo que ela mesma escavou, aprendeu a deixar a dor lhe mostrar os lugares machucados, não para lamentar os ferimentos, não para se concentrar no sofrimento que eles lhe causavam, não para culpar-se por tê-los provocado ou recebido… E sim para cuidar deles. E ferimento tratado corre menos risco de infeccionar e cicatriza mais rápido.
E foi agindo dessa maneira que ela se tornou a protagonista da sua história, nem vilã nem heroína, apenas alguém que descobriu que a força dela habita nela mesma.
Adquiriu o hábito de rezar, pois assim afasta a escuridão da sua alma e se prometeu nunca mais esquecer que tudo tem que ter começo, meio e fim, tipo livro… Tipo a dor.
E agora, mesmo quando não está feliz, ainda sim está bem, escalando montanhas com os olhos voltados para o céu.

(Elaine Elesbão)

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O ritmo e o estilo de diferentes obras literárias brasileiras

Número de palavras por frase é um dos principais responsáveis por definir ritmo e musicalidade de um texto. Veja como diferentes autores equilibram frases em suas obras.

(Por Rodolfo Almeida e Daniel Mariani – NEXO)

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Para ler a matéria completa clique no link abaixo:

NEXO

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Entrevista para o Ponto pra ler

Vamos falar sobre romantização da violência na literatura?

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ANO NOVO

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2016 está quase chegando ao fim. Está sendo um ano daqueles, bem difícil mesmo. A questão é que não acredito que 2017 será um ano muito melhor se as pessoas não melhorarem. Um ano é o solo, nossos pensamentos são as sementes e as nossas ações são os elementos (água, fertilizante…) que tornarão esse solo fértil para as sementes brotarem. Então, um ano pode ser apenas mais um ano ruim se os nossos pensamentos e ações não forem bons.
E nunca vi um tempo de gente vibrando tão negativamente como esses de agora. Minha nossa! 2016 se transformou num solo repleto de ervas daninhas.
Eu acho que em vez de comprarmos roupa nova pra vestirmos na passagem de ano, devíamos é mudar a roupa da nossa alma, que anda suja, mofada e muito feia, para recebermos 2017 de um jeito mais bonito.
Se em 2017 investirmos na caridade, na bondade, na sinceridade e, principalmente, na honestidade, se cada um de nós jogar boas sementes no novo solo e agir de forma digna e empática, tenho certeza de que tudo vai melhorar… O Brasil vai melhorar. E a gente vai terminar o ano com aquela sensação boa de dever cumprido que, este ano, está fazendo falta. Muita falta.

Elaine Elesbão

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MENTIRAS

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Você descobre as mentiras que alguém lhe contou e vários sentimentos tentam se alojar em seu coração: raiva, tristeza, decepção, frustração, asco…
Mas então você fecha os seus olhos, pensa sobre o assunto e percebe que a falsidade de outra pessoa não deve ter o poder de tirar a sua paz, a sua doçura e a sua bondade, porque você é muito maior do que a pequeneza que o outro demonstrou ter.
E você compreende que o problema não tem nada a ver com o que você sente ou deixou de sentir a respeito das mentiras que lhe foram contadas e sim com o vazio da alma de quem não teve coragem de assumir seu verdadeiro eu e se mostrar da forma que realmente é. Esse vazio acabará por preencher a vida toda dessa pessoa que se vestiu de farsa e corroerá tudo o que ela tem por dentro. Que lástima!
O sentimento que passa a se fazer presente quando você pensa nesse ser atormentado é o de dó. Dó porque você acha que deve ser muito triste para alguém viver interpretando um personagem, tentando parecer alguém melhor, mais importante e mais amado… E você sabe que tudo isso está relacionado à falta de autoestima, de dignidade e de caráter.
E o que você faz?
Você respira fundo e reza. Reza para que a sabedoria divina possa mostrar o caminho do bem pra quem preferiu seguir pelo desfiladeiro da mentira, reza para que essa pessoa possa algum dia sentir amor por ela mesma e prefira lutar para ser de verdade tudo aquilo que ela finge ser… E reza mais ainda para que a sua própria vida seja repleta de luz e sinceridade a fim de que nenhum ser que se alimente de inverdades, de escuridão e hipocrisia possa sentir interesse em se aproximar novamente de você!
Elaine Elesbão

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